Cidades

PREVISÃO

Tempo instável: fim de semana será de muita chuva em MS

Tempestades, trovoadas e pancadas de chuva continuam predominando no tempo em todo o Estado, juntamente com frente fria

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Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que a previsão para o fim de semana em Mato Grosso do Sul é de continuidade do tempo úmido, com tempestades, pancadas de chuvas e trovoadas em todo o Estado. 

O meteorologista do Inmet, Cleber Souza, explicou que há “um sistema de bloqueio atmosférico canalizando toda a chuva para Mato Grosso do Sul”, disse. 

Desse modo, o tempo que já esteve úmido e marcado por muitas chuvas, no Estado, continua com o mesmo padrão durante o fim de semana. 

Segundo o meteorologista Cleber, no sábado, haverá predominância de céu com nuvens e pancadas de chuvas e trovoadas mais acentuadas. 

Já no domingo (16), o esperado é que a intensidade das chuvas diminuam, porém a umidade permanece predominante, com chuvas mais isoladas e mais brandas. 

Sobretudo, o fim de semana será de temperaturas mais amenas, com chegada de frente fria. 

Segundo informações do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do estado do Mato Grosso do Sul (Cemtec),a frente fria que está no litoral do sul do Brasil deve causar instabilidade em Mato Grosso do Sul até sábado (15).  

Há previsão de chuvas fracas a moderadas acompanhadas de raios, principalmente para a região sul do estado.

Alertas 

O Inmet publicou um alerta, nesta sexta-feira (14), sobre os riscos de chuvas intensas em Mato Grosso do Sul. 

O alerta tem validade até o fim da tarde de sábado (15), chamando atenção para os riscos em áreas que mais podem ser afetadas: Sudoeste, Pantanais, Leste e Centro Norte do Estado. 

Temperaturas

Conforme informações do Cemtec, em Campo Grande, a temperatura mínima prevista é de 20°C e máxima de 29°C, no sábado. 

Para o domingo, o meteorologista do Inmet destacou que, na Capital, a temperatura vai variar entre 20ºC e 33ºC, dia que deve ficar um pouco mais quente. 

Nas regiões sul e leste, temperaturas mínimas entre 17/21°C e máximas de até 28°C. 

No norte do Estado, região  pantaneira e bolsão mínimas entre 19/22°C e máximas de até 33°C. Há previsão de rajadas de vento entre 40-60 km/h.

Precipitação 

Como já mencionado, o tempo úmido com chuvas já vem sendo predominante durante toda a semana. 

Conforme aviso meteorológico do Inmet, nesta quinta-feira (13), três cidades de Mato Grosso do Sul estavam entre as 20 com maiores precipitações do país. São elas: Bataguassu, Miranda e Rio Brilhante. 

Estragos 

Como consequência das chuvas fortes, o município de Batayporã, localizado a 249.39 km de Campo Grande, foi atingido por uma inundação e está tendo que remediar os estragos causados pelo incidente. 

A prefeitura emitiu comunicado informando que mobiliza equipes da Secretaria Municipal de Obras, Desenvolvimento Econômico, Turismo e Meio Ambiente para os trabalhos de limpeza e manutenção após o alagamento. 

Tal alagamento foi ocasionado pelas chuvas da última quarta-feira (12). Estima-se que pelo menos 50 casas foram atingidas pela água. 

 

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Expansão

Amazonas ganha quatro reservas de desenvolvimento sustentável

Áreas somam cerca de 669 mil hectares de unidades de conservação

08/09/2026 23h00

Foto: Fabíola Sinimbú / Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto criando quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas. A medida protege a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas das populações locais, em categoria de unidade de conservação que admite o uso sustentável dos recursos pelos moradores.

As reservas são Tupana Igapó-Açu I, no município de Borba; Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá; Canaã, em Careiro e Arautazes; e Mirari, em Humaitá. Somadas, as reservas chegam a cerca de 669 mil hectares.

Lula também assinou decreto que amplia em 7.192 hectares o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí,  totalizando a área em 13.502 hectares. Em discurso, o presidente disse que a proteção total do meio ambiente só ocorrerá quando a sociedade perceber o quão lucrativo é o turismo em áreas preservadas para “descansar e conhecer a nossa riqueza”.

“[A sociedade] vai ter o dinheiro suficiente para justificar que a floresta em pé é mais rentável que uma floresta derrubada ou queimada”. A assinatura dos decretos ocorreu em alusão ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.

Na ocasião, o Serviço Florestal Brasileiro assinou os contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá, no Amazonas, com prazo de 40 anos. Os contratos abrangem 162,7 mil hectares e concluem a concessão das três unidades da Flona de Humaitá, que totalizam 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.

Quilombolas

O evento também marcou a destinação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia, em recursos não reembolsáveis, ao projeto Naturezas Quilombolas. A verba deverá apoiar a gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal, com previsão de elaboração e implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios. O projeto, com prazo de 60 meses, será executado pela Fundação Guamá.

Justiça

Diretores da PF apoiam Andrei Rodrigues e colocam cargos à disposição

Diretor-geral foi afastado preventivamente por André Mendonça

08/09/2026 22h00

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Onze diretores da Polícia Federal divulgaram nesta terça-feira (8) uma carta manifestando “total apoio” ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que foi afastado preventivamente do cargo pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Na carta, os diretores expressam apoio também ao diretor de inteligência da PF, Leandro Almada, que também foi afastado. Eles colocaram o cargo à disposição do diretor interino da PF, William Marcel Murad. 

“Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável”, diz o texto. 

Andrei foi afastado por Mendonça na manhã desta terça. Segundo a decisão, o diretor-geral da PF teve participação no monitoramento ilegal do ministro durante o mês de agosto, quando ao menos seis relatórios internos foram produzidos. 

O texto assinado pelos diretores da PF continua afirmando que “narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja”. 

A nota fala ainda de “ataques” à PF e “usurpação de funções”, completando ser do interesse público que os diretores defendam uma instituição capaz de assegurar o Estado Democrático de Direito.

“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”, conclui o texto. 

A decisão monocrática que afastou Andrei chegou a ser colocada em julgamento na Segunda Turma do STF, que formou maioria de três entre cinco ministros para confirmar a medida. O desfecho da análise foi adiado por um pedido de vista (mais tempo de análise) feito pelo ministro Gilmar Mendes. 

Além de Mendes e Mendonça, compõem a turma os ministros Luiz Fux e Nunes Marques, que votaram a favor do afastamento, e Dias Toffoli, que ainda não se posicionou.

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