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CAMPO GRANDE

"Semana que vem terá gente morrendo por falta de leitos", diz infectologista

Especialista afirma que Campo Grande precisa adotar lockdown urgentemente

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Com o aumento de casos confirmados e mortes por Covid-19, a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na macrorregião de Campo Grande, que se mantém acima de 90%, preocupa e o colapso pode ocorrer já na próxima semana.

Médico infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Júlio Croda, afirma que a única medida para diminuir a curva e evitar que faltem leitos é a adoção de medida rígida de restrição.

“Campo Grande deve aumentar o lockdown. Na minha opinião técnica, já na semana que vem, teremos pacientes morrendo por falta de leitos”, disse, em live realizada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Conforme o infectologista, o semi-lockdown, com fechamento de atividades não essenciais apenas no fim de semana, não teve impacto nas taxas de isolamento e número de casos, sendo necessário o imediato fechamento total para que os resultados apareçam em duas semanas.

“Quanto mais adiar essas medidas, mais tempo viveremos o caos. O que foi instituído no passado não foi efetivo e o que está sendo proposto para as próximas semanas é flexibilizar. Isso é preocupante”, analisou, comentando sobre novas medidas de flexibilização divulgadas ontem pelo prefeito Marcos Trad (PSD).

Ainda segundo Croda, o lockdown gera impacto econômico, mas Mato Grosso do Sul é o Estado que teve menor perda do Produto Interno Bruto (PIB), o que deve minimizar a situação.  

“O que a gente pede como técnico é que concentre o mês de agosto para salvar vidas e, nesse momento, na Capital, não tem outra alternativa senão o lockdown”.

Com ocupação de leitos de UTI chegando ao limite, pacientes podem aguardar por vagas em Unidades de Pronto Atendimento, o que aumenta o risco de morte em cerca de 60% para pacientes graves.  

“Para manter bons indicadores, devemos agir agora. Esse momento de três meses, junho, julho e agosto, vai fazer toda a diferença na nossa resposta. Não queremos ver o que a gente viu em outras cidades, pessoas morrendo sem assistência, intubadas em unidades de Pronto atendimento aguardando leito”, comentou.  

Secretaria adjunta estadual de Saúde, Christine Maymone, também ressaltou que a medida que deve ser tomada é o distanciamento social, devido ao Estado chegar a capacidade de abrir novos leitos por falta de recursos humanos.

Segundo ela, há um percentual expressivo de profissionais de saúde na linha de frente que se contaminam e precisam ser afastados.

“Mesmo que quisermos ampliar mais leitos, não existe fábrica de recursos humanos que possa produzir médicos, enfermeiros. Por mais que abra processo seletivo, como estamos fazendo, existe uma estrutura que é finita. Por mais que tenha recursos financeiros e máquinas, falta recursos humanos”, explicou Christine.  

Mato Grosso do Sul tem atualmente 24.287 casos confirmados de Covid-19 e 357 mortes pela doença. Só em Campo Grande são 9.644 casos e 119 óbitos. 

Flexibilização

Ontem, o prefeito Marcos Trad (PSD) anunciou que neste fim de semana os restaurantes poderão funcionar normalmente, diferente do que aconteceu nos dois últimos sábados e domingos, quando estava em vigor um lockdown, com apenas atividades essenciais em funcionamento.

De acordo com o gestor, a medida será tomada para reduzir a circulação de deliverys, por conta do aumento dos acidentes de trânsito envolvendo motociclistas, o que causa ocupação de leitos de UTI.

Trad disse ainda que irá terminar os estudos técnicos sobre as medidas a serem tomadas a partir de sexta-feira (31), mas adiantou não ser favorável a proibir a venda de bebidas alcoólicas no fim de semana.  

Sobre o horário de funcionamento dos restaurantes, o prefeito falou que deverá ficar estabelecido até as 21h, porém, o horário do toque de recolher deverá ser às 20h, podendo ser antecipado para às 18h.

MATO GROSSO DO SUL

Megaoperação contra facção criminosa no Paraná resulta em prisão em Naviraí

Ao todo foram cumpridos 528 mandados de um total de 559 expedidos para cumprimento em quatro estados brasileiros

15/06/2026 10h45

Divulgação MPPR

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Durante a manhã desta segunda-feira (15), uma megaoperação em combate ao crime organizado foi deflagrada em quatro estados brasileiros, incluindo Mato Grosso do Sul. A ação comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná cumpre 559 mandados da Justiça.

Conforme informações do Ministério Público do Paraná (MPPR), a Operação Panóptico ocorreu nesta segunda-feira nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Das mais de 500 ordens judiciais, são 304 apenas de prisão dos envolvidos em facções criminosas e 255 de busca e apreensão.

A ação originou-se das investigações promovida por dez núcleos do Gaeco no estado paranaese iniciada ainda no final do ano passado. Os órgãos de segurança da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Cientifíca estão envolvidas com cerca de mil policiais distribuídos em 204 equipes.

Em combate a operacionalidade de uma organização criminosa, Primeiro Comando da Capital (PCC) que atua nacionalmente a partir dos presídios dos estados, 90% dos mandados foram cumpridos.

Conforme a coletiva de imprensa das forças policias atuantes na operação, foram 176 ordens cumpridas em estabelecimentos prisionais que envolvem investigados já encarcerados, com 100% de êxito. E o restante, de 128 mandados de prisão para pessoas que estavam em liberdade, 97 foram cumpridos.

Quanto as buscas, todas aconteceram resultando na apreensão de dinheiro, armas de fogo e entorpecentes, bem como materiais utilizados no tráfico de drogas. Além de outras quatro prisões em flagrante e também dois confrontos em Cambé e Nova Londrina (PR).

