Cidades

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Programas humorísticos lideram lista de processos

Programas humorísticos lideram lista de processos

Redação

25/04/2010 - 14h50
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Os principais programas humorísticos da TV como Pânico, da Rede TV! CQC, da Band, e Casseta & Planeta, da TV Globo, estão com uma alta lista de processos judiciais. Isso porque o principal tema desses programas é azucrinar celebridades, perseguir políticos e fazer graça com vergonhas nacionais, segundo informa o portal do Estadão.

A maior pilha de processos é do Pânico na TV! No ar desde 2003, o programa lidera o ranking de processos da RedeTV! A encrenca mais recente foi com a Globo: um processo por invasão de propriedade e captação de imagens não autorizadas. No quadro O Invasor, o Pânico mostrou os bastidores do paredão de Tessália, do Big Brother Brasil 10, infiltrando-se na torcida da moça. "Qual o problema de mostrar o (Pedro) Bial jogando banho de cheiro na plateia?", fala Emílio Surita, líder do grupo. "O estranho é como as coisas acontecem. Quando sobrevoamos a Fazenda da Record avisando os participantes com uma faixa que o Michael Jackson havia morrido, a Justiça foi acionada mais rápido do que nunca", diz Emílio. "Fizemos no sábado e, no domingo, às 8 horas da manhã, tinha um oficial de justiça na RedeTV! com uma liminar impedindo a exibição da brincadeira no Pânico. A Record achou um juiz no sábado de madrugada?"

Na época em que corriam atrás de pés ilustres para as ?Sandálias da Humildade? foram processados por Carolina Dieckmann e até foram presos por tentar chegar à janela do apartamento da atriz, no Rio, com uma escada Magirus. Após alguns rounds na Justiça, Luana Piovani conseguiu uma indenização do programa de R$ 150 mil por perseguição, e Dado Dolabella, seu namorado na época, mais R$ 50 mil. Com Preta Gil, a briga judicial começou após tentarem entregar a ela um ovo de Páscoa gigante.

A turma do Casseta & Planeta também não facilita a vida dos advogados da Globo. Entre os que processaram os humoristas estão o ex-presidente Fernando Collor, Jorgina de Freitas, acusada de fraudar o INSS, e o empresário do Papa Tudo, Arthur Falk. Em 1997, o Casseta foi alvo de mais de 130 ações movidas por policiais militares de Diadema, região metropolitana de São Paulo. As ações não deram em nada - mas cada uma pedia cerca de R$ 200 mil por danos morais. Os cassetas também foram vetados na Parada Gay em São Paulo e processados por uma entidade gaúcha, por causa de piadas questionando a masculinidade dos sulistas.

Segundo o casseta, a época em que os humorísticos podem levar mais processos se aproxima: eleições. Para evitar confusão, piadas sobre os candidatos ficam na gaveta. "Se falar da Dilma, tem de falar do Serra, e vice-versa. Sem contar os outros candidatos, que podem exigir direito de espaço."

Com informações do Portal Conjur

OPERAÇÃO JANUS

PMs ligados ao narcotráfico são transferidos para presídio em Campo Grande

O 2º sargento Marcos Augusto Barbosa e os cabos Thiego Rodrigues Vianna e Hudson Luiz Garajo Ferreira são acusados de prestarem serviços de agiotagem e proteção a traficantes

29/05/2026 10h50

Operação do Gaeco cumpriu 4  mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão domiciliar

Operação do Gaeco cumpriu 4  mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão domiciliar

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Os policiais militares de Ribas do Rio Pardo presos na Operação Janus, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), foram transferidos para o Presídio Militar Estadual (PME), em Campo Grande. A transferência foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira 929). Eles são acusados de prestarem serviço a narcotraficantes e também atuarem na agiotagem. 

Três dos quatro presos na operação de ontem (28) tiveram seus nomes divulgados na publicação. São eles: o 2º sargento Marcos Augusto Barbosa e os cabos Thiego Rodrigues Vianna e Hudson Luiz Garajo Ferreira.

Na publicação, consta que a transferência foi "por inconveniência da permanência na OPM (Organização Policial Militar)". Eles pertenciam a 13ª Companhia Independente da PM (CIPM), de Ribas do Rio Pardo.

Operação

A Operação Janus, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), tem o objetivo de desmantelar crimes praticados por policiais militares em atuação perante a 13ª Companhia Independente da Polícia Militar, que atua na cidade que desde 2021 e recebeu milhares de novos moradores em decorrência da instalação da fábrica de celulose da Suzano, ativada em julho de 2024. 

Segundo o MPMS, a investigação começou nos primeiros meses de 2025, a partir de denúncias apresentadas à promotoria revelando que policiais militares, então lotados na referida cidade, associaram-se a traficantes locais para o fim de praticar o comércio ilícito de entorpecentes.

