Cidades

INFRAESTRUTURA

Quase um ano após licitação, Cidade do Natal está com apenas 10% das obras executadas

Cronograma previsto inicialmente não está sendo seguido, mas secretário de obras garantiu que festividades serão realizadas no local

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Quase um ano depois de ser licitada e há poucos meses do fim do ano, a revitalização da Cidade do Natal, nos altos da avenida Afonso Pena, em Campo Grande, não está nem perto de ser concluída. O espaço tem mais de 15 mil m² e está com apenas 10% do total pronto, mas com previsão de ser entregue em dezembro deste ano. 

O prazo para o início das obras estava sendo contado desde agosto de 2021, quando o então prefeito da Capital Marcos Trad (PSD) assinou a ordem de serviço para a empreiteira começar os trabalhos. O resultado da licitação foi publicado um mês antes, em julho, no Diário Oficial da União. 

Na ocasião da assinatura, a previsão dada pelo Executivo era que a obra começasse na primeira quinzena de setembro passado e seria entregue dentro de oito meses, isto é, tudo ficaria pronto até maio. 

Porém, as obras começaram efetivamente em novembro e, se o prazo de oito meses para a conclusão fosse seguido, a reforma teria que ser entregue em julho, ou seja, daqui um mês, o que não está previsto para acontecer. 

O novo prazo dado pelo secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, é para dezembro, garantindo as comemorações de fim de ano, que não são realizadas no espaço há dois anos. 

Fiorese ainda  informou que a obra ainda está na fase de fundação já que os quiosques serão feitos de alvenaria. Ainda de acordo com o secretário, está cumprindo o cronograma porque depois dessa etapa a obra avança mais rápido. 

Por outro lado, a subsecretaria de Gestão de Planejamento Estratégico, Catiana Sabadin, explicou que a entrega será em etapas. Ao Correio do Estado ela declarou que a entrega, na verdade, será em outubro para que em novembro a iluminação seja instalada. 

Dessa forma, a Prefeitura tem apenas quatro meses para concluir a maior parte da revitalização. 

“Vamos entregar em outubro, instalar a iluminação em novembro e ativar o espaço em dezembro. Esse ano já tem Natal na Cidade do Natal”, garantiu.

As obras foram orçadas em 3,4 milhões, de acordo com publicação do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) publicado em maio de 2021 e, segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, não houve alteração no orçamento. 

A obra está sob responsabilidade da empreiteira 1A Serviços de Obras Civis e Terceirização de Pessoal e está sendo financiada pela Superintendência  do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Conheça o projeto

A revitalização do espaço que até então servia apenas para as comemorações do Natal promovidas pela Prefeita prevê que seja um opção de lazer permanente para que a população da Capital possa aproveitar durante o ano todo. 

Os chalés com inspiração na arquitetura escandinava dará lugar à referências históricas de Campo Grande com fachadas que remetem à antigos prédios da Capital, por exemplo, a Morada dos Baís, Hotel Americano, Colégio Oswaldo Cruz, Casa da Esplanada e o antigo cinema Alhambra. 

O projeto também prevê, de acordo com a prefeitura, um palco para shows e eventos artísticos, instalações sanitárias, infraestrutura de drenagem e área coberta, bem como um totem de entrada que remete às características da Estação Ferroviária. 

MS-276

Asfalto feito pelo presidente da Agesul se esfarela dias após liberação

Obra de 5,9 km e que custou R$ 28 milhões em Nova Andradia foi executada pela ENGR Engenharia. Gil Marcio era procurador da empreiteira

24/07/2026 12h40

Trecho que está desmanchando fica próximo ao Córrego Esperança, entre as cidades de Batayporã e Nova Andradina, no sul de MS

Trecho que está desmanchando fica próximo ao Córrego Esperança, entre as cidades de Batayporã e Nova Andradina, no sul de MS

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Anunciado há quatro anos e liberado ao tráfego faz menos de um mês, o asfalto de 5,92 quilômetros na MS-276, entre Batayporã e Nova Andradina, está se esfarelando antes mesmo de ser inaugurado oficialmente.

E o mais curioso é que um dos responsáveis técnicos pela execução da obra é Gil Márcio Franco, que assumiu o comando da Agesul em maio deste ano depois da exoneração de Rudi Fioresi, envolvido em um escândalo de desvio de dinheiro público na prefeitura de Campo Grande.  

Vídeo publicado em redes sociais mostra que, apesar de ainda não haver sinalização, o tráfego já está liberado e a capa asfáltica está literalmente desmanchando (veja o vído ao final da reportagem).

No dia 26 de junho, durante entrega de outras obras em Batayporã, o governador Eduardo Riedel (PP) vistoriou a obra de asfaltamento, o que foi interpretado por moradores da região como se tivesse ocorrido a inauguração.

Conforme informações no site do Governo do Estado à época, a obra recebeu investimento R$ 28 milhões e estava com 96% dos serviços executados. O asfalto novo conecta as rodovias BR-376 e MS-473, na divisa entre Batayporã e Nova Andradina.

A licitação da obra foi anunciada há mais de quatro anos, em maio de 2022, e o projeto está sendo executado pela ENGR Engenharia e Consultoria. O edital inicial previa investimento de R$ 19,577 milhões, bancados por recursos do Fundersul, mas até agora a obra já consumiu 50% acima disso.

