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Tentativa de ataque hacker leva Detran a prorrogar vários prazos em MS

Portaria com medidas será publicada na próxima semana, mas órgão já adiantou que licenciamento é um dos serviços que terá prazo de pagamento estendido

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Uma falha na comunicação entre sistemas do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) e da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), causada por uma tentativa de ataque hacker, levou o órgão de trânsito a estabelecer uma série de medidas administrativas excepcionais e temporárias para minimizar os impactos;

Em nota, o Detran informou que a falha ocorreu no dia 8 de julho de 2026,  causada por gatilhos de segurança contra ataques cibernéticos, que comprometeu a consulta detalhada dos débitos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) vinculados aos veículos registrados no Estado, e que inviabilizaram a conclusão dos serviços que dependem da verificação da regulidade tributária.

Uma portaria será publicada na próxima terça-feira (21), no Diário Oficial do Estado.

Dentre as medidas, há a prorrogação do prazo para pagar o licenciamento de veículos com final da placa 1, 2 ou 3, que terminaria nesta sexta-feira (17) e agora foi estendido para o dia 29 de julho. Os prazos para os demais finais de placa permanecem inalterados.

A portaria também tratará sobre situações específicas, como a validade de laudos de vistoria, prazos para registro de veículos, diárias de veículos recolhidos e orientações sobre a regularização do IPVA junto à Sefaz.

O Detran não detalhou quais serão estas medidas e ressaltou que o texto completo da portaria estará disponível após sua publicação no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul.

"A conclusão dos serviços pelo Detran-Ms permanecerá condicionada à inexistência de pendências tributárias, observado o processamento das informações pelos sistemas competentes", diz a nota.

Licenciamento

O licenciamento é um procedimento anual e obrigatório que autoriza o veículo a circular pelas vias, atestando que o automóvel encontra-se em conformidade com as normas de segurança e ambiental para o setor automotivo.

O Detran alerta para que cada proprietário se atente ao prazo de pagamento para sua placa, pois trafegar com o veículo não licenciado é uma infração gravíssima, com aplicação de multa de R$ 293,47 e 7 pontos na carteira nacional de habilitação (CNH) e possibilidade de remoção do veículo em caso de fiscalização.

O proprietário do veículo, no mês correspondente a sua placa, pode pagar a taxa em um dos canais de autoatendimento do Detran, no portal de serviços “Meu Detran” ou em uma das agências do Detran-MS do Estado.

 

A taxa de licenciamento pode ser paga pelo autoatendimento, no portal de serviços Meu Detran ou pelo aplicativo Detran MS. Ou o cidadão pode buscar atendimento presencial em uma agência do Detran-MS.

O valor é de 4,53 Unidades Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul (Uferms), para todos os tipos de veículos. A Uferms é definida mensalmente e, para julho, o valor é de R$ 55,47.

Desta forma, para pagamentos dentro do prazo de vigência o valor do licenciamento é de R$ 249,10. Caso o pagamento seja feito após, o valor sobe para 5,88 Uferms, o que equivale a R$ 323,34, na cotação de julho.

Quem realiza o pagamento em dia pode parcelar no cartão de crédito em até 12 vezes, com a regularização imediata da situação do veículo.

Com a quitação do licenciamento, proprietário pode emitir o Certificado de Registro Veicular (CRV) e o Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV), que desde 2021 foi unificado e passou a ser digital: o CRLV-e, ou CRVL Digital.

O documento é de porte obrigatório e deve ser apresentado à autoridade de trânsito quando solicitado, seja por documento físico ou digital pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Aos proprietários de veículos com placa de final 4, 5 e 6 o prazo para pagar o licenciamento se encerra ao fim de julho (31). Já as placas final 7 e 8 devem ser pagas em agosto; final 9 em setembro e final 0 em outubro.