O trabalho investigativo, que se estendeu por 14 meses, demonstrou que os agentes públicos protegiam os criminosos com os quais firmavam parceria, permitindo que comercializassem drogas livremente e até chegavam a usar violência contra inimigos desses traficantes parceiros.

Além disso, forneciam drogas para que esses comparsas revendessem, com posterior repasse de lucros, sendo que algumas dessas substâncias eram desviadas de apreensões realizadas em flagrante, inclusive após informações repassadas pelos próprios “sócios” deste comércio ilegal. 

Também restou apurado que alguns dos policiais militares investigados atuavam na prática ilícita da agiotagem e na cobrança de dívidas entre terceiros, quando eram contratados para empregar ameaças contra os devedores, valendo-se, evidentemente, da condição de servidores da segurança pública.

A operação cumpriu 4  mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão domiciliar, nas cidades de Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. Todos os mandados foram cumpridos com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Estado.

O nome da operação faz referência ao deus romano de duas faces – Janus – e simboliza a inversão de papéis verificada na investigação, em que policiais ostentam a importante representação estatal pela frente, mas agem de forma criminosa nos bastidores.

AGORA É LEI

MS cria celebração do dia do 'campista católico' em pleno carnaval

Data é voltada para vivência comunitária, formação espiritual e aprofundamento da fé através da oração e celebração sacramental, para partilha fraterna e convivência com a natureza

29/05/2026 10h10

Com versões como o FAC para Adolescente e Joam para jovens, acampamentos católicos são baseados em três pilares: o serviço, a humildade e a obediência

Com versões como o FAC para Adolescente e Joam para jovens, acampamentos católicos são baseados em três pilares: o serviço, a humildade e a obediência Arquivo/Correio do Estado/Paulo Ribas

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Autoria do deputado Marcio Fernandes, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o Governo do Estado Mato Grosso do Sul institui agora o "Dia do Campista Católico", lei que propõe a celebração da data durante o feriado de Carnaval. 

Diferente do Projeto de Lei que "caducou" no Senado Federal em 2018, de autoria do parlamentar mato-grossense do Partido Liberal (PL-MT), "Cidinho" Santos, o texto de Marcio Fernandes conseguiu elevar o costume católico ao "status" de lei, ao menos no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul.

Enquanto o projeto de lei federal buscava mais uma ligação histórica, buscando instituir a celebração da data no primeiro domingo do mês de setembro - em menção ao Primeiro Encontro Nacional, realizado na cidade de Cachoeira Paulista em 2016 -, o texto sul-mato-grossense ainda em fase de proposta já buscou a ligação para ser realizado de forma conjunta ao feriado de Carnaval. 

E se o Dia do Campista Católico por iniciativa do Senado Federal correu quatro anos na casa sem nunca sair do papel, em Mato Grosso do Sul avançou para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa ainda em fevereiro e já neste 29 de maio passa a vigorar por assinatura do governador do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o "tucano" Eduardo Riedel. 

Campista católico

Parte agora do calendário oficial de eventos do Estado do Mato Grosso do Sul, o "campista católico" fica definido como aquele  fiel que participa de acampamentos ou retiros promovidos por organizações, comunidades ou autoridades da Igreja Católica Apostólica Romana.

Como bem esclarece o texto, à luz dos ensinamentos evangélicos, o objetivo do Dia do Campista seria voltado para:

  • Vivência comunitária, 
  • Formação espiritual,
  • Aprofundamento da fé, 
  • Oração, 
  • Celebração sacramental, 
  • Partilha fraterna e 
  • Convivência com a natureza

Mais recente, esse mote de "desenvolvimento espiritual pela fé" ganhou evidência principalmente graças ao movimento Legendários, que de forma semelhante teve seu dia próprio aprovado na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul. 

Importante, inclusive, diferenciar o "Dia do Campista Católigoco" desse outro fenômeno moderno muito comumente ligado à cultura "Red Pill": o movimento Legendários, que têm seu nascimento no Brasil apontado para o ano de 2017 com um "boom" do discurso de "transformação interior, com foco em valores como liderança masculina, identidade e propósito" que está ligado à crisa da masculinidade. 

Ainda que o Dia dos Legendários já tenha sido incluído no calendário de datas comemorativas do MS, dois meses após passar na Assembleia Legislativa, vale lembrar que a Igreja Católica em outros momentos buscou se desvencilhar desse movimento que têm crescido em Mato Grosso do Sul e no Brasil. 

Como bem abordado pelo Correio do Estado em julho do ano passado, de acordo com o próprio Dom Dimas, “ainda que o movimento aborda temas sensíveis e de relevância humana, sua abordagem teológica e prática merece prudente discernimento, especialmente quando se pretende associá-la à espiritualidade cristã professada pela Igreja Católica”. 

