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SÁBADO DE FESTA

Gustavo Mioto e Luan Santana agitam a Expogrande e falam os próximos passos na carreira

O cantor paulistano revela que adora tereré e quer experimentar a chipa campo-grandense; já Luan prometeu voltar à capital em breve

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Com um público repleto de fãs incondicionais, o penúltimo dia da 83ª edição da Expogrande contou com os shows de Gustavo Mioto e do sul-mato-grossense Luan Santana, que fizeram a alegria da galera ao cantarem os principais sucessos de suas carreiras.

Comemorando 10 anos de estrada, Mioto contou ao Correio do Estado as novidades para os próximos lançamentos deste ano, e revelou ainda que toma tereré e sonha em experimentar uma das principais iguarias de MS: a chipa. 

O cantor paulistano lançou, há duas semanas, a sua nova música de trabalho, intitulada "Fim do Mundo", que já conta com mais de quatro milhões de visualizações no YouTube. O hit foi gravado no "Ao Vivo em Recife", que faz parte do projeto de comemoração dos 10 anos de carreira. 

"Tem mais duas partes do DVD pra sair, então tem mais sete músicas ainda, e mais algumas que eu participei, que estão pra serem lançadas agora. Vai ter muita coisa minha esse ano ainda", revela o cantor. 

Durante o show, que teve mais de uma hora e meia de duração, Gustavo Mioto cantou diversos hits da carreira, como "Fake News", "Anti Amor", "Impressionando os Anjos" e "Envolvidão", que gravou com Luan Santana, o segundo a se apresentar na noite de sábado (22).

O cantor ainda contou que sempre toma tereré com a equipe em São Paulo, e às vezes junto com o cantor sul-mato-grossense Luan Santana, de quem é amigo.

"Eu trabalho com uma galera que é aqui de Campo Grande, de Coxim também, então a gente acaba sempre tomando. Mas a chipa eu estou curioso para experimentar, me falaram dessa chipa há alguns dias atrás, e eu vou ter que provar", disse.

Apesar de revelar que é cansativo fazer 10 anos de carreira, Mioto comenta que está feliz de ter chegado nessa data tão importante no auge da carreira. 

"Campo Grande é uma cidade muito importante para o sertanejo, e eu estou muito feliz que a galera me receba sempre muito bem aqui", relata. 

Gustavo Mioto já esteve na Expogrande outras vezes, a última delas em 2018, mas para alguns fãs esse foi o primeiro contato com o cantor. Como é o caso de Taciane Lima.

"Eu gostei porque ele interage bastante com o público. Então achei isso muito legal, de ele conversar e trazer o público", comenta. 

O cantor também recebeu fãs antes de subir ao palco. "O show do Gustavo é uma coisa que transcende, e eu vejo no Gustavo muita esperança, e poder encontrar com ele, dizer isso pra ele, não tem como explicar", disse Lara Rodrigues, que faz parte do fã clube Luz Mioto. 

LUAN SANTANA 

O cantor, que já é de casa, encerrou a turnê Luan City no show deste sábado, durante a Expogrande, se apresentando logo depois de Mioto. O encerramento da série de shows acontecer em Campo Grande é muito simbólico, já que o projeto teve seu start na capital sul-mato-grossense, onde Luan viveu por muitos anos. 

Raíssa Santana Gonçalves, de 17 anos, já esteve em três shows do artista, mas esse foi o primeiro da atual turnê. Ao Correio do Estado, a fã revelou que chegou a chorar de emoção quando o cantor cantou "Tanto Faz". 

"Foi muito maravilhoso, eu chorei muito e ainda mais quando ele cantou "Tanto Faz", que música perfeita. Meteoro da Paixão também é outra que pega no coração", pontuou. 

Já Thaynara Brandão, de 25 anos, acompanha o cantor desde o começo de sua carreira, quando ainda era conhecido como "Gurizinho". Fã incondicional, ela conta que precisou chegar às 14h para poder garantir seu lugar na grade e ficar bem próxima de seu ídolo. 

"Achei maravilhoso, quase desmaiei porque estou sem comer nada desde a hora que cheguei, já que não queria perder meu lugar", contou. 

Além de concluir a turnê Luan City, o campo-grandense também relembrou grandes sucessos do início da carreira e do primeiro DVD "Ao vivo em Campo Grande", lançado em 2009. 

O artista ainda prometeu que voltará na Capital para tocar em estádio, e deixou claro que sente muito carinho pelos fãs da cidade. 

Correio B+

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

26/07/2026 14h00

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, muitos meninos cresceram ouvindo mensagens semelhantes: “engole o choro”, “seja forte”, “homem não demonstra fraqueza”. Embora essas frases pareçam inofensivas, elas ensinam algo profundo: que sentir deve ser escondido.

O problema é que emoções não desaparecem quando são reprimidas. Elas apenas encontram outras formas de se manifestar. Muitas vezes surgem como irritação, agressividade, isolamento ou dificuldade para construir relacionamentos saudáveis.

Quando falamos sobre prevenção da violência, saúde mental e relações mais equilibradas, também estamos falando sobre educação emocional. Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

A cultura costuma valorizar nos homens características como autonomia, coragem e firmeza. Todas elas são importantes. Mas podem coexistir com empatia, sensibilidade e capacidade de pedir ajuda. Uma habilidade não exclui a outra.

Pais, mães e educadores têm papel fundamental nesse processo. Quando acolhem emoções em vez de ridicularizá-las, ajudam a construir uma relação mais saudável com o próprio mundo interno. Quando demonstram que tristeza, medo e vulnerabilidade fazem parte da experiência humana, oferecem uma importante ferramenta de proteção emocional.

