Economia

desenvolvimento

Empresas investem mais de R$ 1 bilhão na região do Vale da Celulose

Água Clara está na rota das cidades que ganharam grandes investimentos do ramo florestal

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Após o boom industrial do setor de florestas, fomentado pelo governo do Estado nos últimos anos, Mato Grosso do Sul segue se firmando como o Vale da Celulose no País. Somente em Água Clara, foram investidos mais de R$ 1 bilhão no setor moveleiro e outros R$ 100 milhões em base florestal.

Na semana passada, uma comitiva formada pelo governador Eduardo Riedel (PSDB), pela ministra do Orçamento e Planejamento, Simone Tebet, pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, e por outros políticos visitou as instalações da empresa Greenplac MDF e o viveiro de mudas de eucalipto da MS Florestal (empresa da Bracell).

Conforme informações do governo do Estado, foi iniciado um novo ciclo de investimentos em base florestal, genética do eucalipto e projetos socioeconômicos com inclusão de mão de obra feminina. 

A comitiva foi recepcionada no viveiro da MS Florestal pelo gerente sênior de operações florestais, José Marcio Bizon, pelo gerente sênior de pesquisa e desenvolvimento, Mario Ladeira, e pelo diretor de relações institucionais, governamentais e com comunidades, Manoel Browne. 

Na oportunidade, a comitiva conheceu as instalações da empresa, que está investindo mais de R$ 100 milhões na produção de mudas de eucalipto em uma área de 110 mil metros quadrados.

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, a Bracell chegou a Mato Grosso do Sul em 2021 e, hoje, atua no Estado com operações de colheita e transporte de madeira. Em 2023, foi criada a MS Florestal, uma empresa que tem como foco a otimização das operações florestais e o fortalecimento da presença do Grupo RGE em Mato Grosso do Sul. 

“A MS Florestal, que pertence à Bracell, é uma empresa que vem investindo no Estado, ampliando a sua base florestal, e aqui no viveiro nós temos investimentos com mais de R$ 100 milhões. Hoje já estão contratadas 260 pessoas, mais de duzentas mulheres, aqui no município de Água Clara, que passa por um momento importante. Hoje, todas as empresas de celulose, de alguma forma, tem atuação aqui e tem contratado pessoas na região”, destacou Jaime Verruck.

O grupo RGE, do qual fazem parte a Bracell e a MS Florestal, tem um foco especial para investimentos em ações sociais, tanto que, atualmente, na obra de Água Clara, são 259 colaboradores próprios trabalhando no viveiro, dos quais 184 são mulheres, desde cargos operacionais até de liderança.

“Cerca de 90% são mães, sem experiência de mercado, muito menos no setor florestal, e que pela primeira vez tem a possibilidade de emprego fixo e carteira assinada. Isso é muito positivo, lembrando que a empresa garantiu capacitação completa para que as candidatas assumissem seus postos de trabalho no viveiro de mudas”, acrescentou Verruck.

 A MS Florestal emprega 1.135 colaboradores diretos (Bracell e MS Florestal) e mais de 3 mil colaboradores indiretos em Mato Grosso do Sul. A empresa atua nos municípios de Campo Grande, Água Clara, Três Lagoas, Bataguassu e Santa Rita do Pardo. 

“O importante é mostrar como MS avança na cadeia agroindustrial e da celulose. O Estado está consolidando sua posição de grande produtor de eucalipto, com mais de 1,2 milhão de hectares cultivados. E gerando renda para inúmeras famílias”, completou Verruck.

SETOR MOVELEIRO

Outra empresa que recebeu a comitiva foi a Greenplac MDF, que produz placas de MDF revestido, ou seja, atua no beneficiamento de madeira. Conforme o governo do Estado, a indústria já investiu mais de 
R$ 1 bilhão na planta industrial e em projetos florestais em MS. 

No fim do ano passado, a empresa anunciou investimentos de R$ 70 milhões para aumento de suas atividades em plantio de florestas, ampliação de instalações e novos equipamentos para aumentar a capacidade de produção de MDF revestido. 

No início deste ano, foi anunciada uma nova rodada de investimentos, com R$ 70 milhões para ações de ESG, sobretudo novas florestas.

“A empresa representa muito bem a ideia da diversificação da base produtiva do Estado. A Greenplac trouxe para MS um novo produto que é o MDF, produzindo 25 mil toneladas/mês. São mais de quinhentas carretas de produto acabado saindo mensalmente, mais de 700 funcionários trabalhando. Isso é extremamente importante para estruturar a empresa”, ressaltou Verruck.

O secretário salientou ainda que o produto já é exportado para o Paraguai e a Bolívia. “É um produto de base nacional, concorrente com as grandes empresas. Por isso nós entendemos que exatamente a partir da celulose é possível fazer uma diversificação”.

A empresa pertence à Asperbras Brasil S.A., holding com mais de 55 anos de atuação assertiva em diferentes mercados, e iniciou suas atividades na produção de MDF em 4 de julho de 2018.