Crime

Dupla de tornozeleira assalta mulheres em ponto de ônibus à luz do dia

O crime foi flagrado pela câmera de segurança de um dos comércios

17/07/2026 16h45

Crime aconteceu na manhã desta sexta-feira (17)

Crime aconteceu na manhã desta sexta-feira (17) Reprodução

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Duas mulheres foram assaltadas em um ponto de ônibus no bairro Amambaí enquanto aguardavam o transporte coletivo. 

O crime aconteceu por volta das 9h47 desta sexta-feira (17) na rua Paissandu. 

De acordo com uma das vítimas, eram dois assaltantes e estavam de moto. A dupla invadiu a pista destinada aos ônibus e abordou as vítimas que aguardavam no ponto. 

"Os meliantes usavam tornozeleira eletrônica, bermuda jeans e camiseta preta. Eles tinham vários celulares guardados na cintura", afirmou a mulher, que não será identificada. 

No vídeo, é possível ver que um dos homens desce da moto e aponta uma arma para as mulheres, que entregam os celulares. Toda a ação dura vinte segundos. 

Veja o vídeo:

Segurança pública

Os índices de criminalidade em diferentes modalidades como homicídio, roubo, furto e latrocínio apresentaram redução na comparação nos meses de janeiro a abril dos últimos quatro meses em Mato Grosso do Sul mesmo com uma evolução na segurança pública estagnada neste período. 

De acordo com a Sejusp, houve uma queda de 57,54% nos roubos em vias públicas entre os quatro primeiros meses de 2023 a 2026. Isto é, foram 1.230 casos registrados em 2023 contra apenas 554 neste ano do assalto com violência. 

No caso de roubos no comércio, a redução foi de 68,17%, sendo 77 casos registrados em 2023 e 26 no mesmo período de 2026. 

Roubos em residência caíram 31,66% e de veículos reduziram 43,40%. 

Com relação aos furtos, quando não há violência ou ameaça direta, houve uma queda de 23,90%, com 12.873 casos de janeiro a abril de 2023 e 10.392 em 2026. 

Nos crimes de latrocínio, quando o roubo resulta em morte, foram quatro casos em 2023 e nenhum neste ano. Homicídios dolosos, quando há intenção de matar, tiveram redução de 8,98% com 145 casos em 2023 contra 140 em 2026. 

Segundo a Sejusp, foram investidos R$ 232,9 milhões para a aquisição de mais de 25 mil equipamentos e veículos desde o ano de 2023. Entre eles, foram 2.383 aparelhos de comunicação, 1.198 equipamentos de áudio e vídeo, 467 veículos de tração mecânica, 806 equipamentos de proteção de segurança e socorro, 110 aeronaves e 165 máquinas e equipamentos rodoviários. 

Também foram adquiridos 7.838 armamentos, 19 veículos diversos, 13 embarcações, 225 equipamentos de mergulho e salvamento, 7.744 mobiliários e mais 525 novas viaturas devem chegar ainda neste ano, frutos de mais de R$ 170 milhões de investimentos. 

Estagnação

Mesmo com os avanços apontados pela Sejusp, Mato Grosso do Sul apresenta uma das piores evoluções quando comparado com outros estados no Ranking de Competitividade dos Estados realizado pelo Centro de Liderança Pública. 

Durante os anos de 2023 a 2025, o Estado ficou estagnado na evolução da Segurança Pública, mantendo uma posição intermediária ao longo do período. 

Em 2023, Mato Grosso do Sul ficou na 15ª posição, com 57,84 pontos, à frente de Goiás (17º) e do Rio de Janeiro (18º). No ano seguinte, em 2024, o Estado subiu uma posição, mas marcou menos pontos, com 55,71. Em 2025, MS voltou a figurar na 15ª colocação, desta vez com 55,64 pontos.

A pontuação nos indicadores de segurança pública analisa 10 tópicos: Atuação do Sistema de Justiça Criminal; Deficit de Vagas; Morbidade Hospitalar por Acidente de Trânsito; Mortalidade no Trânsito; Mortes a Esclarecer; Presos sem Condenação; Qualidade da Informação de Criminalidade; Segurança Patrimonial; Segurança Pessoal; e Violência Sexual.

