Correio B

AMOR JOVEM

Dia dos Namorados: jovem muda da Bahia para MS para transformar namoro virtual em real

Camilly Stephany, de 19 anos, largou tudo em Lauro de Freitas (BA) para viver um grande amor com Glauber Pain, de 17 anos em Campo Grande (MS)

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Estudante de Psicologia, Camilly Stephany de Oliveira Batista, de 19 anos, morava com a mãe em Lauro de Freitas (Bahia), cidade localizada a 27 quilômetros da Capital, Salvador.

Em fevereiro de 2022, conheceu o acadêmico de engenharia mecânica, Glauber Camargo Pain, de 17 anos, através de um bate-papo pela internet.

"Nos conhecemos através de um site de bate-papo, onde você entra em conversas aleatoriamente, com pessoas do Brasil ou estrangeiras. Caímos em chat e assim começamos a nossa amizade", explicou o rapaz.

Glauber e Camilly se conectaram desde o primeiro dia de conversa. Conversavam sobre como era a vida dele em Mato Grosso do Sul e a dela na Bahia.

Do site de bate-papo, partiram para o Instagram e, após muita insistência de Glauber, começaram a dialogar pelo WhatsApp.

Ambos não desgrudavam do celular por um minuto e trocavam conversas por mensagem de texto, ligação e chamada de vídeo.

As chamadas de vídeo se tornaram cada vez mais frequentes e não se restringiram apenas ao casal, mas também a família: avó/mãe de Camilly e mãe de Glauber se cumprimentavam por vídeochamada.

Quatro meses depois, em maio de 2022, perceberam que estavam apaixonados um pelo outro e não viam a hora de se conhecerem pessoalmente.

"Ela tem uma beleza incrível. Ela é fofa, carinhosa e, principalmente: tem a presença de Deus", disse Glauber.

"Vi um rapaz sensível e incrivelmente parecido comigo, que já passou por muita coisa na vida mas mesmo assim é extremamente carinhoso e atencioso. Além disso, um jovem com o coração voltado para Deus", disse Camilly.

O plano de se conhecerem pessoalmente surgiu e tomou conta do pensamento do casal Até que Glauber convenceu seus pais de irem para a Bahia visitar Camilly.

O casal realizou o sonho de se conhecer pessoalmente em 24 de agosto de 2022. O acadêmico de Engenharia Mecânica desembarcou no Aeroporto Luís Eduardo Magalhães - Salvador (SSA) com as mãos suando e coração acelerado de nervosismo. Camilly estava de prontidão esperando o amado, com as pernas bambas, para vê-lo pela primeira vez.

"Uma sensação surreal quando eu o vi andando em minha direção no aeroporto. Ele veio e me abraçou mas eu estava completamente paralisada e não conseguia mover meus pés do chão. Tive sensação de desmaio, e se não sentasse em algum lugar, acho que minhas pernas falhariam. Era como se ele tivesse saído da tela do celular e se materializado em minha frente. Foi um dos melhores dias de minha vida!", afirmou Camilly.

"Cheguei perto dela e dei um abraço, saíram lágrimas dos olhos dela e ela ficou paralisada. Logo após entrarmos no carro, ela me acompanhou até o hotel, junto com meus pais. Fomos de mãos dadas e ela pegava em meu rosto, me perguntando se tudo aquilo era real", disse Glauber.

Glauber e seus pais ficaram cinco dias em Salvador, em um hotel. Camilly acompanhou Glauber e sua família todos os dias, o dia todo, enquanto estiveram na Bahia. Foram no Farol da Barra, Pelourinho, Elevador Lacerda, Morro do Cristo, Praia do Farol da Barra, Praia da Pedra Alta, Praia da Paciência, entre outros pontos turísticos.

No fim da viagem, o casal foi ao culto juntos agradecer a Deus pela vida, família, viagem e por finalmente terem se conhecido pessoalmente. Durante o passeio, os dois trocaram alianças para firmar o compromisso e começaram a namorar em setembro de 2022.

Glauber retornou para Campo Grande e ambos namoraram a distância por cinco meses seguidos, mas, a saudade não cabia no peito.

"Estava muito difícil só poder conversar por videochamada. Queríamos nos ver pessoalmente, passear e nos divertir juntos. Não sabíamos quando nos veríamos novamente e nem tínhamos dinheiro sobrando para as passagens", contou Camilly.

A mudança

Para eliminar a barreira que separava o casal fisicamente, Camilly se mudou para Campo Grande, em janeiro de 2023, para estudar e ficar ao lado do amado.

No começo, a família de Camilly não curtiu muito a ideia dela vir morar em Mato Grosso do Sul, mas logo depois todos apoiaram a menina.

