Cidades

buracos sem fim

Agesul exclui empreiteira do tapa-buraco de licitação de R$ 1,9 bilhão

A construtora Rial, que mudou seu nome para Força, foi excluída pela Agesul da disputa por contrato de R$ 98,6 milhões, mas segue em outros dois lotes das licitações de R$ 1,9 bilhão

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Pivô de um escândalo que revelou um suposto esquema de desvios milionários nos serviços de tapa-buracos nas ruas de Campo Grande, a empreiteira Rial, que mudou de nome e agora se chama Força, foi excluída da disputa de um dos 18 lotes da série de licitações que preveem pagamento de até R$ 1,9 bilhão para manutenção de estradas com e sem asfalto em praticamente todo o estado de Mato Grosso do Sul.

A licitação começou ainda em maio e, mesmo preso, o empreiteiro Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa providenciou a inscrição de sua empresa em três  dos lotes, nas regionais de Jardim, Camapã e Ribas do Rio Pardo. Caso saísse vencedor, a empreiteira poderia faturar até R$ 315 milhões somente nos primeiros três anos nestas três regiões.

Porém, o edital prevê que os contratos podem ser renovados por até dez anos. Sendo assim, nos dez anos seguintes poderia faturar mais de R$ 1 bilhão, sem contabilizar os aditivos e a correção do valor inicial. 

Dos 18 lotes da série de licitações que estão em andamento desde o dia 8 de junho, em somente quatro foi dado o segundo passo. Destes quatro, a Rial (Força) estava na disputa para tentar assinar um contrato de até R$ 98.654.090,46 para fazer a manutenção das estradas na região de Ribas do Rio Pardo.

Porém, no começo de setembro foi dado o segundo passo e a empreiteira foi excluída do certame porque não entregou a documentação exigida. Ela estava na disputa com outras 19 empresas. Assim como a Força (Rial), ao menos outras três também não entregaram a documentação no prazo exigido e estão fora da disputa.

Por enquanto,  a Agesul ainda não divulgou a data para dar o segundo passo nos certames relativos às regionais de Jardim (R$ 119,4 milhões) e de Camapuã (R$ 97,5 milhões), nas quais a Força também está inscrita. Também não divulgou a data para ratificar a habilitação das empreiteiras que seguem na disputa pela manutenção das estradas da região de Ribas do Rio Pardo.

O controlador da Força, Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, foi preso no dia 12 de maio e colocado em liberdade somente um mês depois, em 11 de junho. Ele foi acusado pelo Ministério Público de ter pagado propina para servidores públicos para receber recursos públicos sem fazer os serviços de tapa-buracos em quatro das sete regiões de Campo Grande.

O empresário foi preso juntamente com outras seis pessoas durante a operação "Buracos Sem Fim", realizada em um período em que as ruas de Campo Grande enfrentavam buraqueira sem precedentes. De acordo com o MPMS, entre 2018 e 2025 a empresa assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. 

Depois da operação, a administração municipal de Campo Grande rompeu os contratos com a empreiteira. Mas, ela manteve os contratos com a administração estadual, que também são para serviços de tapa-buracos, mas em estradas, nas regiões de Costa Rica e Três Lagoas. 

No dia 12 de fevereiro  o empreiteiro renovou, por R$ 9,9 milhões, contrato para fazer a manutenção de 417 quilômetros de estradas com e sem asfalto na região de Camapuã.  O contrato foi assinado pelo então diretor da Agesul, Rudi Fiorese, que também foi preso em 12 de maio por suposto recebimento de propina nos contratos relativos aos serviços de Campo Grande.

Depois disso, no dia 14 de março, o Estado renovou com a Rial o contrato para manutenção de vias com e sem asfalto na regional de Três Lagoas. O contrato garantiu à construtora um faturamento de R$ 11,5 milhões ao longo de um ano, a não ser que a nova licitação seja concluída antes disso.

