Correio B

DIÁLOGO

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta terça-feira, 21 de maio de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Cecília Meireles escritora brasileira

"Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei
por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade 
de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade”.

FELPUDA 

Nos bastidores políticos, há quem diga que a cada dia aumenta mais
a distância entre duas cabecinhas coroadas. O “casamento político” seria apenas de aparência, pois uma das partes não estaria nem suportando ver a outra por perto, e o relacionamento seria protocolar. Os festejos juninos estão sendo aguardados para ver se comerão juntos milho assado ao redor da fogueira. Se isso não acontecer, é porque a canjica azedou mesmo. A conferir.

De fora

Outrora de grande força política em Três Lagoas, a ministra Simone Tebet não deverá ter nenhuma participação nas eleições deste ano, seja para indicar nomes, seja para fazer articulações.

Mais

Segundo lideranças da região, não se trata de falta de tempo para atuar politicamente, em função de seus compromissos de ministra, mas, sim, porque está extremamente desgastada ante o distinto eleitor.

Lina e Liana MaksoudLina Maksoud e Liana Maksoud
Regina CaséRegina Casé

O governo dos Estados Unidos proibiu o ex-príncipe Harry e Meghan de arrecadar doações ou investir em projetos por meio da fundação Archewell até que regularizem sua situação fiscal.

Em documentos obtidos pelo jornal New York Post, o governo da Califórnia diz que a ONG não apresentou os balancetes anuais, assim como não pagou taxas governamentais obrigatórias. A fundação afirma que enviou um cheque para realizar a regularização da situação, mas que, por ter sido enviado pelo correio, o processo pode ter sofrido atraso.


Só lá?

Alguns deputados conseguiram fazer com que a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul criasse uma comissão temporária para acompanhar os processos contra três conselheiros do Tribunal de Contas, afastados sob acusação de atos de corrupção.

A alegação foi de que a Casa é órgão fiscalizador daquela Corte e, portanto, tem de estar a par do andamento do caso na esfera judicial. Detalhe: um dos signatários é alvo de seríssimas investigações, que, se não fosse pelo foro privilegiado e o corporativismo, ele estaria em maus lençóis.

De fininho

Moção de apoio considerada polêmica por alguns deputados acabou sendo rejeitada em razão da manobra de alguns deles. Para não votarem contra, o que poderia deixá-los “mal na fita’’, o jeito foi a saída do plenário de forma estratégica. Assim, ocorreu esvaziamento e não houve quórum, sendo a proposta arquivada. Quem não gostou nadica de nada foi quem propôs.

Sem essa

Prefeito de cidade do interior de MS terá de deixar de “sacudir os ossos” no palco durante shows de artistas amigos contratados pela sua administração, quando aproveitava para “fazer participação especial’’.

A performance, muito caprichada neste ano eleitoral, chamava atenção do público, mas também despertou o interesse do Ministério Público, que recomendou que o dito-cujo parasse com a, digamos, farra.