"Primeiro acharam a ideia muito estranha, mas depois me apoiaram e sentiram confiança em me deixar vir. Então, minha mãe concordou que eu deveria vir morar em Campo Grande para vê-lo novamente e para estudar", explicou.

Já os pais de Glauber ficaram muito felizes em recebê-la em Campo Grande. Atualmente, Glauber mora com sua família e Camilly mora sozinha. Ambos estudam na mesma universidade e ingressaram no ensino superior este ano.

Estão muito felizes por se verem ao vivo e a cores, e não apenas por vídeo. O casal se vê todos os dias de manhã na faculdade e alguns dias da semana à noite, na igreja.

Em Campo Grande, Camilly já visitou a Feira Central e Praça das Araras. Também já experimentou tereré, chipa e sobá. Já Glauber comeu cuscuz e disse que gostou do prato típico baiano. "Comi cuscuz de queijo e manteiga, gostei. A Camilly não gostou muito de tereré", contou.

Ele é bom em exatas e ela em humanas e um aprende com o outro, e vice-versa. "Estamos aprendendo muitas coisas, dentre as quais não eram possíveis à distância", disse o casal.

Morando na mesma cidade, ambos estão cada dia mais apaixonados um pelo outro. O amor é capaz de encurtar distâncias.

HISTÓRIA DO BRASIL

Tiradentes: por que o dia 21 de abril é feriado nacional?

Data homenageia Joaquim José da Silva Xavier, militar e dentista amador, considerado um ícone da luta pela liberdade no Brasil

21/04/2026 11h30

Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier

Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier DIVULGAÇÃO

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Feriado de Tiradentes é celebrado anualmente em 21 de abril em todo o Brasil.

A data homenageia Joaquim José da Silva Xavier, militar e dentista amador, considerado um ícone da luta pela liberdade no Brasil. Ele foi preso, investigado e condenado à morte em 21 de abril de 1792.

Ele liderou a Inconfidência Mineira, movimento que pretendia acabar com o domínio colonial Português e instaurar uma república independente em Minas Gerais.

A Inconfidência Mineira ocorreu no final do século XVIII, em Minas Gerais, durante o período colonial brasileiro.

Militares, religiosos e intelectuais questionaram o domínio de Portugal sobre o Brasil, queriam a independência da região e implantar uma república. O movimento foi influenciado pelo Iluminismo e Independência dos Estados Unidos.

As queixas com o governo português envolviam a elevada carga de impostos (quinto sobre o ouro e ameaça da derrama).

A pressão econômica fez surgir ideais revolucionárias entre os colonos: eles pretendiam libertar Minas Gerais do domínio português e implantar uma república na região.

Mas, a pretensão foi descoberta antes de se concretizar, após Joaquim Silvério dos Reis denunciar o movimento, em troca do perdão pelas suas próprias dívidas.

Com isso, Tiradentes, líder do movimento, foi descoberto, investigado, preso e condenado à morte, por querer salvar parte do Brasil do domínio português. Ele foi enforcado em 21 de abril de 1792, no Largo da Lampadosa (atual Praça Tiradentes), no Rio de Janeiro.

O feriado representa a luta histórica pela liberdade e independência no Brasil, além de um momento de reflexão sobre as lutas por autonomia e construção da identidade nacional.

O Dia de Tiradentes não é apenas um dia de descanso, mas uma data que reforça valores importantes para a sociedade brasileira e convida à reflexão sobre cidadania e liberdade.

MEMÓRIA

Exposição inédita celebra os 126 anos de Lídia Baís

Catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida será apresentado ao público; Casa Amarela terá programação ampliada na Semana dos Museus, que segue até maio com oficinas, sarau e exibição de documentários

21/04/2026 10h30

Tatiana De Conto e Guido Drummond, gestores do Museu de Arte Urbana Casa Amarela

Tatiana De Conto e Guido Drummond, gestores do Museu de Arte Urbana Casa Amarela Divulgação

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A memória artística e cultural  de Lídia Baís ganha novo fôlego em Campo Grande com a abertura do projeto Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a Arte de Unir Mundos, realizado pela Casa Amarela. A iniciativa marca os 126 anos de nascimento da artista e integra a programação da Semana Nacional dos Museus, que neste ano propõe o tema “Museus unindo um mundo dividido”.

A abertura acontece amanhã, às 18h, com um dos destaques mais aguardados da programação: a apresentação pública do catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida. Raro e carregado de simbolismo, o documento nunca havia sido exibido dessa forma ao público e revela não apenas a produção artística da pintora, mas também aspectos da cena cultural e das relações sociais de sua época.

