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LOTERIAS

Resultado da Dupla-Sena de ontem, concurso 2982, segunda-feira (13/07): veja o rateio

A Dupla-Sena tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2982 da Dupla Sena na noite desta segunda-feira, 13 de julho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 800 mil.

Premiação - 1º Sorteio

  • 6 acertos - Não houve ganhadores
  • 5 acertos - 8 apostas ganhadoras (R$ 5.750,52)
  • 4 acertos - 362 apostas ganhadoras (R$ 145,23)
  • 3 acertos - 6.750 apostas ganhadoras (R$ 3,89)

Premiação - 2º Sorteio

  • 6 acertos - Não houve ganhadores
  • 5 acertos - 7 apostas ganhadoras (R$ 5.914,82)
  • 4 acertos - 433 apostas ganhadoras (R$ 121,42)
  • 3 acertos - 8.794 apostas ganhadoras (R$ 2,98)

Confira o resultado da Dupla-Sena de ontem!

Os números da Dupla Sena 2982 são:

Primeiro sorteio:  20 - 27 - 04 - 40 - 24 - 41 

Segundo sorteio:  28 - 30 - 03 - 13 - 35 - 12

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Dupla Sena 2983

Como a Dupla Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 14 de julho, a partir das 21 horas, pelo concurso 2983. O valor da premiação está estimado em R$ 1 milhão.

Para participar dos sorteios da Dupla Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

O apostador deve marcar de 6 a 15 números dentre os 50 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 ou 12 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Com apenas um bilhete da Dupla Sena, você tem o dobro de chances de ganhar: são dois sorteios por concurso e ganha acertando 3, 4, 5 ou 6 números no primeiro e/ou segundo sorteios.

O preço da aposta com 6 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Como jogar na Dupla-Sena

A Dupla-Sena tem três sorteios semanais: às segundas, quartas e sextas, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 6 a 15 números dentre os 50 disponíveis no volante e torcer.

Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 ou 12 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Com apenas um bilhete da Dupla Sena, você tem o dobro de chances de ganhar: são dois sorteios por concurso e ganha acertando 3, 4, 5 ou 6 números no primeiro e/ou segundo sorteios.

O preço da aposta com 6 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com seis dezenas e preço de R$ 2,50, a probabilidade de acertar 6 números e ganhar o prêmio milionário é de 1 em 15.890.700 segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 3.174, ainda segundo a Caixa.

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feira literária

Itamar Vieira Junior defende literatura como instrumento de memória, justiça e esperança

Autor de "Torto Arado" afirma que a arte nasce do incômodo, preserva experiências humanas e amplia o debate sobre as desigualdades brasileiras

13/07/2026 17h03

Itamar Vieira Jr., autor de Torto Arado

Itamar Vieira Jr., autor de Torto Arado Mariana Piell

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Um dos escritores brasileiros mais importantes da atualidade, Itamar Vieira Junior levou à Feira Literária de Bonito (FLIB) uma reflexão que ultrapassa as páginas de seus livros. Autor do premiado Torto Arado, fenômeno editorial traduzido para dezenas de países, ele falou sobre literatura, direito à terra, memória, identidade, liberdade de expressão e os desafios sociais que continuam marcando o Brasil.

Ao longo da conversa, Itamar defendeu que a literatura não é apenas uma forma de entretenimento, mas um espaço de reflexão capaz de preservar memórias, dar voz às experiências humanas e estimular o debate sobre questões históricas que permanecem atuais.

"A arte é a expressão humana talvez mais sofisticada que existe. Ela não existe sozinha, existe acompanhada da imaginação, desse poder de criação que pertence a todos nós", afirmou.

Segundo o escritor, toda obra nasce de um incômodo. Para ele, escrever é um processo de investigação da própria realidade e da experiência coletiva.

"Escrever não é só escrever. Esse ato é acompanhado por uma grande fonte de reflexão, para que eu pense o mundo e uma história particular que quase sempre se replica em uma história coletiva", concluiu.

Esperança em meio às dores

Embora seus romances abordem temas como violência, desigualdade e conflitos sociais, Itamar acredita que suas histórias também carregam esperança.

Ao explicar esse equilíbrio entre dureza e afeto presente em suas obras, ele afirmou que essa característica faz parte da própria identidade brasileira.

