Correio B

Diálogo

Justamente quem deveria dar o exemplo na aplicação das regras para... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (29)

Continue lendo...

Barão de Itararé - escritor brasileiro

"O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro”.

FELPUDA 

Justamente quem deveria dar o exemplo na aplicação das regras para gastos com verbas públicas, contratou sem licitação uma vaga em curso para servidor. Curiosamente, a empresa escolhida foi fundada por alta autoridade do cenário nacional. A inexigibilidade é justificada pela suposta singularidade do serviço, argumento questionável quando se trata de um curso aberto a qualquer um que pague a inscrição. Tal atitude faz lembrar o conhecido dito popular: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Bem assim...

Foto: Divulgação/Senac

No dia 6 de outubro, às 15h, a Governança Regional (IGR) Celeiros do MS, receberá oficialmente uma plataforma web, criada por 14 alunos do curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas do Senac em Dourados. A plataforma reúne um catálogo digital de pontos turísticos, formulários para cadastro de informações e ferramentas de busca por cidade e categoria. A solução permitirá à IGR organizar e gerenciar o inventário turístico regional, acompanhar dados e ampliar a divulgação dos municípios participantes. O projeto foi feito no âmbito do Voucher Desenvolvedor, iniciativa do Senac MS e da Semadesc, visando modernizar e estruturar a divulgação dos atrativos turísticos dos municípios que integram a região. Para chegar à versão que será entregue, os estudantes participaram de todas as fases de desenvolvimento. Com a plataforma em funcionamento, a expectativa é facilitar o acesso de turistas e moradores às informações sobre os destinos da região Celeiros do MS. A ferramenta também deverá auxiliar gestores na organização das informações e no planejamento das ações relacionadas ao turismo.

Marcelo de Paula Oliveira e Joana Carvalho - Foto: Studio Vollkopf

 

Paola CadorePaola Cadore - Foto: Arquivo pessoal

Festival

Como ocorre em todo período de campanha eleitoral, a baixaria não ficou de fora nesta temporada. Nas redes sociais, há vídeos para todos os gostos, com ofensas, elogios, promessas e ataques pessoais desproporcionais, feitos unicamente para chamar a atenção e conseguir o maior engajamento possível. Tem até vídeo de candidata fazendo xixi na rua. Boas propostas, que seria bom, nadica de nada. Pode?

Caneladas

O que também se viu bastante nessa campanha eleitoral: líderes dos partidos aliados se atacando. Foi o caso da Rose Modesto, do União Brasil, que forma federação com PP. Ela não perdeu chances de  “chutar a canela” da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, que é do PP. As duas foram rivais nas eleições de 2024 para prefeitura. Adriane levou a melhor no segundo turno. Imagine se não fosse de partido aliado? E deu no que deu...

Gastança

O poder público brasileiro movimentou R$ 4,015 trilhões em despesas primárias ao longo de 2026, de acordo com dados da plataforma Gasto Brasil, que reúne, em um único painel, informações do Governo Federal, dos estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios. Do total contabilizado até o último dia 18, mais de R$ 1,86 trilhão corresponde ao dispêndio do Governo Federal. Já a despesa primária pública dos estados ficou em R$ 1,08 trilhão, e dos municípios em R$ 1,06 trilhão. Vai vendo...

