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Sanesul contrata sem licitação empresa demitida por ineficiência

Kurica Ambiental vai receber R$ 537 mil por mês para transportar e tratar lixo das sete cidades nas quais a Sanesul assumiu o serviço. Água Clara rompeu com a mesma empresa em julho

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A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) contratou, sem licitação, uma empresa com sede em Londrina (PR) para fazer o transporte e tratamento do lixo que desde o final de agosto a estatal passou a tratar em sete municípios da região sudoeste do Estado. A contratada já presta os serviços para o consórcio de municípios da região sudoete

A empresa contratada pela Sanesul,  Kurica Ambiental, que vai receber R$ 3.225.663,74 por um contrato de seis meses, foi recentemente demitida pela prefeitura de Água Clara por suposta má prestação dos serviços.  

Conforme publicação do diário oficial desta sexta-feira (18), a  Kurica Ambiental foi contratada emergencialmente para “serviços contínuos de gestão operacional das estações municipais de transbordo (EMTs), transporte rodoviário de resíduos sólidos urbanos para os municípios da unidade de gestão UNICIDEMA e operação do aterro sanitário CIDEMA em Jardim”.

Em maio deste ano, o Cidema assinou um Termo de Ajustamento de Gestão prevênco que o contrato com a Kurica poderia ser estendido por no máximo 120 dias, até realização de uma licitação para a prestação do serviço. Mas, como a atividade de tratamento do lixo foi repassada pela Sanesul,  a Kurica acabou ganhando sobrevida na região por mais seis meses, sem realização de licitação. 

Historicamente dedicada aos serviços de distribuição de água e tratamento de esgoto, o que faz em 68 municípios do Estado, a Sanesul passou a ser responsável, em 25 de agosto, pelo tratamento de lixo nas cidades de Bonito, Caracol, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Miranda, Nioaque e Porto Murtinho. Conforme convênio assinado com estas prefeituras, o serviço será prestado ao longo de  30 anos. 

Na quarta-feira a estatal já havia publicado extrato no diário oficial informando a contratação, também sem licitação, de consultoria que será feita pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, ligada a professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

O contrato prevê desembolso de R$ 1,346 milhão para treinamentos e elaboração de projetos para a estruturar as atividades de tratamento do lixo destas sete cidades que será tratado em um único aterro sanitário. Em julho do ano passado esta mesma consultoria já havia sido contratada por R$ 2,7 milhões, sem licitação, para estudos de viabilidade da coleta de lixo em Corumbá e outras cidades.

Por enquanto, a coleta do lixo urbano segue sob responsabilidade das prefeituras, cabendo à Sanesul a tarefa de administrar a estação de tratamento deste lixo, que já estava sendo depositado pelas prefeituras neste mesmo local. 

No convênio firmado entre a Sanesul e as prefeituras está previsto que a partir do próximo ano haverá cobrança de taxa de lixo juntamento com as contas de água e esgoto, que já são emitidas pela Sanesul nestas cidades.

Mas, de acordo com Lázaro de Godoy, presidente do Sindágua, o sindicato que representa trabalhadores da Sanesul e de outras empresas do setor, a legislação federal (14026) determina que as prefeituras façam licitação para terceirizar esse tipo de serviço público. No caso do repasse desta atividade para a Sanesul, tudo ocorreu por meio de um simples convênio, segundo o sindicalista.

DEMISSÃO

Embora tenha sede em Londrina, a Kurica Ambienal tem longa atuação em Mato Grosso do Sul. Além de aender às cidades da região sudoeste, Já prestou ou presta serviços em cidades da região leste, como  Inocência, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Selvívia e Água Clara. 

Em Água Clara, recebia em torno de R$ 1,1 milhão por ano pela coleta de cerca de 310 toneladas de lixo por mês. Porém, em julho deste ano a administração municipal rompeu o contrato porque estava insatisfeita com a qualidade dos serviços.

