Cidades

MATO GROSSO DO SUL

TJ convoca habilitados em concurso de Juiz Substituto para exames

Com 23 concorrentes, candidatos devem passar por verificações clínicas, psicotécnicas e psiquiátricas para alcançar uma das 15 vagas ofertadas

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Com 23 nomes na disputa pelas 15 vagas do 34° Concurso Público para provimento do cargo de Juiz Substituto, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul (TJMS) publicou hoje (1° de outubro) a convocação para que esses habilitados dêem sequência no processo através agora da realização de exames. 

Pela convocação, os exames psicotécnico e de saúde física e mental ficam agendados de 26 a 29 de outubro de 2026. Esses procedimentos precisam ser agendados com o "clínico" sendo o único gratuito, a ser realizado no gabinete médico do TJMS, que fica localizado na Avenida Mato Grosso, na altura do Parque dos Poderes em Campo Grande. O telefone para contato é o (67) 3314-1445. 

Além desse, há ainda os exames psicotécnico e psiquiátrico, que custam R$780 e R$300 respectivamente, com os agendamentos feitos nos seguintes endereços e telefones: 

  • Psicotécnico | Clínica Vinculum e Co.
    Endereço: Travessa Dona Sabina, nº 188 / Tel.: (67) 99981-4465 (via Whatsapp)
     
  • Psiquiátrico | Clínica Vivara
    Endereço: Av. Calógeras, nº 1593 / Tel.: (67) 3341-4356 ou (67) 99685-7556 (via Whatsapp)

Entre os 23 nomes há um candidato (Lucas Lopes Saling) que ainda precisa se submeter à avaliação da Comissão Multiprofissional, no gabinete médico do TJMS, para verificação quanto à existência e compatibilidade da deficiência alegada. 

Importante frisar que aqueles candidatos que não comparecerem a qualquer um desses exames irão caracterizar sua desistência, sendo consequentemente eliminados desse 34° Concurso Público, que visa ainda a formação de cadastro reserva. 

Fique atento

Com objetivo de preencher 15 vagas para o cargo de Juiz Substituto, que conta com subsídio de R$32.289,54, esse concurso possui cinco etapas totais. 

Porém, para finalmente chegar ao magistério, o candidato precisa ser bacharel em Direito com, no mínimo, três anos de atividade jurídica comprovada, atendendo também o que estabelecem os determinados editais. 

Das vagas totais, uma é voltada para candidatos com deficiência, três para negros e uma para indígenas, com as 10 restantes colocadas para ampla concorrência. 

Há um total de cinco etapas, com as duas primeiras sendo aplicadas pela Fundação Getúlio Vargas, enquanto as demais ficarão a cargo da comissão organizadora do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. 

Modelos de requerimento, declarações, etc, estarão disponíveis em formulário eletrônico na aba concursos magistratura do TJMS (acesse CLICANDO AQUI). 

Depois dessa etapa de avaliações médicas, está prevista a realização da prova oral que têm caráter eliminatório e também classificatório, onde os candidatos devem passar pela banca examinadora. O certame termina na fase da avaliação de títulos apresentados pelos concorrentes.

Esse concurso têm validade de dois anos, que passam a contar a partir de quando houver a homologação do resultado final, havendo a possibilidade de prorrogação uma única vez por igual período.
 

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Decisão Judicial

Fabricante de próteses de mama é condenada a pagar R$ 10 mil a consumidora em MS

Mulher colocou os implantes em 2017 e, em 2022, passou a ter dores, rigidez e deformidade nas mamas, fabricante também terá de custear a cirurgia

07/10/2026 12h30

Foto: Divulgação / TJMS

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A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu que uma fabricante de próteses de mama deve pagar R$ 10 mil de indenização a uma consumidora. A empresa também terá de devolver o dinheiro gasto com a retirada e a troca dos implantes e com o tratamento depois da cirurgia. A decisão é da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.

A consumidora colocou os implantes em 2017. A partir de 2022, passou a sofrer com dores persistentes, rigidez e deformidade nas mamas. 

Foi diagnosticada uma complicação grave relacionada às próteses, e os médicos indicaram a retirada e a substituição dos implantes, além de uma cirurgia para reparação das mamas.

A perícia judicial não identificou defeito específico nas próteses utilizadas e indicou que a complicação apresentada pode ocorrer com esse tipo de implante. Apesar disso, o colegiado entendeu que a fabricante deveria ser responsabilizada.

No voto, o desembargador Paulo Alberto de Oliveira destacou que, segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o defeito não precisa estar necessariamente ligado a uma falha individual de fabricação. 
Também é considerado defeituoso o produto que não oferece a segurança que o consumidor legitimamente espera.

Os desembargadores levaram em conta que as próteses eram de uma linha que, depois, foi recolhida do mercado em um recall internacional por questões de segurança. 

Esse fato, somado aos problemas da consumidora e à necessidade de nova cirurgia, foi suficiente para a maioria do grupo responsabilizar a fabricante.

A decisão deixa claro que os R$ 10 mil não foram dados só porque houve um recall, nem porque existe a possibilidade de a pessoa desenvolver alguma doença. 

O valor foi fixado por causa do que a consumidora realmente conviveu com dores, rigidez, deformidade e a necessidade de passar por uma nova cirurgia.

Com o julgamento, foi mantida a decisão anterior que determinava à fabricante o custeio da cirurgia. 

Os valores comprovadamente gastos com a retirada e a substituição das próteses e com o tratamento necessário foram reconhecidos como danos materiais e deverão ser ressarcidos. A empresa também foi condenada ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.
 

DOURADOS (MS)

TJMS oferece assistência notarial e jurídica para indígenas da Aldeia Jaguapiru

Serviços oferecidos são segunda via de certidões, orientação jurídica e emissão de documentos

07/10/2026 12h00

PID localizado na Aldeia Jaguapiru, em Dourados

PID localizado na Aldeia Jaguapiru, em Dourados Foto: TJMS

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Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) estará em território indígena nos próximos dias para prestar auxílio jurídico e notarial aos povos originários.

Ponto de Inclusão Digital (PID) oferece atendimentos notariais e jurídicos para os Guarani Kaiowá, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas, na Escola Estadual Indígena Guateka Marçal de Souza, localizada na Aldeia Jaguapiru, em Dourados.

Os serviços oferecidos são segunda via de certidões, orientação jurídica, emissão de documentos, inserção da etnia nos registros civis e retificação de documentos

O objetivo é ampliar o acesso à justiça e à cidadania no território indígena. A proposta é reduzir a necessidade de deslocamentos até a área urbana e aproximar as instituições públicas da comunidade.

Servidora da Prefeitura de Dourados, Jussara Marques Lopes, indígena e fluente em guarani-kaiowá, foi capacitada para realizar os atendimentos.

A escolha de uma atendente pertencente à própria comunidade busca facilitar a comunicação e agilizar orientações e emissão de documentos.

Entre 22 de setembro e 2 de outubro, ela participou de treinamento promovido pelo TJMS, Ministério dos Povos Indígenas, Defensoria Pública Estadual, Ministério Público Estadual, Associação dos Notários e Registradores (Anoreg-MS) e a Subseção Judiciária de Dourados do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Os serviços serão prestados pela Anoreg-MS. A realização é do TJMS.

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