"Apesar da dureza da nossa história e do nosso cotidiano, temos uma enorme capacidade de projetar um futuro diferente", afirmou.

Para o autor, o Brasil sobreviveu a processos traumáticos como a colonização, a escravidão e o genocídio dos povos indígenas sem perder completamente sua capacidade de imaginar outro futuro.

Ele também observou que, embora veja um país atualmente mais dividido politicamente, os brasileiros ainda conseguem encontrar pontos de união em manifestações culturais e populares.

O valor da terra

Tema central de Torto Arado, a relação entre as pessoas e a terra voltou a aparecer durante a conversa. Itamar destacou que o maior desafio vivido atualmente por comunidades quilombolas, indígenas e tradicionais continua sendo a garantia de seus territórios.

Segundo ele, a legislação brasileira possui instrumentos capazes de proteger essas populações, mas a aplicação dessas leis esbarra em disputas políticas e burocracias históricas.

"A terra não é apenas um bem econômico. Essa relação é muito maior. É uma relação vital, simbiótica", defendeu.

O escritor afirmou que assegurar o direito à terra significa preservar histórias, culturas e modos de vida.

"Se não temos um chão para pisar, uma casa para morar ou um campo para trabalhar, tudo isso está em risco", pontuou.

Ao recordar sua trajetória como servidor do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde trabalhou por 17 anos, Itamar lembrou dos inúmeros conflitos fundiários que presenciou e das lideranças ameaçadas e assassinadas durante esse período.

Segundo ele, essa vivência foi determinante para a construção de Torto Arado.

"Essa experiência me permitiu apresentar aos leitores um Brasil que muitas vezes não é observado, que é esquecido", afirmou.

Literatura que preserva 

Questionado sobre o papel da literatura na preservação da memória dos povos tradicionais, Itamar afirmou que os livros permanecem como registros históricos, mas possuem uma capacidade única de guardar também aquilo que dificilmente aparece em documentos oficiais: os sentimentos.

"A literatura trata da experiência humana. Ela registra não apenas a memória e a história, mas também a dimensão afetiva e subjetiva da vida", pontuou.

Para ele, justamente por depender da imaginação tanto de quem escreve quanto de quem lê, a literatura consegue alcançar aspectos profundos da existência humana.

Ele também destacou que essa liberdade criativa precisa ser preservada.

"A literatura não pode se censurar. Ela precisa ser livre e dar voz à imaginação", defendeu.

Longa jornada

Durante a entrevista, o escritor também falou sobre como sua atuação profissional influenciou diretamente sua produção literária.

Ele revelou que a primeira versão de Torto Arado foi escrita cerca de vinte anos antes da publicação do romance, quando ainda conhecia a realidade rural apenas pelas histórias contadas dentro de casa.

Foi somente depois de trabalhar no Incra e visitar comunidades quilombolas e assentamentos que conseguiu dar profundidade à narrativa.

"A imaginação se alimenta da vida,", afirmou.

Segundo ele, a convivência direta com essas comunidades permitiu construir personagens mais complexos e apresentar aos leitores um Brasil frequentemente invisibilizado.
 

Feira literária

Pedro Bial reúne maior público da história do Palco Literário da FLIB

Jornalista e escritor lançou obra sobre a ex-jogadora Isabel Salgado e defendeu a leitura como espaço de encontro em tempos de excesso de informação

13/07/2026 12h00

Pedro Bial

Pedro Bial Mariana Piell

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Em uma época marcada pela velocidade das redes sociais e pelo consumo fragmentado de informação, Pedro Bial encontrou na 10ª Feira Literária de Bonito (FLIB) um cenário que considera cada vez mais raro: centenas de pessoas reunidas para conversar sobre livros.

Convidado do Palco Literário da feira, o jornalista, apresentador e escritor lançou "Isabel do vôlei da vida: A onda mais alta de Ipanema", biografia da ex-jogadora de vôlei Isabel Salgado, em um bate-papo mediado pela jornalista e escritora Cláudia Gaigher. O encontro reuniu mais de 200 pessoas na Praça da Liberdade, estabelecendo o maior público já registrado em uma conversa literária da FLIB.

Antes de subir ao palco, durante entrevista coletiva à imprensa, Bial explicou que participar de uma feira literária significa encontrar um público diferente daquele que costuma acompanhá-lo na televisão.

"É um público sempre com quem a gente vai falar com muita alegria", afirmou.