Entre outras publicações, um aditivo ao contrato que saiu no diário oficial do Governo do Estado em 21 de dezembro de 2023 mostra que ele foi assinado pelo então presidente da Agesul, Mauro Azambuja Rondon Flores, e por Maria Forin Cruz Ribeiro (p. p. Gil Márcio Franco).

Ou seja, o atual diretor da Agesul tinha procuração da sócia da empreiteira, Maria Forin, para assinar documentos com o Governo do Estado em nome da empreiteira, deixando claro que foi o responsável pela execução de boa parte da obra que está virando pó antes mesmo da inauguração oficial. 

Desde janeiro do ano passado Gil Márcio ocupava o cargo de diretor de Infraestrutura Viária da Agesul, com salário de R$ 22 mil. Desde então está oficialmente afastado da empreiteira. Em maio deste ano foi alçado ao comando da autarquia, depois da eclosão do escândalo sofre supostos desvios no serviço de tapa-buracos as esburacadas ruas de Campo Grande. 

Um vídeo publicado nas redes sociais por Marcos Guimarães, que se apresenta como pré-candidato a deputado federal pelo Novo e que já foi candidato a prefeito de Nova Andradina pelo mesmo partido, atribui a má qualidade do asfalto à “ânsia de entregar obras às vésperas de uma eleição”.

Para o autor das denúncias, o fato de o tráfego ter sido liberado significa que a obra foi entregue, embora não tenha ocorrido inauguração oficial. E o esfarelamento, segundo ele, é a prova de que muita gente está trafegando pela nova rodovia.

Nas imagens, que estão com mais de 250 comentários e o mesmo número de compartilhamentos, ele dá destaque um trecho que não teria resistido à primeira chuva, mas elas também mostram que esfarelamento semelhante ocorre em outros pontos. O problema, segundo ele, existe principalmente próximo à ponte sobre o Córrego Esperança.

Nas dezenas de comentários não faltam insultos à classe política, assim como normalmente ocorre nas redes sociais. Porém, também há informações de que este não é o único local em que asfalto novo se desfaz.

“Essa ai ta boa, da uma passada na MS 278 entre o café porã no município de caarapó e Fátima do Sul que nem inaugurou tem fezer outro asfalto”, escreveu um homem que se identificou como Gilvan Alves de Oliveira.

A reportagem do Correio do Estado procurou a Agesul para saber se a autarquia tem conhecimento sobre o esfarelamento do asfalto e se ela vai exigir que a empreiteira refaça a obra. Mas até a publicação da reportagem não havia obtido retorno.

Campo Grande

Suspeito de matar casal no Taquarussu tem prisão preventiva decretada

O caso aconteceu no início de junho, em um conjunto de kitnets no bairro Taquarussu em Campo Grande

24/07/2026 11h30

Divulgação: MPMS

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O caso de duplo homicídio que aconteceu no dia 5 de junho teve um novo desdobramento e restabeleceu a prisão preventiva do suspeito. Na ocasião, um casal foi assassinado dentro de sua própria residência após desentendimento com um vizinho. 

A medida foi acatada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, após recurso  apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

O juiz Aluízio Pereira dos Santos reavaliou o caso e acatou o pedido, ressaltando a insuficiência dos elementos reunidos até o momento não conferem suporte suficiente à tese de legítima defesa apresentada pela defesa. 

Outro ponto que chamou a atenção do magistrado para restabelecer a prisão preventiva, foi que após cometer o crime, o suspeito saiu da cena do crime e para a justiça a atitude indica um risco à aplicação da lei, que é quando as autoridades acreditam que o investigado pode fugir ou se esconder. 

RELEMBRE O CASO 

O crime aconteceu na manhã do dia 5 de junho de 2026, após um desentendimento entre vizinhos. O suspeito de cometer os assassinatos se chama Deivison Felipe Alves Brito, de 30 anos, as vítimas são Nathalia dos Anjos Molina, de 33 anos, e Ademar Spacino Júnior, 38.

De acordo com o relato da esposa de Deivison, autor dos disparos que mataram Natália e Ademar, as vítimas passaram a noite toda ingerindo bebidas alcoólicas e drogas, o que era prática habitual do casal.

Por volta das 05h30 desta sexta-feira, a mulher relata que ao sair de casa para ir trabalhar, foi abordada pelas vítimas de forma agressiva, onde uma delas tentou agredi-la com um pedaço de madeira e a outra disse que ia pegar uma faca para matá-la.

Deivison interveio, porém, Nathalia tentou agredi-lo com um pedaço de madeira. Nesse momento, a esposa do autor escutou disparos de arma de fogo e se escondeu dentro de sua residência.

Durante os questionamentos da Polícia, o autor do crime acrescentou que a outra vítima, identificada como Ademar, apareceu com uma faca nas mãos, e neste momento ele efetuou alguns disparos em direção a esta pessoa também.

Ainda de acordo com o relato da mulher, o rapaz saiu do local do crime somente para evitar que fosse agredido por populares e vizinhos, e que estaria na residência de sua mãe.

A perícia identificou três perfurações nas costas de Nathalia e duas na região do tórax de Ademar.

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