Aniversariantes

  • Maria Elisabete (Bete) 
  • Jeronimo Dias, 
  • Dr. Thiago Alonso Domingos,
  • Paloma Ujacow Martins Rodrigues, 
  • José Alberto D’Lamônica Guimarães, 
  • Eloisa Jorge Caiado, 
  • Rafael de Cristo, 
  • Daniela Marques Caramalac,
  • Derci de Souza Moraes,
  • Elizete Miranda Granze, 
  • Lidia Almada,
  • Tailini Xavier, 
  • João Batista Pereira, 
  • Cecilio Toledo Filho,
  • Eduardo Silva Rocha,
  • Antônio de Oliveira Valadão,
  • Severino Leandro da Silva,
  • Edson Zandonadi,
  • Domingos Henrique Medeiros Rostey,
  • Gilcinei Clovis de Oliveira,
  • Manoel Rezende,
  • Artur Monteiro de Barros, 
  • José Carlos Pettengill, 
  • Miguel Pontes Pimentel, 
  • Adir Gaffuri,
  • Eduardo dos Anjos dos Santos, 
  • Silvia Martinez,
  • Walter Ferraz Pinto Pacheco,
  • Marcos Castilho Lopes,
  • Celso de Souza Martins,
  • Celia Gonçalves Ferreira,
  • Tecilio Toledo Filho,
  • Alina Munhoz,
  • Cibele Araújo Almeida,
  • Sérgio Teruya,
  • Iara Rosana Baseggio,
  • Solange de Fátima Duarte 
  • Vaz da Silva,
  • Adão de Arruda Sales,
  • Juarez Augusto de Carvalho,
  • Eveline Muller Azevedo,
  • Deusamar Rangel da Silva,
  • José Ney Mendonça Silva, 
  • Aparecido Kavano dos Santos,
  • Dra. Karine Casartelli Falkenburg, 
  • José Hindo, 
  • Maria Auxiliadora Meira,
  • Ibrahim Miranda Cortada Filho, 
  • Ana Cristina Rocha Negrão,
  • Sônia Assis de Oliveira Souza,
  • Elisa Guerrieri da Silva,
  • Rosilange Ferreira Golveia,
  • Maria llka Guerreiro,
  • Luiz Seiji Tada, 
  • Carlos Henrique Botura,
  • Lúcia Daniel dos Santos,
  • Teobaldo Velasques,
  • Marcelo Batistela Damasceno,
  • Elizeu Ferreira D’ Anunciação,
  • Shirlei Paz Pereira, 
  • Dorisney Lima de Oliveira,
  • Júlio Cezar Ribeiro,
  • José Rogério Cotrim de Medeiros,
  • Hermes dos Santos Mourão, 
  • Élio dos Santos Mourão, 
  • Auzeneide Maria da Silva,
  • Alice da Silva Moreira, 
  • Dra. Lázara Sulzer, 
  • Dr. Rodrigo de Mello Scalla, 
  • Solange Aguni, 
  • Fernando Cremonesi Ferreira,
  • Daltro José Ferreira,
  • João Pantaleão Filho,
  • Luiz Gomes Cabral,
  • Edilsom José da Silva,
  • Wagner Chilavier Oliveira,
  • Felipe Laburu,
  • Francisco Juarez de Souza, 
  • Carine Andréia Previatti Alves,
  • Gilberto Domingos, 
  • Venâncio Josiel dos Santos, 
  • Irma Foscaches Medina,
  • Edilson Morais de Araujo, 
  • Maria Silvia Moreira dos Santos, 
  • Luiz Henrique Augusto Costa, 
  • Paulo Ricardo Junqueira,
  • Luciana de Morais Cândido,
  • Agner Cristina Maldonado Silva, 
  • Key Fabiano Souza Pereira, 
  • Vânia Meire Moreira, 
  • Dr. Marcilio Vargas Peixoto, 
  • Sirley Cândida de Almeida Kowalski, 
  • Ednéia Aparecida Santos Lisboa,
  • Patricia Zanatta Aranha Coneglian,
  • Ivan Figueiredo Chaves,
  • Daniel Florentin de Novaes,
  • José Garcez da Costa,
  • Laércio Araújo Souza Neto,
  • Astolfo Lopes Cançado Júnior,
  • Celso Massayuki Arakaki,
  • Luiz Eduardo Lopes,
  • Neusa Maria Faria da Silva,
  • Luis Henrique de Sousa Rodrigues,
  • Edgar Martins Veloso,
  • Luiz Carlos Silva,
  • José Evaristo de Freitas Pereira,
  • Lisandra Moreira Martins, 
  • Heraldo Medeiros de Oliveira, 
  • Marcelo Nogueira da Silva, Fernanda Lanteri de Almeida.

 

Cinema Correio B+

Aquele Campeonato quer reinventar a mesa-redonda brasileira na Copa do Mundo

Com Tino Marcos, Marcelo Adnet e Valentina Bandeira, projeto do Porta dos Fundos aposta no humor para falar de muito mais do que futebol durante a Copa de 2026

06/06/2026 13h00

Aquele Campeonato quer reinventar a mesa-redonda brasileira na Copa do Mundo

Aquele Campeonato quer reinventar a mesa-redonda brasileira na Copa do Mundo Foto: Divulgação

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Existe algo curioso nas mesas-redondas esportivas brasileiras. Elas continuam ocupando um espaço importante na cobertura do futebol, mas muitas vezes parecem presas a uma fórmula que pouco mudou nas últimas décadas.

A imagem permanece familiar: comentaristas reunidos para discutir escalações, arbitragens, esquemas táticos e declarações de jogadores enquanto o público, cada vez mais acostumado à velocidade das redes sociais e à fragmentação da atenção, procura outros caminhos para participar da conversa.

Talvez por isso Aquele Campeonato, novo projeto do Porta dos Fundos para a Copa de 2026, seja uma das iniciativas mais interessantes surgidas até agora em torno do torneio.

