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CIDADE MORENA

Prefeitura aumenta contrato de praças quase 200% acima da inflação

Previsão de gastos para construção de cerca de 50 novos equipamentos públicos ficou R$ 4 milhões mais cara

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Firmado em junho do ano passado, o contrato entre a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e a empresa Gomes & Azevedo para construção de cerca de 50 praças ficou quatro milhões de reais mais caro, conforme publicado hoje (18) no Diário Oficial de Campo Grande, subindo quase 200% acima da inflação.  

Pelo extrato do termo aditivo, o contrato com a Gomes Azevedo ficou exatos R$4.141.501,81 mais caro, saltando de cerca de R$19,7 mil para R$23.858.093,05, que representa um aumento percentual de 21%.

Se considerado o chamado Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), a taxa acumulada atingiu 7,17% no período de 12 meses conforme o indicador de maio, o que diante dos 21% de reajuste contratual beira um aumento de quase duzentos por cento (192.8%) acima da inflação. 

Relembre

Esse contrato foi firmado em ano eleitoral, como acompanhado pelo Correio do Estado à época, visando a construção de cerca de 50 novos equipamentos públicos inicialmente ao custo de R$19 milhões. 

Parte da verba prevista para execução de praças sob demanda trata-se de recurso próprio, mas há ainda os que foram destinados por parlamentares representantes de MS entre 2021 e 2023. 

Ao Correio do Estado à época, o Engenheiro titular da Sisep, Ednei Marcelo Miglioli, esclareceu que tal ação atende pedido feito há tempos pela população, no que ele considera um "grande programa da construção de praças".  

"A licitação foi feita por preço unitário, lá tem o valor para execução da quadra de areia; para a pista de caminhada por metro quadrado; da academia ao ar livre; grama; banco; lixeira, tudo por preço unitário, não é nada fechado. A intenção é acelerar o máximo possível, queremos ver se a gente fecha esse programa dentro do exercício agora de 2024", disse ele na ocasião. 

Ainda segundo o secretário, "cada caso é um caso", ou seja, essas praças previstas não são padronizadas, com algumas contendo pista de caminhada; quadra de areia, variando dependendo da situação, sendo mais de 50 estipuladas na Capital.

Recentemente a Pasta foi procurada e, em resposta encaminhada ao Correio do Estado na manhã de hoje (18), afirmou que o contrato já permitiu obras e melhorias em 80 áreas, adiantando que o aditivo trata-se de um aumento na previsão de gastos. 

Além disso, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos prevê ainda a construção de mais outras 33 praças em Campo Grande. 

"O aditivo foi necessário não só por conta dessas novas praças que deverão ser construídas, mas também pela grande demanda. Os pedidos de construção de praças são frequentes, feitos por grupos de moradores e também pelas lideranças comunitárias", expõe.

A Secretaria reforça a ideia de que a empresa só receberá os 23,8 milhões de reais caso cumpra com toda a execução prevista.

"O pagamento é feito à medida que as obras e serviços são executadas e após a aprovação pela área técnica da Sisep", diz

Velha conhecida

Vale lembrar que a Gomes e Azevedo busca licitações desde que o Bioparque, por exemplo, ainda era chamado de "Aquário do Pantanal", sendo a vencedora do processo que buscava substituição dos vidros da cobertura no prédio do centro desse complexo.

Disputando até mesmo a revitalização da antiga rodoviária, essa empresa foi listada em janeiro de 2023 entre outras sete que não terminaram obras ligadas à educação.

Segundo o responsável, como bem abordado pelo Correio do Estado à época, quando Campo Grande somava 13 obras inacabadas ligadas à educação, os trabalhos só não teriam sido entregues devido ao atraso no pagamento por parte da Prefeitura.

Diante disso, conforme o proprietário, Erson Gomes de Azevedo, em julho de 2021 a empreiteira entrou com pedido de rescisão de contrato, assinado em setembro daquele ano.  

"Acho que o poder público não está muito preocupado, a prefeitura não está muito preocupada. Eu trabalho em todos os municípios de MS e para o governo do Estado, e eu percebo que todos estão caminhando para não ter obras paradas, menos Campo Grande", comentou Erson.

Praças paradas

Enquanto novos equipamentos possuem tal recurso para saírem do papel, determinados pontos de Campo Grande seguem precisando da atenção do Poder Público local, como as praças do Trevo Imbirussu ou a dos Imigrantes mais ao centro da Capital. 

Localizada na região do Trevo Imbirussu, o trecho que antes era praça com ponto de táxi, hoje trata-se de um espaço em que o mato e as ruínas irritam os comerciantes e moradores locais, graças aos reflexos trazidos pelo abandono. 

