Cidades

SAÚDE

Rol exemplificativo não soluciona demanda para o tratamento do autismo

Oferta por terapias concentrada em Campo Grande e falta de polos no interior sobrecarrega sistema da Capital

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Motivo de festa para qualquer um ligado - não só, mas também - à causa autista, a sanção da lei do rol exemplificativo (que obriga os planos de saúde a arcar com tratamentos que não estejam na lista de referência básica da ANS) está longe de dar fim à alta demanda por terapia na Capital. 

Com essa definição do rol exemplificativo, será necessária comprovação científica ou que o tratamento seja reconhecido por alguma agência estrangeira, para requerer coberturas fora da lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar. 

Alexandre Figueiredo, do projeto guardião azul - amigo do autista, aponta que essa é uma importante conquista, sendo necessário agora acompanhar a regulamentação, uma vez que os planos de saúde têm um impacto grande nos tratamentos os autistas.

"A grande maioria das clínicas estão situadas em Campo Grande. E a demanda por profissional especializado é cada vez maior. Porém, no MS inteiro, não temos faculdades de Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia, para prover o aprendizado presencial e ampliar a oferta das terapias, principalmente no interior", explica ele

Sobrecarga

Diretora de patrimônio da Associação de Pais e Amigos do Autista de Campo Grande, Flávia Caloni Gomes ressalta que "não temos condição de suprir a demanda local", além de chamar atenção para a falta de capacitação e profissionais da área de fono, comenta que não é rara a necessidade da convocação de profissionais de fora.  

"Então os planos de saúde estão tendo que dar os seus pulos, até porque o repasse para esses profissionais, eles são pequenos, né, e muitos profissionais não ficam no plano".  

Ela não discorda de que a sanção foi fantástica para a causa, mas frisa que a demanda está muito alta, principalmente com relação ao autismo.  

"Nem as clínicas, os planos de saúde e as associações de ações, muito menos o SUS, conseguem atender do jeito que deveria ser o atendimento.

Caloni cita que, sem polos de atendimento nas demais cidades, moradores do interior do Estado, com planos de saúde, vêm até Campo Grande para atendimento, gerando sobrecarga na rede local.  

"Na correria, para tentar alguma coisa para os seus filhos... já chegou à mim uma situação de Três Lagoas, que a mãe vem na quarta-feira de manhã, pega o ônibus, o filho tem atendimento e de noite ela volta".  

Ela diz que Campo Grande não tem conseguido atender os planos de saúde locais, precisando lidar simultaneamente com essa demanda extra e, sendo necessário investimentos dos próprios planos, além de um conjunto de políticas públicas, segundo Flavia, o dinheiro necessário não deve vir tão cedo.  

"Talvez nos próximos anos seja eles acabem esses polos para tentar facilitar, mas é que eu te disse, nós não temos nenhum profissional para atender em Campo Grande", finaliza.

 

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campo grande

Drive-thru de vacinação contra a gripe tem fila de carros e trava trânsito no Centro

Procura pela imunização tem sido grande no quartel do Corpo de Bombeiros e cruzamento entre a 26 de Agosto e 14 de Julho chegou a ficar bloqueado por veículos

18/05/2026 18h14

Motoristas travaram o trânsito próximo ao quartel dos bombeiros, onde há drive-thru da vacinação contra a gripe

Motoristas travaram o trânsito próximo ao quartel dos bombeiros, onde há drive-thru da vacinação contra a gripe Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O drive-thru de vacinação contra a Influenza, montado no Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militar, na região central de Campo Grande, gerou uma fila de carros na tarde desta segunda-feira (18). Mesmo antes do início da imunização, que começou às 17h30, muitos motoristas já aguardavam, o que acabou travando o trânsito na região.

O acesso para entrar no quartel é feito pela Rua 26 de Agosto. Desta forma, quem transita pela 14 de Julho precisa fazer um retorno e aguardar na 26.

No entanto, muitos motoristas tentam entrar direto, enquanto outros até aguardam na fila da 26 de Agosto, mas para não perder lugar, acabam não deixando o espaço e travando os cruzamentos, gerando o transtorno.

Uma pessoa voluntariamente tentou organizar o tráfego no local, mas desistiu depois de alguns minutos.

Os bombeiros organizam o drive-thru a partir da entrada no portão do quartel, não havendo equipes de órgãos de trânsito para organizar o trânsito na rua. 

A contadora Rosimeira da Silva Marques, 58 anos, ficou sabendo sobre a vacinação através de notícias e foi até o local já esperando por filas.

"Decidi vir porque se imunizar é extremamente importante. Imaginava que enfrentaria fila, mas acredito que não vai demorar muito", disse.

O comerciante Ricardo Oliveira também aproveitou para buscar a imunização contra a gripe no drive-thru devido ao horário noturno, tendo em vista que ele trabalha no período vespertino, mas fopi surpreendido pelo caos.

"Acabei de sair do trabalho e vim direto para me vacinar. Eu esperava fila, mas não imaginava que encontraria congestionamento por conta do horário, fui pego desprevenido", afirmou.

Drive-thru

Neste primeiro fim de semana de funcionamento do drive-thru da vacinação nos Bombeiros, foram aplicadas 2,4 mil doses do imunizante, sendo 940 no sábado (16) e outras 1.460 no domingo (17).