À primeira vista, a premissa parece simples. Reunir Tino Marcos, Marcelo Adnet, Rafael Saraiva, Valentina Bandeira e Leandro Ramos para comentar os acontecimentos do Mundial em uma atração exibida às segundas, quartas e sextas-feiras, ao meio-dia, com transmissão pelo YouTube do Porta dos Fundos, Porta TV, Spotify e cortes distribuídos nas redes sociais.

Mas o que torna o projeto interessante não é o elenco nem a plataforma. É a limitação que deu origem a ele. Sem os direitos oficiais da competição, o grupo decidiu transformar a ausência de imagens, marcas e referências autorizadas em parte da própria linguagem do programa.

Segundo Daniel Nascimento, diretor de conteúdo do Porta dos Fundos, a equipe percebeu que nem mesmo poderia utilizar alguns dos termos associados ao torneio.

"Estamos comentando o maior evento do futebol mundial sem poder falar o nome do evento, sem mostrar a imagem e sem poder usar inclusive alguns termos oficiais da competição", explicou durante a coletiva de lançamento.

Foi dessa impossibilidade que nasceu Aquele Campeonato. O nome já funciona como piada, mas também como declaração de intenções. Em vez de fingir que as restrições não existem, o Porta resolveu colocá-las no centro da proposta.

A discussão ficou ainda mais interessante quando o assunto passou do futebol para a própria natureza do humor. Questionado sobre a ideia de transformar limitações jurídicas em ferramenta criativa, Marcelo Adnet defendeu que a escassez muitas vezes produz resultados mais interessantes do que a abundância.

"O humor é melhor com limitação", afirmou, lembrando que boa parte da comédia nasce justamente da necessidade de encontrar soluções inesperadas para problemas aparentemente insolúveis.

A observação ajuda a entender por que o projeto parece dialogar mais com a cultura digital do que com a televisão esportiva tradicional. Enquanto muitos programas ainda tentam reproduzir um modelo construído para outra época, Aquele Campeonato parte do princípio de que a Copa não é apenas um evento esportivo. É um fenômeno cultural, social e comportamental.

A própria composição do elenco aponta nessa direção. Valentina Bandeira lembrou durante a coletiva que passou os últimos anos acompanhando grandes eventos esportivos sem necessariamente olhar apenas para o jogo.

Seu interesse está nos assuntos paralelos, nas histórias humanas, nas conversas que surgem ao redor dos gramados. Rafael Saraiva seguiu a mesma linha ao afirmar que a atração pretende falar de torcidas, comportamentos, cultura e das pequenas narrativas que transformam uma competição esportiva em um acontecimento global.

Talvez ninguém tenha resumido melhor essa mudança de perspectiva do que o próprio Tino Marcos.

Depois de décadas participando de transmissões, reportagens e mesas-redondas, o jornalista admitiu que parte da cobertura esportiva tradicional perdeu o frescor.

"Do meu ponto de vista, a minha bolha ficou um pouco chata. O formato está um pouco cansado", afirmou.

A declaração chama atenção justamente porque vem de alguém que ajudou a construir a forma como os brasileiros consumiram futebol durante décadas. E talvez seja essa experiência que permita a Tino enxergar com clareza uma mudança que já está acontecendo.

O público continua interessado na Copa, mas nem sempre está interessado em ouvir as mesmas discussões repetidas infinitamente em diferentes canais.

O momento mais revelador da coletiva, porém, surgiu quando o assunto deixou os gramados e passou para quem cobre o evento.

Ao responder uma pergunta sobre a romantização da cobertura de Copas do Mundo, Tino desmontou uma fantasia bastante comum entre espectadores. Existe a ideia de que os jornalistas enviados ao torneio vivem uma experiência privilegiada, acompanhando os jogos de perto e mergulhando completamente na atmosfera da competição. A realidade, segundo ele, costuma ser bem diferente.

"O repórter não vê a Copa do Mundo", disse.

A explicação veio em seguida. Entre entradas ao vivo, gravações, coletivas, programas especiais e demandas para diferentes plataformas, sobra pouco tempo para acompanhar aquilo que está acontecendo em campo. Muitas vezes, quem cobre a Copa acaba assistindo menos ao torneio do que quem está em casa.

Talvez por isso o jornalista tenha demonstrado tanto entusiasmo com o novo projeto.

"Eu vou adorar dormir na minha casa, poder ver os jogos da Copa do Mundo e ainda estar do lado desses caras maravilhosos", brincou.

A frase pode soar apenas divertida, mas revela algo maior. Em 2026, talvez a grande inovação na cobertura esportiva não seja ter mais acesso, mais imagens ou mais informações. Talvez seja justamente aceitar que a Copa sempre foi maior do que tudo isso.

