Cidades

ROUBO CARRO FORTE

Seguranças de carro forte foram
rendidos por arma de guerra

Fuzil utilizado por bandidos para roubo pode derrubar aeronaves

RODOLFO CÉSAR

06/06/2017 - 19h12
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Os quatro funcionários da Brink's Segurança e Transporte de Valores que foram vítimas do roubo a carro forte na MS-156, entre Amambai e Caarapó, já foram liberados pelos assaltantes e passam bem. Eles foram ameaçados por armamento semelhante ao usado nas guerras do Afeganistão e Iraque.

O motorista e os três integrantes da equipe de segurança são da filial da empresa em Dourados e faziam o trajeto Caarapó-Amambai na manhã de hoje.

O trajeto entre o local onde eles ficam lotados até o primeiro destino da viagem é de pouco mais de 53 quilômetros, ou cerca de uma hora de deslocamento. A segunda parte do trabalho que faziam compreende um trecho mais longo. Caarapó fica a 77 quilômetros de Amambai. Foi nesse outro deslocamento que os bandidos agiram.

Foram pelo menos seis assaltantes fortemente armados. Conforme levantamento preliminar da polícia, eles estavam com armas de fogo calibre .50 milímetros. Esse tipo de fuzil tem capacidade para derrubar helicóptero, pode perfurar aço blindado e foi criado pelos norte-americanos para neutralizar ataques aéreos e destruir carros blindados em guerras no Afeganistão e no Iraque.

Fuzil .50 mm, armamento semelhante ao que teria sido usado no roubo a carro forte. Foto: Divulgação

A reportagem apurou que os seguranças, que não tem esse tipo de armamento pesado, foram abordados pelo grupo e acabou rendendo-se. Extraoficialmente foi informado que a própria empresa recomenda que em casos extremos, funcionários devem evitar o confronto.

Depois de terem sido liberados pelos bandidos, os quatro seguranças tiveram contato com policiais civis e passaram toda a tarde de hoje prestando depoimento em delegacia.

VASCULHANDO

Departamento de Operações de Fronteira (DOF) informou que sete viaturas, com quatro agentes cada, fazem averiguação na região e realizam levantamentos.

“Foi repassado para o DOF informações das características de possíveis carros usados na fuga e estamos entrado em algumas fazendas. Continuamos realizando bloqueios para conseguir identificar os suspeitos”, informou porta-voz do DOF.

Integrantes da Delegacia Especializada em Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) deslocaram-se de Campo Grande para Amambai. Não foi divulgado que as forças de segurança utilizam helicóptero para fazer verreduras.

O ROUBO

Pelo menos seis bandidos fortemente armados roubaram carro forte na manhã desta terça-feira (6) em rodovia que liga as cidades de Amambai e Caarapó. Criminosos estavam com armas de fogo calibre .50 milímetros e usaram dinamites para explodir o veículo. Em seguida, fugiram com dinheiro. O total roubado não foi divulgado.

O carro forte é da empresa Brinks. Após o assalto, os bandidos teriam fugido em veículo modelo Renalt Duster, que em seguida foi abandonado e queimado.

Na sequência, adentraram em caminhonete e prosseguiram em fuga pela Fazenda Santa Inês, em Caarapó. Em decorrência do assalto, várias cédulas ficaram espalhadas pela rodovia.

Polícias Rodoviária Estadual, Rodoviária Federal, Civil e Militar também estão de prontidão.

ARMAMENTO DE FORÇAS MILITARES

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

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Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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