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Trabalhadores de aplicativo devem ter ganho mínimo e cobertura da previdência

Categoria deve ser reconhecida como autônoma; já existe acordo com motoristas, mas impasse persiste com motoentregadores

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Os trabalhadores que usam plataformas digitais e que têm aplicativos intermediando 
a prestação de seus serviços devem ter um ganho mínimo e uma contribuição previdenciária e serem considerados trabalhadores autônomos, conforme minuta de projeto de lei (PL) que está sendo redigida a várias mãos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O Correio do Estado apurou com entidades do setor que as conversas estão avançadas para a regulamentação da atividade.

O diálogo para a redação desse PL, que deve ser enviado ao Congresso Nacional ainda neste primeiro semestre, envolve, além do governo federal, as plataformas digitais e os representantes dos prestadores de serviços que atuam como parceiros delas.

O entendimento dos motoristas que prestam serviço para aplicativos de transporte está mais avançado. Entretanto, ainda há impasse no diálogo com os motoentregadores que prestam serviços para aplicativos de delivery de refeições, medicamentos e compras de supermercado.

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), André Porto, explica que o consenso com os motoristas dos aplicativos de transporte está muito próximo, seja para a contribuição previdenciária, seja até mesmo para o estabelecimento do pagamento do valor mínimo da hora de trabalho.

“Um motorista consegue, em média, um ganho líquido de R$ 4 mil no Brasil, enquanto o motoentragador que atua em parceria com as plataformas têm um ganho médio mensal de R$ 1,9 mil. Portanto, naturalmente, nessa categoria, o custo da contribuição é maior, e é por isso que as negociações prosseguem”, esclarece Porto.

O acordo é de que os prestadores de serviço arquem com pelo menos 7,5% da contribuição previdenciária ao Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS). Os outros 20% da alíquota de 27,5% seriam aportados pela empresa de mobilidade digital.

Nesse quesito, o Correio do Estado investigou que há resistência dos motoentregadores.Outro ponto de divergência é no ganho mínimo.

A pesquisa citada por Porto, realizada pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), serviu como parâmetro para o estabelecimento da hora mínima de trabalho. Ela seria de R$ 22,23 para os motoristas de aplicativo e de pouco mais de R$ 12 para os motoentregadores. Os motoristas teriam concordado, mas os motociclistas não.

Ainda, há desentendimento sobre a contagem de horas trabalhadas. Prestadores de serviço querem receber pelo período em que estiverem logados à plataforma, ainda que inativos.

Já as plataformas e o MTE teriam entendido que a cronometragem do serviço prestado deve compreender o período entre a aceitação do cliente e a conclusão da tarefa, seja ela a conclusão de uma corrida, seja a entrega de um pedido ou uma encomenda.

Um último ponto de divergência é com relação ao governo federal, que não aceita uma contribuição previdenciária para essa classe de trabalhadores inferior a 27,5%. Propostas de regimes especiais, como para microempreendedor individual (MEI), cuja alíquota de INSS é de 11%, foram sugeridas, mas rejeitadas.

Proposta do governo

O governo parece propor um valor um pouco maior que o proposto pelas plataformas: de R$ 32,09 pela hora de trabalho, com remuneração de ao menos o salário mínimo vigente, de R$ 1.412.

Se aprovado pelos congressistas, o PL criará uma nova categoria profissional, a de trabalhador autônomo por plataforma, o que vai ao encontro de decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF) que enquadra a categoria como autônoma.

Os trabalhadores que usam motocicletas ficaram de fora das negociações, pois não houve consenso com as empresas dessa área, mesmo após um ano de debates entre o MTE, as empresas de aplicativos, os entregadores e até mesmo sindicalistas.

Há, no entanto, limite de horas de trabalho, de até 12 horas diárias. Segundo o projeto de lei, a limitação tem como objetivo “assegurar a segurança e a saúde do trabalhador e do usuário”.

A contribuição ao INSS será recolhida pela empresa responsável pelo aplicativo e destinada à Previdência Social todo dia 20 de cada mês.

Os dados do profissional deverão estar inscritos em sistema próprio da Receita Federal, provavelmente o eSocial, e as plataformas poderão sofrer fiscalização de auditores do trabalho.

Caso descumpram a lei, as empresas estarão sujeitas à multa no valor de 100 salários mínimos, o que dá R$ 141,2 mil neste ano. A remuneração do trabalhador será reajustada a cada ano, conforme o aumento do salário mínimo.

