Cidades

TRANSPORTE DE ELEITOR

TRE pede apoio às Forças Armadas para evitar compra de voto

TRE pede apoio às Forças Armadas para evitar compra de voto

JÉSSICA BENITEZ

04/09/2012 - 00h02
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Para evitar compra de votos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o apoio das Forças Armadas no transporte de eleitores das aldeias Alves de Barros e São João, além da Colônia Cachoeira, todos em Porto Murtinho, no dia da eleição, 07 de outubro. O distrito de Porto Esperança, em Corumbá, também será contemplado pelo sistema. O objetivo é impedir que candidatos disponibilizem transporte aos eleitores que residem em locais de difícil acesso em troca do voto.

A 20ª Zona Eleitoral, em Porto Murtinho, justificou a necessidade do apoio através de ofício, ponderando que se trata de um trecho rodoviário de difícil acesso para o qual não se conseguiu meio de transporte Municipal, Estadual, tampouco particular. Além disso, conforme o documento, o transporte cedido pelo Exército trará maior segurança já que a equipe conhece a região, podendo transmitir informações por intermédio de rádio.

Já a 7ª Zona Eleitoral, responsável pela comarca de Corumbá, alegou precisar do apoio porque o Distrito de Porto Esperança está localizado em um trecho misto (fluvial e rodoviário), também de difícil acesso. Destacou ainda que, habitualmente, o transporte é viabilizado pelo Exército, pois possuem embarcação de tamanho adequado às necessidades da Justiça Especializada.

Além de garantir a acessibilidade de indígenas e eleitores residentes em lugares logisticamente restritos, o auxílio das forças federais servirá para levar as urnas eletrônicas aos respectivos locais de votação. Em relação ao fator segurança, conforme assessoria de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS), ainda não foram definidos os municípios que receberão reforço.

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justiça

Músico acusado de matar Vanessa vai a júri popular por feminicídio e outros dois crimes

Ele responderá por feminicídio qualificado pelo motivo torpe e com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, violência psicológica a cárcere privado

02/07/2026 13h00

Caio Nascimento é acusado de três crimes e será julgado por júri popular

Caio Nascimento é acusado de três crimes e será julgado por júri popular Foto: Arquivo / Reprodução

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O músico Caio Nascimento irá a júri popular por feminicídio, acusado de matar a jornalista Vanessa Ricarte, em Campo Grande. O crime aconteceu em 12 de fevereiro de 2025 e a sentença de pronúncia foi publicada no Diário da Justiça dessa quarta-feira (1º), em decisão do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete.

Ele responderá por feminicídio qualificado pelo motivo torpe e com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, violência psicológica a cárcere privado.

O processo segue sob segredo de Justiça e a data do julgamento ainda não foi marcada.

As audiências de instrução e julgamento, onde foram ouvidas testemunhas e o réu, foram realizadas em março deste ano. Na sequência, houve o prazo para as alegações finais da defesa e do Ministério Público Estadual (MPM), até a sentença de pronúncia, onde o juiz acolheu os termos da denúncia e decidiu pelo julgamento por júri popular.

Na época das audiências, o juiz Carlos Alberto Garcete, esclareceu que, via de regra, processos de feminicídio têm tramitação mais rápida e recebem tratamento prioritário no Judiciário.

No entanto, este caso específico se tornou uma exceção, em razão do grande volume de recursos e incidentes processuais, que precisaram ser analisados tanto pelo juízo de primeiro grau quanto pelo Tribunal.

"Esses recursos foram analisados e incluíram, entre outros pontos, discussões sobre o recebimento da denúncia, inclusão de novos crimes, acesso a mídias apreendidas e pedidos de esclarecimentos por meio de embargos de declaração. Durante esse tempo, o processo precisou aguardar decisões de instâncias superiores, o que impactou o andamento", disse o TJMS, em nota, na ocasião.

O caso

Caio Nascimento é acusado de três crimes e será julgado por júri popularVanessa foi morta a facadas pelo noivo no dia 12 de fevereiro de 2025 (Foto: Redes Sociais)

A jornalista e servidora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Vanessa Ricarte, de 42 anos, foi morta a facadas pelo ex-noivo, o músico Caio Nascimento, no dia 12 de fevereiro de 2025.

