Correio B

COMA BEM E SEJA SOLIDÁRIO

Cotolengo promove 19° Festa do Porco no Rolete em julho; veja a data

Valor do ingresso é R$ 60 antecipado e R$ 70 na hora; crianças de até 6 anos não pagam

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Cotolengo Sul-mato-grossense estará de portas abertas, neste fim de semana, para receber os campo-grandenses com um almoço delicioso e cheio de propósito.

19° Porco no Rolete ocorrerá neste domingo (12), a partir das 11h30min, na sede da instituição, localizada na rua Jamil Basmage, número 996, Mata do Jacinto, em Campo Grande.

O valor do ingresso é R$ 60 antecipado e R$ 70 na hora (portaria). Crianças de até 6 anos não pagam.

Na ocasião, é possível comer bem e ainda ser solidário. Interessados em comparecer a festa devem entrar em contato com os números (67) 99693-1080 ou (67) 3358-4848.

No evento, haverá pratos e talheres que poderão ser levados para casa como recordação. Não haverá distribuição de marmitex.

A renda arrecadada será revertida para a manutenção dos serviços prestados pela instituição, que cuida de crianças, adolescentes e adultos com paralisia cerebral grave.

O último evento realizado pelo Cotolengo foi o Costelão Fogo de Chão, no dia 12 de abril de 2026, em comemoração aos 30 anos da instituição.

COTOLENGO

A Instituição Cotolengo Sul-Matogrossense foi fundada em 20 de julho de 1996 pela Pequena Obra Divina Providência, congregação religiosa fundada por São Luís Orione.

A sede, de 31.361,70 m², está localizada na rua Jamil Basmage, 996, bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande (MS).

A equipe é composta por médico pediatra, enfermeira, atendentes, psicóloga, assistente social, fonoaudiólogas, fisioterapeutas, nutricionista clínica, pedagogas e terapeuta ocupacional.

A missão é acolher pessoas com necessidades especiais de qualquer idade, gênero, raça e religião. Geralmente, atende crianças, adolescentes e adultos com paralisia cerebral grave e opera uma Residência Inclusiva e um Centro Especializado em Reabilitação (CER) voltado à pessoas com deficiência.

O objetivo é a promoção humana, reabilitação e inclusão social.

Realiza atendimentos nas áreas de: Terapia Ocupacional, Pedagogia, Psicologia, Fisioterapia Motora, Fisioterapia Respiratória, Fonoaudiologia, Serviço Social, Nutrição, Médico e Enfermagem.

Para custear os atendimentos, a instituição promove eventos beneficentes (bazares e o Porco no Rolete) e recebe apoio de empresas privadas, governo de Mato Grosso do Sul, Prefeitura Municipal de Campo Grande e Receita Federal (por meio de repasses do Imposto de Renda direcionado à instituições sociais).

Cinema

Atriz chilena Paulina Garcia será a homenageada no Bonito Cinesur

Festival de cinema vai de 24 de julho a 1º de agosto em Bonito (MS)

05/07/2026 22h00

Divulgação/CineSul

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Importante espaço de integração, exibição e debate do audiovisual sul-americano, o festival de cinema Bonito Cinesur chega à sua quarta edição apresentando 32 produções cinematográficas, a partir do dia 24 de julho.

Realizado na cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul, o festival reúne este ano filmes de 13 países da América do Sul, consolidando o evento como um espaço de encontro entre culturas e linguagens do território sul-americano.

Participam do festival longas e curtas produzidos na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. 

“Os temas das mostras competitivas e paralelas são bem variados e alinhados com o universo indígena, a ditadura, a busca pela liberdade, as questões sociais e as mudanças climáticas”, enfatizou Andrea Freire, coordenadora do Bonito Cinesur.

Nesta quarta edição, a homenageada será a atriz chilena Paulina García (foto acima), que atuou em produções como A Noiva do Deserto, Narcos e Gloria, filme que lhe rendeu o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim. 

A atriz também estará representada na programação por Querido Trópico, escolhido como filme de abertura do festival. 

“A cada ano homenageamos um nome relevante e expressivo do cinema feito no continente para trazer ao conhecimento do público”, explicou a coordenadora do festival, em entrevista à Agência Brasil. 

“E a Paulina García é uma das atrizes mais reconhecidas do cinema latino-americano”, completou.

O cineasta franco-brasileiro Vincent Carelli será agraciado com o Troféu Pantanal pelo conjunto de sua obra cinematográfica, que inclui filmes como Corumbiara e Martírio e a criação do Vídeo nas Aldeias, projeto de capacitação audiovisual a serviço dos objetivos políticos e culturais dos índios. Criado em 1986, o projeto contribuiu com a produção de mais de 70 filmes.

