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Altos da Afonso pena

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Vídeo: em barreira policial, PM é atropelado por moto em evento de influencer digital

Soldado sofreu fratura exposta na tíbia direita e foi encaminhado para o Hospital Santa Casa

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Soldado da Polícia Militar, de 33 anos, foi atropelado por uma motocicleta, na noite desta quinta-feira (23), durante ‘encontro’ de influenciador digital com seus seguidores, realizado nos altos da avenida Afonso Pena, em Campo Grande. O militar foi atingido pela moto em barreira policial, enquanto tentava pacificar o evento.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o influenciador digital, Rodolfo Manolo, marcou um encontro com seus milhares de seguidores nos altos da avenida Afonso Pena.

Ele convocou seus 85 mil seguidores para open de água, refrigerante, bebidas alcoólicas e narguilé, além de sorteio de vales-compra, móveis, whisky e vodka

Uma multidão se formou no local ao redor de um veículo iluminado e adesivado, do tipo trailer, estacionado ao lado do Bioparque Pantanal.

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de tumulto e briga generalizada nos altos da Afonso Pena, a qual indivíduos teriam derrubado a grade do Parque das Nações.

Diante da dimensão do evento, foi solicitado apoio do Batalhão de Choque (BPMChoque). Viaturas se deslocaram até o local, foram estacionadas na diagonal na avenida, formando um bloqueio policial. Várias motocicletas, em alta velocidade, aceleram em direção ao bloqueio policial.

O militar desceu da viatura, deu voz de parada aos motociclistas, mas eles desobedeceram e atropelaram o soldado.

Outros militares presenciaram o atropelamento e deram voz de comando para que o piloto descesse da motocicleta, porém, a ordem foi desobedecida.

Com isso, a PM efetuou dois disparos de calibre 12, com munição menos letal e pediu que o condutor se deitasse no chão. De imediato, outro policial algemou o condutor da moto e o colocou na viatura.

O soldado foi atendido pelo Corpo de Bombeiros e posteriormente encaminhado para o Hospital Santa Casa. Ele sofreu fratura exposta na tíbia direita.

Veja o vídeo:

 

Enquanto estava sendo atendido, o soldado mencionou que o autor de seu atropelamento era uma motocicleta com dois ocupantes e que o motociclista contido não seria o autor.

Após conhecimento de que o autor preso não seria o responsável pelo atropelamento, dois vídeos chegaram ao conhecimento das guarnições, onde é possível ver a dinâmica dos fatos e também verificar que a motocicleta em questão é de cor escura, sendo que um dos capacetes dos ocupantes é branco.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol) como homicídio, se praticado contra a autoridade no exercício de sua função e omissão de socorro, qualificada se resulta lesão corporal de natureza grave.

Veja o vídeo do influenciador digital convocando seus seguidores para o 'encontrinho':

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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"Trapaça da Sorte"

Polícia acaba com "farra" de golpistas com falso bilhete premiado em Mato Grosso do Sul

Em ação conjunta com Polícia Civil de Goiás, suposto mentor do golpe do bilhete premiado é preso em Campo Grande

06/04/2024 11h15

Apesar do golpe ter mais de 16 anos "na praça" continua sendo aplicado em três Estados do Brasil Imagem Divulgação

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Em ação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e Goiás cumpriram mandado de busca e apreensão contra o suspeito identificado como L.C.S., de 47 anos, apontado como suposto integrante de uma quadrilha que aplica o golpe do "Bilhete Premiado".

Apesar do golpe ter mais de 16 anos "na praça" continua sendo aplicado em três Estados do Brasil. O público alvo dos bandidos são idosos que são abordados e acabam caindo na conversa dos integrantes da quadrilha.

Os idosos acabam caindo na conversa dos criminosos que inventam desculpas para vender o falso bilhete premiado, alegando inclusive que precisam deixar a cidade com urgência e não teriam tempo para resgatar o prêmio. Com isso para adquirir o bilhete ocorre o "limpa" na conta das vítimas.

Por operar em municípios de diversos Estados a investigação por meio de reconhecimento realizado por parte da vítima acaba sendo prejudicado. 

