Cidades

RENOVAÇÃO DE PENA

Preso em Campo Grande, Marcinho VP ficará mais três anos em penitenciária federal

A manutenção do líder do Comando Vermelho segue necessária para dificultar articulações criminosas no Rio de Janeiro, segundo juiz

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da Vara de Execuções Penais, autorizou a renovação, por mais três anos, da permanência de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, no sistema penitenciário federal.

O pedido foi feito pela Secretaria de Estado de Administração Penal do Rio de Janeiro (SEAP-RJ). O chefão da facção criminosa Comando Vermelho está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande desde janeiro de 2024.

Na decisão, o juiz afirmou que a manutenção de Marcinho VP no sistema federal segue necessária para dificultar articulações criminosas no Rio de Janeiro.

A decisão cita a megaoperação deflagrada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha,  áreas consideradas reduto de Marcinho VP, para alertar sobre o "risco do retorno do apenado ao sistema penal do estado".

O histórico de transgressões do líder do Comando Vermelho também foi apontado como motivo pela sua permanência. 

A defesa de Marcinho pediu pelo retorno do criminoso ao RJ. Alegou que o mesmo "cumpre pena em presídio federal há 18 anos ininterruptos" e que a Secretaria de Segurança Pública "reitera a necessidade de manutenção" do traficante no Sistema Penitenciário Federal "sob a fundamentação de suposta liderança no Comando Vermelho e risco à ordem pública, sem fato novo, prova atual ou intercorrência disciplinar".

A Justiça considerou que a lei permite a renovação do prazo de permanência por um novo período, caso permaneçam os motivos da transferência. No caso de Marcinho VP, o interesse coletivo de segurança pública.

Defesa de Marcinho VP

A defesa alega que o apenado cumpre pena em presídio federal há 18 anos ininterruptos. Aduz que a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro reitera a necessidade da manutenção do defendente no Sistema Penitenciário Federal (SPF) sob a fundamentação de suposta liderança no Comando Vermelho e risco à ordem pública, sem fato novo, prova atual ou intercorrência disciplinar.

Acrescenta também que a Secretaria de Polícia (SEPOL) e o Ministério Público reproduziram integralmente trechos antigos das manifestações, sem individualizar o caso.

Esclarece que a renovação no Sistema Penitenciário Federal exige fundamentação idônea e contemporânea, "sendo inadmissível a manutenção baseada em fatos pretéritos ou em suposições de periculosidade".

Argumenta que não há demonstração de que os motivos originais permanecem hígidos, sendo certo que foram completamente superados já que não há liderança ativa, inexistem registros de faltas disciplinares e o apenado se dedica à leitura e à produção literária, inclusive com obras publicadas.

Dispõe que não há relatórios de inteligência atualizados, investigações em curso ou registros de comunicação ilícita.

Ressalta que a alegação de que o sistema prisional do Rio de Janeiro não possui condições adequadas não pode servir de justificativa para manter o apenado em regime mais severo na medida em que a ineficiência estatal jamais pode servir de fundamento para impor ao apenado regime mais gravoso do que aquele fixado na sentença.

Destaca, ainda, que o defendente foi banido do seu Estado de origem em 2007, ficando distante do local onde possui laços de convívio social, deixando para traz seis filhos, esposa, mãe, irmão e tios, medida que se prolongou injustificadamente por 18 anos.

Indica desproporcionalidade quanto à pretensão de renovação pelo prazo de 3 anos quando o saldo remanescente é de 10 anos.

STF negou habeas corpus

Nesta semana, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para rejeitar o habeas corpus apresentado pela defesa de Marcinho VP, a qual tentava restabelecer o antigo mecanismo que permitia pedir um novo julgamento em casos de penas superiores a 20 anos. Porém, esse recurso, antes chamado de protesto por novo júri, foi extinto em 2008.

De acordo com o relator, ministro André Mendonça, a defesa tentou “queimar etapas”, levando a discussão diretamente ao STF sem passar pelas instâncias inferiores. Afirmou, ainda, que o pedido não poderia ser analisado pelo STF porque não houve decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o tema, condição necessária para que o Supremo examine esse tipo de habeas corpus. 

"A concessão da ordem de ofício é providência excepcional, a ser implementada somente quando constatada flagrante ilegalidade, abuso de poder ou mesmo teratologia na decisão impugnada. Da análise das peças que instruem a impetração, no entanto, não vislumbro situação a autorizá-la", pontuou Mendonça. Ele foi seguido pelos colegas Nunes Marques e Dias Toffoli.

Com a maioria formada, o STF manteve a decisão de negar o pedido da defesa, reafirmando que o antigo recurso para solicitar um novo julgamento não pode ser restabelecido.