ANIVERSARIANTES

  • Dra. Eduarda Nassar Tebet,
  • Ana Elizabete de Miranda Barros Arruda,
  • Cristiane Martins Escalante,
  • Eli dos Santos Morais de Brites,
  • Jaqueline Terra,
  • Vanessa Tannus,
  • Edinaldo Fidelis de Souza,
  • Miguel João Calepes,
  • Irineu Miguel Tissiane,
  • Milton do Prado Ferreira,
  • José Carlos Graffe,
  • Miguel de Souza Brito,
  • Raul Rosa da Silveira Falcão,
  • Mitihiro Mise,
  • Evaldo Aparecido Dueck,
  • Rodrigo Gonçalves Pimentel,
  • Miguel Rodrigues da Silva,
  • Gerson Miguel Winck,
  • Hudson Inácio Pereira,
  • Gilson Altair Saratt Balbe,
  • Herley de Melo Tobias,
  • Carlos Henrique Escalante,
  • Maria Cláudia Leite Rubio,
  • Cleusa Inêz Fialho Canale,
  • Dr. Miguel Marques de Oliveira,
  • Rubens Bernades Conceição,
  • Dra. Niva Gleuce de Ávila Minervini,
  • Luiz Miguel Caldart,
  • Jehnnifer Kariny Pereira Nantes,
  • Homero de Carvalho Bastos,
  • Dr. José Luiz de Aquino Amorim,
  • Célio Poveda,
  • Griselda Yule de Oliveira,
  • Gisele Vegas,
  • Isis Batista Morais,
  • Ramona Santiago,
  • João Clóvis Crivelli,
  • Dr. Vivaldo Sebastião Marques Filho,
  • Miguel Jost,
  • Juracy do Couto Nince,
  • Maria Amélia Ferreira,
  • Maristela Curado do Amaral,
  • Alice Flores Melo,
  • Miguel Carvalho Rebello,
  • Maria Elsa Medeiros Ramalho,
  • Fabrizio Rafael Dias Fonseca,
  • Ellen Milca Borges,
  • Amélia Alves Rodrigues,
  • Lúcia Yasue Nishiyama,
  • Karolina Mary Ota de Souza,
  • Miguel Bonin,
  • Ogomar José Mohr,
  • Analice de Jonas,
  • Ciro Mário de Lima,
  • Karoline Medeiros Santos,
  • Valtuir Nunes de Souza,
  • Jurandy Marcos da Fonseca,
  • Dra. Maria Aparecida Mendes,
  • Clayde Ribeiro,
  • Jorge Nizete dos Santos,
  • Domingos Carlos Corrêa,
  • Jamil Sato,
  • Meire Socorro Muzelli Cândido,
  • Maria de Fátima Santos,
  • Pedro Barbosa Gomes,
  • Leiliane Almeida de Moraes Macedo,
  • Eduarda Razuk Serrano,
  • Dr. Luiz Darcy Gonçalves Siqueira,
  • Dr. David Miguel Cardoso Filho,
  • Edna Maria Lomes da Silva,
  • Oneide Teixeira,
  • Walmiro Pessoa Bastos,
  • Arlete Shirlei Carneiro Lima,
  • Jane de Moraes Pereira Soares,
  • Heitor Miguel Scheibeler,
  • Alice Greffe,
  • Gerson Martins Hildebrand,
  • Laudelino Nei Faria,
  • Nelson Barreto do Nascimento,
  • Marcelo Luiz Bonfim do Amaral,
  • Thathyana Diniz de Moura,
  • Damião Pereira da Silva,
  • Miguel Baracat,
  • André Seemann,
  • Vitor Dias Girelli,
  • Elcio Bispo dos Santos,
  • Mariana Boigues Idalgo,
  • João Miguel Pinto Costa,
  • José Carlos Américo,
  • Marcelo Monteiro Salomão,
  • Marcos Nantes de Castro,
  • Samuel Florenciano Nunes,
  • Alexandre Alves Souto,
  • Jerônimo Miguel Vicenzi,
  • Arivanildo Duarte de Rezende,
  • Bruno Tsutsui,
  • Miguel Adilson Bochnia,
  • César Caligaris de Cordova,
  • Alessandra Nantes Monteiro,
  • Débora Vasti da Silva do Bomfim,
  • Marta Ereno Maia de Paula,
  • Deise Queiroz de Oliveira,
  • Rosinéia Alves Borin Barreto,
  • Ilise Senger,
  • Laís Magda da Silva Ulbrecht Patrizi,
  • Dirceu Migueis Pinto Junior,
  • Altair Braguini,
  • Danyele Remane Sell,
  • Michele Bittencourt Abe.

Colaborou com Tatyane Gameiro

Saúde

Presidente da Associação Brasileira de Nutrologia alerta para uso de canetas emagrecedoras

Dr. Durval Ribas-Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, afirma que agonistas incretínicos representam avanço no tratamento da obesidade, mas alerta para riscos do uso sem acompanhamento e defende que a doença seja tratada como condição

28/09/2026 10h00

Presidente da Abran, dr. Durval Ribas-Filho é especialista em Nutrologia, Clínica Médica e Endocrinologia

Presidente da Abran, dr. Durval Ribas-Filho é especialista em Nutrologia, Clínica Médica e Endocrinologia Foto: Divulgação

Continue Lendo...

