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Investigação

Caso Marcelly: Polícia Civil ouve familiares e investiga negligência médica

Laudo do IML será determinante para saber qual a causa da morte da assistente social, Marcelly Almeida de 33 anos

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A Polícia Civil informou hoje, em coletiva de imprensa, que está aguardando o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte de Marcelly Almeida, assistente social de 33 anos, que faleceu ontem (23) na UPA Coronel Antonino, em Campo Grande. A família alega negligência médica.

De acordo com a delegada plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac/Cepol), Joilce Silveira Ramos, os familiares da vítima, incluindo seu marido, já prestaram depoimento e relataram que Marcelly chegou na Upa por volta das 13h, com vomito, tontura e pressão arterial baixíssima, 7/4.

“É uma situação bastante triste e difícil por ter que receber os familiares. Mas, é preciso que a situação seja investigada, então foi tomado a termo as declarações. Os familiares acreditam que houve erro médico, houve demora no atendimento e que isso pode ter acarretado a morte dela”, declarou a delegada.

Ainda conforme a delegada, a vítima tinha testado positivo para Dengue durante um exame feito no domingo (21), a família denuncia negligência médica por imprudência e demora no atendimento.

“A vítima foi piorando. Sabemos que uma pressão 7/4 não mata, a tendência é piorar o estado de saúde, ainda mais em uma pessoa que já não estava bem, sem alimentação e vomitando. Nesse caso, se a pessoa não for medicada ela vai realmente ter uma piora considerável. Iremos verificar a questão da classificação do caso, que segundo o marido da vítima seria amarela, mas essa não é de atendimento de urgência, a pessoa tem que aguardar. Tudo isso vai ser verificado”,  ponderou a delegada.

De acordo com os depoimentos prestados pelos familiares, Marcelly não chegou a receber atendimento médico logo após a triagem e precisou esperar duas horas para ser ‘vista’ por um médico. E, ainda assim, a avaliação médica veio após o marido exigir ajuda.

"Levamos muito em consideração a palavra dos familiares. O marido alega que ela chegou já sentindo dores abdominais, com vômito, tontura e que já havia testado positivo para dengue no domingo. Ainda hoje no IML já vai atestar do que realmente ela faleceu. Agora, se houve imprudência, imperícia ou negligência do médico só ao final das investigações”, acrescentou a delegada.

Quanto ao lado do IML, a delegada informou que uma parte de cada órgão de Marcelly foi retirada para a investigação a fim de constatar a causa do óbito da vítima. Além disso, pacientes que estavam no local e a equipe médica também serão ouvidas.

Caso seja comprovado a negligência médica, os responsáveis podem ser condenados. 

“A imperícia é quando o médico mesmo formado, não tem capacidade para exercer o cargo e acaba ministrando um remédio errado, por exemplo. Nesse caso, ele agiu com imperícia. Na negligência, o médico não age. Por exemplo, ele deveria dar um medicamento e não deu. Se houve imprudência ou negligência, isso vai ser investigado e se no final ficar constatado que ele com certeza ele será condenado", finalizou a delegada.

Sesau lamenta e diz que também está apurando o caso

Em nota ao Correio do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) disse que está empenhada em apurar minuciosamente os fatos e que irá prestar todos os esclarecimentos necessários e colaborar integralmente com as autoridades competentes, com transparência e responsabilidade.

"Ressaltamos que a secretaria tem dedicado esforços incansáveis para aprimorar os processos e fluxos de atendimento em suas unidades, bem como para a expansão e qualificação do quadro funcional, com o objetivo de proporcionar uma assistência de melhor qualidade à população.
É importante destacar que diariamente são realizados mais de 11 mil atendimentos somente nas nossas dez unidades de urgência, obtendo elevado índice de resolutividade.
Reiteramos os nossos votos de pesar pelo falecimento da paciente. Neste momento difícil, solidarizamo-nos com os amigos e familiares, oferecendo nossas condolências.".


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alerta

Idoso sobe de escada em telhado, cai e morre em Campo Grande

Ele foi socorrido em estado gravíssimo, com politraumatismo, mas faleceu na Santa Casa

16/09/2026 11h50

Telhado - imagem de ilustração

Telhado - imagem de ilustração Foto: Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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Francisco Caetano dos Santos, de 73 anos, morreu após cair de um telhado, que possui quatro metros de altura, na tarde desta terça-feira (15), na Vila Cidade Morena, em Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, o idoso subiu em uma escada para fazer um reparo no telhado de sua residência, quando se desequilibrou e caiu.

Ele ficou inconsciente e teve sangramento na cabeça. Em seguida, a família acionou o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS).

Ele foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado até o Hospital Santa Casa de Campo Grande, onde passou por exames e foi diagnosticado com politraumatismo.

Mas, ele não resistiu e faleceu instantes depois no hospital.

O caso foi registrado como “morte decorrente de fato atípico” na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

ALERTA

A situação traz um alerta: uma tarefa aparentemente comum pode se transformar, em poucos segundos, em uma tragédia.

Subir no telhado pode parecer uma tarefa simples, mas envolve riscos graves e que podem resultar em ferimentos sérios ou até mesmo em morte.

Além da altura, a pessoa pode perder o equilíbrio, escorregar, pisar em uma telha que não suporta seu peso ou cair.

A recomendação é não subir no telhado por conta própria. Acione um profissional capacitado, que tenha os equipamentos de segurança adequados para realizar o trabalho.

Parque do lageado

Menino de 17 anos assassinado a tiros é a 396ª vítima de homicídio em 2026

Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora

15/09/2026 09h00

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado Paulo Ribas

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Menino, de 17 anos, que não teve o nome divulgado, foi assassinado a tiros, na noite desta segunda-feira (14), em uma conveniência localizada na rua Anselmo Selingard, Parque do Lageado, em Campo Grande. Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora.

Conforme apurado pela reportagem, o menino estava no bar acompanhado de outras pessoas, quando um homem chegou de carro atirando e fugiu logo em seguida.

A princípio, horas antes, a vítima teria se envolvido em uma discussão com outras pessoas nas proximidades do local. Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, mas ele faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para realizar os procedimentos de praxe. O Batalhão de Choque (BPMChoque) também deu apoio a ocorrência. Em seguida, a funerária retirou o corpo.

Após o homicídio, houve intensa aglomeração de populares no local. Autoridades competentes vão apurar as causas do assassinato e as circunstâncias da ocorrência.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 396 pessoas foram mortas (homicídio doloso), entre 1º de janeiro e 15 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Desse número,

  • 354 são homens
  • 34 mulheres
  • 8 não tiveram o sexo divulgado
  • 135 são jovens
  • 203 são adultos
  • 28 são idosos
  • 18 são adolescentes
  • 6 são crianças
  • 6 não tiveram a idade divulgada
  • 108 ocorreram em Campo Grande
  • 288 ocorreram no interior do Estado

Os assassinatos ocorreram em janeiro (29), fevereiro (19), março (35), abril (23), maio (38), junho (37), julho (46), agosto (41) e setembro (20).

 

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