“Com o objetivo de oferecer uma orientação segura à comunidade católica da Arquidiocese de Campo Grande a respeito deste movimento, esclarecemos que o Movimento Legendários não pertence à Igreja Católica Apostólica Romana.

Ademais, sua proposta espiritual não está em comunhão com os meios católicos ordinários de santificação e formação cristã, como os sacramentos, o magistério da Igreja e a vida comunitária paroquial, de modo que não se configura como expressão autêntica da espiritualidade católica”, afirma a nota ressaltando que o movimento "Legendários" não é promovido pelas paróquias e lideranças católicas e “não é recomendado a nenhum dos nossos fiéis”. 

Entenda

Metodologia que nasceu no movimento católico da década de 80 chamado de "Evangelização 2000", os acampamentos surgiram em meio a uma onda que tinha como proposta ser uma nova forma de evangelizar. 

Segundo a história, em 1983 o Papa João Paulo II pede uma nova evangelização aos bispos no Haiti durante a IV Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em Santo Domingo,  que fosse "nova" em seu ardor, métodos e expressão. 

Pelas mãos do Padre Tom Forrest e do Monsenhor Luigi Giussani chega ao Papa, em 29 de junho de 1984, a sugestão de que fosse feita uma década de evangelização antes do ano 2000: "dez anos dedicados a proclamar através de cada católico que Jesus Cristo é o único Salvador da humanidade".

Quase dois anos depois, em 28 de maio de 1986, a Sua Santidade, Papa João Paulo II, solicita mais informações e aprova o projeto que ganha o posterior nome de "Evangelização 2000" em 03 de junho de 1987.

Coordenado na América Latina pelo leigo mexicano José Prado Flores, essa modalidade, que já havia sido implantada no Canadá, Europa e Estados Unidos, chega ao Brasil através do primeiro curso de Formação de Formadores de Evangelizadores, em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1989, que têm coordenação de Clara Macias.

O chamado documento de Santo Domingo (SD) aparece subdividida em três capítulos, com o primeiro sendo “A Nova Evangelização” proposta pelo Papa que, resumidamente, têm: um sujeito, uma finalidade, uma tarefa e um conteúdo:

Sujeitos seriam todos os que têm a missão de evangelizar, desde os bispos em comunhão com o Papa até todos os religiosos e religiosas, homens e mulheres que compõem o povo de Deus. Já a finalidade seria formar essas pessoas e comunidades maduras na fé. 

A tarefa, nesse sentido, seria trazer homens e mulheres que vivem sem energia o cristianismo para aderirem à Igreja, tendo, segundo o documento de Santo Documento, como conteúdo: 

  1. Jesus Cristo;
  2. Evangelho do Pai;
  3. morto e ressuscitado;
  4. "no qual tudo adquire sentido";
  5. Seu nome;
  6. Sua doutrina;
  7. Sua vida;
  8. Suas promessas;
  9. Seu Reino e
  10. Seu mistério.

Ou seja, para chegar aos homens e mulheres dessa geração, a Igreja precisaria "pescar" essas pessoas através de movimentos, manifestações e projetos que atendam aos seus apelos da melhor forma possível. 

Método dos acampamentos

Para os curiosos que nunca participaram de um desses eventos católicos, que por sua vez também se difere dos retiros de oração da igreja evangélica protestante, o "acampamento" consiste em promover uma uma reflexão construtiva sobre o comportamento em relação não só ao indivíduo. 

Esses acampamentos católicos são baseados em três pilares: 

  1. o serviço,
  2. a humildade
  3. e a obediência

Ali são feitas dinâmicas vivenciais, técnicas de análises geral e de atuação, cabendo citar: o sócio-drama, jogos, dramatização, exercícios de síntese e comunicação; técnicas de organização, etc. 

Também cabe pontuar que existem vários tipos de acampamentos, cada um com suas determinadas faixas etárias e objetivos: 

  • FAC – Formando Adolescentes Cristãos;
  • JOAM – Jovens e Adolescentes em Missão;
  • Acampamento Juvenil;
  • Mirim (preparatório para a 1ª. Eucaristia);
  • Acampamento Sênior;
  • Acampamento Master (para a melhor idade);
  • De Casais;
  • Noivos;
  • Da Família (para pais e filhos);
  • Acampamento II (para campistas que já fizeram outras edições);
  • Acampamento PHN (para dependentes químicos);

Basicamente, esses acampamentos são compostos por equipes de trabalho com campistas, que são coordenados por duas ou três outras pessoas que também estarão sob as ordens de outros dois ou três diretores, com o pároco da paróquia normalmente sendo o diretor espiritual de cada edição. 
 

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