As chamadas canetas emagrecedoras se tornaram um dos assuntos mais presentes nas conversas sobre perda de peso. Medicamentos à base de agonistas incretínicos, desenvolvidos inicialmente para o tratamento do diabetes, passaram a ser utilizados também contra a obesidade, depois que pesquisadores observaram a capacidade dessas substâncias de reduzir o peso corporal. 

O avanço, considerado uma revolução na terapia antiobesidade pelo presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), Dr. Durval Ribas-Filho, especialista em Nutrologia, Clínica Médica e Endocrinologia, veio, no entanto, acompanhado da banalização do uso.

Durante o Congresso Brasileiro de Nutrologia 2026 (CBN), realizado de sexta-feira a domingo, o médico afirmou que a popularização desses medicamentos precisa ser acompanhada de informação e monitoramento.

Para ele, o problema não está na existência dos medicamentos, mas na transformação de uma terapia médica em uma solução rápida para quem pretende perder poucos quilos.

“Os agonistas incretínicos não deixam de ser uma revolução na terapia antiobesidade. É uma descoberta maravilhosa”, afirmou. Segundo Ribas-Filho, a mesma velocidade com que as substâncias ganharam espaço no mercado também contribuiu para que fossem utilizadas fora do contexto para o qual foram desenvolvidas.

O especialista compara o fenômeno ao que ocorreu com o minoxidil, originalmente sintetizado para o tratamento da hipertensão arterial e que posteriormente passou a ser utilizado principalmente contra a queda de cabelo.

No caso dos agonistas incretínicos, a descoberta do efeito sobre o peso abriu caminho para uma nova geração de medicamentos contra a obesidade.

A origem dessas substâncias, explica o médico, é anterior às atuais canetas. Em 1932, o médico belga Jean La Barre identificou os hormônios produzidos pelo intestino e utilizou o termo incretinas.

Décadas depois, técnicas de DNA recombinante permitiram modificar a duração da ação dessas moléculas no organismo.

O GLP-1 natural, por exemplo, apresenta ação muito curta. A partir do desenvolvimento farmacológico, surgiram moléculas com duração muito maior.

A liraglutida passou a ter ação de cerca de 13 horas, enquanto a semaglutida e a tirzepatida apresentaram ação prolongada. Dessa forma, medicamentos passaram a reproduzir mecanismos hormonais relacionados à fome e à saciedade por períodos muito maiores.

A banalização

Para Ribas-Filho, a popularização dos medicamentos revela também uma dificuldade histórica de tratar a obesidade como uma doença. O médico afirma que, durante décadas, a condição foi encarada predominantemente como uma questão estética ou como consequência de escolhas individuais.

Ele utiliza uma situação cotidiana para ilustrar a diferença de percepção. Em uma festa, segundo o especialista, uma criança com diabetes tipo 1 costuma receber imediatamente a proteção dos adultos em relação ao consumo de açúcar. Já uma criança em tratamento contra a obesidade pode ouvir que “só hoje” não há problema em comer bolo ou tomar refrigerante.

“A obesidade nunca foi considerada uma doença, e sim um problema estético”, disse.

Na avaliação do médico, essa percepção ajuda a explicar por que o uso de medicamentos para emagrecimento acaba sendo banalizado. Ele relata que, ao longo de sua experiência clínica, já atendeu cerca de 55 mil pacientes impactados pela obesidade e ouviu repetidamente relatos de pessoas que começaram a tomar medicamentos prescritos para outras pessoas.

“Quantos e quantos chegam e dizem: ‘Olha, eu vim aqui porque a minha vizinha perdeu peso. Mas eu peguei o remédio dela e comecei a tomar e achei que foi bom’”, contou.

A mesma situação, segundo ele, seria muito menos comum com medicamentos destinados ao tratamento do diabetes. Para Ribas-Filho, isso demonstra que ainda existe uma percepção de que o tratamento da obesidade pode ser feito de maneira improvisada.

