Economia

DINAPEC

Feira de inovação tecnológica no campo começa em Campo Grande

Organização espera público de três mil pessoas durante a 13ª Dinapec, realizada na Embrapa Gado de Corte

DANIELLA ARRUDA

07/03/2018 - 11h38
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Com o tema Agropecuária de Baixo Carbono, foi aberta nesta manhã em Campo Grande a 13ª edição da Dinapec 2018 - Dinâmica Agropecuária. Durante os três dias de evento, os participantes poderão participar de 12 roteiros tecnológicos de temáticas variadas em áreas como integração lavoura-pecuária-floresta, manejo e recuperação de pastagens, novas cultivares de forrageiras, melhoramento animal, pecuária de precisão, produção de soja em áreas de pastagens, tecnologias para produção de novilho precoce, entre outros. Dezessete oficinas, três painéis e uma mesa redonda também integram a programação.

A solenidade de abertura da Dinapec teve a presença do chefe geral interino da Embrapa Gado de Corte, Ronney Mamede; do diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Oliveira Soares; do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Maurício Saito; do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Jaime Verruck, que representou o governador Reinaldo Azambuja no evento; do secretário municipal de Governo, Antônio Lacerda, representando o prefeito de Campo Grande Marcos Trad; e do presidente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), João Martins da Silva Júnior, entre outras autoridades.

 "Esta não é uma feira comercial, de vendas, embora tenhamos empresas parceiras; mas sim uma feira de inovação tecnológica para o campo", destacou a chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Gado de Corte, Thaís Basso do Amaral.

 

IMPORTÂNCIA

De acordo com o presidente da Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), Juliano Schmaedecke, a Dinapec traz para o produtor a oportunidade de desenvolver a tecnologia lavoura-pecuária. "A lavoura precisa ser recuperada, a feira vem trazer segurança ao produtor e nessa segunda safra, poder trabalhar com a carne. Então traz essa tecnologia para a a gente poder produzir em solos onde antes não se trabalhava", comentou.

A Dinapec recebeu somente na abertura 1.200 pré-inscrições e a expectativa é que três mil pessoas participem do evento, que reúne participantes de todo o Estado, mobilizando ainda 100 colaboradores, entre pesquisadores, pessoal de apoio e comunicação.

As inscrições podem ser feitas na própria Embrapa Gado de Corte e as atividades vão das 8h às 17h. Mais informações sobre a programação estão no site www.dinapec.com

 

 

 

Disparidade

Mulheres recebem 26% a menos que homens em MS, aponta MTE

Diferença salarial no Estado supera média nacional e se mantém mesmo com avanço da participação feminina no mercado

29/04/2026 15h00

Mulheres ainda recebem menos que homens, aponta pesquisa

Mulheres ainda recebem menos que homens, aponta pesquisa FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A remuneração média das mulheres em Mato Grosso do Sul segue significativamente inferior à dos homens, mesmo diante do aumento da presença feminina no mercado de trabalho. Dados do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que as trabalhadoras sul-mato-grossenses recebem, em média, R$ 3.065,70, enquanto os homens ganham R$ 4.151,02, diferença de 26%.

O levantamento considera estabelecimentos com 100 ou mais empregados e tem como base informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). No recorte nacional, a desigualdade é menor, mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens.

Em Mato Grosso do Sul, a disparidade se repete em praticamente todos os recortes analisados, inclusive quando se considera raça. Entre trabalhadores não negros, os homens têm remuneração média de R$ 5.067,47, contra R$ 3.706,03 das mulheres. Já entre negros, os homens recebem R$ 3.701,36, enquanto as mulheres ganham R$ 2.658,43, evidenciando um duplo recorte de desigualdade (de gênero e racial).

Além da remuneração média, o salário contratual mediano também revela diferença. Enquanto os homens têm mediana de R$ 2.496,51, as mulheres recebem R$ 1.967,35 no Estado.

Mato Grosso do Sul contava, em dezembro de 2025, com 652 estabelecimentos com 100 ou mais empregados, responsáveis por 226,1 mil vínculos empregatícios. Desses, 83 mil eram ocupados por mulheres, sendo 50 mil por mulheres negras (60,2%) e 32,9 mil por mulheres não negras (39,6%). Os homens empregados nessas empresas somavam 143,1 mil, dos quais 95,1 mil eram negros (66,4%) e 48 mil não negros (33,5%).

