A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cassems de Ponta Porã completa dois anos de funcionamento, consolidando-se como uma das principais referências em atendimento de alta complexidade na região de fronteira de Mato Grosso do Sul. Desde a inauguração, em julho de 2024, a unidade registra uma taxa de recuperação superior a 93% dos pacientes internados, índice acima da média nacional, estimada em 84%.
Com estrutura moderna e equipe multiprofissional especializada, a UTI dispõe de 10 leitos e oferece atendimento 24 horas para pacientes em estado grave, reforçando a assistência hospitalar na região sul do Estado e reduzindo a necessidade de transferências para centros maiores, como Dourados e Campo Grande.
Hospital Cassems de Ponta Porã amplia atendimento de alta complexidade
Inaugurada em 5 de julho de 2024, a ala de terapia intensiva representou um novo momento para a saúde em Ponta Porã. Além da abertura dos leitos de UTI, o hospital passou a oferecer o serviço de hemodinâmica, permitindo a realização de procedimentos de alta complexidade sem que o paciente precise deixar o município.
A estrutura possibilita o atendimento imediato de casos cardiovasculares e neurológicos graves, como infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Entre os procedimentos realizados estão cateterismo cardíaco, angioplastia e implantação de stents, fundamentais para aumentar as chances de sobrevivência e reduzir sequelas.
Na medicina de urgência, cada minuto faz diferença. A disponibilidade desse serviço na fronteira garante que pacientes recebam tratamento dentro da chamada "hora de ouro", período decisivo para o sucesso da intervenção.
UTI humanizada melhora recuperação dos pacientes
Outro diferencial da UTI do Hospital Cassems de Ponta Porã é o conceito de humanização adotado na estrutura física. Diferentemente do modelo tradicional de unidades intensivas, os leitos contam com amplas janelas que permitem aos pacientes acompanhar a luminosidade natural durante o dia.
Segundo a equipe multiprofissional, essa característica contribui para reduzir episódios de delirium — quadro de desorientação frequente em pacientes internados em terapia intensiva —, favorecendo uma recuperação mais rápida e diminuindo o tempo de internação.
A unidade leva o nome da professora Sonia Cintas, homenagem que reforça o compromisso da Cassems com o acolhimento e a valorização dos servidores públicos de Mato Grosso do Sul.
Referência para mais de 8 mil beneficiários na região de fronteira
Ao longo dos últimos dois anos, o Hospital Cassems de Ponta Porã tornou-se referência em atendimento de alta complexidade para mais de 8 mil beneficiários e dependentes.
A estrutura atende pacientes de diversos municípios da região, entre eles Aral Moreira, Sete Quedas, Amambai, Antônio João, Itamarati, Bela Vista, Caracol, Porto Murtinho, Paranhos, Taquarussu, Laguna Carapã, Fátima do Sul, Jardim, Rio Brilhante, Coronel Sapucaia, Guia Lopes da Laguna, Caarapó, Eldorado, Naviraí, Itaquiraí, Juti e Jateí.
Hospital atende infartos, AVCs, sepse e pacientes pós-operatórios
De acordo com o diretor técnico do Hospital Cassems de Ponta Porã, Rodrigo Nunes, a unidade está preparada para atender diferentes perfis de pacientes críticos.
"Aqui em Ponta Porã atendemos pacientes com infarto do miocárdio, AVC, sepse, que são infecções generalizadas, além de pacientes em pós-operatório com risco de agravamento. Temos capacidade para atender casos de alta e baixa complexidade", destaca.
Dois anos de avanços na saúde de Mato Grosso do Sul
Ao completar dois anos de funcionamento, a UTI do Hospital Cassems de Ponta Porã reforça seu papel estratégico para a assistência hospitalar em Mato Grosso do Sul. Com tecnologia de ponta, equipe especializada e atendimento humanizado, a unidade contribui para ampliar o acesso à medicina de alta complexidade no interior do Estado e elevar a qualidade do atendimento prestado aos beneficiários da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul.
Os resultados obtidos desde a inauguração demonstram o impacto da estrutura na redução de deslocamentos, na agilidade dos atendimentos e, principalmente, no aumento das chances de recuperação dos pacientes atendidos na região de fronteira.
Ávore de grande porte caiu na Avenida Mato Grosso na quinta-feira - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado
Equipe da prefeitura trabalhava em estrutura de metal retorcida que voou da Esplanada Ferroviária, no Centro de Campo Grande - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado
Poste de energia desabou e bloqueou trânsito na Rua 1º de Maio - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado


