Cidades

CORRUPÇÃO

Policial civil é preso com 538 kg de cocaína e outro está sendo caçado

A droga foi transportada do Paraguai até Dourados em uma viatura da 1ª Delegacia de Ponta Porã

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Um policial civil foi preso em flagrante na noite desta terça-feira e outro está sendo caçado por envolvimento no tráfico de 538,1 quilos de cocaína em Dourados. A prisão e a apreensão da droga fazem parte de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Agentes do DOF deram apoio operacional à operação. 

Conforme informações da assessoria do Ministério Público, os 500 tabletes de cocaína, avaliados em mais de R$ 40 milhões, foram transportados da fronteira com o Paraguai até Dourados em uma viatura oficial da 1ª Delegacia de Ponta Porã. 

Ainda de acordo com o MPE, uma segunda pessoa foi presa em flagrante durante a operação, mas a identidade não foi revelada. Nota do Departamento de Operações de Fronteira, por sua vez, informa que se trata de um homem de 37 anos, que seria o responsável por guardar os entorpecentes no imóvel na Vila Rosa, na região norte de Dourados. 

A nota do DOF diz ainda que ao ser “questionado sobre o entorpecente, o homem informou que a droga veio da cidade de Ponta Porã no início da manhã e sairia do local na tarde do mesmo dia. O homem, a carga de cloridrato de cocaína e o veículo, um Fiat Uno (utilizado no crime) foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, que dará continuidade nas investigações”.

As informações do DOF não fazem menção à prisão do policial e nem ao fato de a droga ter sido transportada em uma viatura policial. Cita apenas que um Uno utilizado no crime havia sido apreendido. 

Esta foi uma das maiores apreensões de cocaína das quais o DOF participou até hoje, mas em 2023 as apreensões do gênero do grupo de elite da polícia estadual despencaram em comparação com o ano passado. 

Nos primeiros seis meses do ano passado, conforme dados divulgados pelo DOF, foram apreendidos 1.777 quilos de cocaína e pasta base. No mesmo período de 2023, o volume ficou abaixo de cem quilos. 

Antes da descoberta desta terça-feira, a maior apreensão do ano havia ocorrido na BR-262, no dia 30 de junho, quando o DOF anunciou ter interceptado 40,2 quilos. Outra apreensão significativa aconteceu no dia 28 de agosto, quando foram interceptados 36,2 quilos, em Laguna Carapã.

A interceptação de agora se assemelha às descobertas de  fevereiro de 2022, quando agentes do DOF encontraram 525 quilos de cocaína às margens de uma pista de pouso entre as cidades de Coronel Sapucaia e Paranhos, na fronteira com o Paraguai. Alguns dias antes, eles já haviam encontrado outros 494 quilos enterrados na mesma propriedade.

Outra prisão

No dia 30 de junho deste ano, o sargento Ygor Nunes Nascimento, que à época fazia parte do DOF, foi preso em operação da Polícia Federal por suspeita de que ele estivesse envolvido na quadrilha que seria comandada por Antônio Joaquim da Mota, conhecido como Motinha ou Don.

Conforme a PF, Motinha é um dos maiores traficantes de cocaína da região de fronteira com o Paraguai, mas conseguiu fugir de helicóptero um dia antes da operação. A suspeita é de que ele tenha sido informado sobre a ação policial e por isso conseguiu escapar. Ele já havia escapado em maio. 

Depois de ser preso, o DOF informou que o sargento Ygor ainda estava em uma espécie de estágio e que foi excluído do grupo de elite assim que foi detido. 

PRF

Por outro lado, as apreensões de cocaína feitas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) dispararam em 2023. Até domingo (2), haviam sido interceptados 10,88 toneladas em Mato Grosso do Sul, o que representa pouco mais de 36% de toda a cocaína apreendida pela PRF no país neste ano. 

O volume de agora já supera as apreensões feitas nos doze meses de 2022, quando a PRF apreendeu 10,2 toneladas de cocaína e pasta base ao longo das rodovias de Mato Grosso do Sul. 

Conforme dados disponíveis no site da secretaria de Justiça e Segurança Pública, desde o começo do ano foram interceptadas 13,86 toneladas de cocaína no Estado.  A PRF sozinha, que tem cerca de 5% do efetivo policial do Estado, responde por quase 80% deste volume. 