“O Vincent Carelli é pioneiro ao incentivar os povos indígenas a produzirem e contarem suas próprias histórias através do cinema. O Projeto Vídeo nas Aldeias, criado por Vincent, não só os instrumentalizou na linguagem cinematográfica e destacou seu protagonismo, mas foi, e é, uma ferramenta política de afirmação, resistência e fortalecimento das identidades indígenas e seus patrimônios territoriais e culturais. Esse projeto teve reconhecimento da Unesco, recebeu a Ordem do Mérito Cultural do governo brasileiro e foi premiado em festivais no Brasil e em vários países”, disse Andrea Freire.

Destaques

Um dos destaques do festival será a pré-estreia nacional do filme Honestino, dirigido por Aurélio Michiles. O longa reconstitui a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e símbolo da resistência contra a ditadura militar, perseguido, sequestrado e desaparecido pelo regime em 1973.

Haverá também uma sessão especial de Minha Terra Estrangeira, documentário de João Moreira Salles e Louise Botkay, realizado em colaboração com o coletivo Lakapoy. 

O filme acompanha o líder indígena Almir Suruí e sua filha Txai às vésperas das eleições de 2022, diante da disputa política e da ameaça à Amazônia. 

Além da apresentação de seu filme, João Moreira Salles também vai ministrar uma aula magna sobre documentários no festival, marcada para o dia 29 de julho, às 14h30, na Sala Glauce Rocha.

O festival Bonito CineSur ainda promoverá palestras, cine debates, atividades formativas e encontros com realizadores.

“O Bonito CineSur Educa, que foi criado no ano passado, vai se fortalecer ainda mais nesta quarta edição como um espaço dedicado à reflexão e à formação livre, incluindo o cinema como uma possibilidade real para a comunidade de Bonito e região”, disse Andrea Freire. 

Ainda segundo Andrea Freire, haverá uma Aula Magna com o documentarista João Moreira Salles e a charla cinematográfica com nomes importantes do cinema sul-americano promovendo o diálogo, o encontro e o fomento às redes colaborativas do cinema continental. 

A coordenadora do festival adiantou que oficinas também comporão o universo educativo se conectando com realizadores, estudantes de cinema e moradores em geral no ambiente cinematográfico, com oportunidades de aprendizagem com importantes profissionais.

Ainda haverá uma programação toda dedicada ao público infantil, com oficinas de animação. “Há também as sessões infantojuvenis sul-americanas, atraindo esse público, em uma cidade onde não há cinema”, ressaltou.

A cerimônia de abertura acontece no dia 24 de julho, às 19h30, com a exibição do filme Querido Trópico, longa dirigido por Ana Endara, que acompanha o encontro entre Mercedes, uma mulher rica de meia-idade e com demência, com a imigrante colombiana Ana María.

Todas as atividades promovidas pelo CineSur são gratuitas. 

Mais informações sobre o festival podem ser obtidas no site da mostra.

 

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Simone Centurione

"O teatro musical me devolveu um lugar de pertencimento artístico. Ali entendi que não era um trabalho pontual, era um caminho".

05/07/2026 15h00

Entrevista exclusiva com a atriz Simone Centurione

Entrevista exclusiva com a atriz Simone Centurione Foto: Bruno Adachi

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Com uma trajetória construída entre os palcos, os estúdios de dublagem e experiências no audiovisual, Simone Centurione consolidou um dos momentos mais simbólicos de sua carreira ao integrar o elenco de "Diana – A Princesa do Povo", musical que, após temporada no Rio de Janeiro, se despede do público paulista neste fim de semana, no Teatro Liberdade.

Na montagem brasileira da superprodução assinada pela Estamos Aqui, com direção de Tadeu Aguiar, a atriz deu vida à Rainha Elizabeth II em um processo que define como um encontro entre maturidade artística e prontidão.

Em conversa exclusiva com o Caderno B+, Simone relembra o início no teatro musical, fala sobre os trabalhos que moldaram sua identidade artística, comenta a experiência na dublagem e no audiovisual e reflete sobre os desafios de interpretar uma mulher marcada pela contenção, pelo dever e pelo silêncio — um papel que passa a integrar os personagens mais significativos de sua trajetória.

Entrevista exclusiva com a atriz Simone Centurione Simone Centurione é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Bruno Adachi - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Seu primeiro contato profissional com o teatro musical aconteceu relativamente depois de uma trajetória como atriz e cantora. O que esse encontro mudou na sua vida artística?
SC - 
Mudou tudo. Eu já vinha de uma caminhada como atriz e também sempre tive a música muito presente na minha vida. Cheguei a investir em um projeto autoral, gravei demos, fui para Los Angeles, mas aquilo não aconteceu da forma como eu imaginava.

Durante um tempo, isso me afastou um pouco da música. Quando surgiu o convite para "Sinatra Olhos Azuis", percebi que o teatro musical me permitia unir duas partes muito fortes de mim: a atriz e a cantora. Mais do que isso, ele me devolveu um lugar de pertencimento artístico.

CE - Você sente que existe um trabalho ou personagem que foi decisivo para consolidar sua identidade como artista?
SC - 
Na verdade, todos os trabalhos me transformaram de alguma maneira, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Mas alguns tiveram um peso muito importante nessa construção. "O Som da Motown", por exemplo, mexeu profundamente comigo porque dialogava diretamente com a black music, que faz parte da minha formação e das minhas referências.

