Cidades

ESQUEMA CRIMINOSO

Rombo com fraude em leitura de energia pode chegar a R$ 1 milhão

Funcionário recebia quantia mensal de mais de 40 clientes para falsa medição

VALQUÍRIA ORIQUI

13/05/2016 - 17h26
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A partir da prisão do leiturista Daniel Ramires, de 34 anos, terceirizado da Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica em 74 municípios de Mato Grosso do Sul, a Polícia Civil estima que o prejuízo, decorrente da “falsa” leitura que o funcionário realizava a pelo menos cinco anos, possa chegar a R$ 1 milhão.

Na manhã de hoje (13), a perícia técnica da polícia juntamente com o apoio da equipe da Energisa visitaram os locais indicados nas 41 contas de energia encontradas na residência do leiturista e constataram que as diferenças entre consumo real e o falso variava entre 20 mil e 60 mil kilowats.

“Nosso objetivo era constatar o desvio de energia e aferir o que o medidor estava marcando para fazer confronto com os dados na Energisa”, esclareceu o delegado da 5ª Delegacia de Polícia Civil, João Reis Belo.

De acordo com a polícia, os 41 “clientes” de Daniel eram mensalistas e chegavam a pagar entre R$ 50 e R$ 1 mil para que a quantidade de energia consumida fosse alterada. “Apesar da variação nos valores que Daniel recebia, a maioria das pessoas pagava entre R$ 100 e R$ 300 por mês. Mas identificamos um estabelecimento comercial que pagava R$ 1 mil para o leitor”, apontou o delegado.

O leiturista admitiu que as contas guardadas na residência era para controle próprio. “Todas estas pessoas estão sendo notificadas e devem ser ouvidas a partir da próxima semana. Hoje coletamos provas materiais para constatar a fraude”, pontuou João.

Ainda conforme o delegado, dentro de alguns dias a Energisa deve fornecer informações dos valores de diferença para se ter noção exata do montante financeiro que deixou de ser contabilizado. “Com certeza passa de meio milhão, podendo chegar a R$ 1 milhão”, pontuou.

À polícia Daniel afirmou que agia sozinho, porém, a concessionária deve verificar se mais leituristas agiam de forma semelhante. Os clientes do funcionário estão distribuídos por bairros como Vila Carvalho, Vila Jacy, Planalto, Aero Rancho, Tijuca, Piratinga, dentre outros comércio e residências espalhados pela região.

João Reis contou que Daniel estudava o consumidor e abordava os que apresentavam potencial a cliente. “Ele sentia a pessoa, quando via que dava para fazer a oferta, ele fazia”, frisou. O valor cobrado também dependia da quantia de energia consumida. Quanto maior o consumo, mais caro ele cobrava.

Pelo crime de corrupção ativa o condenado pode pegar de dois a 12 anos de prisão. A Energisa informou que já acionou a empresa terceirizada para que o leiturista imediatamente deixasse de atuar junto à concessionária.

'APRESSADINHO'

Bebê nasce dentro de viatura do Corpo de Bombeiros em Ladário

Menino se chamará Brian e nasceu de 37 semanas

02/07/2026 14h15

Bebê 'apressadinho' não esperou chegar no hospital para nascer

Bebê 'apressadinho' não esperou chegar no hospital para nascer DIVULGAÇÃO/CBMMS/3°GBM

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Bebê, do sexo masculino, nasceu dentro de uma viatura do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), na madrugada desta quinta-feira (2), na rua Goiabeira, bairro Alta Floresta II, em Ladário, município localizado a 427 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a mulher de 36 anos (gestante de 37 semanas) apresentou perda de líquido – indicando início de trabalho de parto – e acionou o Corpo de Bombeiros via 193.

Ao chegar no local, a equipe realizou o atendimento pré-hospitalar e se deslocou até a maternidade. Mas, o bebê, apressadinho, não esperou e nasceu dentro da viatura mesmo. Os militares fizeram o parto.

Após o nascimento, Brian e sua mãe receberam os primeiros cuidados e foram encaminhados à maternidade para avaliação e acompanhamento médico.

O menino se chamará Brian.

