Polícia

SERIAL KILLER

Pedreiro que matou sete pessoas é condenado a mais 18 anos e pena chega a 96 anos

Acusado ainda terá que passar por um último julgamento, quando será decidida a pena pela morte de Hélio Taíra

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Em mais um julgamento realizado pela 2ª Vara Criminal de Campo Grande, Cleber de Souza Carvalho, de 43 anos, conhecido como “pedreiro serial killer”, foi condenado a 18 anos de prisão pela morte de José Jesus de Souza. Com a decisão de hoje, o réu já soma 96 anos de pena. 

A sentença foi proferida após o acusado passar por votação de júri popular. O juiz responsável pelo caso, Aluízio dos Santos Pereira, salientou que, além do homicídio qualificado, o  homem também responderá por ocultação de cadáver. 

Neste caso, Cleber também estava sendo acusado de estelionato, contudo, o júri decidiu pela absolvição. 

A condenação desta quarta-feira (20) é referente apenas a um dos sete assassinatos cometidos pelo homem. Em breve, ele sentará novamente no banco dos réus, mas, dessa vez, pelo assassinato de Hélio Taíra, que morreu aos 74 anos.

De acordo com as investigações, o crime julgado hoje aconteceu depois que o assassino se desentendeu com José Jesus de Souza. 

Eles trabalhavam juntos em algumas obras e a suspeita de estelionato foi levantada após Cléber vender um terreno que pertencia a vítima após matá-la. Além disso, a irmã do acusado estava morando na casa de José de Jesus. 

Além do crime contra José de Jesus, o serial killer já foi condenado pela morte de Timóteo Pontes Romã, de 62 anos, de José Leonel Ferreira dos Santos, de 61 anos, e Roberto Geraldo Clariano, de 48 anos. 

O corpo de Clariano foi o primeiro a ser encontrado pela polícia, o que desencadeou uma série de investigações e acabou com a confissão dos sete assassinatos cometidos por Cleber. 

O réu também responde pela morte de Flávio Pereira, de 34 anos, de quem era primo, de Claudionor Longo Xavier, de 48 anos.

Por enquanto, sua pena soma 96 anos de reclusão, número que pode aumentar, já que ainda há o julgamento do crime cometido contra Hélio Taíra. 

Em todos os casos, a morte sempre acontecia após o criminoso discutir com a vítima por questões de bens materiais ou por dinheiro. Todos os cadáveres foram ocultados, agravando as penas impostas pelo júri. 

Santa Rita do Pardo (MS)

Caminhão tomba e derruba 467 kg de cocaína na MS-040

Droga estava armazenada em tabletes e escondida em meio a uma carga de ureia

13/04/2026 12h30

Entorpecentes em meio a carga de ureia

Entorpecentes em meio a carga de ureia Foto: divulgação/BPMRv

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Caminhão tombou e derrubou 431 kg de pasta base de cocaína, 36 kg de cocaína e 10 kg de haxixe, na manhã deste domingo (12), após um acidente de trânsito, na MS-040, em Santa Rita do Pardo, município localizado a 242 quilômetros de Campo Grande.

A droga estava armazenada em tabletes e escondida em meio a uma carga de ureia. Os entorpecentes foram avaliados em aproximadamente R$ 13,5 milhões.

Conforme apurado pela reportagem, policiais militares do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) foram acionados para atender um sinistro de trânsito na MS-040, quando chegou ao local e viu um conjunto veicular tombado.

Eles flagraram os entorpecentes em meio a carga de ureia. O motorista teve lesões leves, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao hospital.

Após receber alta médica, recebeu voz de prisão em flagrante por tráfico de drogas e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil.

A rodovia foi temporariamente interditada para retirada do veículo e limpeza da pista, sendo liberada posteriomente.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 2.688,6 kg de cocaína e 108.419,9 kg de maconha foram apreendidos, entre 1º de janeiro e 13 de abril de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

CAMPO GRANDE (MS)

PF apura má conduta de servidores em ocorrência

Dois policiais federais teriam agredido algumas pessoas em um local público, após se identificarem como integrantes da instituição

29/03/2026 11h30

Fachada da Superintendência da PF em MS

Fachada da Superintendência da PF em MS ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Polícia Federal (PF) instaurou um procedimento interno para apurar a conduta violenta de servidores, na madrugada deste sábado (28), em um estabelecimento comercial, localizado em Campo Grande (MS).

Conforme apurado pela reportagem, dois policiais federais teriam agredido algumas pessoas em um local público, após se identificarem como integrantes da instituição.

Com isso, a PF investiga as circunstâncias da ocorrência e a conduta dos servidores envolvidos, sem prejuízo das investigações conduzidas pela autoridade policial competente.

O Correio do Estado entrou em contato com a PF para saber o que aconteceu de fato, a dinâmica da ocorrência, local, horário, idade das vítimas e como se deu as agressões. Mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

Em nota, a PF informou que não compactua com desvios de conduta e adotará todas as medidas cabíveis, inclusive disciplinares e penais, caso confirmadas irregularidades.

“A instituição reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a correta atuação de seus servidores”, informou a instituição, por meio de nota enviada à imprensa.

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