PROCESSOS

Enquanto a regulamentação não chega, ações na Justiça se acumulam. Em Mato Grosso do Sul, motoentregadores que prestam serviços para o iFood vivem um calvário para receber as indenizações da seguradora contratada pelo aplicativo de entregas.

Nos últimos três anos, nenhum deles – que seguem impossibilitados de realizar novas entregas em virtude de acidentes que sofreram – conseguiram receber as indenizações que deveriam ter sido pagas pela seguradora contratada pelo iFood, a MetLife Seguro & Previdência, ou pelo próprio aplicativo.

Enquanto o calote do aplicativo e da seguradora permanece, as ações judiciais para cobrança se acumulam no Poder Judiciário. Somente no início deste ano, foram mais dois novos processos ajuizados.

Em tese, o iFood e a MetLife oferecem uma cobertura de até R$ 100 mil para morte acidental, de até R$ 100 mil para invalidez permanente ou parcial por acidente e de até R$ 15 mil como parte da cobertura de despesas médico-hospitalares e odontológicas por acidentes.

Em cinco casos recentes ocorridos em Campo Grande – e observados pelo Correio do Estado –, porém, a dificuldade dos motoentregadores acidentados em provar que estavam a serviço do iFood e que estão impossibilitados de exercer a profissão é tamanha que não lhes restaram outra alternativa a não ser procurar o Judiciário. Se estivessem contribuindo para a previdência, receberiam o auxílio-doença.

INTERIOR

Obra que leva asfalto até perto do ET Bilu fica 13% mais cara em um ano

Trecho trata-se da pavimentação da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho

16/09/2026 11h25

Asfalto vai facilicar o acesso à Cidade Zigurats, conhecida por suas casas redondas e por conta do ET Bilu, no município de Corguinho

Asfalto vai facilicar o acesso à Cidade Zigurats, conhecida por suas casas redondas e por conta do ET Bilu, no município de Corguinho Reprodução

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Pavimentação de 23 quilômetros da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho, a obra conhecida como a empreitada que levará asfalto até perto do "ET Bilu" já está 13% mais cara no intervalo de quase um ano desde que o contrato foi firmado.

Conforme informações divulgadas no Portal da Transparência do Estado de Mato Grosso do Sul, esse acordo entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) com a Construtora Tripolo foi inicialmente firmado pela quantia de R$77.776.882,46. 

Através de seu Diário Oficial Eletrônico, o Governo do Estado indica o que seria um primeiro termo aditivo que faz o contrato atingir a quantia de R$87.916.890,12. Na ponta do lápis, isso indicaria um aumento de 13% no valor do acordo publicado originalmente em 25 de setembro de 2025 que foi assinado digitalmente entre as partes cerca de três dias antes. 

Entretanto, ainda que tenha sido aprovado pela quantia de R$77,7 milhões, como mostra a publicação de hoje (16) do Diário Oficial, o montante já teria passado por uma correção de cerca de 1,5%, pois aparece com o valor inicial fixado em R$78.965.845,73.

Ainda conforme consta no Portal da Transparência, a contratação aparece com situação ativa vigente para o período entre 09 de outubro de 2025 até 27 de novembro do ano que vem, o que tecnicamente indicaria uma obra 13% mais cara 11 meses após a data inicial do acordo. 

Esse percentual estaria acima, inclusive, do próprio Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), que atingiu a taxa acumulada de 6,56% em 12 meses. 

Relembre

Como bem acompanha o Correio do Estado a empresa com sede em Rondonópolis, no Mato Grosso, Tripolo foi quem venceu a licitação que prevê pavimentação de 23 quilômetros da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho, região popularmente conhecida por uma série de atrativos naturais e como a "terra do ET Bilu". 

Depois de pronta, porém, essa nova rodovia não chega até a chamada cidade de Zigurats, mas reduz os trechos de rodovia sem asfalto até os atrativos, onde famílias de uma infinidade de estados e países decidiram fixar residência.

Cabe frisar que esta é a nona construtora diferente a vencer a licitação do pacote de obras que está sendo bancado com os R$2,3 bilhões liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para Mato Grosso do Sul. 

O lance máximo para a obra havia sido estipulado em R$ 79,52 milhões, mas a Construtora Tripolo ofereceu deságio de 2,2% e venceu a disputa ao se oferecer a fazer o asfalto por R$ 77,77 milhões, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quarta-feira (3). 

Com o distrito de Taboco localizado a 46 quilômetros da MS-080 (saindo das imediações de Rochedo). A licitação concluída, porém, é relativa somente ao primeiro lote e para que o asfalto chegue aos moradores do distrito será necessário pavimentar outros 23 quilômetros.