NOTA 

Em nota , a corregedoria informou que "a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul reitera seu compromisso de combater a criminalidade, zelar pela segurança da sociedade, bem como manter a integridade da Instituição Policial com forte atuação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil e registra que qualquer desvio de conduta por parte de seus membros será rigorosamente investigado e punido, em conformidade com a lei".

Segurança Pública

Operação Saturação prende três foragidos no Centro de Campo Grande

Ação da Guarda Civil Metropolitana realizou cerca de 40 abordagens, fiscalizou estabelecimentos comerciais e cumpriu três mandados de prisão; operação continua nesta terça-feira.

21/07/2026 18h01

Viaturas da Guarda Civil Metropolitana reforçaram o patrulhamento no Centro de Campo Grande durante a Operação Saturação, que resultou no cumprimento de três mandados de prisão e seguirá com novas ações nesta terça-feira.

Viaturas da Guarda Civil Metropolitana reforçaram o patrulhamento no Centro de Campo Grande durante a Operação Saturação, que resultou no cumprimento de três mandados de prisão e seguirá com novas ações nesta terça-feira. Foto: Divulgação Guarda Civil Metropolitana.

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A madrugada desta terça-feira (21) foi marcada por uma ampla operação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) no Centro de Campo Grande. A ofensiva, denominada Operação Saturação, resultou no cumprimento de três mandados de prisão em aberto, além de dezenas de abordagens e fiscalizações em estabelecimentos comerciais da região.

A ação teve início às 22h de segunda-feira (20) e se estendeu até as primeiras horas da manhã desta terça, concentrando equipes em pontos considerados estratégicos da área central da Capital.

Segundo a GCM, o objetivo é reforçar o policiamento preventivo, ampliar a fiscalização e aumentar a sensação de segurança para comerciantes, moradores e pessoas que circulam diariamente pela região.

Durante a operação, os agentes realizaram aproximadamente 40 abordagens, com busca pessoal, identificação e consulta aos sistemas de segurança pública. Como resultado, três pessoas com mandados de prisão em aberto foram localizadas e detidas.

Após a confirmação das ordens judiciais, os suspeitos foram encaminhados à autoridade policial para os procedimentos legais e, posteriormente, reconduzidos ao sistema de Justiça.

Além do cumprimento dos mandados, equipes da Guarda Civil Metropolitana realizaram fiscalização em três estabelecimentos comerciais localizados nas proximidades da Esplanada Ferroviária.

A ação verificou a regularidade dos alvarás de funcionamento e outras exigências administrativas previstas para o funcionamento dos comércios.

Ao todo, a operação contou com um efetivo exclusivo de 28 guardas civis metropolitanos, distribuídos em 14 viaturas de quatro rodas e quatro motocicletas, permitindo maior cobertura da região central durante toda a madrugada.

Conforme a corporação, a Operação Saturação integra o planejamento operacional da GCM para intensificar o patrulhamento ostensivo em áreas de maior circulação de pessoas e fortalecer a atuação integrada com os demais órgãos de segurança pública.

A Guarda informou que a operação terá continuidade nesta terça-feira (21), mantendo o mesmo planejamento operacional e ampliando a presença das equipes em pontos considerados estratégicos do Centro de Campo Grande.

A expectativa é dar sequência às abordagens preventivas, intensificar as fiscalizações e coibir práticas ilícitas que impactam a segurança da população.

Segundo a corporação, iniciativas desse tipo fazem parte do trabalho permanente de prevenção à criminalidade, apoio às forças policiais e preservação da ordem pública, especialmente em regiões com grande fluxo de pessoas e atividades comerciais, onde a presença ostensiva busca reduzir ocorrências e aumentar a percepção de segurança.

Segurança Pública

Três detentos fogem do presídio da Gameleira e Agepen descarta invasão armada

Agência afirma que fuga foi descoberta durante conferência de rotina, abriu procedimento para apurar o caso e mobilizou forças de segurança para localizar os três foragidos.

21/07/2026 17h29

Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, de onde três detentos fugiram na segunda-feira (20); a Agepen afirma que não houve invasão por grupo armado e apura as circunstâncias da evasão.

Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, de onde três detentos fugiram na segunda-feira (20); a Agepen afirma que não houve invasão por grupo armado e apura as circunstâncias da evasão. Foto: Divulgação

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A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que três detentos fugiram do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira (CPAIG), em Campo Grande, na manhã de segunda-feira (20).

A ausência dos internos foi constatada durante os procedimentos de conferência de rotina realizados por policiais penais na unidade.

De acordo com a Agepen, os custodiados que escaparam são Ítalo de Moraes, Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa.

Em nota oficial enviada ao Correio do Estado, a Agepen esclareceu que não houve invasão por grupo armado, confronto ou registro de pessoas portando armas durante a ocorrência, versão que difere das informações divulgadas inicialmente sobre o caso.

As primeiras informações sobre a ocorrência indicavam que um grupo de aproximadamente seis pessoas teria invadido a unidade prisional para resgatar os detentos.

Posteriormente, a Agepen esclareceu, em nota oficial, que não houve invasão por grupo armado nem confronto, afirmando que a fuga foi identificada durante a conferência de rotina dos custodiados.

Segundo a administração penitenciária, a estrutura de contenção da unidade foi restabelecida logo após a descoberta da fuga e um procedimento administrativo foi instaurado para apurar as circunstâncias da evasão e verificar como os detentos conseguiram deixar o estabelecimento prisional.

Assim que a ocorrência foi confirmada, a Polícia Penal adotou os protocolos previstos para esse tipo de situação.

A Diretoria de Operações da Agepen, a Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário e as demais forças de segurança pública foram acionadas para auxiliar nas buscas pelos fugitivos.

Além disso, a evasão foi registrada nos sistemas de gestão prisional para o bloqueio dos custodiados, enquanto o caso foi comunicado ao Juízo da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, responsável pelas providências judiciais, incluindo a expedição dos mandados de prisão dos três evadidos.

Na nota, a Agepen também ressaltou que o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira é uma unidade destinada ao cumprimento de pena em regime semiaberto, classificada como estabelecimento de segurança mínima.

Conforme a agência, esse tipo de presídio possui características estruturais diferentes das unidades de segurança máxima, uma vez que parte dos custodiados exerce atividades laborais externas durante o dia e retorna ao local apenas para o pernoite.

A administração penitenciária destacou ainda que a estrutura física da unidade segue os parâmetros previstos para o regime semiaberto e enfatizou a atuação integrada da Polícia Penal com as demais forças de segurança para localizar os fugitivos.

Até a publicação desta reportagem, Ítalo de Moraes, Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa permaneciam foragidos. As diligências e ações de inteligência seguem em andamento para tentar recapturar os três detentos e esclarecer as circunstâncias da fuga.

Quem são os fugitivos

Entre os foragidos está Ítalo de Moraes, apontado pelas forças de segurança como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e sobrinho de José Cláudio Arantes, conhecido como "Tio Arantes", considerado uma das principais lideranças da facção criminosa em Mato Grosso do Sul.

Também permanecem foragidos Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa, cujos antecedentes criminais e eventual vínculo com organizações criminosas não são conhecidos.

Leia a íntegra da nota oficial da Agepen.

A partir da verificação da ocorrência, a Polícia Penal adotou imediatamente todas as medidas operacionais previstas para esse tipo de situação.

A Diretoria de Operações da Agepen, a Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário e as demais forças de segurança pública foram acionadas, a evasão foi registrada nos sistemas de gestão prisional para o bloqueio dos custodiados, e o fato foi comunicado ao Juízo da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande para as providências judiciais cabíveis, incluindo a expedição dos respectivos mandados de prisão.

Importante destacar que o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira é uma unidade de regime semiaberto, de segurança mínima, com características compatíveis com essa modalidade de cumprimento de pena, na qual parte dos custodiados exerce atividade laboral externa durante o dia, retornando à unidade para pernoite; sendo que a estrutura física segue os parâmetros previstos para essa modalidade de execução penal, distintos daqueles adotados em estabelecimentos de segurança máxima.

A Agepen destaca a pronta resposta da Polícia Penal diante da ocorrência e a atuação integrada com as demais forças de segurança, que já realizam diligências e ações de inteligência voltadas à localização e recaptura dos evadidos.

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