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INFRAESTRUTURA

Prefeitura retoma tapa-buraco após 2 meses de paralisação

Serviço foi feito neste fim de semana na região Anhanduizinho, onde estava parado desde a Operação Buraco sem Fim, realizada em maio deste ano

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A Prefeitura de Campo Grande retomou o serviço de tapa-buraco na Capital, que estava paralisado há dois meses. A reportagem do Correio do Estado flagrou o serviço sendo realizado neste fim de semana no Bairro Aero Rancho, na região urbana Anhanduizinho.

A operação tapa-buraco foi realizada na Avenida Graciliano Ramos. O serviço começou na sexta-feira e foi completado durante o fim de semana.

A região Anhanduizinho está entre as que tiveram os serviços de tapa-buraco paralisados após a Operação Buraco sem Fim, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

O trecho era de responsabilidade da Construtora Rial, suspeita de estar no centro de um esquema de corrupção envolvendo o serviço em Campo Grande.

De acordo com investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), braço do MPMS, uma organização criminosa estava atuando dentro da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) na fraude da execução do serviço de manutenção de vias públicas de Campo Grande.

Conforme a investigação, o grupo manipulava medições e realizava pagamentos por obras que não haviam sido necessariamente feitas.

O esquema era operado, segundo o MPMS, de dentro da Sisep e teria começado em 2017. A investigação ainda afirma que os contratos alvo iriam até 2025.

Na ação, sete pessoas envolvidas no esquema, entre elas o ex-secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos da Capital Rudi Fiorese, além de servidores e ex-servidores da Sisep e o empresário dono da Rial, foram presos.

São investigados: Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa (dono da Construtora Rial); Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa (pai do empresário); Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor da Sisep); Edivaldo Aquino Pereira (responsável pela medição do tapa-buraco); Fernando de Souza Oliveira (ex-servidor); Mehdi Talayeh (engenheiro e servidor); e  Rudi Fiorese (ex-secretário). Todos já foram soltos.

Após a operação ser deflagrada, a Prefeitura de Campo Grande publicou a exoneração dos dois servidores que ainda estavam ativos no quadro da secretaria.

O governo do Estado também exonerou Fiorese, que ocupava o cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul).

02 0726 0249 Tapa Buraco GOTrabalhadores da RR Barros atuam no tapa-buraco na Avenida Graciliano Ramos, no Aero Rancho; serviço estava parado desde maio - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

SERVIÇOS

De acordo com a prefeitura, em nota, está sendo adotada uma série de medidas para garantir a continuidade e o fortalecimento dos serviços de recuperação asfáltica, “tanto no atendimento às demandas da população quanto na estruturação de um modelo mais eficiente e permanente de manutenção da malha viária”.

Ainda segundo a administração municipal, entre as iniciativas em andamento, estão a ampliação temporária dos contratos vigentes, a realização de um novo processo licitatório, a estruturação de equipes próprias da Sisep e o credenciamento de empresas por meio do Consórcio Central-MS, que permitirá ampliar o número de prestadores habilitados para executar as intervenções.

“Os serviços de tapa-buracos seguem sendo realizados de forma contínua em Campo Grande, com atendimento programado nas sete regiões urbanas da Capital”, finaliza prefeitura em nota.

“BARÃO” DO TAPA-BURACO

A Rial, que após a operação mudou o nome para Força Engenharia, detinha quatro contratos para realização do serviço de tapa-buracos em Campo Grande.

Além da região urbana Anhanduizinho, ela também era responsável pelo serviço nas regiões Bandeira, Imbirussu e Segredo. Porém, após a deflagração da operação que deixou o dono da empresa, o “barão” do tapa-buraco, encarcerado por um mês, a empreiteira solicitou ao Município a paralisação do serviço.

Conforme a Sisep relatou ao Correio do Estado no mês passado, “a Controladoria-Geral do Município (CGM) encaminhou ofício à Sisep recomendando a suspensão dos serviços para fins de auditoria instaurada sobre os contratos, incluindo a suspensão de pagamentos de medições recentes até a conclusão das análises técnicas”.

Por este motivo, todas essas regiões estavam sem receber o tapa-buraco há dois meses.

NOVO CONTRATO

A retomada do serviço só ocorreu após a Prefeitura de Campo Grande decidir entregar as quatro regiões que estavam sob responsabilidade da Rial para a RR Barros Serviços e Construções Ltda., que já realizava o serviço nas outras três regiões urbanas da Capital.

A empreiteira comanda agora a manutenção asfáltica em todo o Município, como mostrou reportagem do Correio do Estado.

De acordo com a Sisep, a decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral do Município (PGM) autorizar “a adoção de medidas emergenciais para garantir a continuidade dos serviços essenciais de manutenção urbana em regiões que ficaram sem cobertura contratual”.

Segundo a prefeitura, a empresa recebeu um aditivo pelo serviço nos contratos que ela já tinha para atender também essas outras áreas.