Diante da adesão da população, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) prorrogou o funcionamento da estrutura para até o próximo domingo, dia 24 de maio.

O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 17h30 às 21h, e aos sábados e domingos das 7h às 19h.

Toda a população pode buscar a imunização, tendo em vista que a vacinação foi ampliada para todos os públicos a partir de 6 meses de idade, com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal no Estado, que atualmente está em cerca de 30%.

O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, lembra que a vacinação contra a Influenza é a principal ferramenta de proteção contra as síndromes respiratórias agudas graves.

“A vacinação contra a Influenza é uma estratégia consolidada e extremamente importante para reduzir casos graves, hospitalizações e óbitos. Com a abertura para toda a população, a expectativa é ampliar significativamente a cobertura vacinal, principalmente entre idosos, gestantes e crianças, que são os grupos mais vulneráveis”, explicou.

Mato Grosso do Sul já recebeu cerca de 800 mil doses da vacina e possui aproximadamente 500 mil disponíveis em estoque entre a Capital e interior. O Estado deve receber cerca de 1,2 milhão de doses ao longo da campanha.

Serviço

  • Local: Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militar - Rua 14 de Julho, 1502-1600, Centro
  • Data: Até 24 de maio
  • Horários: Segunda a sexta-feira: das 17h30 às 21h; sábados e domingos: das 7h às 19h
  • Documentos: É necessário apresentar documento oficial com foto. Para crianças, recomenda-se levar a caderneta de vacinação.

Costa Leste

Casal é condenado a pagar R$ 20 mil após agredir recepcionista em MS

Funcionário relatou humilhações, arremesso de objetos e pediu demissão após episódio em Paranaíba

18/05/2026 18h02

Conforme a sentença assinada pela juíza Nária Cassiana Silva Barros, cada um dos réus deverá pagar R$ 10 mil ao trabalhador.

Conforme a sentença assinada pela juíza Nária Cassiana Silva Barros, cada um dos réus deverá pagar R$ 10 mil ao trabalhador. Foto: Divulgação

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A 1ª Vara Cível de Paranaíba condenou um casal ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais a um ex-recepcionista de hotel após um episódio de agressões verbais e arremesso de objetos ocorrido durante uma discussão envolvendo uma reserva de hospedagem.

Conforme a sentença assinada pela juíza Nária Cassiana Silva Barros, cada um dos réus deverá pagar R$ 10 mil ao trabalhador, além das custas processuais e honorários advocatícios.

Segundo os autos, o caso aconteceu na noite de 30 de junho de 2023, quando o funcionário atendia na recepção de um hotel da cidade. O casal chegou ao estabelecimento alegando possuir reserva confirmada, porém foi informado de que não havia quartos disponíveis nem registro da hospedagem em seus nomes.

O recepcionista afirmou que tentou prestar atendimento e buscar alternativas para solucionar o problema, mas os clientes passaram a agir de maneira agressiva.

Conforme relatado no processo, o homem arrancou um telefone da mão do trabalhador e o arremessou, enquanto a mulher lançou objetos do balcão em direção ao funcionário.

Na defesa apresentada à Justiça, o casal sustentou que a confusão ocorreu por falha na prestação do serviço do hotel e afirmou que apenas demonstrou insatisfação com a situação, negando a existência de ofensas pessoais ou dano moral indenizável.

Durante a instrução processual, testemunhas confirmaram a confusão registrada na recepção do estabelecimento. Um hóspede relatou ter ouvido gritos e visto os requeridos exaltados, arremessando objetos e ofendendo o funcionário.

Já o gerente do hotel afirmou ter encontrado o recepcionista “acuado e sem condições de continuar trabalhando” após o episódio.

As imagens das câmeras de segurança também foram consideradas pela magistrada. Segundo a sentença, os vídeos mostram o momento em que o telefone é arrancado da mão do trabalhador e lançado em sua direção, além da atuação agressiva da outra requerida.

Na decisão, a juíza destacou que, mesmo diante de eventual falha na reserva do hotel, a situação não justificava agressões contra o funcionário responsável pelo atendimento.

“A situação narrada ultrapassa o mero dissabor cotidiano, atingindo a honra e a dignidade da parte autora”, registrou a magistrada na sentença.

O processo ainda aponta que, após o ocorrido, o recepcionista passou a evitar trabalhar no período noturno e posteriormente pediu demissão do emprego, onde atuava havia cerca de cinco anos.

Testemunhas e imagens reforçaram versão do trabalhador

Durante o andamento do processo, testemunhas ouvidas pela Justiça confirmaram a existência da discussão e o comportamento agressivo do casal na recepção do hotel.

Além dos depoimentos, as imagens das câmeras de segurança anexadas aos autos reforçaram a versão apresentada pelo ex-funcionário, sendo consideradas decisivas para a condenação.

Justiça entendeu que situação ultrapassou “mero aborrecimento”

Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que as atitudes dos hóspedes extrapolaram o direito de reclamar sobre o serviço prestado pelo hotel.

Para a juíza, houve violação à honra e à dignidade do trabalhador, caracterizando dano moral indenizável.

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