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MATO GROSSO DO SUL

Fuzil é encontrado em canteiro de avenida em MS

Arma de uso restrito foi localizada após denúncia anônima e encaminhada à Polícia Civil

21/07/2026 10h45

Militares encontraram uma carabina M4, da marca Colt, acompanhada de um carregador com capacidade para 30 munições

Militares encontraram uma carabina M4, da marca Colt, acompanhada de um carregador com capacidade para 30 munições Divulgação

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Um fuzil calibre 5,56, foi encontrado na noite desta segunda-feira (20), no canteiro central da Avenida Comandante Cardoso, em Ponta Porã, município localizado na região de fronteira com o Paraguai. 

O armamento estava escondido em um embrulho branco e foi localizado por policiais militares do Batalhão de Choque após uma denúncia anônima. 

Segundo o registro policial, equipe realizava patrulhamento pela região quando recebeu a informação de que havia um pacote suspeito no canteiro da avenida, com a possibilidade de conter uma arma de fogo. 

Durante a verificação, os militares encontraram uma carabina M4, da marca Colt, acompanhada de um carregador com capacidade para 30 munições.

Avaliada em aproximadamente R$ 40 mil, a arma foi apreendida e encaminhada à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã. 

Nenhum suspeito foi localizado nas proximidades e, até o momento, não foi identificado o responsável por deixar o fuzil no local. 

O caso foi registrado como "achado de coisa" e será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar a origem do armamento e verificar as circunstâncias em que ele foi abandonado. 

 

 

CNH

Mais de 11 mil CNHs estão disponíveis para retirada na sede do Detran-MS

Documentos ficam armazenados na sede do Departamento após três tentativas sem êxito no endereço do titular

21/07/2026 10h34

Marcelo Victor / Arquivo Correio do Estado

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Mais de 11 mil Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) estão na sede do Departamento de Trânsito Estadual de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) aguardando a retirada. Os documentos ficam disponíveis para retirada no Setor de Protocolo após três tentatativas sem êxito do serviço de entregas pelo Correios.

O Detran divulgou que 11.015 carteiras de residentes de Campo Grande estão armazenadas e pode ser retirada a qualquer momento pelo titular, ou por um procurador devidamente autorizado.

A procuração pode ser feita à mão, ou em formato digital, com a assinatura do GOV.BR. Ambos os modelos devem conter:

  • nome completo do titular;
  • número do documento de identificação do condutor;
  • número de identificação da pessoa autorizada a fazer a retirada.

O procedimento até o documento ficar armazenado na sede do Detran é o mesmo para a Capital e para o interior do Estado.

São realizadas ao todo três tentativas de entrega no endereço informado pelo condutor, e depois, se ninguém receber, o documento permanece por sete dias na agência dos Correios mais próxima do local indicado como residência.

Sede do Detran-MS fica na MS-80, na saída para Rochedo - Foto: Gerson Oliveira / Arquivo Correio do Estado

Após esse período, em Campo Grande a CNH retorna a sede do Detran e fica armazenda no Setor de Protocolo. No interior do Estado, o documento permanece na agência do Detran responsável pelo atendimento.

A situação de carteiras de habilitação armazenadas ocorrem todo ano, devido a popularização da CNH Digital, em que os condutores deixam de buscar a versão impressa do documento.

Porém, o Detran ressalta que o documento físico é um documento oficial de identificação e pode ser utilizado em diversas situações do dia a dia, em especial quando a opção online não estiver disponível por inúmeros motivos.

Com a opção, o volume de documentos armazenados são os maiores durante os anos mais recentes.

Segundo o Detran, entre dezembro de 2024 e junho de 2026 foram 8.006 documentos entregues pelo balcão do Setor de Protocolo na Capital.

Em 2025, 6.548 CNHs voltaram para a sede e desses foram retirados 5.384 documentos. Em 2026, acumulam 4.308 até o momento, com 2,479 entregues aos proprietários até o fim de junho.

A recomendação do Detran é que os condutores mantenham o endereço e dados atualizados. Para verificar é necessário acessar o portal Meu Detran, no menu Habilitação e, se estiverem incorretos deve ser solicitado a atualização cadastral no mesmo local.

Confira abaixo como retirar a CNH em Campo Grande.

Retire sua CNH

Para buscar o documento de habilitação, o proprietário deve ir à sede do Detran-MS, localizada no Conjunto José Abrao, na rodovia estadual MS-80, próximo ao km 10 na saída para Rochedo. No local, o proprietário deve ir até o bloco 16, onde fica o Setor de Protocolo.

É necessário que esteja em mãos:

  • documento oficial de identificação;
  • procuração para retirar, caso não for o titular do documento.

O atendimento do serviço é de segunda a sexta-feira, com exceção de feriados, durante a manhã das 07h30 às 11h30 e no período vespertino, das 12h30 às 16h30.

Para aqueles que aguardam a entrega da habilitação, o Detran orienta que antes de solicitar uma segunda via, seja confirmado se a CNH foi devolvida ao Detran-MS, onde estará disponível para retirada.

A consulta é possível pela assistente virtual Glória, no WhatsApp ou por ligação no (67) 3368-0500.

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