“Importante destacar que isso não significa que a RR vai assumir os contratos da Rial. O que foi autorizado é a formalização de aditivo contratual dentro dos limites já existentes com a empresa RR exclusivamente para execução de frentes emergenciais e pontuais em quatro regiões da cidade que ficaram temporariamente desassistidas”, explicou a Sisep.

SOLUÇÕES

O início das operações de tapa-buraco ocorre justamente após o MPMS, na semana passada, focar novamente o serviço.

Isso porque o promotor Fábio Ianni Goldfinger, da 30ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, instaurou um novo inquérito civil para acompanhar e fiscalizar as ações para o reparo no asfalto da Capital.

O processo busca encontrar uma solução definitiva para um problema que dura décadas, que são os buracos nas ruas da cidade.

Para o promotor, a malha asfáltica de Campo Grande sofre problemas “críticos” e “recorrentes”, como a baixa qualidade e a rápida deterioração das vias, o que exige uma “reorganização estrutural nas questões sobre os serviços de tapa-buraco”.

Goldfinger ainda reforça a necessidade de um diagnóstico “claro e preciso” do problema da estrutura para que seja feita a recomendação de caráter geral, tendo por objetivo orientar a atuação institucional para que as ações sejam resolutivas, visando à “aplicação correta dos recursos públicos”.

ACIDENTE FATAL

Colisão na lateral de veículo mata empresário na BR-158

Acidente resultou em capotamento de carro e teve cinco pessoas envolvidas

04/09/2026 09h00

24h News MS / Redes Sociais

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Durante a manhã da última quinta-feira (3) um acidente com capotamento na BR-158 envolvendo cinco pessoas deixou um homem morto e três vítimas feridas. O acidente ocorreu próximo a ponte do Rio Sucuriú, no município de Três Lagoas, interior de Mato Grosso do Sul

A vítima fatal era o curitibano Roberto José Medeiros, de 76 anos, médico do Hospital Auxiliadora, delegado aposentado, empresário e proprietário do Cartório 3º Ofício de Três Lagoas.

Segundo informações do site 24h news MS, o homem conduzia um BYD Dolphin Mini sentido a Três Lagoas, por volta das 09h em retorno para casa. Ao notar que havia esquecido o celular no rancho, o condutor realizou uma manobra na rodovia e foi atingido por um VW Gol, que também trafegava no sentido Três Lagoas.

O segundo veículo colidiu na lateral do carro em que o médico e uma outra vítima estavam, e então capotou as margens da via federal.

O Serviço de Urgência Móvel (Samu) chegou ao local e encontrou Roberto já sem vida. Conforme a equipe de socorro, a vítima teria quebrado o pescoço com o impacto da colisão e morreu no mesmo momento. A mulher que estava junto não sofreu ferimentos.

No outro veículo estavam três pessoas que receberam atendimento médico. Uma das vítimas apresentou fratura nas costelas e uma outra estava com dores abdominais, pois havia passado por uma cirurgia na vesícula recentemente, e ambas foram encaminhadas para o Hospital Auxiliadora.

O local permaneceu isolado até a chegada das equipes de Polícia Civil e Perícia Criminal para realizar os procedimentos necessários. O corpo de Roberto permaneceu no carro até o fim dos serviços periciais e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também esteve no local para organizar o fluxo na região.

JUSTIÇA

Homem que atropelou mulher contra muro é condenado a 23 anos de prisão

Caso ocorreu em agosto de 2025, quando o condenado ficou inconformado com o fim do relacionamento, que durava cerca de dois meses

04/09/2026 08h40

Caso foi julgado na 1ª Vara do Tribunal do Júri

Caso foi julgado na 1ª Vara do Tribunal do Júri Foto: Arquivo

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Um homem foi condenado a 23 anos, um mês e dez dias de prisão por feminicídio tentado triplamente qualificado, ocorrido em agosto do ano passado. O caso foi julgado na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. 

No dia 30 de agosto, o réu, inconformado com o fim do relacionamento, atropelou a mulher com um carro e prendeu contra o muro de uma casa na Vila Nossa Senhora das Graças, em Campo Grande.

O homem foi preso no final da mesma noite que ocorreu o crime. O casal mantinha um relacionamento de dois meses.

A mulher seguia para casa quando foi atingida pelo veículo. O homem dirigia um carro modelo Gol quando atropelou a vítima propositalmente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar os primeiros socorros, levando-a inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino. Ela sofreu cortes no rosto, fraturas na bacia e no quadril e precisou passar por cirurgias no pulso e no joelho na Santa Casa.

A condenação de feminícidio foi considerada como triplamente qualificado porque a vítima é mãe de uma criança. O juiz entendeu que o acusado agiu por motivo torpe e utilizou meios cruéis para tentar matar a mulher. Além da reclusão, o réu terá que pagar uma indenização de 10 salários mínimos.

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