Segundo ele, quem frequenta uma feira de livros já chega disposto ao diálogo, movido pela curiosidade e pelo desejo de compartilhar experiências de leitura.

"Quando alguém se dispõe a vir conversar comigo numa feira literária, eu sei que é um público que já está a fim de uma conversa boa, que já chega com boa vontade. Isso é um tremendo estímulo e incentivo para conversar", destacou.

Livro como tecnologia

Ao refletir sobre o papel da literatura na sociedade contemporânea, Bial definiu o livro de uma maneira pouco convencional: como uma das tecnologias mais bem-sucedidas já criadas.

"Somos poucos nós, leitores, nós que curtimos esse objeto, essa tecnologia tão espetacular que é o livro", defendeu.

Para o escritor, apesar das transformações provocadas pelo ambiente digital, poucas invenções conseguiram atravessar tantos séculos mantendo a capacidade de preservar histórias, transmitir conhecimento e aproximar pessoas.

Essa permanência ficou evidente na própria FLIB. Em meio à programação da feira, leitores de diferentes idades lotaram o espaço para ouvir o autor, fazer perguntas e, ao final, enfrentar uma longa fila para conseguir um autógrafo.

Paradoxo literário

Bial também refletiu sobre um paradoxo brasileiro. Embora pesquisas indiquem queda nos índices de leitura, feiras literárias continuam atraindo milhares de visitantes em diferentes regiões do país.

"Você tem uma maioria absoluta, segundo todas as pesquisas, de brasileiros que não leem. No entanto, você faz feiras literárias como essa de Bonito e enche de gente. Então fica a pergunta: que país é esse? É aquele que não lê ou é aquele que lota feiras de literatura?", indagou.

Na avaliação do jornalista, a internet ocupa hoje uma parte significativa do tempo das pessoas, mas isso não significa necessariamente o desaparecimento da leitura.

"O tempo dedicado à internet e às redes sociais também é um tempo de leitura. Verdade que hoje há muitos vídeos, mas ainda se lê muito e se escreve muito", afirmou.

Ainda assim, ele acredita que leitores e escritores formarão um grupo cada vez mais específico dentro da sociedade.

"Nós, leitores e escritores, somos um nicho. Acho que devemos nos organizar para afirmar nossa identidade. Se somos poucos, seremos poucos, mas seremos", defendeu.

Eterno debate interno

Ao responder sobre a convivência entre o jornalista e o escritor que existem em sua trajetória, Bial descreveu uma relação marcada por conflitos constantes.

Segundo ele, o escritor busca profundidade, liberdade criativa e interpretação artística do mundo, enquanto o jornalista exige clareza, objetividade e compromisso com os fatos.

"O escritor briga com o jornalista", afirmou.

Na sequência, explicou que essa tensão acaba funcionando como um equilíbrio permanente.

"O jornalista humilha o ego do escritor e pergunta: 'Mas qual é a notícia? Do que você está falando?'. Aí o escritor responde lembrando que jornalista também é muito vaidoso, se acha poderoso", concluiu.

Para Bial, esse diálogo interno acompanha toda sua produção, seja nos livros, nos documentários, nas entrevistas ou nos programas de televisão.

O tempo 

Questionado sobre a passagem do tempo, tema recorrente em seus textos, Bial preferiu destacar aquilo que os anos lhe trouxeram, em vez das perdas inevitáveis.

"Eu acho que o tempo me deu muito mais do que me tirou", disse.

Ele reconheceu sentir falta da juventude, da vitalidade física e de amigos que já partiram, mas afirmou que a experiência adquirida ao longo da vida pesa mais na balança.

"O que eu ganho tendo vivido mais é, sem dúvida, mais presente na minha cabeça do que aquilo que eu não tenho mais", pontuou.

Protagonismo feminino

A obra lançada em Bonito homenageia Isabel Salgado, um dos maiores nomes da história do voleibol brasileiro e referência na luta pela emancipação feminina.

Segundo Bial, Isabel sempre esteve à frente de seu tempo.

"Ela, durante toda a vida, não fez outra coisa senão lutar pela afirmação da força da mulher", afirmou.

O autor destacou ainda a influência da família na formação da atleta, especialmente da mãe e da avó, mulheres que já rompiam padrões muito antes das transformações sociais mais recentes.
 

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