Correio B

GAstronomia

Deliciosas de qualquer forma, aprenda a fazer batatas assadas

Que tal prepará-las em pedaços ao forno, com alho e especiarias? E se o resultado ficar crocante por fora e bem macio por dentro? Sim, você pode; saiba como com a sugestão de receita de hoje

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A batata assada é uma receita preparada no forno, cujo resultado final são pedaços de batata com superfície crocante e interior macio e cremoso. Para que a superfície da batata fique crocante, cozinhamos os pedaços e depois os agitamos para que se crie uma pasta de amido.

Essa pasta, que vai secar e endurecer no forno, formará a casca. De modo a obter uma batata ainda mais crocante, substitua o azeite de oliva por banha de porco, por exemplo. Para o melhor resultado possível, utiliza-se gordura de pato ou de ganso.

ENGORDA MESMO?

Antes de partir para o vamos ver do preparo, vale a pena desfazer alguns mitos e conhecer algumas formas de se atenuar o efeito colateral que incomoda muita gente. Os altos índices de carboidrato encontrados na batata fazem esse vegetal carregar a fama – um tanto quanto injusta – de um alimento que engorda. Mesmo quem quer perder peso ou não quer ganhar alguns quilos pode incluir a batata no cardápio sem culpa.

O segredo, dizem os especialistas, está em equilibrar a quantidade dessa fonte de carboidrato com os outros grupos alimentares.

O modo de preparo também faz toda a diferença na hora de emagrecer o prato.Além disso, a batata é rica nas vitaminas K, C e do complexo B e tem grandes quantidades de fósforo e de potássio – todos nutrientes que ajudam nosso organismo a funcionar melhor.

É possível fugir da batata frita e optar por versões menos calóricas ou gordurosas do vegetal, priorizando uma alimentação saudável.

ÍNDICE GLICÊMICO

A batata é um alimento que possui um alto índice glicêmico e não deve ser consumida em excesso para não provocar picos de glicose. Quando consumimos carboidratos e açúcares, nosso organismo os transforma em glicose a fim de produzir energia para o corpo. 

Quando um alimento possui muita glicose, ou seja, tem um índice glicêmico alto, o sangue fica com altas taxas dessa substância. A resposta do organismo é armazenar o açúcar e depois transformá-lo em gordura, processo que leva ao ganho de peso.

Repare nesta dica do portal Minha Vida para reduzir o índice glicêmico da batata. “Consuma acompanhada de fibras (hortaliças, grãos, etc) e gorduras não saturadas (azeite de oliva). Dessa forma, ela será absorvida mais lentamente pelo corpo, diminuindo seu índice glicêmico”, orienta a página.

Mas tome cuidado para não elevar ainda mais o índice dela. Se essa mesma batata for consumida com outra fonte de gordura ou de carboidrato, alerta o portal, o índice glicêmico cresce.

MENOS GORDURA

Por ter menos gordura, a batata assada é um dos preparos mais saudáveis para esse alimento. Segundo a nutricionista Simone Freire, o ideal é colocar as batatas no forno com casca mesmo – para a conservação de nutrientes – e sem adição de óleo. Caso fique com medo de os vegetais grudarem na forma, use uma quantidade de azeite mínima possível.

Você também pode recheá-las com legumes, ervas, proteínas de baixa caloria (peito de peru, frango desfiado, etc) ou até azeites, tornando a refeição mais completa. Uma batata-inglesa (100 g) assada com adição de óleo tem 64 calorias.

MENOS AINDA

Menos que isso somente recorrendo à batata cozida. Com 52 calorias (100 g), valor ainda mais baixo do que a preparação no forno, a batata cozida não precisa acompanhar óleo e, portanto, tem menos gordura. Prepará-la desse modo também ajuda a conservar os nutrientes, principalmente se for no vapor.

A regra da casca também vale para os alimentos cozidos: se não retirarmos a casca, conservamos ainda mais os nutrientes. A batata cozida pode ser acompanhada de carnes e de saladas para diminuir seu índice glicêmico e deixar a refeição ainda mais completa. Agora, ao trabalho e bom apetite!

Batata assada

Ingredientes

  • 1 kg de batatas;
  • 4 colheres (sopa) de azeite (deixe 1 colher para regar as batatas na assadeira);
  • 1 colher (chá) de sal;
  • 1 cabeça de alho (sem descascar os dentes);
  • 3 ramos de alecrim (ou de tomilho ou de orégano);
  • 1 colher (chá) de pimenta-do-reino.

Modo de Preparo:

Lave bem as batatas para retirar os resíduos de terra das cascas. Descasque cada uma delas. Se não for preparar imediatamente, coloque-as em água para que não escureçam.

Corte as batatas em pedaços de tamanho similar (cerca de 3 a 4 pedaços para cada batata de tamanho médio). Deposite-as em uma panela média e adicione sal. Coloque água até cobrir completamente as batatas, de modo que fiquem dois dedos de água acima delas.