Isso também contribui para relações futuras. Adultos que conseguem identificar sentimentos tendem a comunicar necessidades com mais clareza, lidar melhor com frustrações e construir vínculos mais respeitosos.

Educar meninos para sentir não é apenas uma questão individual. É uma escolha que impacta famílias, relacionamentos e a sociedade como um todo. Afinal, homens emocionalmente conectados consigo mesmos costumam ser mais capazes de se conectar de forma saudável com os outros.

Talvez uma das maiores formas de proteção que possamos oferecer seja permitir que eles descubram que sentir não diminui ninguém. Humaniza.

Vamos desatar esses nós?

Moda Correio B+ - Entre Costuras & CuLtura

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

26/07/2026 13h00

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus? Foto: Divulgação

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Há alguns dias estou vivendo novamente o verão italiano. E, mesmo depois de tantos anos frequentando o país, uma cena continua chamando minha atenção: enquanto os termômetros ultrapassam os 35 graus, homens e mulheres caminham pelas ruas de cidades italianas com uma elegância que parece quase intuitiva.

Não se trata de um dom, muito menos de uma questão financeira, o segredo está nas escolhas.

Frequentemente associamos calor a roupas excessivamente informais ou ao desconforto de quem acredita que elegância exige sacrifício, os italianos mostram justamente o contrário: é possível vestir-se bem sem abrir mão do conforto.

A explicação começa pelo tecido. No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

São materiais que permitem a circulação do ar, absorvem melhor a umidade e acompanham o movimento do corpo.

O curioso é que o linho, tão valorizado pelos italianos, ainda desperta certa resistência no Brasil por amarrotar com facilidade.

Como consultora de imagem acredito que uma das maiores lições seja aceitar que alguns tecidos carregam naturalmente as marcas da vida. Um linho levemente amarrotado transmite autenticidade. É muito mais elegante do que um tecido sintético impecavelmente esticado, mas que denuncia desconforto.

Outro detalhe quase imperceptível para quem visita a Itália é a predominância das cores suaves durante o verão.

Brancos, beges, areia, azul-claro, verde-sálvia, terracota suave e tons inspirados na própria paisagem mediterrânea aparecem constantemente.

Além de refletirem melhor o calor, essas cores conversam entre si. Isso significa que praticamente todas as peças do guarda-roupa podem ser combinadas. O resultado é uma imagem sofisticada sem esforço.

Enquanto muitas pessoas acreditam que precisam de dezenas de roupas para enfrentar uma estação, o italiano demonstra exatamente o oposto.

Existe uma lógica muito presente na cultura italiana: comprar menos e comprar melhor. Ao invés de um armário repleto de tendências passageiras, é comum encontrar poucas peças de excelente qualidade que funcionam em diferentes combinações.

Uma camisa de linho pode ser usada aberta sobre uma camiseta pela manhã, fechada para um almoço, dobrando as mangas para um passeio no fim da tarde ou combinada com um blazer leve para o jantar.

O mesmo vestido muda completamente com um cinto, uma bolsa ou uma sandália diferente.

Essa versatilidade é uma das maiores expressões da elegância contemporânea.

Outro aspecto importante é o caimento.

Roupas excessivamente justas aquecem mais, limitam os movimentos e frequentemente criam uma imagem de desconforto.

Os italianos preferem modelagens que acompanham o corpo sem apertá-lo. Vestidos fluidos, calças amplas em linho, camisas levemente soltas, bermudas de alfaiataria e peças com estrutura bem construída permitem que o ar circule naturalmente.

O importante é a roupa trabalhar a favor do corpo, e não contra ele. Na Itália, a elegância está muito ligada à naturalidade.

Vestir-se -se de maneira apropriada para cada ocasião é respeitar o próprio corpo, o clima e o contexto.

Há beleza em quem caminha confortavelmente por uma praça histórica, toma um café em uma cafeteria de bairro ou atravessa a cidade de bicicleta usando roupas simples, mas bem escolhidas.

O verdadeiro segredo da elegância italiana não está no guarda-roupa. Mas na consciência de que vestir-se bem não significa impressionar os outros, mas viver melhor dentro das próprias roupas.

E por fim 5 lições da elegância italiana para enfrentar o calor com estilo. 

1. Priorize tecidos naturais

Linho, algodão, seda e viscose de qualidade permitem que a pele respire, absorvem melhor a umidade e proporcionam conforto mesmo nos dias mais quentes. Antes de comprar uma peça, leia a etiqueta: a composição faz toda a diferença.

2. Aposte em uma cartela de cores coordenada

Branco, off-white, bege, areia, azul-claro, verde-oliva e tons terrosos claros combinam entre si e facilitam a criação de diversos looks com poucas peças, além de transmitirem frescor e sofisticação.

3. Escolha modelagens que favoreçam o movimento

Peças muito justas retêm calor e limitam a mobilidade. Prefira camisas de linho, vestidos fluidos, calças de pernas amplas e bermudas de alfaiataria com bom caimento. Elegância também é sentir-se confortável.

4. Monte um guarda-roupa inteligente, não um guarda-roupa cheio

Invista em peças versáteis que conversem entre si. Uma camisa de linho, uma calça de alfaiataria leve, um vestido atemporal e uma boa sandália podem render inúmeras combinações. Na moda italiana, qualidade supera quantidade.

5. Lembre-se: elegância é atitude, não sacrifício

A maior lição do verão italiano talvez seja esta: vestir-se bem não significa sofrer com o calor. Estar adequado ao clima, à ocasião e à sua personalidade transmite uma imagem muito mais refinada do que insistir em tendências ou peças desconfortáveis.

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