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ALIMENTAÇÃO E SAÚDE

Nutricionista dá dicas sobre o consumo de alimentos que são ricos em carboidrato

Vilões ou heróis para o organismo? Nutricionista dá dicas sobre o consumo de alimentos que são ricos em carboidrato e explica como cada tipo de vinagre pode enriquecer ainda mais o seu cardápio

"Os carboidratos contam com nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo. Quando consumidos de forma consciente, proporcionam energia e até ajudam na queima de gordura corporal", afirma a nutricionista Jaqueline Lopes

"Os carboidratos contam com nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo. Quando consumidos de forma consciente, proporcionam energia e até ajudam na queima de gordura corporal", afirma a nutricionista Jaqueline Lopes - REPRODUÇÃO/UNICPHARMA

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O consumo de alimentos que são fonte de carboidrato é cercado de controvérsias relacionadas aos possíveis riscos para saúde que essas biomoléculas, riquíssimas em energia, podem causar. Ao mesmo tempo, ele é a base de alimentos que são fundamentais para o bom funcionamento do corpo.

Embora seja, talvez, um pouco menos visado como ameaça a uma dieta saudável, o vinagre também costuma enfrentar resistência.

Quando isso não ocorre, acaba entrando na vala comum por, supostamente, ser um condimento de poucas possibilidades, com funções limitadas e quase sem nuance de aroma e sabores. Para muita gente, ele tem lugar cativo no rol dos itens mais ordinários, pois “qualquer vinagre serve”.

Mas não é bem assim. Tanto o carboidrato quanto o vinagre podem se tornar aliados de primeira para quem quiser, de fato, praticar a arte de comer bem. É o que garante a nutricionista Jaqueline Lopes. Para ela, comer bem deve ser uma prática descomplicada. Confira a seguir.

“Todos os alimentos contam com nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo. Porém, é recomendado consumi-los com moderação, pois tudo em excesso causa mal para o nosso corpo. Os carboidratos são ótimos exemplos disso, já que, se consumidos de forma consciente, proporcionam energia e facilitam a queima de gordura corporal”, afirma.

O CARBOIDRATO

Pães, massas, batata e arroz são conhecidos por serem ricos em carboidrato e, muitas vezes, acabam eliminados da alimentação por aqueles que buscam por uma dieta mais saudável e balanceada.

Engana-se, porém, quem pensa que o nutriente prejudica a alimentação. Cada alimento que ingerimos proporciona certo aumento de glicose (ou seja, carboidrato) em nosso organismo, o qual, por sua vez, faz a transformação em energia ao corpo – o que é ideal, principalmente, para aqueles que praticam atividades físicas.

O carboidrato é encontrado em todo ingrediente de origem vegetal. As plantas o armazenam como fonte de energia por conta do processo de fotossíntese, sendo um nutriente presente em maior ou menor concentração para cada alimento.

Na sequência, veja alguns itens, segundo a especialista Jaqueline Lopes, que podem fazer parte da nutrição sem serem um inimigo da dieta.

PÃES

O pão é considerado um dos vilões mais famosos da alimentação saudável. Para os fãs desse alimento, o indicado é substituir o pão francês por uma opção integral ou com grãos.

Dessa forma, o produto contribuirá para o bom funcionamento e regulação do organismo, pois além da opção integral ser um carboidrato complexo, proporcionando uma absorção lenta e garantindo sensação de saciedade por mais tempo, os grãos oferecem uma alimentação rica em fibras, o que auxilia na flora intestinal.

CHOCOLATES

Incluir chocolate na dieta é uma forma de consumir açúcar para ganho de energia de forma rápida. Porém, a recomendação para ter uma nutrição balanceada é apostar em produtos feitos com 70% de cacau, também conhecidos como chocolates amargos.

Além do acúmulo de energia, os alimentos com maior concentração de cacau trazem como benefício a proteção das células e prevenção de doenças por conta do seu efeito antioxidante.

PIPOCA

Surpresa para aqueles que buscam por uma alimentação adequada: sim, a pipoca pode ser incluída na dieta, desde que com as devidas ressalvas e moderações.

Evite produtos industrializados, como aqueles de saquinhos, e aposte em versões mais naturais feitas em panela, com pouco óleo e sal. Por ser rica em fibras, a pipoca auxilia na eliminação de gordura corporal.

ARROZ

Para ter uma dieta com fonte elevada de fibras e nutrientes, substitua o arroz branco pelo integral.

Isso proporcionará maior saciedade e uma digestão mais lenta, permitindo um consumo menor do grão, que resultará em uma refeição menos calórica. Viu como é bem simples?

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cinema

Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

Decisão sobre o título deverá ser tomada em 16 de setembro

09/09/2026 22h00

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027 Foto: Divulgação

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A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

Os títulos que continuam em disputa são:

  • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
  • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
  • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
  • Feito Pipa, de Allan Deberton;
  • Nosso Segredo, de Grace Passô;
  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

Oscar

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

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No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

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