“Os militares empregaram todas as técnicas e procedimentos necessários para auxiliar o parto, garantindo a segurança da mãe e do recém-nascido. A atuação rápida, técnica e humanizada da equipe foi fundamental para que o parto ocorresse de forma segura, assegurando o bem-estar da mãe e do bebê e demonstrando o compromisso do Corpo de Bombeiros Militar com a preservação da vida”, informou o 3° Grupamento de Bombeiros Militares (3°GBM) por meio de nota enviada à imprensa.

O local ideal para o parto continua sendo uma maternidade, mas quando o nascimento acontece antes da chegada ao hospital, o atendimento por bombeiros militares treinados é uma medida importante e, na maioria dos partos sem complicações, oferece um atendimento seguro até a chegada ao serviço especializado.

Veja o vídeo:

justiça

Músico acusado de matar Vanessa vai a júri popular por feminicídio e outros dois crimes

Ele responderá por feminicídio qualificado pelo motivo torpe e com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, violência psicológica a cárcere privado

02/07/2026 13h00

Caio Nascimento é acusado de três crimes e será julgado por júri popular

Caio Nascimento é acusado de três crimes e será julgado por júri popular Foto: Arquivo / Reprodução

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O músico Caio Nascimento irá a júri popular por feminicídio, acusado de matar a jornalista Vanessa Ricarte, em Campo Grande. O crime aconteceu em 12 de fevereiro de 2025 e a sentença de pronúncia foi publicada no Diário da Justiça dessa quarta-feira (1º), em decisão do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete.

Ele responderá por feminicídio qualificado pelo motivo torpe e com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, violência psicológica a cárcere privado.

O processo segue sob segredo de Justiça e a data do julgamento ainda não foi marcada.

As audiências de instrução e julgamento, onde foram ouvidas testemunhas e o réu, foram realizadas em março deste ano. Na sequência, houve o prazo para as alegações finais da defesa e do Ministério Público Estadual (MPM), até a sentença de pronúncia, onde o juiz acolheu os termos da denúncia e decidiu pelo julgamento por júri popular.

Na época das audiências, o juiz Carlos Alberto Garcete, esclareceu que, via de regra, processos de feminicídio têm tramitação mais rápida e recebem tratamento prioritário no Judiciário.

No entanto, este caso específico se tornou uma exceção, em razão do grande volume de recursos e incidentes processuais, que precisaram ser analisados tanto pelo juízo de primeiro grau quanto pelo Tribunal.

"Esses recursos foram analisados e incluíram, entre outros pontos, discussões sobre o recebimento da denúncia, inclusão de novos crimes, acesso a mídias apreendidas e pedidos de esclarecimentos por meio de embargos de declaração. Durante esse tempo, o processo precisou aguardar decisões de instâncias superiores, o que impactou o andamento", disse o TJMS, em nota, na ocasião.

O caso

Caio Nascimento é acusado de três crimes e será julgado por júri popularVanessa foi morta a facadas pelo noivo no dia 12 de fevereiro de 2025 (Foto: Redes Sociais)

A jornalista e servidora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Vanessa Ricarte, de 42 anos, foi morta a facadas pelo ex-noivo, o músico Caio Nascimento, no dia 12 de fevereiro de 2025.

O caso ganhou repercussão nacional após divulgação de áudios da vítima, onde ela narrava ter sido tratada com descaso e não ter tido apoio policial solicitado após a concessão de medida protetiva contra o ex. Vanessa morreu horas depois.

O boletim de ocorrência foi registrado na noite de terça-feira (11) e Vanessa retornou à Deam na quarta-feira (12) à tarde para verificar o andamento do pedido da medida protetiva, que foi deferido pelo Poder Judiciário.

Ao sair da Deam, já com a medida protetiva contra o ex deferida, a vítima foi com um amigo para buscar seus pertences, sendo surpreendida pelo ex-noivo, que aproveitou o momento em que o amigo de Vanessa ligava para pedir ajuda a outra pessoa e a atingiu com três facadas no peito, próximo ao coração.

O amigo de Vanessa a levou para dentro de um quarto e trancou-se lá com ela, à espera de ajuda. Ele acionou a polícia nesse período, com o agressor esmurrando a porta. 

Ela chegou a ser encaminhada para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Caio foi preso ainda no local e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva em audiência de custódia.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em quatro crimes, por assassinar a ex-noiva. Caso seja condenado nas penas máximas, ele pode pegar 65 anos de cadeia.

O músico também era acusado de tentativa de homicídio contra o amigo da vítima, mas para este caso ele foi impronunciado.

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