O médico cita ainda situações em que pacientes chegam ao consultório após iniciarem o uso por conta própria ou sem acompanhamento adequado. Entre os possíveis problemas estão náuseas, vômitos, constipação e alterações gastrointestinais. Ele também chama atenção para casos graves, como a pancreatite, que exigem atendimento hospitalar.

“Você fica sabendo que fulano perdeu 10 quilos, ciclano perdeu 20 quilos, beltrano perdeu 30 quilos. Mas quem foi internado por pancreatite, por refluxo, por náuseas e vômitos severos, por constipação intestinal, a gente não fica sabendo. Então, o problema é esse: a banalização”, afirmou.

Obesidade não tem fim

Outro ponto destacado pelo especialista é que a perda de peso não encerra o tratamento da obesidade. Para Ribas-Filho, o maior desafio não é apenas fazer o paciente emagrecer, mas ajudá-lo a manter o peso perdido.

“Obesidade é doença crônica. Doença crônica requer tratamento crônico. Se o tratamento para, a doença volta, a doença recrudesce”, declarou.

O raciocínio, segundo ele, é semelhante ao de outras doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. A interrupção do tratamento pode levar novamente à alteração dos parâmetros que estavam controlados.

O organismo também apresenta mecanismos de defesa contra a perda de peso. De acordo com o médico, quando uma pessoa emagrece, alterações hormonais podem aumentar a fome e favorecer a recuperação do peso. Por isso, interromper abruptamente uma terapia sem acompanhamento pode dificultar a manutenção do resultado.

Ribas-Filho afirma que ainda não existem respostas definitivas para todas as questões relacionadas à manutenção do peso após o uso dos agonistas incretínicos. Segundo ele, uma das possibilidades estudadas na prática clínica é uma redução gradual da frequência ou da dose, mas a estratégia deve ser individualizada e acompanhada por profissional habilitado. “Parar totalmente é muito, muito, muito difícil”, disse.

Desafio sanitário

A popularização das canetas também abriu espaço para um mercado paralelo, com produtos de procedência duvidosa, armazenamento inadequado e substâncias que ainda não foram aprovadas para uso.

Ribas-Filho cita como exemplo a retatrutida, que vem sendo divulgada nas redes sociais como se já estivesse disponível para tratamento. Segundo ele, a substância ainda não havia sido aprovada para comercialização como medicamento.

“A ânsia por algo novo é tão grande que as pessoas acreditam que já tem a retatrutida no mercado e que podem utilizar. Ela não foi aprovada”, afirmou.

O médico classifica a comercialização de produtos apresentados como retatrutida como um grave problema de saúde pública.

Outra preocupação está relacionada ao armazenamento e ao transporte clandestino de medicamentos. Segundo Ribas-Filho, alguns pacientes chegam ao consultório com produtos transportados de maneira inadequada, fora das condições recomendadas de conservação.

“Esses produtos são iguais à insulina, tem que ter uma boa conservação, então, nós estamos diante de um desafio sanitário”.

O problema não se restringe à origem do produto. A forma como uma substância é armazenada, transportada e administrada também pode interferir em sua segurança.

No caso de medicamentos manipulados, o especialista ressalta que a manipulação de medicamentos faz parte da prática farmacêutica regulamentada e pode ser utilizada em situações específicas, como ajustes individualizados de doses. O problema, segundo ele, está nos produtos sem procedência, comercializados irregularmente ou utilizados sem acompanhamento.

Desinformação nas redes

Outro capítulo da popularização das canetas está nas redes sociais. Para Ribas-Filho, a velocidade de circulação de informações falsas ou distorcidas é um dos maiores desafios atuais da medicina.

O especialista chama atenção especialmente para adolescentes e jovens que buscam formas rápidas de emagrecer. Segundo ele, o fenômeno guarda semelhanças com períodos em que outras substâncias eram utilizadas indiscriminadamente com a promessa de perda rápida de peso.

“A versão de um fato científico é mais forte, é mais robusta do que o próprio fato científico”, destacou.

Ele cita uma pesquisa que, segundo seu relato, comparou a reação de jovens diante de informações científicas e versões não científicas de determinados fatos. A conclusão apresentada por ele é de que a forma como uma informação é apresentada pode ter grande influência sobre a crença do público.