Era um espetáculo que exigia muita potência, alma, força e entrega. Já "Liza por Elas" trouxe outro tipo de desafio, mais ligado à identidade cênica e à interpretação. E "Como Eliminar Seu Chefe" me exigiu muito como atriz e cantora ao mesmo tempo.

CE - Sua trajetória também passa pela direção, preparação vocal e assistência de direção. Como essas experiências ampliaram o seu olhar sobre o palco?
SC -
 Ampliaram completamente. Trabalhar também nos bastidores me deu uma compreensão muito maior do todo. Quando você atua apenas como intérprete, muitas vezes está focado na sua função específica. Mas, quando assume outras responsabilidades, começa a entender o espetáculo como organismo.

Isso muda sua relação com o coletivo, com o tempo da cena, com a escuta e até com a forma de se posicionar artisticamente dentro de um processo.

CE - Você transita entre teatro musical, dublagem e audiovisual. O que cada linguagem acrescenta ao seu trabalho?
SC -
 Cada uma acrescenta algo muito específico. A dublagem, por exemplo, me trouxe uma consciência muito precisa de intenção e escuta. É um trabalho extremamente técnico e milimétrico, onde qualquer excesso aparece. Isso refinou muito minha relação com a voz e com o subtexto. Já o audiovisual me ensinou sutileza e economia. No cinema e na televisão, muitas vezes menos é mais. Hoje, levo tudo isso para o palco.

CE - Existe algum trabalho na dublagem que tenha sido especialmente marcante para você?
SC -
 Sim. Um dos trabalhos mais especiais foi minha participação em The Witcher 3: Wild Hunt, interpretando uma personagem que cantava em uma taverna.

Foi um trabalho que teve reconhecimento internacional e chegou a ser indicado a prêmio. Não vencemos, mas a indicação já foi muito importante para mim porque mostrou a dimensão que um trabalho de voz pode alcançar.

Entrevista exclusiva com a atriz Simone Centurione Simone Centurione é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Andy Santana - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você também teve experiências no audiovisual. Como esse universo entrou na sua trajetória?
SC -
 Foi acontecendo aos poucos, paralelamente ao teatro. Participei da série "Ed Mort", dos filmes "Nos Seios de Deus" e "Afetos Secretos", além de algumas participações em novelas — a mais recente em "Êta Mundo Melhor".

São experiências muito diferentes do palco, mas que ampliaram muito minha percepção como atriz. E tenho muito interesse em expandir ainda mais esse caminho.

CE - Quando recebeu o convite para "Diana", em que momento da carreira você sentia que estava?
SC -
 Eu estava em um momento de maturidade artística, com mais consciência do que eu queria construir e também do que eu tinha para oferecer. "Diana" chegou justamente nesse encontro entre trajetória e prontidão.

Hoje, olhando para essa experiência, tenho ainda mais certeza de que precisava de tudo o que vivi antes para chegar até essa personagem. Foi um trabalho que exigiu repertório emocional, escuta, técnica e entrega, e que marcou profundamente o meu percurso artístico.

CE - Como surgiu o convite para viver a Rainha Elizabeth II?
SC - 
O convite surgiu a partir de uma relação profissional construída ao longo do tempo com o Tadeu Aguiar, com quem já havia trabalhado em musicais como "Bibi – Uma Vida em Musical" e "Uma Babá Quase Perfeita", além da experiência como assistente de direção em "Beetlejuice".

O Tadeu é um diretor muito aberto ao diálogo e à construção conjunta. Acredito que esse convite tenha vindo da confiança construída ao longo dos anos, da disciplina que tenho com o meu trabalho e também do meu olhar de interpretação.

CE - O que mais te interessou nessa mulher que você levou para o palco em "Diana"?
SC -
 Me interessou olhar para além da figura pública. Antes de ser rainha, ela era uma mulher atravessada pelo dever. Uma mulher que abriu mão de si mesma para cumprir uma função muito maior do que ela. Acho bonito entender que ela não era fria — ela precisou ser.

Existe um amor muito profundo pelo dever, pela instituição e pelo próprio papel que ela ocupava. O desafio foi justamente revelar humanidade dentro da contenção. Ao longo da temporada, foi muito gratificante perceber que o público também enxergou essa dimensão mais humana da personagem.

CE - Esse trabalho representa uma virada na sua carreira?
SC - 
Sim, no sentido de responsabilidade e reposicionamento. Mas também acredito que minha trajetória inteira foi feita de pequenas viradas. Cada personagem me transformou e me construiu de alguma forma.

"Diana" passa a ocupar um lugar muito especial nessa caminhada, não apenas pela personagem, mas pelo processo artístico que vivi e pelos encontros que o espetáculo proporcionou. Saio dessa experiência com a sensação de que cresci como atriz e ainda mais motivada a buscar projetos que me desafiem, provoquem reflexão e me permitam continuar evoluindo no teatro, no cinema, na televisão e na música.

 

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