Cidades

TARJA PRETA

Um em cada dez remédios é vendido sem receita médica

Um em cada dez remédios é vendido sem receita médica

DA REDAÇÃO

19/08/2013 - 00h00
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Comprar medicamentos controlados ­ sem receita médica é ilegal e perigoso para a saúde. Todos sabem ou deveriam saber disso. Mas, que atire a primeira pedra quem nunca comprou ou sabe de alguém que já consumiu remédios sem a prescrição de um médico. Segundo reportagem de hoje (19) do jornal Correio do Estado,  em Campo Grande, conforme levantamento realizado pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) em parceria com o Datafolha, 12% dos medicamentos com tarjas preta ou vermelha são vendidos pelas farmácias mesmo que o cliente não apresente a receita. No Brasil, a pesquisa apontou índice de consumo ilegal maior, de 20%.

“Tive dor de ouvido uma segunda vez e até eu conseguir uma consulta com um médico eu ia ter de ficar com a dor. Então, resolvi tomar o mesmo remédio que o médico me receitou uma vez. Meu tio comprou para mim, numa farmácia que ele conhece”, admitiu a entrevistada do Correio do Estado, de 30 anos, que pediu para ter a identidade preservada. A compra foi feita em uma farmácia da região do Coophasul, na Capital.

A mulher conta que não foi só desta vez que recorreu a esta farmácia e que os dois medicamentos que o tio comprou para ela eram antibióticos, medicamentos de venda controlada e que as drogarias precisam reter as receitas. Só não se sabe como o estabelecimento em questão consegue fazer a venda, sem ser “pego” pela ilegalidade.  A reportagem é de Anahí Zurutuza.

FRONTEIRA

Morre de tornozeleira homem envolvido em execução de policial em 2018

Robson Dantas Moreira estava sob monitoramento eletrônico e cumpria pena em regime semiaberto por envolvimento na emboscada Wescley Vasconcelos Dias há quase uma década

08/07/2026 10h33

Ação faz parte do programa Brasil contra o crime organizado, na Operação Protetor das Fronteiras em Ponta Porã

Ação faz parte do programa Brasil contra o crime organizado, na Operação Protetor das Fronteiras em Ponta Porã Reprodução/PCMS

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Ligado e respondendo pela participação em um crime de 2018, Robson Dantas Moreira, de 35 anos, foi morto na manhã desta quarta-feira (08), durante ação do chamado programa Brasil contra o crime organizado, na Operação Protetor das Fronteiras em Ponta Porã. De tornozeleira eletrônica, o indivíduo foi condenado por envolvimento na execução do investigador de Polícia Judiciária Wescley Vasconcelos Dias, em 2018. 

A ação policial aconteceu dentro da operação coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), que é vinculada à Coordenação-Geral de Fronteiras (CGFron) e, por sua vez, faz parte da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Conforme a Polícia Civil em nota, na última segunda-feira (06) equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf) deslocaram-se da Capital do Mato Grosso do Sul rumo ao município de Ponta Porã, que é fronteiriço com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero (PJC). 

Esses agentes localizaram hoje (08) na cidade fronteiriça com o Paraguai um dos condenados por envolvimento na morte do investigador de Polícia Judiciária Wescley Vasconcelos Dias, argumentando que Robson teria reagido à abordagem e utilizado arma de fogo na ação, morrendo após intervenção da equipe policial. 

Segundo a PC em nota, a presença dos agentes da Derf no município fronteiriço com o Paraguai têm o objetivo de “intensificar ações de repressão à criminalidade na região de fronteira”. Nesse sentido, ainda na noite de terça-feira (07) teriam recebido informações de inteligência sobre um homem com substâncias entorpecentes e armas em um endereço. 

Com isso os agentes se deslocaram até a casa que fica na Vila Ministro Salgado Filho em Ponta Porã, distante aproximadamente 3,5 quilômetros do popular Shopping China. Ao tentarem a abordagem, os policiais teriam recebido uma reação do indivíduo que portava uma arma de fogo, que foi considerada uma agressão suficiente para uma intervenção fosse necessária. 