O caso ganhou repercussão nacional após divulgação de áudios da vítima, onde ela narrava ter sido tratada com descaso e não ter tido apoio policial solicitado após a concessão de medida protetiva contra o ex. Vanessa morreu horas depois.

O boletim de ocorrência foi registrado na noite de terça-feira (11) e Vanessa retornou à Deam na quarta-feira (12) à tarde para verificar o andamento do pedido da medida protetiva, que foi deferido pelo Poder Judiciário.

Ao sair da Deam, já com a medida protetiva contra o ex deferida, a vítima foi com um amigo para buscar seus pertences, sendo surpreendida pelo ex-noivo, que aproveitou o momento em que o amigo de Vanessa ligava para pedir ajuda a outra pessoa e a atingiu com três facadas no peito, próximo ao coração.

O amigo de Vanessa a levou para dentro de um quarto e trancou-se lá com ela, à espera de ajuda. Ele acionou a polícia nesse período, com o agressor esmurrando a porta. 

Ela chegou a ser encaminhada para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Caio foi preso ainda no local e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva em audiência de custódia.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em quatro crimes, por assassinar a ex-noiva. Caso seja condenado nas penas máximas, ele pode pegar 65 anos de cadeia.

O músico também era acusado de tentativa de homicídio contra o amigo da vítima, mas para este caso ele foi impronunciado.

SAÚDE

Mesmo superlotada, Santa Casa segue atendendo acidentados graves

Apesar da superlotação, Central de Regulação repassou à unidade o encaminhamento para Campo Grande de oito vítimas que se acidentaram em São Gabriel do Oeste

02/07/2026 12h49

Santa Casa de Campo Grande está com setores superlotados

Santa Casa de Campo Grande está com setores superlotados Foto: Gerson Oliveira

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Mesmo diante de um cenário de superlotação no pronto socorro da unidade, a Santa Casa de Campo Grande informa a população, através de seu setor de comunicação, que os atendimentos àquelas pessoas acidentadas gravemente na Cidade Morena seguem sendo realizados. 

Conforme a unidade, às 21h de ontem (1°de julho), o cenário do pronto-socorro da Santa Casa segue classificado como em situação “crítica” de superlotação, sendo, por exemplo, um total de 11 pacientes na área vermelha que possui capacidade instalada de seis leitos para receber pacientes graves. 

Enquanto isso, aquele setor voltado para a observação de pacientes e também para a definição de condutas clínicas, conhecido como Área Verde, que possui sete leitos, anota um total de 48 pacientes, uma ocupação considerada “muito acima da capacidade operacional”. 

Mesmo assim, a Central de Regulação repassou à unidade o encaminhamento para Campo Grande de oito vítimas que se acidentaram em São Gabriel do Oeste. Neste município distante aproximadamente 137 quilômetros da Capital, uma carreta e um ônibus que transportava trabalhadores acabaram colidindo. 

“A Santa Casa de Campo Grande receberá as vítimas, reafirmando seu compromisso com a assistência à população e com a preservação da vida, mesmo diante do cenário de extrema pressão sobre sua capacidade assistencial”, cita a unidade em nota. 

Entenda

 Há tempos a superlotação da Santa Casa é um tema que persiste quando o assunto é saúde em Campo Grande, situação essa que inclusive gera revolta de pacientes que precisam do serviço desta unidade hospitalar da Capital. 

Um desses pacientes, que preferiu não se identificar por medo de represálias, contou à reportagem que chegou ao hospital por volta das 6h30 para um procedimento agendado, mas só foi encaminhado ao atendimento médico às 9h.

“Não foi só um atraso, foi falta de comprometimento. Quando a gente atrasa, precisa esperar muito para reagendar, mas quando é o hospital, parece que o paciente precisa aceitar. Toda vez que venho fazer procedimento é assim, um descaso”, afirmou ao Correio do Estado.

Inclusive, a própria administração respondeu à equipe, afirmando que a superlotação trata-se, de fato, de um problema histórico e sistêmico. 

Enfrentado pela unidade há anos, a Santa Casa afirma que a superlotação se dá devido à falta de leitos disponíveis na rede pública de saúde. 
**(Colaborou Welyson Lucas)

 

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