Ela é um evento esportivo, claro. Mas também é um ritual coletivo, uma conversa nacional, uma explosão de identidade, pertencimento, humor e memória. E talvez a grande sacada de Aquele Campeonato seja reconhecer que, às vezes, falar da Copa sem poder mostrar a Copa pode acabar revelando aspectos do torneio que a cobertura tradicional deixou de enxergar há muito tempo.

GASTRONOMIA

Em clima junino, confira a história e veja receitas da canjica, do pé de moleque e da pamonha

Já em clima de Festa Junina, conheça a história da canjica, do pé-de-moleque e da pamonha, receitas tradicionais que nasceram da diversidade cultural brasileira

06/06/2026 10h00

Dupla que veio das roças indígenas, amendoim e milho resistiram à colonização e se tornaram protagonistas das receitas juninas

Dupla que veio das roças indígenas, amendoim e milho resistiram à colonização e se tornaram protagonistas das receitas juninas Magnific

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Junho mal começou e já dá para sentir o clima festivo no ar. Além de ser o mês de Santo Antônio, São João e São Pedro, esse é o período em que as fogueiras se acendem, o forró ecoa e a cozinha brasileira se veste de gala com suas texturas rústicas e aromas inconfundíveis.

A comida de festa junina reflete a história do Brasil, sendo um documento vivo da miscigenação entre o indígena, o africano e o europeu.

Desde o milho, plantado pelos nativos, até o amendoim e o leite condensado, símbolos da doçaria moderna, cada receita carrega séculos de tradição e adaptação.

COLONIZAÇÃO NO PRATO

Se há algo que não pode faltar em uma quermesse, é o milho. Seja na espiga, na canjica, no curau ou na pamonha, ele é o protagonista absoluto. E essa preferência se deve ao calendário agrícola e à colonização. 

A Festa Junina tem raízes europeias, trazida pelos portugueses durante o período colonial, mas encontrou no Brasil um solo fértil para se reinventar.

Enquanto na Europa a celebração marcava o solstício de verão, aqui ela se alinhou à safra do milho.

No Nordeste, principal centro econômico do Brasil Colonial, junho era justamente a época da colheita do grão. A fartura determinou o cardápio.

Além da temporalidade, o milho era a base da alimentação dos povos originários da América. Além de cultivarem o grão, os indígenas ensinaram aos colonos as técnicas de beneficiamento, como a maceração e a moagem, que deram origem ao fubá e à canjica. 

O amendoim, outro astro do período, segue a mesma lógica de abundância e versatilidade. Transformado em pé-de-moleque, paçoca ou simplesmente torrado, ele representa a energia necessária para os dias mais frios e a criatividade do brasileiro em transformar ingredientes simples em doces complexos.

Mungunzá (ou Canjica)

A discussão sobre o nome é uma das mais curiosas. Em grande parte do Brasil, a canjica doce feita com milho branco, leite e canela é chamada de Mungunzá no Nordeste.

O historiador Rafael Gonçalves aponta que o nome tem origem africana, e sua preparação mais encorpada veio com os povos trazidos ao Brasil. 

Já o que chamamos de canjica no Sudeste, os nordestinos chamam de “curau” (milho verde ralado). Independente do nome, é a harmonia do milho com o leite de coco e a canela que aquece a alma.

Pé-de-Moleque

Há várias lendas sobre o nome. A mais popular conta que antigamente, os meninos travessos (moleques) adoravam furtar as rapaduras dos engenhos e misturar com amendoim.

O doce, duro e irregular, teria sido batizado em homenagem a essas crianças sapecas. Hoje, ele divide espaço com versões cremosas, feitas com leite condensado, que mantêm o sabor rústico do amendoim caramelizado.

Pamonha

De origem indígena (do tupi pamunha, que significa “pegajoso”), a pamonha é o purê de milho verde cozido na folha da espiga.

É o símbolo máximo do aproveitamento total do alimento, uma prática que ganha cada vez mais força na cozinha contemporânea.

Canjica Cremosa

Dupla que veio das roças indígenas, amendoim e milho resistiram à colonização e se tornaram protagonistas das receitas juninasFoto: Magnific

Ingredientes

  •  500 g de canjica branca;
  • 1,5 litro de água;
  •  2 latas de leite condensado;
  •  1 lata de creme de leite;
  •  200 ml de leite de coco;
  •  200 g de coco ralado fresco ou seco;
  •  3 paus de canela;
  •  5 cravos-da-índia;
  •  Açúcar a gosto.

