Cidades

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Região do Pedrossian terá mais linhas de ônibus

Região do Pedrossian terá mais linhas de ônibus

Redação

26/06/2009 - 17h30
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As linhas de ônibus que atendem a comunidade dos bairros Maria Aparecida Pedrossian, Oiti, Jardim Panorama e Vivendas do Parque estão passando por ajustes operacionais. De acordo com a prefeitura da capital, as três linhas que já atendem a região ganham mais duas: as linhas 516 (Maria Aparecida Pedrossian/ Oiti) e 518 (Vivendas do Parque). A linha 516 fará o trajeto bairro/centro/bairro pela Rua Joaquim Murtinho e a linha 518 pelo Shopping. Além disso, a linha 517 (Maria Aparecida Pedrossian/ Integração) será suspensa. As alterações acontecem a partir do dia 4 de julho.

Segurança

Cone sul vira principal entrada para cigarros contrabandeados

Dados da Receita Federal mostram que a partir de 2019, Mundo Novo teve um salto na quantidade de apreensões e "tomou" o lugar de Ponta Porã

19/05/2026 08h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O município de Mundo Novo ultrapassou Ponta Porã e se tornou a principal porta de entrada dos cigarros contrabandeados nos últimos anos em Mato Grosso do Sul, chamando a atenção de grupos e facções criminosas justamente pela sua posição geográfica privilegiada para o comércio ilegal, fazendo divisa o Paraguai e com o estado do Paraná.

Conforme dados de apreensões anuais de 2016 até este ano enviados pela Receita Federal ao Correio do Estado, nos primeiros anos analisados, mais especificamente entre 2016 e 2018, Ponta Porã dominava o cenário de apreensões, ao lado de Campo Grande. 

Nos três anos, a cidade fronteiriça registrou 73,7 milhões de maços retidos, que dariam R$ 362,8 milhões (de acordo com valor cotado na época), enquanto a Capital catalogou 99,7 milhões confiscados (R$ 488,6 milhões). 
Ao mesmo tempo, Mundo Novo somou “apenas” 28,9 milhões de maços de cigarros contrabandeados apreendidos (R$ 130,2 milhões).
Porém, a partir de 2019, começa a se observar uma mudança na tendência anterior, com Mundo Novo “roubando” o posto de Ponta Porã como a segunda cidade com maior números de maços ilegais retidos.

Naquele ano, foram 16,5 milhões cigarros confiscados (o que daria R$ 82,2 milhões aos bandidos) em Mundo Novo e, em Ponta Porã, foram 12,1 milhões apreendidos (R$ 60,8 milhões), enquanto Campo Grande continuou na liderança disparada.

No ano seguinte, de forma inédita, Mundo Novo conquistou a liderança no quesito, tendência que seria observada nos anos seguintes até atualmente. 

Para se ter ideia do aumento no fluxo de contrabando no município, foram apreendidos mais de 103,3 milhões de maços entre 2020 e 2025, o que corresponde a uma quantia de R$ 526,6 milhões.

Para efeito de comparação, no mesmo período, Campo Grande presenciou 34,4 milhões de maços retidos e Ponta Porã ficou na vice-liderança com 55,4 milhões confiscados, pouco mais da metade do apreendido em Mundo Novo, o que escancara que o município realmente se tornou a principal porta de entrada do ilícito no País.

Mesmo com uma população estimada de 20 mil pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mundo Novo chama a atenção pela sua posição no mapa.

A cidade é a última da região sul de Mato Grosso do Sul, o que lhe dá o privilégio de fazer fronteira com o estado do Paraná e com o Paraguai.Vale destacar que os cigarros ilegais que chegam ao Brasil são, em sua grande maioria, de origem paraguaia. 

Uma carteira de cigarros no Paraguai chega a custar cerca de R$ 1,20 se comprado no atacado, mas quando chega no Brasil as marcas são vendidas a cerca de R$ 4,46 (em média), o que representa um ganho que pode chegar a mais de 500%, dependendo do valor pago e do comercializado.

De acordo com pesquisas da Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), a marca mais vendida em Mato Grosso do Sul é o Fox. 

Vale destacar que o Fox não possui registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser comercializado, produzido ou distribuído no Brasil e, por isso, é considerado ilegal no País.

Nos primeiros quatro meses deste ano, Mundo Novo já registrou 3,7 milhões de maços apreendidos (R$ 23.749.784,50). 

Caso mantenha essa média até o fim do ano, a tendência é de que o município termine 2026 com 11,2 milhões de maços retidos. Campo Grande e Ponta Porã seguem “na cola” com 3,1 milhões e 2,8 milhões de maços de cigarros confiscados, respectivamente.

Fonte: Receita Federal 

FACÇÕES

Segundo o estudo O Novo Mapa do Contrabando: A Ascensão das Facções nos Mercados Ilegais, publicado pelo Idesf, foi apontado que as facções criminosas entraram de vez no mercado de contrabando de cigarros, tendência que foi observada principalmente nos últimos 10 anos.