Com isso, o Estado foi a sétima unidade federativa que menos apresentou evolução positiva nestes três anos, com nota média de variação de 58,01.

 

inquérito Civil

MPMS investiga Hapvida por suposto descaso com crianças autistas em Campo Grande

Inquérito Civil apura denúncias de falhas no atendimento de fonoaudiologia e terapia ocupacional prestado pela operadora a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Campo Grande.

17/07/2026 16h19

MPMS investiga denúncias sobre atendimento a crianças com TEA prestado pela Hapvida em Campo Grande.

MPMS investiga denúncias sobre atendimento a crianças com TEA prestado pela Hapvida em Campo Grande. Foto: Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um Inquérito Civil para investigar denúncias de supostas falhas no atendimento terapêutico oferecido pela operadora Hapvida a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Campo Grande.

A investigação busca esclarecer se houve descaso na prestação de serviços essenciais, especialmente nas áreas de fonoaudiologia e terapia ocupacional, consideradas fundamentais para o desenvolvimento e a qualidade de vida dos pacientes. 

A medida foi adotada pela 25ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, que converteu um Procedimento Preparatório em Inquérito Civil após considerar necessária uma apuração mais aprofundada das denúncias recebidas.

A investigação tem como alvo a Hapvida Assistência Médica S.A. e busca esclarecer possíveis falhas na prestação dos serviços terapêuticos destinados a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

De acordo com o edital publicado no Diário Oficial do MPMS desta sexta-feira (17), o objeto da investigação é apurar possíveis irregularidades no atendimento multidisciplinar destinado a crianças com TEA.

Entre os serviços citados estão a fonoaudiologia e a terapia ocupacional, especialidades consideradas indispensáveis para estimular habilidades de comunicação, desenvolvimento motor, autonomia e interação social de crianças diagnosticadas com o transtorno. 

Atendimento é considerado essencial

Especialistas apontam que o tratamento do Transtorno do Espectro Autista depende da continuidade das terapias e do acompanhamento por equipes multiprofissionais.

A interrupção ou a demora no acesso a esses atendimentos pode comprometer significativamente a evolução clínica dos pacientes, especialmente na primeira infância, período considerado decisivo para o desenvolvimento cognitivo e social.

Nos últimos anos, a judicialização envolvendo planos de saúde e tratamentos para pessoas com TEA tem crescido em todo o país. Entre as principais reclamações apresentadas por familiares estão a dificuldade para agendamento de consultas, redução da carga horária das terapias, falta de profissionais credenciados e demora na autorização de procedimentos.

Investigação busca esclarecer denúncias

Com a instauração do Inquérito Civil, o Ministério Público poderá requisitar documentos, solicitar informações à operadora, ouvir envolvidos e reunir elementos que permitam verificar se houve eventual violação aos direitos dos consumidores e das crianças atendidas.

Caso sejam constatadas irregularidades, o procedimento poderá resultar na celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou até no ajuizamento de uma ação civil pública para obrigar a empresa a corrigir as falhas identificadas e garantir a adequada prestação dos serviços.

O edital divulgado pelo MPMS não detalha quais situações específicas motivaram as denúncias nem informa o número de crianças supostamente afetadas. A investigação, neste momento, tem caráter apuratório e busca reunir provas para verificar a procedência das reclamações apresentadas. 

O que diz o MPMS

Segundo a publicação oficial, o objetivo do Inquérito Civil é "apurar denúncias de descaso no atendimento terapêutico multidisciplinar (fonoaudiologia e terapia ocupacional) destinado a crianças com TEA por parte da operadora Hapvida". 

A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Hapvida e encaminhou questionamentos sobre a instauração do Inquérito Civil e as denúncias apuradas pelo Ministério Público. Até a publicação desta matéria, a empresa não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.

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