Operação

A Polícia Civil de Goiás solicitou apoio e o Garras iniciou o trabalho até localizar L.C.S., em sua residência, em Campo Grande.

O suspeito teve a prisão temporária decretada e os policiais cumpriram com o mandado de busca e apreensão. Segundo divulgado pela polícia, o suspeito tem a "capivara" (ficha criminal) extensa com registros em Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, todos relacionados a prática criminosa que ocorre há mais de uma década.

A Polícia Civil de Goiás, acredita que L.C.S., é o possível mentor do golpe que por meio de técnicas de persuasão com a promessa as vítimas que estão adquirindo um bilhete premiado com valor superior a transferência bancária que solicitam. 

 

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PCC

Em transferência recorde, Paraguai envia 25 presos do PCC e CV ao Brasil

Os detentos que cruzaram a fronteira com o Brasil estavam condenados a penas que variam de sete a 35 anos de reclusão

05/04/2024 20h00

A operação transcorreu durante toda a manhã sem anúncios públicos por questões de segurança. Reprodução

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Em uma operação de cifras recordes e saudada com pompas pelo governo do Paraguai, o país enviou ao Brasil nesta quinta (4) 25 presos brasileiros detidos em prisões paraguaias. A maioria pertencia ao PCC, o Primeiro Comando da Capital, e ao Comando Vermelho.

Com sacos pretos cobrindo suas cabeças, os detentos foram levados por largos efetivos policiais até as regiões fronteiriças de Pedro Juan Caballero e Ciudad del Este, duas localidades com altas taxas de violência. Mais de 800 policiais civis e militares participaram.

A operação transcorreu durante toda a manhã sem anúncios públicos por questões de segurança. Ao ser divulgada , durante a tarde, as autoridades paraguaias descreveram as cifras como históricas: nunca antes tantos presos brasileiros em conjunto foram entregues ao país.

A administração do presidente Santiago Peña, há menos de um ano no cargo, disse que o objetivo é eliminar fatores que coloquem em risco a segurança das penitenciárias locais.

Em um vídeo nas redes sociais, ele disse que a Operação Joapy, como foi apelidada a ação de quinta, "responde ao objetivo de desarticular o crime que opera nas prisões e depois repercute nas ruas". "Tudo em busca de um Paraguai mais seguro para nossas famílias."

A uma rádio local o paraguaio também disse que o pedido de sigilo sobre a operação foi feito por Brasília, que demandou que as ações ocorressem sem anúncio público não somente durante a retirada dos presos das penitenciárias mas também seu ingresso no Brasil.

Toda a ação foi registrada em vídeos para as redes sociais com trilhas sonoras de ação. Os detentos estão com as mãos algemadas e os rostos cobertos por sacos pretos. Além dos agentes fortemente armados, a ação contou com monitoramento de helicópteros. Também os nomes dos presos entregues ao Brasil foram divulgados.

Os detentos que cruzaram a fronteira com o Brasil estavam condenados a penas que variam de sete a 35 anos de reclusão. Eles também foram impedidos de voltar ao Paraguai por ao menos 20 anos.

Entre eles há condenados por diferentes delitos, desde brasileiros que ingressaram no país com mais de 400 quilos de cocaína até outros acusados de cometer violência sexual contra menores de idade e assassinar a esposa em território brasileiro e depois fugir.

A presença de prisioneiros brasileiros em penitenciárias paraguaias, notadamente pela zona de fronteira ser um forte ponto de atividades criminais, é um dilema crônico entre os dois países.

O cenário ganhou atenção, por exemplo, no início de 2020, quando 75 prisioneiros pertencentes ao PCC fugiram de uma prisão em Pedro Juan Caballero. Ao menos 40 deles tinham nacionalidade brasileira. Eles fugiram por um túnel que escavaram ao longo de três semanas.

Ainda que em menores cifras, fugas como aquela seguiram a ser registradas nos anos seguintes, naquilo que para analistas exacerba o fato de que as prisões paraguaias tem pouco controle do Estado. É uma realidade que o presidente Santiago Peña argumenta querer mudar.

Membros do governo dizem que o objetivo é que a gestão possa "recuperar as penitenciárias, hoje sequestradas por organizações criminais", em especial o Primeiro Comando da Capital.

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