“Logo após a ação, os próprios policiais prestaram imediato socorro ao autor, que foi encaminhado ao hospital da cidade. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu aos ferimentos”, complementa trecho da nota divulgada pela Polícia Civil.

Com o deslocamento imediato da Perícia Criminal e do delegado plantonista da Polícia Civil de Ponta Porã, arma e entorpecentes foram apreendidos e devem ser devidamente periciados. 

Relembre

Identificado posteriormente como Robson Dantas Moreira, atualmente com 35 anos, esse indivíduo em questão foi condenado por fazer parte do homicídio de Wescley Vasconcelos Dias, investigador de Polícia Judiciária natural de Brasília (DF) morto a tiros de fuzil Ak 47 e 7.62 em 06 de março de 2018, enquanto se deslocava de carro com uma estagiária da delegacia. 

De acordo com a base consultada pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos, Robson cumpria pena em regime semiaberto, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

A morte de Wescley foi alvo de grande repercussão há cerca de oito anos, noticiada pelos principais veículos de comunicação, crime esse descrito como "execução após emboscada", em uma região à época comandada pelo terror imposto por criminosos.

Após a execução do policial que dirigia uma viatura descaracterizada, uma força-tarefa foi montada em busca dos responsáveis, resultando inclusive na morte de Kleber da Silva Rodrigues, vulgo "Klebinho", que teria inclusive velório e ônibus para transportar seus familiares até o enterro custeados pela facção criminosa por supostamente ser integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Além desse, entre os principais nomes buscados pela polícia à época estava o de Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, conhecido como 'Minotauro', acusado de ser o principal mentor da execução do investigador da Polícia Civil em Ponta Porã. Até mesmo um laboratório de cocaína foi estourado pela Polícia Nacional do Paraguai na busca por esse indivíduo. 

Entretanto, ainda que tenham usado mais de um carro na execução do crime, o "pistoleiro" em questão seria um indivíduo identificado como Edson de Lima, que teria recebido ordens de "Minotauro" para matar o policial em retaliação aos trabalhos investigativos na região de fronteira. 

Para auxiliar a família do investigador, o Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS) chegou a abrir campanha em busca de arrecadar doações para custeio da mudança da mulher e do filho de Wescley, que morreu quando o pequeno ainda tinha apenas cinco anos.

 

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ESTELIONATO

Adolescente é detida com golpe falso que aprendeu com 'IA" em Dourados

Menina utilizava comprovantes falsos para levar cosméticos e enganar comerciantes

08/07/2026 09h40

Osvaldo Duarte / Dourados News

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Durante a tarde da última terça-feira (7), uma adolescente de 17 anos foi detida pela Guarda Municipal de Dourados, cidade a 226 quilômetros de Campo Grande, por aplicar golpes em estabelecimentos comerciais. O caso foi registrado como ato infracional com analogia a estelionato, e a jovem disse ter aprendido golpe com IA.

Conforme informações do jornal local Dourados News, a menina utilizava de comprovantes falsos de transferência por Pix para enganar os comerciantes.

A abordagem dos agentes ocorreu na rua Luiz Mário Albertini, no bairro Vival dos Ipês, próximo a região central da cidade.

Segundo o registro, a menina realizava supostas compras nos comércios e apresentava aos vendedores comprovantes, que na verdade eram agendamentos de transferências via Pix e não eram concluídos, sem que os comerciantes recebessem os valores dos produtos.

Até o momento duas pessoas foram identificadas como vítimas do golpe, sendo uma de 35 anos, empresária comercial de cosmésticos, e um comerciante de 31 anos.

O prejuízo contabilizado dos comerciantes foi superior a R$ 15 mil, uma das vítimas relatou perder valor de mais de R$ 5 mil, enquanto a outra disse ter o prejuízo de mais de R$ 10 mil.

A adolescente foi levada a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Dourados (Depac), onde a menina foi interrogada. No depoimento, ela relatou ter aprendido o golpe por meio de uma ferramenta de inteligência artificial, onde ela teria pedido orientações para o golpe.

O caso ficou registrado como ato infracional de estelionato, e após os procedimentos legais, a adolescente foi liberada.

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