A exposição segue aberta até o dia 23 de maio, consolidando uma proposta ousada dos organizadores: transformar a tradicional Semana dos Museus em um mês inteiro de atividades. A programação inclui oficinas, sarau, exibição de documentários e experiências sensíveis que dialogam com a obra e o legado da artista.

DOCUMENTO HISTÓRICO

O catálogo apresentado na abertura é considerado uma peça histórica. Embora não possua data precisa, estima-se que tenha sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935 – período em que Lídia Baís já experimentava linguagens artísticas que destoavam dos padrões tradicionais.

Idealizadora do projeto, a arteterapeuta Tatiana De Conto destaca a importância do material. Segundo ela, o catálogo vai além de um simples registro expositivo.

"Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período”, afirma.

A proposta da exposição é justamente ampliar o olhar do público sobre a artista, conectando passado e presente. “O público encontra não apenas a estética de Lídia, encontra a história viva de Campo Grande em espelho – um espaço de reconhecimento interno e de conexão com aquilo que ainda busca nome”, completa Tatiana.

A ARTISTA

Nascida em 1900, Lídia Baís foi uma figura singular na história cultural de Mato Grosso do Sul. Filha de uma família tradicional, ela desafiou os padrões sociais do início do século 20 ao se dedicar intensamente à arte, à experimentação e à liberdade criativa.

Sua trajetória é marcada por deslocamentos físicos e simbólicos: entre a vida em Campo Grande, viagens, estudos e períodos de isolamento, a artista construiu uma obra que dialoga com questões existenciais, espirituais e subjetivas – temas pouco explorados na época.

Décadas depois, seu legado segue despertando interesse e novas interpretações. Parte desse resgate se deve ao trabalho de pesquisa de Tatiana De Conto, que há anos investiga a vida da artista. Em 2015, a pesquisadora levou aos palcos o espetáculo “Lídia Baís, Uma Mulher à Frente de Seu Tempo”, posteriormente transformado em livro lançado em 2023.

A obra, voltada ao público juvenil, busca preencher lacunas no ensino da história e cultura regional, apresentando a trajetória da artista de forma acessível e sensível.

ARTE COMO PONTE

A programação do projeto “Pontes Imaginárias” foi pensada para ir além da contemplação estética. A proposta é transformar o espaço expositivo em um ambiente de troca, escuta e criação.

Na noite de abertura, o público também poderá participar do sarau “Unindo Mundos”, que celebra o Dia do Arteterapeuta em parceria com a Associação de Arteterapia do Estado de Mato Grosso do Sul (Aatems).

Ao longo do mês de maio, nos dias 6, 13 e 20, serão realizadas oficinas de arteterapia ministradas por Tatiana De Conto. As atividades são baseadas no livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo” e utilizam processos criativos como ferramenta de expressão e elaboração emocional.

“A arteterapia utiliza processos criativos como forma de escuta e elaboração emocional. Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro”, explica Tatiana.

As oficinas propõem diferentes linguagens, como escrita, costura e assemblagem – técnica que reúne objetos e materiais diversos – como caminhos para a construção simbólica e o autoconhecimento.

O encerramento da programação, no dia 23 de maio, contará com a exibição de documentários do projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário, reforçando o diálogo entre arte, memória e território.

Tatiana De Conto e Guido Drummond, gestores do Museu de Arte Urbana Casa AmarelaCatálogo inédito com obras e informações sobre a vida de Lídia Baís será exposto na Casa Amarela - Divulgação

MUSEU VIVO

Desde 2017, a Casa Amarela atua como Museu de Arte Urbana (Muau), consolidando-se como um espaço cultural que ultrapassa os limites físicos tradicionais de um museu. Mais do que abrigar exposições, o local se posiciona como um território de experiências, encontros e construção de identidade coletiva.

Para o artista Guido Drummond, gestor do espaço ao lado de Tatiana, a ampliação da programação reflete a dimensão da obra de Lídia Baís.

“Nosso intuito é seguir por um mês com atividades que aprofundam o contato com o universo de Lídia. Tivemos a proposta ousada de estender a Semana dos Museus para um mês inteiro de programação, porque entendemos que uma semana seria muito pouco para trabalhar a vida da artista”, afirma.

Tatiana De Conto e Guido Drummond, gestores do Museu de Arte Urbana Casa Amarela

Serviço

Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a Arte de Unir Mundos.

Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, nº 118, Centro

Amanhã

Abertura da exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta.

Dias 6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)

Oficina arteterapêutica Tempos do Feminino – Pontes em Lídia Baís.

23 de maio (sábado)

Exibição de documentários: Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário.

Informações e inscrições: Instagram @casa.amarela.muau ou WhatsApp (67) 9 9189-7034.
 

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