"Que busquem conhecimento"

Há mais de uma década, nacionalmente, emissoras de TV rondavam a região de Corguinho, onde há aproximadamente 29 anos começou a ser erguida a cidade de Zigurats. 

Na oportunidade, em um intervalo de 12 meses, tanto a Bandeirantes (com o diário Custe o Que Custar "CQC"), quanto a Record (no semanal Domingo Espetacular), passaram pelas instalações para apurar a presença do extraterrestre chamado ET Bilu.  

Além de um momento icônico para a história da televisão brasileira, no informativo da Record, a peculiar figura deixou cravada sua mensagem para toda a humanidade terrestre: "apenas que... busquem conhecimento". 

Conforme destaque da Agência Senado, o Brasil desponta no cenário ufológico como a primeira nação a admitir oficialmente que os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) de procedência extraterrestre existem de fato. 

Ainda, no Brasil, é possível encontrar mais de 20 mil páginas - divulgadas pela Aeronáutica e governo brasileiro -, expostas no Arquivo Nacional (Brasília), que evidenciam casos de aparições não compreendidas.

Como já citado no Correio do Estado, Zigurats estrutura-se para a sustentabilidade e independência, pois possui sistema econômico (BDM Digital e Bank), além de empreendimentos como loja de materiais de construção, comercialização de vinhos, cosméticos, hotelaria e até empresa de viagens. 

Além disso, o jornal já abordou também os avanços no planejamento de até mesmo uma universidade própria, com base na ciência Lilarial, em Zigurats, que o instituto Think Tank Dakila Pesquisas classifica como algo "muito além da nossa ciência tradicional", definida como "processo pelo qual o Ser humano se relaciona com a natureza" e englobando disciplinas como: antropologia, arqueologia, geografia, astronomia e mais. 

Importante frisar que, no caminho pela educação, além das possíveis disciplinas que estudam o cosmos, e demais assuntos que movem a comunidade ufológica, foi reconhecido em Taboco distrito da região, desenhos rupestres catalogados inclusive na revista científica Clio Arqueológica, prato cheio para a grade da instituição. 

Mestre em histórias que brincam com o imaginário popular, Urandir Fernandes de Oliveira, diretor do longa-metragem "Terra Convexa" e responsável por propagar o ET Bilu, de Corguinho para o mundo, e voltou aos holofotes da mídia com a "revelação de Ratanabá", a cidade perdida no meio da Amazônia que convenceu até mesmo o ex-secretário Especial da Cultura, Mario Frias. 

 

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ESPORTE

Circuito Sesc leva corrida de rua à região norte de Campo Grande

Etapa do Circuito Sesc terá percursos de 5 km para corredores e 3 km para caminhada; largada será às 7h

16/09/2026 11h15

Etapa terá largada no bairro Santa Inês e percursos de 5 km de corrida e 3 km de caminhada

Etapa terá largada no bairro Santa Inês e percursos de 5 km de corrida e 3 km de caminhada Divulgação

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Cerca de 800 pessoas são esperadas para uma etapa do Circuito Sesc de Corridas que será realizada no dia 27 de setembro, no bairro Santa Inês, região norte de Campo Grande.

A prova começa às 7h, com largada em frente ao Parque Villaggio Santa Inês. Serão dois percursos: corrida de 5 quilômetros e caminhada de 3 quilômetros. As inscrições estão abertas.

Esta será a segunda edição realizada no Santa Inês. O bairro recebeu o circuito pela primeira vez no ano passado e, conforme a organização, a avaliação do percurso pelos corredores levou à escolha do local novamente neste ano.

“A região foi muito elogiada pelos participantes, principalmente pela organização, pelas ruas limpas e pelo asfalto novo, que proporcionam um percurso muito agradável e seguro para a corrida de rua. Aguardamos 800 inscritos para essa nova etapa”, afirmou Ygor Yohannes Bueno Barbosa, sócio da Pantanal Race e organizador do evento.

Além da corrida de 5 km, haverá caminhada de 3 km, opção voltada também a quem não participa habitualmente de provas de rua.

Premiação

A competição terá premiação para os cinco primeiros colocados na classificação geral e também entre os comerciários.

Os participantes ainda serão separados em categorias por idade, divididas em intervalos de cinco anos, com premiação também até a quinta colocação.

Para Cintia Maria Caleffi, diretora da Santa Inês Empreendimentos, receber novamente a corrida ajuda a movimentar a região norte da Capital.

“O esporte tem esse poder de reunir pessoas, promover saúde, bem-estar e, principalmente, ocupar e valorizar os espaços da cidade”, afirmou.

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