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Raízen vende sua última usina de cana de MS para a Adecoagro

Negócio relativo à usina de Caarapó foi fechado por R$ 760 milhões e agora a Adecoagro passa a controlas três usinas em Mato Grosso do Sul

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Quase um ano depois de vender duas usinas para o grupo paulista Cocal Agroidústria, a Raízen  anunciou nesta segunda-feira (20) a venda de sua última usina de Mato Grosso do Sul, localizada em Caarapó, para a Adecoagro Vale do Ivinhema, por R$ 760 milhões, que passa a ter três usinas no Estado.

Conforme o informe da Raízen, o pagamento será realizado à vista na data de conclusão da transação, sujeito aos ajustes usuais previstos para esse tipo de negócio. O acordo também inclui a cessão da cana-de-açúcar própria e dos contratos com fornecedores vinculados à unidade.

Segundo comunicado da companhia, a usina processou aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de  cana na safra 2025/26. E, de acordo com a Raízen, a venda faz parte da estratégia de otimização do portifólio dos ativos, simplificação das operações e busca por maior eficiência operacional, com foco na rentabilidade do portfólio agroindustrial. 

Após a conclusão da operação, a empresa passará a operar 23 usinas, com  capacidade de moagem instalada de aproximadamente 69 milhões de toneladas de cana por safra.

A conclusão da venda ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do cumprimento das demais condições previstas no contrato. A Raízen está em recuperação extrajudicial desde junho, englobando mais de R$ 65 bilhões em dívidas.

Em agosto do ano passado ela havia vendido, por R$ 1,543 bilhão, as outras duas usinas que controlava em Mato Grosso do Sul (Passa Tempo e Rio Brilhante) ambas no município em Rio Brilhante. As duas unidades têm capacidade anual para processamento de seis milhões de toneladas de cana por ano.

A usina de Caarapó está localizada a cerca de 100 quilômetros das unidades de Angélica e Ivinhema, também operadas pela Adecoagro. A planta tem capacidade para produzir açúcar, etanol hidratado, etanol anidro e energia renovável.

Segundo a Adecoagro, a proximidade entre as unidades permitirá a integração da usina à estratégia de operação em cluster da companhia no Mato Grosso do Sul. 

"A aquisição de Caarapó representa uma extensão natural da nossa presença industrial em Mato Grosso do Sul. A integração da usina à nossa estratégia de cluster permitirá processar cana-de-açúcar adicional, alavancar infraestrutura compartilhada e ampliar o volume de moagem da unidade com investimentos adicionais controlados", disse Renato Junqueira Santos Pereira, vice-presidente de Açúcar, Etanol e Energia da empresa.

A Adecoagro atua na produção de alimentos e energia renovável na Argentina, no Brasil e no Uruguai. A companhia informa possuir 210,4 mil hectares de terras agrícolas e operações industriais nos três países, com produção anual de 3,1 milhões de toneladas de produtos agrícolas, 1,3 milhão de toneladas de fertilizantes e mais de 1 milhão de MWh de eletricidade renovável.

A empresa é controlada pela gigante de criptomoedas Tether, que possui cerca de 70% das ações em circulação da companhia. A empresa de tecnologia consolidou essa participação majoritária por meio de um investimento que superou os US$ 600 milhões, em meados do ano passado

As três usinas vendidas pela Raízen, grupo controlado pelo empresário Rubens Ometto, pertenciam ao bilionário somente desde 2021. Antes disso, eram controladas ao grupo francês Louis Dreyfus Company (LDC). Ou seja, em um período de cinco anos elas passam a ter o terceiro controlador. 

Com 22 usinas, em Mato Grosso do Sul foram processadas em torno de 51 milhões de toneladas de cana na última safra. Todas as plantas geram eletricidade, somando 2 milhões de MWh de abril a dezembro. Doze delas injetam o excedente para a rede nacional de energia elétrica. 

No Estado, a  cana-de-açúcar está presente em 48 municípios. Mas, quase um terço (32%) da área plantada está justamente nos três municípios onde os árabes estão presentes e onde pretendiam comprar mais duas usinas (Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul e Costa Rica).

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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