Polícia

Decisão do TJMS

"Gerente" da família Name irá a júri popular por assassinato de 'playboy da mansão'

O TJMS recusou o recurso da defesa do ex-GCM Marcelo Rios, apontado pela investigação como braço direito da família Name

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O ex-guarda Municipal Marcelo Rios teve o recurso negado e irá enfrentar júri popular por sua atuação no grupo criminoso liderado por Jamil Name e Jamil Name Filho, que culminou com a execução do empresário Marcel Costa Hernandes Colombo, conhecido como 'playboy da mansão'. 

A investigação levantou que os denunciados eram integrantes de uma organização criminosa, lideradas por Jamil Name e Jamil Name Filho. As atividades criminosas envolviam "eliminar" os desafetos ou rivais. Seja por questões comerciais ou pessoais. 

Marcelo Rios aparece no esquema como homem de confiança dos líderes a atuava como "gerente" do esquema criminoso. Entre sua atuação estava receber ordens e informar os outros integrantes.

Recurso negado

Anteriormente, os advogados de Marcelo Rios entraram com recurso pedindo anulação do processo por "cerceamento da defesa" com a alegação que não obtiveram acesso às informações referentes a investigação. Também pediram anulação da sentença. No entanto, o magistrado autorizou que retirassem o Relatório da Gaeco sobre o caso. 

Diante da impossibilidade da retirada do Relatório Digital por então à época não estar disponível no cartório, o material foi disposto em um CD pelo cartório da 2ª Vara do Tribunal do Júri. No entanto, durante a conferência a mídia não abriu. Diante da situação imediatamente solicitaram o encaminhamento do relatório via pendrive. 

"Destaca-se que as partes tiveram acesso ao teor da acusação, documentos e provas contra si produzidos, não subsistindo a tese de cerceamento de defesa", diz os autos e, portanto, a nulidade do caso foi negada.

Motivação

Tudo teria iniciado com um entrevero em uma casa noturna quando Marcel deu um soco no rosto de Name Filho. Após esse episódio a vingança motivou a execução do empresário. Marcelo Rios, foi apontando pela investigação como "gerente", cuja atividade era de informar o bando repassando ordens a mando dos Names.

Os integrantes José Moreira Freires, Marcelo Rios e o policial federal Everaldo Monteiro de Assis foram os intermediários, sendo encarregados de levantar informações sobre a vítima. O responsável pela execução foi Juanil Miranda, que seguiu a vítima por meio de suas redes sociais e assim descobriu que o 'playboy da mansão' estava na cachaçaria. 

Apesar de ser o pistoleiro da milícia, José Moreira Freires não teve parte nesta execução por estar fazendo uso de tornozeleira eletrônica. Mesmo não tendo participação direta no homicídio, o ex-guarda Rafael Antunes foi o responsável por ocultar a arma usada no crime.

Jamil Name pai morreu em 2021 vítima da Covid-19. Estava preso no Rio Grande do Norte pela mesma acusação enfrentada pelo filho, o de chefiar milícia armada.

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CORUMBÁ

DOF apreende 10 kg de cocaína abandonados às margens da BR-262

Entorpecente estava dentro de um saco e foi avaliado em R$ 750 mil

27/07/2026 11h45

Cocaína 'largada' em vegetação na BR-262/MS

Cocaína 'largada' em vegetação na BR-262/MS DIVULGAÇÃO/DOF

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Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) encontraram, na tarde deste sábado (25), 9,78 quilos de cocaína abandonados no KM-670 da BR-262, às margens da rodovia, em Corumbá, município localizado a 416 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, os policiais patrulhavam pela estrada e visualizaram um saco, com volume suspeito, escondido em meio à vegetação.

Os policiais averiguaram o saco e constataram que, no interior, havia nove tabletes de substância análoga ao cloridrato de cocaína, avaliados em R$ 750 mil.

Em seguida, realizaram diligências e buscas para localizar o responsável pelos entorpecentes, mas, nenhum suspeito foi encontrado.

A droga foi apreendida e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Corumbá.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 5.677 kg de cocaína e 4.227.084,725 kg de maconha foram apreendidos, entre 1º de janeiro e 27 de julho de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

POLÍCIA

Dupla morre em confronto com o Choque em Ivinhema

Número de mortos em confronto chega a 74 em 2026

26/07/2026 16h00

Confronto ocorreu na avenida Reynaldo Massi, em Ivinhema (MS)

Confronto ocorreu na avenida Reynaldo Massi, em Ivinhema (MS) Foto: Ivinotícias

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Lucas Maciel Nunes (21 anos) e André da Silva de Andrade Gama (22 anos) morreram em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na tarde deste domingo (26), na avenida Reynaldo Massi, número 706, em Ivinhema, município localizado a 289 quilômetros de Campo Grande.

Equipes da Polícia Militar realizavam patrulhamento tático quando flagraram um homem consumindo maconha em frente a uma residência. Ao receber ordem de abordagem, o suspeito fugiu para o interior do imóvel.

Durante a ação, um dos suspeitos, identificado como Lucas, teria efetuado disparos contra os policiais, que reagiram para conter a agressão. Na sequência, um segundo homem, conhecido como “Jamaica”, também teria saído de uma edícula armado, sendo igualmente alvejado após, segundo a corporação, representar ameaça às equipes.

Após a ocorrência, os dois suspeitos foram desarmados, receberam os primeiros socorros no local e foram encaminhados com vida a uma unidade hospitalar para atendimento médico.

Na ocorrência, foram apreendidos:

* 01 revólver Taurus calibre .38, contendo 06 munições (01 deflagrada e 05 intactas);
* 01 pistola Smith & Wesson calibre 9 mm, contendo 09 munições intactas;
* 01 tablete de maconha, pesando aproximadamente 1 kg;
* 17 porções de entorpecentes, totalizando aproximadamente 70 g, entre haxixe, cocaína e pasta base de cocaína.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil como:

* Desobediência
* Resistência
* Porte ilegal de arma de fogo de uso restrito
* Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido
* Tráfico de drogas
* Tentativa de homicídio
* Homicídio decorrente de oposição à intervenção de agente legal do Estado

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 74 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 26 de julho de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 74 mortes, 8 ocorreram em janeiro, 5 em fevereiro, 9 em março, 9 em abril, 14 em maio, 15 em junho e 14 em julho. Em 2025, 73 pessoas morreram em confronto com a polícia.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança e grupos armados ocorre em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento preventivo/ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

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