OCUPAÇÕES

A diferença salarial também aparece quando analisados os grandes grupos ocupacionais. Entre dirigentes e gerentes, por exemplo, as mulheres recebem cerca de 62,1% da remuneração média dos homens. Em cargos de nível superior, esse percentual sobe para 75,7%, mas ainda distante da igualdade.

Nos cargos técnicos de nível médio, a proporção cai para 60,3%, enquanto nas atividades operacionais, onde está a maior parte dos vínculos empregatícios, as mulheres recebem 64,2% da remuneração masculina.
Já nos serviços administrativos, a diferença é menor, mulheres ganham, em média, 78,7% do rendimento dos homens.

Apesar da persistência da desigualdade salarial, o relatório do MTE aponta avanços na participação feminina no mercado de trabalho. Entre 2023 e 2025, o número de mulheres empregadas no país cresceu 11%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões, um acréscimo de 800 mil trabalhadoras.

O crescimento foi ainda mais expressivo entre mulheres negras, com aumento de 29%, o que representa mais 1 milhão de novas ocupações.

Mesmo com essa expansão, a massa de rendimentos das mulheres subiu de 33,7% para 35,2%, ainda distante da participação feminina no emprego, que é de 41,4%. Segundo o MTE, para alcançar esse equilíbrio, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos das trabalhadoras.

Os dados nacionais indicam que, apesar da expansão das oportunidades, ainda é necessário avançar na equiparação salarial e em outros aspectos.

“Quando nós defendemos a igualdade salarial, não estamos defendendo puramente aquele número nominal de valor do salário das mulheres e homens numa empresa. Nós estamos falando da função que essa mulher está, das condições de trabalho em que ela se encontra, dos direitos que ela já tem garantidos e que muitas vezes não são cumpridos”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

“As mulheres ainda se ressentem muito de todos esses processos que as discriminam, que as inferiorizam, que as subalterniza por vários interesses e, principalmente, pela cultura ainda misógina, machista. A gente tem que trabalhar muito mais, tem que dialogar muito mais, tem que se juntar a todas as confederações, as entidades, as instâncias federativas”, completou a ministra das Mulheres.

ESTABILIDADE

O relatório indica que a desigualdade salarial não apresentou melhora significativa desde a implementação da Lei nº 14.611/2023, que trata da igualdade salarial entre homens e mulheres. No salário mediano, a diferença passou de 13,7% para 14,3%. Já na remuneração média, subiu de 20,7% para 21,3% no País.

Por outro lado, aumentou o número de empresas com menor desigualdade. Estabelecimentos com até 5% de diferença no salário mediano cresceram 3,8%, chegando a cerca de 30 mil. No rendimento médio, esse grupo avançou 4,3%.

Também houve avanço em políticas internas, como oferta de jornada flexível (de 40,6% para 53,9%), auxílio-creche (de 22,9% para 38,4%) e ampliação de licenças parentais.

O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou as palavras de Márcia Lopes e disse que a luta por igualdade das mulheres vai além da questão salarial. Para ele, é preciso estar atento à promoção das carreiras.

 “Não é somente a igualdade de salário na mesma função. Nós estamos falando da necessidade da promoção de valorização das mulheres na ascensão nas carreiras. Nós queremos estabelecer passo a passo, degrau por degrau, na construção da igualdade salarial, mas ela é um pedacinho do todo que nós desejamos quando se debate o direito das mulheres”.

Saiba

A Lei nº 14.611, sancionada em 2023, determina que empresas com 100 ou mais empregados adotem medidas para garantir igualdade salarial, como transparência remuneratória, fiscalização contra discriminação e programas de diversidade.

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1206, terça-feira (28/04): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

29/04/2026 08h17

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1206 da Dia de Sorte na noite desta terça-feira, 28 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 200 mil.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 28 apostas ganhadoras, (R$ 2.829,51)
  • 5 acertos - 1.111 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 13.681 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Dezembro - 37.030 apostas ganhadoras, (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1206 são:

  • 11 - 18 - 10 - 27 - 02 - 29 - 08
  • Mês da sorte: 12 - dezembro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1207

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 30 de abril, a partir das 20 horas, pelo concurso 1207. O valor da premiação está estimado em R$ 400 mil.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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