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Semana começa com frio de 9ºC, mas vai terminar com calor de 37ºC

Frio vai até terça-feira (26), na quarta (27) o tempo já começa a esquentar e na quinta (28) o calor já volta com tudo

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Semana começou gelada em Mato Grosso do Sul, mas vai terminar com calorão.

O primeiro dia da semana iniciou com frio, baixas temperaturas e céu nublado. Mas, o último dia vai encerrar com muito calor, sol, altíssimas temperaturas e um sol de rachar.

O sábado (23) foi quente e seco, com altas temperaturas, sol, céu limpo e baixa umidade relativa do ar. Mas, neste domingo (24), o tempo “virou”, conforme noticiou o Correio do Estado.

Segunda-feira (25) e terça-feira (26) ainda serão de clima gelado, céu parcialmente nublado e temperaturas amenas. Inclusive, o desfile cívico do aniversário de Campo Grande deve ser debaixo de chuva e frio na terça-feira (26).

Na quarta-feira (27), o clima gelado se despede, o sol reaparece e o tempo começa a esquentar. Na quinta-feira (28), o sul-mato-grossense pode guardar os casacos, pois o calor já volta com tudo. Já a sexta-feira (29), sábado (30) e domingo (31) serão dias extremamente quentes e secos no Estado.

Avisos meteorológicos de Declínio de Temperatura e Tempestade para MS. Fonte: Inmet

A massa de ar quente, que estava sob o Estado, perdeu força, se afastou e deu lugar a uma frente fria que se formou no Rio Grande do Sul nos últimos dias.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu quatro alertas de declínio de temperatura e tempestade para MS:

  • Declínio de Temperatura – alerta amarelo – perigo potencial: Declínio entre 3ºC e 5ºC. Leve risco à saúde.
  • Declínio de Temperatura – alerta laranja – perigo: Declínio maior que 5ºC. Risco à saúde.
  • Tempestade – alerta amarelo – perigo potencial: Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h), e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos
  • Tempestade – alerta laranja – perigo: Chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h), e queda de granizo. Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

Com isso, a massa de ar frio, que derrubou as temperaturas em todas as regiões de Mato Grosso do Sul, deve permanecer por três dias e se afastar logo em seguida.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o meteorologista Natálio Abrahão afirmou que esta pode não ser a última frente fria do ano e que ainda pode haver outras. “Não se pode dizer que é a última queda nas temperaturas do ano. Não há indicativos de que isso ocorra”, explicou Abrahão.

Confira temperaturas para os próximos dias nos principais municípios:

MUNICÍPIO

Temperatura mínima/máxima na segunda-feira (25)

Temperatura mínima/máxima na quarta-feira (27)

Temperatura mínima/máxima na quinta-feira (28)

Bonito

9ºC / 27ºC
 

11ºC / 32ºC
 

17ºC / 35ºC

Dourados

11ºC / 25ºC

11ºC / 31ºC

16ºC / 31ºC

Campo Grande

12ºC / 23ºC

13ºC /28ºC

18ºC / 34ºC

Três Lagoas

14ºC / 34ºC

19ºC / 33ºC

19ºC / 35ºC

Corumbá

8ºC /29ºC

12ºC / 34ºC

16ºC / 37ºC

Ponta Porã

9ºC / 22ºC

10ºC / 30ºC

15ºC / 32ºC

Coxim

14ºC / 31ºC

19ºC / 36ºC

21ºC / 37ºC

Fonte: Inmet

ESTRAGOS

Duas árvores (sete copas e seriguela) caíram após fortes ventos registrados em Corumbá, município localizado a 416 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com o Corpo de Bombeiros (CBMMS), ambas caíram em duas residências, danificando muro, portão e fiação elétrica. Os militares demoraram três horas para cortar e retirar a árvore do local, garantindo o acesso à residência e o tráfego de pessoas na calçada.

RECOMENDAÇÕES

De acordo com o Inmet, o ser humano deve tomar cuidados indispensáveis durante o frio. Confira:

  • Se agasalhe
  • Beba água
  • Evite tomar banhos muito quentes
  • Continue usando protetor solar
  • Evite ambientes pouco ventilados
  • Hidrate a pele
  • Cuide da alimentação
  • Não se exponha ao tempo

 

SEGURANÇA PÚBLICA

Nova lei endurece punição para furto e fraude online; veja o que muda

Sancionada pelo presidente Lula, norma altera o Código Penal, aumenta punições e cria novos tipos de crime ligados a fraudes eletrônicas e receptação de animais

04/05/2026 12h00

Nova lei endurece penas para furto, roubo e golpes digitais, com foco em crimes cada vez mais comuns no país

Nova lei endurece penas para furto, roubo e golpes digitais, com foco em crimes cada vez mais comuns no país Freepik

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Entrou em vigor nesta segunda-feira (04) a Lei nº 15.397/2026, que promove mudanças significativas no Código Penal brasileiro ao endurecer penas para crimes patrimoniais e atualizar a legislação diante do avanço das fraudes digitais. A norma foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já passa a valer em todo o país.