Deixe a água ferver, reduza o fogo e cozinhe as batatas por cerca de 15 minutos ou até que estejam macias, mas ainda firmes. Espete com um garfo para checar. Drene a água das batatas e deixe cada uma delas secar naturalmente por cerca de 5 minutos.

Coloque 3 colheres de sopa de azeite em uma tigela grande. Não exagere na quantidade de azeite, caso contrário, as batatas não ficarão tão crocantes. Adicione pimenta-do-reino (opcional) e mexa bem.

Se necessário, use uma espátula de silicone ou então jogue-as para o alto. A superfície das batatas criará um creme que as deixará mais crocantes depois de assadas.

Forre uma assadeira grande com papel-manteiga e distribua os pedaços de batata. É importante deixar espaços entre cada um dos pedaços, a fim de gerar o melhor resultado possível na crocância. Do contrário, as batatas ficarão com a superfície mole.

Distribua os ramos de alecrim (ou de outras ervas aromáticas de sua preferência, como tomilho ou orégano) e os dentes de alho entre os pedaços de batata. Não descasque os dentes de alho, pois eles queimarão e ficarão com um gosto amargo desagradável; já com a casca, ficarão macios. Adicione mais um pouco de azeite (1 colher de sopa) por cima de tudo.

Apenas um fio fino de azeite é suficiente – não exagere na quantidade. Leve ao forno preaquecido a 220ºC. Caso seu forno tenha a função de convecção (circulador de ar), reduza a temperatura para 200ºC.

Deixe as batatas, os dentes de alho e as ervas assarem por cerca de 15 a 20 minutos e, após esse tempo, vire as batatas e asse por mais 20 minutos.

Verifique se as batatas estão bem assadas, com uma casquinha crocante. Se necessário, deixe-as por mais 10 minutos ou até que estejam bem crocantes. Sirva-as imediatamente ou deixe-as no forno desligado, com a porta entreaberta, até o momento de servi-las.

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HISTÓRIA DO BRASIL

Tiradentes: por que o dia 21 de abril é feriado nacional?

Data homenageia Joaquim José da Silva Xavier, militar e dentista amador, considerado um ícone da luta pela liberdade no Brasil

21/04/2026 11h30

Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier

Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier DIVULGAÇÃO

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Feriado de Tiradentes é celebrado anualmente em 21 de abril em todo o Brasil.

A data homenageia Joaquim José da Silva Xavier, militar e dentista amador, considerado um ícone da luta pela liberdade no Brasil. Ele foi preso, investigado e condenado à morte em 21 de abril de 1792.

Ele liderou a Inconfidência Mineira, movimento que pretendia acabar com o domínio colonial Português e instaurar uma república independente em Minas Gerais.

A Inconfidência Mineira ocorreu no final do século XVIII, em Minas Gerais, durante o período colonial brasileiro.

Militares, religiosos e intelectuais questionaram o domínio de Portugal sobre o Brasil, queriam a independência da região e implantar uma república. O movimento foi influenciado pelo Iluminismo e Independência dos Estados Unidos.

As queixas com o governo português envolviam a elevada carga de impostos (quinto sobre o ouro e ameaça da derrama).

A pressão econômica fez surgir ideais revolucionárias entre os colonos: eles pretendiam libertar Minas Gerais do domínio português e implantar uma república na região.

Mas, a pretensão foi descoberta antes de se concretizar, após Joaquim Silvério dos Reis denunciar o movimento, em troca do perdão pelas suas próprias dívidas.

Com isso, Tiradentes, líder do movimento, foi descoberto, investigado, preso e condenado à morte, por querer salvar parte do Brasil do domínio português. Ele foi enforcado em 21 de abril de 1792, no Largo da Lampadosa (atual Praça Tiradentes), no Rio de Janeiro.

O feriado representa a luta histórica pela liberdade e independência no Brasil, além de um momento de reflexão sobre as lutas por autonomia e construção da identidade nacional.

O Dia de Tiradentes não é apenas um dia de descanso, mas uma data que reforça valores importantes para a sociedade brasileira e convida à reflexão sobre cidadania e liberdade.

MEMÓRIA

Exposição inédita celebra os 126 anos de Lídia Baís

Catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida será apresentado ao público; Casa Amarela terá programação ampliada na Semana dos Museus, que segue até maio com oficinas, sarau e exibição de documentários

21/04/2026 10h30

Tatiana De Conto e Guido Drummond, gestores do Museu de Arte Urbana Casa Amarela

Tatiana De Conto e Guido Drummond, gestores do Museu de Arte Urbana Casa Amarela Divulgação

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A memória artística e cultural  de Lídia Baís ganha novo fôlego em Campo Grande com a abertura do projeto Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a Arte de Unir Mundos, realizado pela Casa Amarela. A iniciativa marca os 126 anos de nascimento da artista e integra a programação da Semana Nacional dos Museus, que neste ano propõe o tema “Museus unindo um mundo dividido”.