Modo de Preparo

> Coloque a canjica em uma tigela grande e cubra com água. Deixe de molho por 12 horas (ou de um dia para o outro). Isso é essencial para amaciar o grão;

> Escorra a água do molho. Coloque a canjica na panela de pressão, cubra com os 1,5 litros de água, adicione a canela e o cravo;

> Tampe a panela e cozinhe em fogo médio por 40 a 50 minutos após pegar pressão. Desligue e deixe sair a pressão naturalmente. O grão deve estar macio, mas não desmanchando;

> Abra a panela, retire os paus de canela e cravos (se quiser). Adicione o leite condensado, o creme de leite, o leite de coco e o coco ralado;

> Ligue o fogo baixo, sem tampa, mexendo sempre com uma colher de pau (para não queimar no fundo);

> Cozinhe por cerca de 15 minutos a 20 minutos até obter um creme liso e brilhante. Se quiser mais líquido, tire do fogo antes;

> Sirva quente, polvilhado com canela em pó e cravo em pó a gosto.

Pé-de-Moleque

Dupla que veio das roças indígenas, amendoim e milho resistiram à colonização e se tornaram protagonistas das receitas juninasFoto: Magnific

Ingredientes

  •  2 xícaras (chá) de amendoim torrado e sem pele;
  •  1 xícara (chá) de açúcar mascavo;
  •  1 xícara (chá) de açúcar cristal;
  •  1 colher (sopa) de manteiga (sem sal);
  •  1 pitada de sal.

Modo de Preparo

> Unte uma bancada de mármore ou uma assadeira grande com manteiga. Se não tiver, use um tapete de silicone;

> Em uma panela grossa, leve o açúcar mascavo, o açúcar cristal, a manteiga e a pitada de sal ao fogo médio;

> Mexa até derreter e formar uma calda;

> Deixe ferver sem mexer (apenas incline a panela para homogenizar) até a calda ficar na cor de caramelo escuro (ponto de fio duro). Coloque uma gota em um copo com água fria, se ela endurecer e estalar ao quebrar, está no ponto;

> Desligue o fogo e adicione o amendoim de uma só vez. Mexa vigorosamente com uma colher de pau até que todos os grãos estejam envoltos na calda;

> Despeje rapidamente sobre a superfície untada. Espalhe com a própria colher e deixe esfriar completamente;

> Depois de frio e duro, quebre em pedaços irregulares com a ajuda de uma faca ou martelo de cozinha.

Pamonha salgada

Dupla que veio das roças indígenas, amendoim e milho resistiram à colonização e se tornaram protagonistas das receitas juninasFoto: Magnific

Ingredientes para a massa

  •  6 espigas de milho-verde (frescas, de preferência);
  •  1 xícara (chá) de leite;
  •  1 colher (sopa) de manteiga derretida;
  •  2 colheres (sopa) de manteiga derretida;
  •  queijo minas ralado (opcional);
  •  sal a gosto.

Para embrulhar

  •  folhas da própria espiga;
  •  Barbante culinário ou tiras das folhas de espiga para amarrar.

Modo de Preparo

> Com cuidado, retire as folhas das espigas de milho, mantendo as mais inteiras e limpas. Lave bem as folhas em água corrente. Coloque-as de molho em água morna por 30 minutos;

> Com uma faca grande, corte os grãos das espigas rente à base. Raspe o sabugo com uma colher para retirar todo o “leite” do milho. Coloque os grãos e o líquido raspado no liquidificador;

> Acrescente o leite e a pitada de sal. Bata por 2 a 3 minutos, até obter uma massa homogênea e cremosa;

> Acrescente a manteiga e o sal, bata rapidamente. Se for usar queijo, misture com uma colher após bater, sem liquidificar;

> Abra uma folha de milho sobre a bancada (parte interna brilhante para cima). Coloque uma concha média (cerca de quatro colheres de sopa) de massa no centro;

> Dobre a folha como se fosse um envelope: dobre o lado esquerdo sobre a massa, depois o direito, depois a parte de baixo e a de cima;

> O formato fica retangular ou de “trouxinha”. Amarre com barbante ou com tiras das folhas, sem apertar demais;

> Em uma panela grande, coloque água até a metade. Quando ferver, arrume as pamonhas em pé ou deitadas, desde que fiquem submersas. Tampe a panela e cozinhe por 40 minutos a 50 minutos. Verifique a água durante o cozimento;

> Retire as pamonhas da água com uma escumadeira. Deixe descansar por 5 minutos antes de abrir. Sirva quentes, ainda dentro da folha ou desembrulhadas no prato.

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