Conforme nota publicada no site da prefeitura, “a coleta de resíduos sólidos em Água Clara será realizada por uma nova empresa, começou nesta terça-feira, 7 de julho, a operação da Ecobrooks Soluções Sustentáveis Ltda., empresa que assumiu o serviço com o compromisso de oferecer mais eficiência e regularidade para a população”, informou a administração,
 
Na sequência, disse que “a mudança foi necessária após o município rescindir de forma unilateral o contrato com a empresa anterior, que vinha acumulando falhas na prestação do serviço. A antiga contratada recebeu notificações e teve a oportunidade de corrigir os problemas, mas as melhorias esperadas não aconteceram, obrigando a Prefeitura a agir para não prejudicar os moradores e garantir a continuidade desse serviço essencial sem interrupções”. 

A nova empresa chegou com uma estrutura mais robusta: são três caminhões à disposição da cidade, sendo dois para a coleta convencional e um de reserva, o que assegura agilidade e segurança operacional mesmo diante de imprevistos,  informou a prefeitura. 
 

ESPERADA HÁ ANOS

MS volta a prometer 'tirar do papel' viaduto na rotatória da Coca Cola

Seilog ainda aguarda entrega de análise do projeto por parte da Prefeitura e diz que abertura do processo de licitação deve acontecer até junho do ano que vem

18/09/2026 11h59

"Bem possível que no primeiro semestre de 2027 nós tenhamos a licitação", afirma o titular da Seilog Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante assinatura da ordem de serviço de cinco novas empresas para o tapa-buraco, na manhã de hoje (18) no Indubrasil, o titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul (Seilog) voltou a prometer que o tão esperado viaduto na rotatória da Coca-Cola "deve sair do papel".

Representando o governador Eduardo Riedel na ocasião, o engenheiro Guilherme Alcântara de Carvalho não cravou exatamente quando exatamente as obras devem começar, porém deu uma noção dos prazos para finalmente dar o primeiro passo e, assim, começar o certame. 

Segundo o chefe da Seilog, a Pasta aguarda apenas a entrega de análise do projeto por parte da Prefeitura de Campo Grande, que Guilherme Alcântara de Carvalho frisa que deve acontecer ainda neste ano. 

Ele destaca que, com a prefeitura terminando a análise, feita a entrega ainda este ano, a abertura do processo de licitação deve acontecer até junho do ano que vem. 

"É bem possível que no primeiro semestre de 2027 nós tenhamos a licitação tão esperada do viaduto da Coca-Cola. Já há a verba, pois o recurso é federal", afirmou. 

Prometida há tempos

Ainda durante a gestão de Alcides Bernal, em 2015 houve publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) a ordem de execução de serviço para que a empresa FCK Engenharia e Consultoria Ltda. desse início aos estudos preliminares de viabilidade técnica e econômica para a construção do "Viaduto Coca Cola". 

Localizada no cruzamento da avenida Gury Marques com a Interlagos, na saída de Mato Grosso do Sul para São Paulo, à época essa obra chegou a integrar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 Mobilidade Urbana, cuja verba de execução estava parada na Caixa Econômica Federal desde 2012 por atraso no envio de projetos.

Há pouco mais de um ano, vale lembrar, o próprio atual governador em busca agora de reeleição, Eduardo Riedel, aproveitou a cerimônia de lançamento de obras refeentes ao aniversário de 126 anos para anunciar que o viaduto sairia do papel, fala feita diante de autoridades como o vice-governador Barbosinha, a prefeita Adriane Lopes, a vice-prefeita Camila Nascimento, além de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores.

Porém, Riedel não chegou a citar na ocasião uma data específica para a execução da obra ou sequer para o lançamento da licitação, que hoje (18) voltou a ser prometida para até no máximo meados do ano que vem. 

Como bem acompanha o Correio do Estado, em fevereiro do ano passado, os vereadores de Campo Grande se reuniram com a bancada federal, que liberou R$ 110 milhões em emendas para serem investidos em obras em viadutos, incluindo o da rotatória Coca Cola, considerado uma solicitação antiga da população da Capital.