Entre as principais mudanças está o aumento das penas para crimes como furto, roubo, estelionato e receptação, além da criação de novos tipos penais voltados à realidade atual, como a fraude bancária e a receptação de animal doméstico.

No caso do furto, a pena base passa a ser de um a seis anos de reclusão, podendo chegar a até 10 anos em situações consideradas mais graves. Isso inclui, por exemplo, o furto de celulares, computadores, veículos levados para outros estados ou países e até animais domésticos. A legislação também prevê punições mais severas para furtos cometidos com uso de tecnologia, como golpes aplicados por meio de dispositivos eletrônicos ou internet.

Já no crime de roubo, a pena mínima foi elevada para seis anos, podendo chegar a 12 anos quando a ação comprometer serviços essenciais. A lei também agrava a punição em casos envolvendo subtração de celulares e armas de fogo.

Outra novidade é a tipificação mais clara da chamada “fraude eletrônica”, prática comum em golpes aplicados via redes sociais, ligações telefônicas e e-mails falsos. Nesses casos, a pena pode variar de quatro a oito anos de prisão. A lei também passa a punir quem cede contas bancárias para movimentação de dinheiro oriundo de atividades criminosas, prática conhecida como uso de “conta laranja”.

Além disso, a nova legislação cria o crime específico de receptação de animais, tanto de produção quanto domésticos, 

com pena de três a oito anos de reclusão, e aumenta a punição para quem compra ou comercializa produtos de origem criminosa.

Outro ponto de destaque é o endurecimento das penas para crimes que afetam serviços essenciais, como fornecimento de energia, telefonia e internet. Casos de interrupção ou dano a essas estruturas passam a ter punições mais rigorosas, especialmente quando cometidos em situações de calamidade pública.

Especialistas apontam que a atualização da lei busca responder ao crescimento de crimes digitais e ao aumento de furtos de itens de alto valor e fácil revenda, como celulares. A expectativa é de que o endurecimento das penas também funcione como mecanismo de inibição dessas práticas.

A nova lei já está em vigor desde sua publicação e deve impactar diretamente investigações e julgamentos em andamento, além de orientar futuras ações das forças de segurança e do Judiciário.

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Números alarmantes

MS termina abril a três mortos do pior ano em óbitos por chikungunya

Com sete meses para o fim de 2026, Mato Grosso do Sul já acumula 14 vítimas pela arbovirose transmitida através do mosquito da dengue

04/05/2026 11h32

Diferente da dengue e da zika, Chikungunya costuma ser fatal no intervalo de até três semanas

Diferente da dengue e da zika, Chikungunya costuma ser fatal no intervalo de até três semanas Marcelo Victor/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul fechou abril com um total de 14 óbitos por Chikungunya e outras duas mortes sendo investigadas em decorrência dessa arbovirose, o que faz MS beirar o pior ano da série histórica distante ainda cerca de sete meses para o final de 2026. 

Conforme o boletim epidemiológico elaborado pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES), referente à última semana epidemiológica de abril, Dourados chegou à marca de nove mortes, o que fez o Estado atingir o número de 14 óbitos no intervalo de quatro meses neste ano. 

Sendo 17 mortes o total que marca o pior índice para um período de 12 meses, registrado no ano passado, desde que a doença passou a ser catalogada pela SES em 2015, 2025 já terminou com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, acumulando, inclusive, o dobro do total de óbitos da última década.

Pelo documento mais recente da SES, a última morte registrada até então trata-se de um paciente masculino de 28 anos, morador de Dourados, distante aproximadamente 231 quilômetros da Capital. 

Seus primeiros sintomas foram sentidos no domingo de 19 de abril e seu óbito foi registrado no sábado seguinte, 25. Sem nenhuma comorbidade relacionada, a confirmação do óbito como positivo para Chikungunya aconteceu no último dia 29. 

Além dessas 14 vítimas de Chikungunya até o fim de abril em Mato Grosso do Sul, o Estado fechou o quarto mês de 2026 com mais dois óbitos em investigação e 52 gestantes confirmadas com a arboviroses, em um universo de 2.997 registros da arbovirose entre 8.894 casos prováveis.

Chikungunya em MS

Cabe destacar que essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março do ano passado Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis.

Em números, nota-se a dificuldade dos poderes públicos em frear o avanço da doença transmitida pelo vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti.

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, observa-se que a série histórica começa em 2015 com apenas um óbito registrado naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Em outras palavras, os 14 óbitos dos quatro primeiros meses de 2026 já passam da metade das mortes por Chikungunya da última década no Mato Grosso do Sul, sendo 25 entre 2015 e 2025.

Justamente o tempo que leva desde o primeiro relato dos sintomas até a data do óbito, é o que distingue a Chikungunya da dengue e da zika, por exemplo, pois, diferente das demais, na maior parte das vezes costuma ser fatal no intervalo de até três semanas. 

 

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