Também em março, no dia 13, foi divulgada a assinatura de contrato para pavimentação de ruas na cidade de Jaraguari. O valor é de R$ 4,7 milhões e já foi firmado sob a gestão de Rudi Fiorese no comando da Agesul. Depois do escândalo, Fiorese foi afastado do comando da autarquia estadual. 
 

BALANÇO

Chuva de 76 milímetros e ventos de 109 km/h deixam estragos no sul de MS

Houve transbordamento de rios, destelhamento de casas e comércios, queda de árvores e apagão na rede de energia e telefonia

03/11/2026 08h54

Árvores caídas pela rua após o temporal

Árvores caídas pela rua após o temporal Foto: Portal de Notícias Cenário MS

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Feriado Finados foi de temporais na região Sul de Mato Grosso do Sul.

A tempestade veio acompanha de chuvas, ventos, raios, relâmpagos, trovoadas e granizo.

O temporal ocorreu na tarde e noite desta segunda-feira (2), após calor intenso em todas as regiões do Estado, com termômetros variando entre 30°C e 36°C, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

As pancadas foram suficientes para amenizar o calorão que fez durante o dia, melhorar a qualidade de respiração e aumentar a umidade relativa do ar.

Confira os acumulados:

Árvores caídas pela rua após o temporal

Confira as rajadas de vento:

Árvores caídas pela rua após o temporal

Conforme apurado pela reportagem, o temporal causou diversos estragos na cidade, como transbordamento de rios, destelhamento de casas e comércios, queda de árvores, alagamento de ruas e avenidas, queda de energia, desabrigo de famílias, queda de postes de luz, abertura de buracos nas ruas, apagões na rede de internet e telefonia, queda de portões e muros, entre outros.

Segundo o Portal Cenário MS, em Santa Rita do Pardo, a força dos ventos arrancou o forro de um posto de combustíveis, destruiu a estrutura de um ponto de ônibus e quebrou portas de vidro.

No Dia de Finados, o acesso ao cemitério da cidade amanheceu bloqueado por cerca de oito eucaliptos derrubados sobre a estrada.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, o rio Ivinhema chegou a transbordar entre Angélica e Ivinhema.

TEMPORAL

Árvore cai na BR-262 e quase atinge caminhão durante temporal

Queda de árvores provocou interdições em diferentes pontos da rodovia, entre Terenos, Aquidauana e Anastácio

03/11/2026 08h45

Árvore de grande porte caiu sobre a BR-262, em Anastácio, e quase atingiu caminhão que trafegava pela rodovia

Árvore de grande porte caiu sobre a BR-262, em Anastácio, e quase atingiu caminhão que trafegava pela rodovia Reprodução/Aquidauana News

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Fortes rajadas de vento provocaram a queda de árvores em diferentes trechos da BR-262, entre os municípios de Terenos, Aquidauana e Anastácio, em Mato Grosso do Sul. Em um dos pontos atingidos, uma árvore de grande porte caiu sobre a pista e quase atingiu um caminhão que passava pelo local. 

O incidente ocorreu nas proximidades do Pesqueiro 110, em Anastácio, e foi registrado em vídeo. As imagens mostram a árvore caída sobre a rodovia, após passar muito perto do veículo de carga.

De acordo com o portal Aquidauana News, que recebeu as imagens do ocorrido, o tamanho da árvore exigiu a interdição da pista para a retirada dos galhos e a liberação do tráfego.

Além desse trecho, outros pontos da BR-262 também foram afetados pela força dos ventos, que derrubaram árvores sobre a pista e comprometeram a circulação de veículos.

Há relatos de interdições em diferentes pontos da rodovia, especialmente no trecho que liga Terenos, Aquidauana e Anastácio. A situação exige atenção dos condutores, diante do risco de novos obstáculos na pista.

Motoristas que precisam trafegar pela região devem reduzir a velocidade, manter distância segura dos demais veículos e, se possível, evitar os trechos afetados até a normalização do trânsito.

Até o momento, não há informações sobre feridos em decorrência da queda das árvores.

Veja vídeo:

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