Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura paralisa obras com empresa investigada na Operação Spotless

Os contratos com a Gomes & Azevedo LTDA são referentes a obras de construção de praças, pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais

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Nesta sexta-feira (23), a Prefeitura de Campo Grande divulgou, no Diário Oficial do Município (Diogrande), a paralisação das obras de construção das praças, pavimentação asfáltica e drenagem do bairro Ramez Tebet. Os contratos são com a empresa Gomes & Azevedo LTDA, alvo na Operação Spotless, que investiga fraudes em licitações de Terenos.

De acordo com o documento assinado por Paulo Eduardo Cançado Soares, adjunto da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a ordem de paralisação das obras nas praças foi formalizada em 30 outubro de 2025, mais de um mês após a operação ser deflagrada. 

Em junho de 2025, o contrato da Prefeitura de Campo Grande com a Gomes & Azevedo aumentou R$4.141.501,81, saltando de cerca de R$19,7 milhões para R$23,8 milhões, o que representa um acréscimo de 21%.

Já a outra ordem de paralisação, referente a execução de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no bairro Ramez Tebet, foi expedida no dia 1 de dezembro. Quatro dias antes, a Justiça tinha determinado o bloqueio de R$ 10 milhões dos investigados na Operação Spotless, entre elas a empresa de Erson Gomes de Azevedo.

A Gomes & Azevedo esteve no radar das operações devido ao responsável associado Marcos do Nascimento Galitzki. O administrador foi um dos alvos do mandado de busca e apreensão, autorizados pelo desembargador Jairo Roberto de Quadros, do TJMS.

O Correio do Estado entrou em contato com a Sisep para entender os motivos da paralisação, além de questionar sobre a quantidade das praças entregues e o andamento das obras de pavimentação e drenagem no bairro Ramez Tebet, mas não obteve respostas até o momento da publicação.

Spotless

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) autorizou a megaoperação "Spotless” de busca e apreensão contra um suposto esquema criminoso na cidade de Terenos. A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO)  e Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC).

A decisão, assinada pelo desembargador Jairo Roberto de Quadros, mira 59 alvos, incluindo a sede da Prefeitura Municipal, secretarias, residências e empresas de servidores e empresários em Terenos e Campo Grande.

O prefeito Eduardo Henrique Budke (PSDB) foi preso em sua residência. Ele foi solto no dia 4 de outubro, por decisão do ministro Ribeiro Dantas, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).   

A Operação Spotless foi a continuação da operação Vellutus, iniciada em 2024 e que investigou esquema de fraudes em licitações de obras. 

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Decisão Judicial

Acusado de matar jovem em emboscada é condenado a 17 anos de prisão

Segundo o MPMS, crime foi motivado por ciúmes e ocorreu após o fim do relacionamento do réu com uma amiga da vítima

05/10/2026 11h40

Divulgação: MPMS

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O Tribunal do Júri de Campo Grande condenou a 17 anos de prisão, um homem acusado de feminicídio contra uma jovem baleada nas costas em 2024. A pena deve ser cumprida de forma imediata, e o condenado terá de pagar R$ 10 mil de reparação mínima à família da vítima, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O MPMS teve sua tese acolhida pelo Conselho de Sentença e e reconheceu as três qualificadoras da denúncia, motivo torpe, emboscada que impediu a defesa da vítima e crime cometido em razão da condição de gênero.

O réu também respondia por porte ilegal de arma de fogo. No plenário, a acusação foi feita pelo promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant'Anna Pinheiro, da 21ª Promotoria de Justiça da Capital.

Como foi o crime?

A vítima morava com uma amiga que namorava o réu. Segundo a Polícia Civil e as provas periciais, ele criava conflitos constantes na casa, movido por ciúmes da amizade entre as duas mulheres. A convivência ficou insustentável, o namoro terminou e ele saiu do imóvel.

Cerca de duas semanas depois, a jovem esperava um carro de aplicativo na calçada quando foi surpreendida pelo agressor armado. Ela levou dois tiros no pescoço, pelas costas, sem chance de defesa. O homem fugiu e a vítima ficou quatro meses internada, onde veio a falecer, deixando um filho pequeno.

Contra o acusado havia mandado de prisão preventiva, mas ele permaneceu foragido por quase um ano, até ser localizado e preso. Com a prisão, o processo foi retomado.

O acusado negou o homicídio e afirmou ter viajado para Presidente Prudente (SP) antes do crime. De acordo com o MPMS, ele não apresentou dados nem testemunhas que comprovem a viagem. A promotoria sustentou que a versão era contraditória e incompatível com as provas do processo.

A defesa recorreu pedindo a anulação do julgamento, mas o MPMS contestou o recurso, e a sessão do Tribunal do Júri foi realizada.

Ainda internada, a vítima prestou depoimento à Polícia Civil, reconheceu o agressor por fotografia e relatou as ameaças de morte que já havia recebido. Testemunhas confirmaram na Justiça a rotina de conflitos na casa.
 

BURAQUEIRA

Em Ivinhema, forte chuva causa estrago e abre cratera em avenida

Prefeito Juliano Ferro publicou um vídeo, onde mostra que a rede de esgoto foi mal instalada por uma empresa terceirizada da Sanesul

05/10/2026 11h30

Cratera abriu depois de forte chuva no município de Ivinhema

Cratera abriu depois de forte chuva no município de Ivinhema Reprodução: Ivinotícias

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A forte chuva que atingiu o município de Ivinhema, neste domingo (4), abriu uma cratera no cruzamento das avenidas Antônio Travain e Fermino Alves de Souza, no bairro Piravevê. O prefeito Juliano Ferro (PL), o "Mais Louco do Brasil", visitou o local e explicou a causa do problema. 

Em vídeo divulgado nas suas redes sociais, o 'Mais Louco' diz que uma empresa, contratada pela Sanesul para prestar serviço de implantação de esgoto na cidade, passou o cano da rede por dentro do tubo de água da chuva e não fechou de maneira adequada o buraco. Com isso, o volume acumulado da precipitação passou por debaixo do asfalto e causou o estrago, abrindo a cratera na avenida.

O prefeito disse que o trecho será interditado e acionou a Sanesul, a qual informou ao gestor que enviará uma equipe de Campo Grande para resolver o problema.

Segundo a Defesa Civil, o município recebeu cerca de 55 milímetros de chuva durante a madrugada de sábado (3) para domingo (4), com ventos de aproximadamente 90 km/h.

O temporal também causou danos em Nova Andradina, onde árvores, outdoors e placas foram derrubados. Houve destelhamentos em diferentes regiões da cidade e interrupções no fornecimento de energia, problema registrado também em Batayporã.

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