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Diálogo

As convenções terminam em 5 de agosto e junto com elas acabará a fase dos... Leia na coluna de hoje

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Simone de Beauvoir - escritora francesa

"Por vezes a palavra representa um modo mais hábil de se calar do que o silêncio”.

FELPUDA

As convenções terminam em 5 de agosto e junto com elas acabará a fase dos sorrisos ensaiados. Os pré-candidatos finalmente vestirão a armadura de candidatos oficiais para disputar o cobiçado “lugarzinho ao sol”. O prêmio? Quatro anos de mandato no Executivo e nos Legislativos, ou oito anos no Senado. Daí em diante, as espadas deixam as bainhas e a guerra será sem munição de festim. Vêm denúncias, traições, fogo amigo e velhos aliados descobrindo que sempre foram adversários. No palco da política, a elegância dura até o primeiro ataque. Depois, cada um salva a própria pele. E sai debaixo!...

No bolso

A Justiça de Campo Grande mandou um recado claro a agressores: violência doméstica também pesa no bolso. Além da condenação criminal, homem terá de pagar R$ 10 mil por danos morais à ex-companheira e indenizar o celular destruído durante as agressões.

Mais

A sentença reforça que a responsabilização civil independe da penal e que o dano moral, nesses casos, é presumido. Um entendimento que fortalece a proteção às vítimas e amplia as consequências para quem insiste em transformar o lar em cenário de violência.

22 07 Jussara Palieraqui(2026)Jussara Palieraqui Pettengill, comemorando mais um ano de vida hoje - Foto: Regina Aoki

 

Luisa MoysesLuisa Moysés - Foto: Arquivo Pessoal

Lupa

Depois do recesso, a Assembleia Legislativa de MS analisará projeto que promete colocar lupa nas filas da saúde. A proposta cria regras para dar transparência à distribuição de consultas, exames, cirurgias e leitos do SUS. Tudo muito bem detalhado, com rastreabilidade, registros eletrônicos, etc e tal. A iniciativa chega justamente após as investigações sobre supostas interferências na liberação de vagas. Como costuma acontecer, o cadeado aparece quando a porta já foi arrombada.Pode?

Retrato

Os vereadores encerraram o primeiro semestre com número que chama a atenção: das 24.673 indicações encaminhadas à Prefeitura, cerca de 9 mil foram apenas para pedir tapa-buracos. Na média, são quase 1,6 mil solicitações por mês, um retrato fiel das condições da malha viária de Campo Grande. O levantamento mostra que o principal “interlocutor” entre moradores e Executivo continua sendo o asfalto esfarelado. Impressionante! Para não dizer outra coisa...

Desafio

A Comissão de Obras da Câmara levou o secretário da Sisep à mesa para cobrar mais frentes de tapa-buracos, após reclamações da população. O compromisso foi ampliar os serviços em todas as regiões da Capital. Diante do cenário, nem cabe recorrer ao velho ditado de que “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Em Campo Grande, água e buracos já convivem naturalmente pelas ruas, tipo “dupla dinâmica”.  Afe!

ANIVERSARIANTES 

Jussara Palieraqui Pettengill,
Tatiana Haas da Fonseca,
Jorge Selem,
Andréa Gregório,
Dr. Guilherme Gobbi Neto,
Maria Fernanda Gregório,
Anselmo Tamanaha,
Gustavo Fontoura Carlana,
José Hipólito Pereira,
Daiany de Albuquerque Proença,
Marco Antônio Vicente de Carvalho,
Ramão Amado Ocampos,
Sidney Nantes da Silva,
Marcelo Santos Porto,
Silvania Beatriz Schuster,
Ida Terezinha Menezes Petinari,
José Mauro Freitas,
Mauro Lúcio Abdalla Júnior,
Arcendino Bertan,
Arthur Galvão Serra,
José Henrique de Souza Nascimento,
Dr. Sirlei Paulo Queiroz,
Igor Zardo e Silva de Abreu,
Patrícia Siqueira Bettoni,
René Kawano,
Dra. Francisca Duarte Nogueira,
João Sebastião do Couto,
Daniela Guimarães Silva,
José Nilton da Silva Santos,
Lucia de Almeida,
Sonia Maria Dias Coelho Benites,
Luiz Kawano,
José Cleto Gonçalves,
Vera Maria Freire Ribeiro,
Oilso Rio Criado,
Laurentino Pavão de Arruda,
Neusa Dias Junqueira,
Zélia Bonfim das Virgens,
Irimar Carvalho Costa,
Carlos Alberto Gusmão,
Evelyn Silveira Pereira,
Silvio Silva,
Jonas Barbosa Garcia,
Maria Coelho,
Carolina Gomes Assis,
Yasmin de Castro Trindade Violin,
Mariana Batista Arruda,
Gilcleide Antunes Barbosa,
Leila Maria Souza,
Marília Oliveira Neves,
Lucila Ramos Rodrigues,
Marines Godoy Falcão,
Gustavo Antonelli Vidal,
Izarina Rezende Marques,
Marilisa Santiago Knapik,
Carmen de Almeida Turini,
Alexandre Souza Soares,
Daniela Souza Soares,
Antônio João Ortiz,
Jeanet Alves Zielasko Garcia,
Waldemira Domiciano Fernandes,
Laura Aju Miyazato,
Antônio Alves dos Santos,
João Jacinto Neves Neto,
José Cabreira,
Walter Dourado de Andrade,
Ivan Gonçalves dos Santos,
Diniz Ferreira Azuaga,
Kathia Ritsuko Kavanami Suzuki,
Natanael Pereira do Lago,
Greicy Mara França Queiroz Costa,
Denise Jardim Pedrosa,
Vanderlei Leandro da Silva,
Cleberson Baez de Souza,
Naire Costa Cunha Silva,
Gentil Tomaz dos Santos,
Valter Tenório da Costa,
Eliza Cristina Mosca Queiroz,
Eduardo Cabral Kretsch,
Vanda Sousa Campos,
Claudionor de Freitas Queiroz,
Jane Brune Cardoso,
Adriano Henrique Jurado,
Wisnton Ramão Albres Garcia,
Ana Adele de Gonzaga Pitarelli,
Francieli Schmitz,
Anelise Almeida Castro,
Marcelino Fernandes Colino,
Ana Flávia Mambelli,
Mayara Paim Patel,
Célia Regina Bernardo da Silva,
Gilmar Simioli,
Rosa Maria Araujo Silveira,
Cristhina D’elia Luciano,
Nelson Gonçalves Brandão,
Márcia Gonçalves Mastroyannis,
Denise Cristina Adala Benfatti Leite,
Fernando Isa Geabra,
Liz Leide Costa d’Abadia,
Isabela Quevedo Gomes,
Lucinéia Ortega Santa Terra Assuiti,
Luzia Guerra de Oliveira Rodrigues Gomes,
Maize Herradon Ferreira,
Cinthia Noemi Ambe Lopez Nascimento,
Mario Sidnei Corradi,
Fernando Sommer,
Paula Tavares de Godoy Ferrucci,
Maria José Jardim Machado,
Juliane Aquino Brum.

Colaborou com Tatyane Gameiro

cinema

Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

Decisão sobre o título deverá ser tomada em 16 de setembro

09/09/2026 22h00

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027 Foto: Divulgação

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A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

Os títulos que continuam em disputa são:

  • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
  • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
  • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
  • Feito Pipa, de Allan Deberton;
  • Nosso Segredo, de Grace Passô;
  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

Oscar

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

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No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

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