“Nesses cinco anos, aprendemos mais sobre o potencial do nosso produto, certificações, conquista de selos importantes e novidades do mercado em seus diferentes momentos”, disse José Roberto Colnaghi, presidente do conselho administrativo da Asperbras Brasil S.A. (Com informações das assessorias)

Logística

Leilão da Malha Oeste deve ocorrer só depois das eleições

Ferrovia, que deve receber aporte de R$ 3,6 bilhões em verba federal, terá leilão apenas em novembro

05/06/2026 17h21

Ferrovia Malha Oeste em Mato Grosso do Sul

Ferrovia Malha Oeste em Mato Grosso do Sul Paulo Ribas

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A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) adiou para o mês de novembro - depois das eleições - a data do leilão de concessão da Malha Oeste, ferrovia de mais de 1,5 mil quilômewtros que liga Corumbá até Mairinque (SP), cidade próxima à Grande São Paulo (SP). 

A expectativa inicial era de que o leilão de concessão ocorresse no mês que vem, em junho. 
O cronograma de concessões de ferrovia está atrasado, informa reportagem da Folha de S.Paulo. O Ministério dos Transportes tinha um plano de levar ao mercado, ainda neste ano, R$ 140 bilhões em projetos de concessão de ferrovias, número que inclui a Malha Oeste. 

A Rumo, concessionária responsável pela Malha Oeste, terá sua concessão finalizada no dia 30 deste mês. A partir desta data, em tese, a administração da via - quase toda sucateada - volta para o governo federal. 

Se o leilão da via ocorresse no mês que vem, ainda assim, a possibildiade é de que ela ficasse sob a guarda do governo federal até fevereiro do próximo ano, pelo menos. Se o leilão se atrasar, esse período deve se estender. 

Leilão

Entre as medidas adotadas pelo Ministério dos Transportes, estão mecanismos de investimentos cruzados, aportes com recursos do orçamento federal e garantias via FDIRS (Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável), além de interoperabilidade entre as malhas e redução de risco de demanda.

“O Ministério dos Transportes trabalha para publicar, no segundo semestre deste ano, pelo menos cinco editais estratégicos para o setor ferroviário: EF-118, Malha Oeste, Ferrogrão, Fico-Fiol e o chamamento público da Minas-Rio”, afirmou a pasta à Folha de S.Paulo.

O novo modelo de concessão, disse a pasta, foi construído com o TCU, a ANTT, a AGU (Advocacia-Geral da União), a ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) e o CFC (Conselho Federal de Contabilidade), para estruturação dos projetos.

Nesta nova modalagem aprovada pela ANTT, a ferrovia receberia um aporte federal de R$ 3,6 bilhões para sua recuperação e retomada operacional. Os repasses ocorrerão de forma escalonada, com desembolsos anuais de até R$ 500 milhões, mecanismo que busca garantir previsibilidade fiscal e continuidade dos investimentos ao longo do contrato de concessão.

Com aproximadamente 1.625 quilômetros de extensão, a Malha Oeste conecta os municípios de Mairinque (SP) e Corumbá (MS), formando um corredor logístico estratégico para o escoamento de cargas do Centro-Oeste brasileiro e para a integração com países vizinhos, como Bolívia e Paraguai. A estrutura também prevê conexão com o Porto de Santos e possível integração futura aos portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo por meio do Ferroanel, como investimento adicional.

Os aportes federais serão devidos ao concessionário caso modernize e opere o trecho de Corumbá a Mairinque ou a Bauru. Já se houver interesse somente no trecho Corumbá - Três Lagoas, não haverá aporte de recursos federais. O Ramal de Ponta Porã poderá ser incorporado ao objeto da concessão por conta e risco do vencedor do leilão.

O projeto incorpora contribuições recebidas durante audiência pública e estabelece indicadores regulatórios voltados ao desempenho operacional da ferrovia, monitoramento da capacidade da malha e critérios relacionados à resiliência climática e à gestão socioambiental.

 

Procon

Ingredientes para receitas juninas têm variação de até 266% entre os mercados da Capital

Pesquisa do Procon MS mostra diferença entre os preços dos ingredientes das principais receitas da comemoração junina

05/06/2026 14h45

Variação chega a 266% entre produtos de 13 estabelecimentos

Variação chega a 266% entre produtos de 13 estabelecimentos Valdenir Rezende/Arquivo Correio do Estado

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Junho marca o início das comemorações de festa junina em todo o Brasil e, em Mato Grosso do Sul, não é diferente, com culinárias típicas da data. 

Os consumidores e cozinheiros devem ficar atentos, já que uma pesquisa do Procon MS revelou que pode haver variação de até 266% entre os produtos tradicionais nas festas juninas. 

A pesquisa visitou 13 estabelecimentos de Campo Grande e cotou os preços de mais de 800 produtos entre ingredientes para as principais receitas. 

A maior variação de preços foi encontrada entre a canela em pó. A marca Kelli, de 100g, foi encontrada de R$ 1,50 a R$ 5,49, ou seja, uma variação de 266% entre os estabelecimentos. 

Outros itens que merecem atenção nas gôndolas é o molho de tomate de 300g. A marca Donana teve variação de 205,76%, com preços indo de R$ 1,39 a R$ 4,25. 

O pé de moleque da marca Yoki de 306g apresentou variação de 118,68% entre os mercados, com preços entre R$ 21,90 a R$ 47,89. O amendoin cru, presente em grande parte das receitas juninas, teve oscilação de 73,62% nos preços, com valor mínimo de R$ 11,98 e mínimo de R$ 6,90 no pacote de 400g. 

O pacote de fubá mimoso da marca Donzan de 500g foi o com maior variação nos valores entre o ingredientes. Os valores indo de R$ 3,49 a R$ 6,99 resultam em uma variação de 100,29%.

Entre os valores médios, a paçoca rolha de 210 gramas sai por cerca de R$ 10,38. Já no caso das canjicas amarela e branca de 500 gramas, os custos médios são de R$ 4,33 e R$ 5,54, respectivamente.

Veja os outros produtos pesquisados e a variação de preços encontrada:

Açúcar cristal
Marca Sonora 2kg - variação de 34,68%, com preços variando entre R$ 5,19 a R$ 6,99

Paçoca em tablete
Marca Santa Helena 350g - variação de 36,28%, com preços entre R$ 21,90 a R$ 29,99

Paçoca em rolha
Marca Da Colônia 210g -  variação de 31,28%, com preços entre R$ 8,95 e R$ 11,75

Leite condensado (caixa)
Marca Italac semi desnatado 395g - variação de 41,74%, com preços entre R$ 5,99 a R$ 8,49

Bebida alcoólica 
Cachaça 51 965 ml - variação de 101,37%, com preços variando entre R$ 13,90 e R$ 27,99

Leite Integral UHT Pack
Marca Itambé 1L - variação de 27,32%, com preços entre R$ 5,49 a R$ 6,99

Leite Pasteurizado Integral
Marca Buriti tipo C 1L - variação de 20,04%, com preços entre R$ 4,99 a R$ 5,99

Cereais e grãos - arroz agulhinha longo fino tipo 1 
Marca Guacira 5kg - variação de 60,04%, com preços entre R$ 15,49 a R$ 24,79

Canjica Amarela
Marca Donana 400g - variação de 118,81%, com preços entre R$ 3,19 e R$ 6,98

Flocão de milho
Marca Dona Clara 500g - variação de 77,33%, com preços entre R$ 2,25 e R$ 3,99

Milho para pipoca
Marca Donana 400g - variação de 71,63%, com preços entre R$ 3,49 e R$ 5,99

Coco ralado adoçado
Marca Ducoco 100g - variação de 116,63%, com preços entre R$ 4,15 e R$ 8,99

Batata Palha
Marca Yoki 105g - variação de 128,18%, com preços entre R$ 6,99 e R$ 15,95

Óleo de soja 
Marca Concórdia 900 ml - variação de 27,03%, com preços entre R$ 6,29 a R$ 7,99

Hortifruti
Gengibre a granel (kg) - variação de 100,75%, com preços entre R$ 11,95 a R$ 23,99

Pão para Hot Dog 
Marca Da Casa Artesanal 300g - variação de 129,78%, com preços entre R$ 4,13 a R$ 9,49

Salsicha
Marca Copacol 500g - variação de 50,06%, com preços entre R$ 7,99 a R$ 11,99. 

Os estabelecimentos pesquisados foram:

  • SENDAS DISTRIBUIDORA S/A - ASSAÍ ATACADISTA - AV. CÔNSUL ASSAF TRAD S/N - MATA DO JACINTO
  • ATACADÃO S.A.- AV. DUQUE DE CAXIAS, nº 2400 - SANTO ANTONIO
  • SDB COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA - COMPER SUPERMERCADOS - AV. CEARA, nº 1553 JD. DOS ESTADOS
  • SUPERMERCADO DUARTE LTDA - R. ANACÁ, nº 437 - VILA MORENINHA II
  • SDB COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA - FORT ATACADISTA - AV. TRÊS BARRAS, 1650 - VILA VILAS BOAS
  • SYMPLÊ SUPERMERCADO - R. SÃO PAULO, nº 626 -JD. BRASIL
  • MISTER JUNIOR - AV. GAL ALBERTO CARLOS MENDONÇA LIMA, nº 2669 - JARDIM SÃO CONRADO
  • S. PIRES COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA - R. RAQUEL DE QUEIROZ, nº 568 - AERO RANCHO
  • HORTIFRUTI SANTA RITA LTDA ME - AV. GUAICURUS, Nº 3235 - SANTO EUGENIO
  • VASCONCELOS SANTOS E CIA LTDA - SUPERMERCADO COMPRE BEM- R. DELFIM MOREIRA, nº 759 - VILA ALMEIDA
  • OLIVEIRA E CARNEIRO LTDA - MORENA ATACADISTA - AV. SÃO NICOLAU, nº 1139 - VILA SANTA LUZIA
  • SUPERMERCADO ECONÔMICO - R. CATIGUA, nº 883 - JARDIM CANGURU
  • NUNES SUPERMERCADO - AV. MARECHAL DEODORO, nº 165, GUANANDI

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