No estado fronteiriço com MS, foram 34 municípios na rota dos mandados, incluindo: Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guaíra, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, São José dos Pinhais e União da Vitória.

Os demais estados, aparecem com mandados para: Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).

Conforme as informações, a operação busca responsabilizar o maior número de integrantes dessa facção e enfraquecer a atuação dela nos estados e consequentemente nacionalmente, impedindo que as atividades criminosas continuem.

Para isso buscam arrecadar provas e concluir outros crimes que originam da ação dos criminosos inseridos nas unidades prisionais, como o tráfico de drogas, entre outros.

O nome Panóptico vem do grego "aquilo onde tudo é visto", e conceitua o controle constante sem saber que estão sendo vigiados, a partir da estrutura arquitetônica alocada no alto, no meio de presídios criada em 1785 para que os vigilantes observassem os presos sem estes saberem que estavam sendo observados. 

A operação ainda está dentro das diretrizes do Grupo Nacional de Combate à s Organizações Criminosas (GNCOC),  criado em 2002 para combater o crime organizado do país.

Os Gaecos de todo o Brasil trabalham de maneira integrada com as demais forças policiais, como Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, além da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as receitas estadual e federal, entre outros órgãos do Brasil.    

Operação Panóptico

O MPPR divulgou que foram utilizadas 240 viaturas em diversas regiões do estado do Paraná, e apreendidos aproximadamente 1,2 quilo de cocaína, 670 gramas de crack e 700 gramas de maconha, além de oito armas de fogo: duas pistolas calibre 9 mm, uma pistola calibre 7.65, uma pistola calibre .22, uma espingarda calibre 36, três revólveres calibre .38 e três carregadores de pistola.

Durante a coletiva foi divulgada a apreensão de 12 mil em dinheiro, que foi localizado em um imóvel utilizado para preparar as drogas em Curitiba, incluindo prensa, materiais de manipulação e um dispositivo destinado a bloquear os sinais de tornozeleiras eletrônicas.

Com os mandados de busca, tiveram aidna quatro prisões em flagrante, dois por tráfico de drogas e dois por obstrução à Justiça por destruirem aparelhos celulares.

O MPPR divulgou dois confrontos durante a operação que aconteceram no Paraná. Em Cambé, um homem morreu depois de supostamente reagir a abordagem. Ele tinha dois mandados de prisão em aberto, por tráfico de drogas e roubo associado ao tráfico.

Um policial militar ficou ferido durante essa ocorrência, ao ser atingindo na mão e sofreu uma lesão ocular, e está fora de risco.

O segundo confronto, em Nova Londrina teve a morte de um homem que integrava a organização criminosa e morreu também após reagir à ação policial.

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trantornos

Neblina impede pousos e decolagens no aeroporto de Campo Grande

Durante a madrugada e começo da manhã desta segunda-feira (15) foram pelo menos seis cancelamentos de voos comerciais

15/06/2026 10h32

Por volta das 09 horas as condições climáticas melhoraram e os pousos foram retomados em Campo Grande

Por volta das 09 horas as condições climáticas melhoraram e os pousos foram retomados em Campo Grande Marcelo Victor

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A forte neblina que desde a madrugada começou a encobrir o céu de Campo Grande forçou o cancelamento de pelo menos quatro poucos e até 10 horas da manhã desta segunda-feira também havia forçado o cancelamento de pelo menos duas decolagens.

Dados disponíveis no site flightradar apontam que o prmeiro cancelamento ocorreu com o voo da Gol procedente Guarulhos que tinha chegada prevista para 23:45 horas. Meia hora depois, deveria ter pousado uma aeronave da Latam, também de Guarulhos. 

Mais tarde, os voos previstos para chegarem às 08:05 horas e 08:35 horas também tiveram de ser desviados e pousaram e Foz do Iguaçu e Goiânia, respectivamente. 

E, sem a chegada destas aeronaves, as decolagens que estavam previstas para 05:05 e 05:15, ambas para Guarulhos, também tiveram de ser canceladas. Além disso, outros dois voos que deveriam ter saído às 09:10 e 09:15 para Guarulhos e Campinas foram remarcados e estão previstos para sírem pouco depois do meio dia. Para isso, porém, ainda dependem da chegada destas aeronaves. 

Conforme a média do ano passado, 145 passageiros chegam ou saem por voo no aeroporto de Campo Grande. E, como seis deles foram cancelados ou redirecionados, em torno de 900 pessoas foram diretamente afetadas pelo mau tempo. 

Mas, apesar de a neblina continuar encobrindo boa parte da cidade, as condições melhoraram a partir das 9 horas e os pousos começaram a acontecer. A aerove da Azul que foi desviada para Goiânia, por exemplo, decolou com sentido a Campo Grande por volta das dez horas com previsão de chegada por volta das 11 horas. 

Em nota enviada às 10:14, a Aena, responsável pela administração, informou que "o Aeroporto Internacional de Campo Grande opera normalmente. Devido a razões meteorológicas, as operações ficaram suspensas no período da manhã. Duas chegadas e duas partidas foram canceladas e dois voos foram alternados".

E, por conta destas alterações a concessionaria "recomenda que os passageiros com viagens programadas verifiquem diretamente com as companhias aéreas o status de seus voos antes de se deslocarem ao aeroporto", já que os atrasos da madrugada e começo da manhão vão provocar alterações em uma série de outros horários.

Desde sexta-feira à noite (12) foram registrados em torno de 65 milímetros de chuva na estação do Inmet instalada na Embrapa Pantanal, que fica próxima da região do aeroporto de Campo Grande. Nesta segunda-feira, porém, foi menos de um mílimetro, mas a neblina tomou conta de praticamente toda a cidade. 
 

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