Para o médico, isso cria uma vantagem para conteúdos produzidos por pessoas com grande alcance nas redes sociais, mesmo quando não têm formação ou respaldo científico para fazer determinadas afirmações.

Cinema Correio B+ - Especial

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop

Entre homenagens e estreias, a premiação celebrou quem criou suas imagens.

28/09/2026 09h00

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Madonna abriu o VMA 2026 ao lado de Sabrina Carpenter e Charli xcx, 23 anos depois de sua última apresentação na premiação. Taylor Swift encerrou a noite recebendo o prêmio de vídeo do ano. Entre uma e outra, a cerimônia de domingo (27), em Los Angeles, encontrou tempo para lembrar Dolly Parton, George Michael e Nirvana, além de apresentar ao grande público uma cantora que talvez ainda não estivesse em seu radar: Sienna Spiro.

A volta de Madonna era o acontecimento mais aguardado. Desde “Like a Virgin”, na primeira edição do VMA, em 1984, ela entende o palco e o vídeo como lugares para contar histórias, criar imagens e provocar reações.

Sua abertura com Sabrina e Charli tornou visível uma influência que atravessa gerações. Madonna também foi a maior vencedora da edição: conquistou sete prêmios, entre eles artista do ano e melhor álbum por Confessions II. Três troféus foram anunciados durante a transmissão.

Taylor saiu com vídeo do ano por “The Fate of Ophelia” e melhor direção por “Opalite”. Recebeu ainda o primeiro Artist Director Honors, concedido por sua trajetória atrás das câmeras, e aproveitou o palco para estrear “Patient Zero”, seu novo videoclipe, com Dakota Johnson e Colin Farrell.

Se Madonna ajudou a estabelecer o videoclipe como um acontecimento cultural, Taylor conhece sua vida depois da estreia: cada detalhe se torna uma conversa com os fãs, que voltam às imagens em busca de novas interpretações.

Uma das homenagens mais emocionantes foi dedicada a Dolly Parton, morta em agosto. A apresentação começou com imagens da própria cantora interpretando “I Will Always Love You”. Kacey Musgraves entrou acompanhando os últimos versos e assumiu a canção que Dolly escreveu e gravou em 1974, décadas antes de ela ganhar outra vida na voz de Whitney Houston.

Mais tarde, ao receber o prêmio principal, Taylor também dedicou sua vitória a Dolly. A homenagem, assim, continuou presente até o fim da cerimônia.

O tributo a George Michael percorreu diferentes momentos de sua carreira. Sombr abriu com “Faith” e “Father Figure”, RAYE cantou “I Knew You Were Waiting (For Me)”, parceria original de Michael com Aretha Franklin, e Teddy Swims ficou com “Careless Whisper”.

A surpresa veio no encerramento: Adam Lambert apareceu para cantar “Freedom! ’90”. Em vez de confiar uma obra tão variada a uma única voz, o VMA reuniu artistas de estilos distintos para mostrar quantas portas George Michael abriu no pop.

O Nirvana recebeu o Video Vanguard das mãos de Chuck D, do Public Enemy. Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear subiram juntos ao palco, mas não tocaram. A ausência de uma apresentação musical deu outro peso à homenagem: as imagens e a lembrança de Kurt Cobain ocuparam o espaço que uma reunião da banda jamais poderia preencher.

Novoselic falou da autenticidade que, para ele, ainda aproxima o Nirvana de novas gerações e recordou Cobain como um artista único.

Em meio a tantos nomes consagrados, Sienna Spiro ganhou o prêmio de artista revelação. A britânica cantou “Great Expectation” sobre um enorme toca-discos, começando de maneira contida antes de deixar a apresentação crescer com o acompanhamento da banda.

O troféu lhe deu visibilidade; a performance mostrou por que valia a pena prestar atenção nela. Lisa, por sua vez, venceu a categoria pop e levou ao palco um número de grande escala.

Apresentado por Snoop Dogg, o VMA passou boa parte da noite olhando para os artistas que marcaram sua história. Fez sentido: a própria premiação cresceu graças ao poder das imagens de Madonna, George Michael e Nirvana. Mas a presença de Sienna lembrou que celebrar esse passado só tem graça se ainda houver espaço para alguém subir ao palco e começar sua própria história.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).