Segundo o Executivo, essa praça específica no Trevo Imbirussu aguarda o corredor de transporte coletivo urbano da Avenida Marechal Deodoro/Gunter Hans, que deve alterar o traçado das vias na região. 

Além dessa, outro equipamento público que aguarda a mão do Poder Pública é a Praça no quadrilátero entre a 26 de agosto, Joaquim Murtinho, Barão de Melgaço e rua Imigrantes. 

Longe de possuir uma piscina ou sequer uma fonte em seu interior, como na Ary Coelho, com obras paradas a Praça dos Imigrantes chegou a se tornar um espaço de frequentação apenas de "banhistas", graças à torneiras quebradas que servem para moradores de rua realizarem sua higiene.

 

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Acidente

Fotógrafo atacado por animal marinho no Mundial de Surfe passará por cirurgia

O profissional foi mordido no tornozelo por um animal durante a cobertura do esporte no último domingo (24)

25/05/2026 23h00

Divulgação

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O fotógrafo australiano Ed Sloane, que foi atacado por um animal marinho no último domingo, 24, durante a etapa da Nova Zelândia do Circuito Mundial de Surfe (WSL), publicou nas redes sociais fotos do ferimento em seu tornozelo.

O incidente aconteceu durante a semifinal, na bateria entre os brasileiros Yago Dora e Italo Ferreira, campeão da etapa. Apesar de dizer que está bem, Sloane disse que precisará passar por cirurgia.

"Estes foram os últimos registros que fiz antes de algo que pensei que veria apenas em filmes. Fomos tomar café da manhã e, logo depois, ocorreu o incidente", escreveu ele em publicação no Instagram acompanhada de algumas fotos de Yago e Italo.

O australiano também aproveitou para agradecer pelo resgate e pelo atendimento médico que recebeu após o incidente.

"Quero agradecer de verdade à World Surf League (WSL), à equipe, aos médicos e à patrulha aquática pela resposta profissional e extremamente rápida. Um pouco de cirurgia, e tudo deve ficar bem Também agradeço à prefeitura de Raglan por compartilhar esse lugar lindo, planejando uma viagem em família aqui para encontrar meu amigo", completou.

Por causa do ataque sofrido por Sloane, a competição chegou a ser interrompida para que ele fosse resgatado e recebesse atendimento médico. Em seguida, Yago e Italo contaram com a ajuda de jet-skis para sair do mar rapidamente. Ainda não há confirmação oficial se foi um tubarão ou um leão-marinho que atacou o fotógrafo.

Depois do resgate, a organização da etapa verificou que havia segurança necessária para retomar a bateria. Com isso, Italo Ferreira venceu Yago na semifinal e derrotou o australiano Morgan Cibilic na final da quarta etapa da temporada.

Com a vitória, o campeão mundial de 2019 e olímpico em Tóquio-2020 assumiu a liderança do ranking da WSL.

Astronomia

'Lua Azul' poderá ser vista no céu no próximo fim de semana; veja como observar

O termo é usado para indicar a segunda Lua Cheia em um mesmo mês.

25/05/2026 22h00

Lua Azul é o termo que se refere à segunda lua cheia no mês

Lua Azul é o termo que se refere à segunda lua cheia no mês Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O último fim de semana de maio será marcado por um fenômeno raro no céu, conhecido como "Lua Azul".

Apesar do nome, o satélite natural da Terra não ficará realmente azul. Segundo a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa, na sigla em inglês), o termo é usado para indicar a segunda Lua Cheia em um mesmo mês.

Como o ciclo lunar tem 29,5 dias - menos do que a duração média de um mês do calendário -, esse intervalo pode resultar em uma Lua Cheia no início do mês, com tempo suficiente para a ocorrência de um segundo ciclo completo dentro do mesmo mês.

No caso de maio, a primeira Lua Cheia ocorreu no início do mês. Por isso, antes da chegada de junho, haverá uma nova Lua Cheia na madrugada do próximo domingo, 31, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Apesar de não alterar a tonalidade do satélite, o fenômeno é considerado raro porque ocorre apenas a cada dois ou três anos, segundo a Nasa.

Como observar a ‘Lua Azul’?

A visibilidade da Lua Cheia pode variar conforme as condições do tempo, como a presença de nuvens, além da luminosidade do céu em cada região.

Segundo a Nasa, para ter uma melhor visão do fenômeno, é importante procurar um local escuro, distante da poluição luminosa.

Não é necessário o uso de telescópio ou binóculo, mas é importante considerar que condições climáticas podem atrapalhar, como umidade ou nuvens em excesso.

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