A questão do contrabando ser um crime mais leve em comparação ao tráfico de drogas é um dos motivos para a entrada das facções em Novo Mundo.

Conforme consta no Código Penal, a prática de importar ou exportar mercadorias proibidas no Brasil prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão, enquanto o tráfico de drogas é consideravelmente maior, de 5 a 15 anos de prisão.

Porém, o que mais chama a atenção das facções criminosas é o lucro diante do pouco investimento que precisa ser feito para contrabandear os cigarros. 

Ainda segundo o levantamento, o mercado ilegal entre Paraguai e Brasil chegam a ultrapassar os R$ 60 bilhões por ano, sendo que os cigarros e similares representam 34% dos principais itens apreendidos pela Receita Federal.

* Saiba

De acordo com a pesquisa do Idesf, o cigarro ilegal tem uma participação de 74% no mercado sul-mato-grossense. Em outras palavras, a cada 10 cigarros vendidos em MS, sete são ilegais.

Diante disso, o Estado deixou de arrecadar R$ 3,7 bilhões de 2019 até agora por conta do cigarro contrabandeado.

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Campo Grande

Condomínio de luxo está sobre duas áreas de preservação

Relatório do MPMS aponta série de irregularidades e solicita que medidas sejam tomadas

19/05/2026 08h00

Condomínio de luxo com quase 400 lotes está em construção na saída para Três Lagoas, na Capital

Condomínio de luxo com quase 400 lotes está em construção na saída para Três Lagoas, na Capital Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Perícia realizada em março deste ano pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) constatou que o Condomínio de Luxo Soul Corpal Living Resort está ocupando duas áreas de preservação ambiental que terão de ser recuperadas e vão obrigar a incorporadora a reduzir o número de lotes. 

É que parte dos 395 lotes na área localizada na saída para Três Lagoas, nos limites do Bairro Maria Aparecida Pedrossian, está sobre uma área que deverá ter vegetação nativa.

Em relatório de vistoria técnica apresentado pela Secretaria de Desenvolvimento de Apoio às Atividades de Execução (Daex), vinculado ao MPMS, é afirmado que o condomínio tem “passivos ambientais em relação à conservação das faixas de APP [Área de Preservação Permanente] dos Córregos Estribo e Lajeado”, destacando que em torno das duas barragens existentes hoje no local quase não existe vegetação típica do Cerrado e que nas margens dos dois córregos esta vegetação também foi suprimida. 

Nas barragens o limite mínimo é de 30 metros a partir da margem. No caso dos cursos d’água, são 100 metros. 

Mas o geólogo Vitor Avila Barsotti, com a colaboração da geógrafa Flávia Reis Alves, enfatiza que embora a vegetação esteja ausente, foi constatado dano ambiental . 

Mesmo com o loteamento na fase inicial “parte do arruamento já incide tanto na APP projetada de 100 metros para o Córrego Estribo quanto na APP de 30 metros do barramento de jusante, sendo registrada, ainda, a presença de um processo erosivo nesse local”. 

Outra preocupação dos profissionais é com a ampliação destes dois espelhos de água, com um dos reservatórios passando de 0,3065 hectare para 4,7719 hectares [quase 15 vezes maior] e o outro de 1,1174 hectare para 2,2253 hectares [o dobro praticamente], que “implicará consequente aumento da faixa de proteção no entorno”.

Esta ampliação fez com no relatório fosse destacado que nos autos não foram incluídas plantas técnicas com delimitação precisa das áreas inundadas projetadas e nem esta demarcação in loco no terreno. 

“Frisa-se que as plantas constantes no processo indicam a previsão de APP no entorno dos barramentos, porém sem explicação das metragens adotadas”, afirma Barsotti.

O geólogo que esteve no dia 29 de janeiro no local determinou que a incorporadora faça a adequação do arruamento de modo a não incidir sobre as APPs existentes no imóvel. Hoje parte das ruas estão em área que serão de preservação.

Também que seja feita a recuperação do processo erosivo existente à margem da barragem do Córrego Estribo, que a empresa apresente o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas ou Alteradas (Prada) para recuperação das APPs dos Córregos Estribo e Lajeado e dos barramentos existentes no imóvel, de forma a atender a Lei Federal 12.651/2012 e no Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Lajeado.

Além disso, demarque in loco os limites da APPs dos córregos Estribo e Lajeado (100 metros) e dos barramentos ( 30 metros já considerando as áreas ampliadas dos reservatórios, conforme previsto no projeto do empreendimento), promovendo ações para conservação e recuperação das faixas degradadas.

Além desta questão ambiental, a criação do condomínio está repleta de irregularidades, segundo o relatório do MPMS. A incorporadora responsável pelo loteamento desrespeitou questões urbanísticas, fez obras antes do registro no Cartório de Imóveis, invadiu área da linha férrea Malha Oeste, mesmo sabendo que havia impedimentos legais. 

O empreendimento chegou a ser embargado e a Procuradoria do Município recomendou a anulação de sua criação.

* Saiba 

A irregularidade ambiental é apenas um dos problemas apontados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) sobre o condomínio Soul Corpal Living Resort.

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