A abertura acontece amanhã, às 18h, com um dos destaques mais aguardados da programação: a apresentação pública do catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida. Raro e carregado de simbolismo, o documento nunca havia sido exibido dessa forma ao público e revela não apenas a produção artística da pintora, mas também aspectos da cena cultural e das relações sociais de sua época.

A exposição segue aberta até o dia 23 de maio, consolidando uma proposta ousada dos organizadores: transformar a tradicional Semana dos Museus em um mês inteiro de atividades. A programação inclui oficinas, sarau, exibição de documentários e experiências sensíveis que dialogam com a obra e o legado da artista.

DOCUMENTO HISTÓRICO

O catálogo apresentado na abertura é considerado uma peça histórica. Embora não possua data precisa, estima-se que tenha sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935 – período em que Lídia Baís já experimentava linguagens artísticas que destoavam dos padrões tradicionais.

Idealizadora do projeto, a arteterapeuta Tatiana De Conto destaca a importância do material. Segundo ela, o catálogo vai além de um simples registro expositivo.

"Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período”, afirma.

A proposta da exposição é justamente ampliar o olhar do público sobre a artista, conectando passado e presente. “O público encontra não apenas a estética de Lídia, encontra a história viva de Campo Grande em espelho – um espaço de reconhecimento interno e de conexão com aquilo que ainda busca nome”, completa Tatiana.

A ARTISTA

Nascida em 1900, Lídia Baís foi uma figura singular na história cultural de Mato Grosso do Sul. Filha de uma família tradicional, ela desafiou os padrões sociais do início do século 20 ao se dedicar intensamente à arte, à experimentação e à liberdade criativa.

Sua trajetória é marcada por deslocamentos físicos e simbólicos: entre a vida em Campo Grande, viagens, estudos e períodos de isolamento, a artista construiu uma obra que dialoga com questões existenciais, espirituais e subjetivas – temas pouco explorados na época.

Décadas depois, seu legado segue despertando interesse e novas interpretações. Parte desse resgate se deve ao trabalho de pesquisa de Tatiana De Conto, que há anos investiga a vida da artista. Em 2015, a pesquisadora levou aos palcos o espetáculo “Lídia Baís, Uma Mulher à Frente de Seu Tempo”, posteriormente transformado em livro lançado em 2023.

A obra, voltada ao público juvenil, busca preencher lacunas no ensino da história e cultura regional, apresentando a trajetória da artista de forma acessível e sensível.

ARTE COMO PONTE

A programação do projeto “Pontes Imaginárias” foi pensada para ir além da contemplação estética. A proposta é transformar o espaço expositivo em um ambiente de troca, escuta e criação.

Na noite de abertura, o público também poderá participar do sarau “Unindo Mundos”, que celebra o Dia do Arteterapeuta em parceria com a Associação de Arteterapia do Estado de Mato Grosso do Sul (Aatems).

Ao longo do mês de maio, nos dias 6, 13 e 20, serão realizadas oficinas de arteterapia ministradas por Tatiana De Conto. As atividades são baseadas no livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo” e utilizam processos criativos como ferramenta de expressão e elaboração emocional.

“A arteterapia utiliza processos criativos como forma de escuta e elaboração emocional. Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro”, explica Tatiana.

As oficinas propõem diferentes linguagens, como escrita, costura e assemblagem – técnica que reúne objetos e materiais diversos – como caminhos para a construção simbólica e o autoconhecimento.

O encerramento da programação, no dia 23 de maio, contará com a exibição de documentários do projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário, reforçando o diálogo entre arte, memória e território.

Tatiana De Conto e Guido Drummond, gestores do Museu de Arte Urbana Casa AmarelaCatálogo inédito com obras e informações sobre a vida de Lídia Baís será exposto na Casa Amarela - Divulgação

MUSEU VIVO

Desde 2017, a Casa Amarela atua como Museu de Arte Urbana (Muau), consolidando-se como um espaço cultural que ultrapassa os limites físicos tradicionais de um museu. Mais do que abrigar exposições, o local se posiciona como um território de experiências, encontros e construção de identidade coletiva.

Para o artista Guido Drummond, gestor do espaço ao lado de Tatiana, a ampliação da programação reflete a dimensão da obra de Lídia Baís.

“Nosso intuito é seguir por um mês com atividades que aprofundam o contato com o universo de Lídia. Tivemos a proposta ousada de estender a Semana dos Museus para um mês inteiro de programação, porque entendemos que uma semana seria muito pouco para trabalhar a vida da artista”, afirma.

Tatiana De Conto e Guido Drummond, gestores do Museu de Arte Urbana Casa Amarela

Serviço

Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a Arte de Unir Mundos.

Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, nº 118, Centro

Amanhã

Abertura da exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta.

Dias 6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)

Oficina arteterapêutica Tempos do Feminino – Pontes em Lídia Baís.

23 de maio (sábado)

Exibição de documentários: Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário.

Informações e inscrições: Instagram @casa.amarela.muau ou WhatsApp (67) 9 9189-7034.
 

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