Conforme já divulgado através de Diário Oficial, a elaboração desse projeto tem custo estimado em aproximadamente R$135.896,28, sem maiores atualizações sobre a construção desde então.
 

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Campo grande

Doze equipes prometem tapar 3 mil buracos por dia a partir de segunda

Expectativa é que população campo-grandense perceba melhora nas vias em 30 dias

18/09/2026 11h45

Adriane Lopes (prefeita), Camila Nascimento (vice), André Brandão (secretário) e outras autoridades assinaram a ordem de serviço

Adriane Lopes (prefeita), Camila Nascimento (vice), André Brandão (secretário) e outras autoridades assinaram a ordem de serviço MARCELO VICTOR

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A página do “asfalto peneira” vai virar em breve em Campo Grande.

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), André Brandão, 12 equipes de trabalho estarão nas ruas simultaneamente tapando 3 mil buracos por dia, a partir de segunda-feira (21), em diversos bairros espalhados pelas sete regiões da Capital.

Os bairros prioritários são Jardim Panamá, Coophatrabalho, Jardim das Perdizes, Rouxinóis, Universitário, Aero Rancho, Centro e vila Planalto.

Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central) deram ordem de serviço, na manhã desta sexta-feira (18), as cinco novas empresas credenciadas que vão reforçar as outras sete que já estão atuando na operação tapa-buraco.

As empresas são:

  • Empresa Funchal Construção e Serviços Ltda - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
  • Empresa CG3F Serviços e Construtora - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
  • Empresa Sete Engenharia Eirele EPP - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
  • Empresa Souza dos Santos Construtora Ltda - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
  • Empresa Projevia Engenharia Ltda - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses

O valor total dos contratos é de R$ 20.572.624,25. Os empreendimentos são responsáveis pelos serviços de manutenção corretiva localizada, conservação localizada e recomposição pontual de pavimentos urbanos, mediante execução de reconstituição de capa (remendo superficial) e reconstituição de base (remendo profundo), com fornecimento de mão de obra, equipamentos, transporte, insumos auxiliares e demais meios operacionais necessários, excluído o fornecimento de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ).

Das 12 equipes, 2 são da SISEP, 5 são contratadas e 5 são credenciadas pelo Consórcio Central.

Segundo a prefeita Adriane Lopes (PP), em 30 dias, o campo-grandense já vai perceber a diferença positiva nas ruas.

“Nós estamos com a expectativa de tapar 3 mil buracos por dia. Nos próximos 30 dias, acho que a gente já começa a ter esse resultado mais visível na cidade. Com esse mutirão, a gente vai pôr um ponto final nesse problema de tapa buracos”, explicou.

A chefe do executivo municipal ainda adiantou que o próximo passo será recapear ruas e avenidas da Capital.

USINA DE ASFALTO

 

Adriane Lopes (prefeita), Camila Nascimento (vice), André Brandão (secretário) e outras autoridades assinaram a ordem de serviçoMáquina que produz massa asfáltica. Foto: Marcelo Victor

Usina de asfalto está instalada na avenida Solon Padilha, número 2049, Núcleo Industrial.

No local, é fabricada a massa asfáltica, chamada de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). O Consórcio Central instalou e gerencia o equipamento.

De acordo com a SISEP, a máquina tem capacidade de produzir 120 toneladas de asfalto por hora e promete asfaltar uma rua inteira em dois dias.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o equipamento custou R$ 5 milhões e promete gerar economia aos cofres públicos. Segundo o secretário da SISEP, André Brandão, a economia de massa asfáltica é de 25% a 30%.

Um incêndio atingiu o local em 6 de setembro de 2024. Um reservatário ficou completamente destruído. As chamas e a fumaça densa tomaram conta da região do Indubrasil. Na época, o Corpo de Bombeiros utilizou 15 mil litros d’água e Líquido Gerador de Espuma (LGE) para controlar o fogo. Não houve vítimas.

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