Economia

EM PRATOS LIMPOS

Legislação de micro e pequenas empresas é unificada e prevê da negociação até novas oportunidades

Questão da fiscalização orientadora, compras públicas e até princípio da transação estão esclarecidos pelo estatuto assinado na manhã de hoje

Continue lendo...

Pequenas empresas tem agora uma legislação unificada, com a assinatura do projeto de lei complementar que institui o estatuto da micro e pequena empresa em Mato Grosso do Sul, na manhã desta quarta-feira (07). 

Toda essa agenda teve presença do governador, Reinaldo Azambuja; do presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa; o secretário da Semagro, Jaime Verruck e o diretor-superintendente do Sebrae/MS, Claudio Mendonça. 

Isso aparece como uma garantia para tratamento diferenciado e favorecido, às Microempresas (ME); Empresas de Pequeno Porte (EPP) e ao Microempreendedor Individual (MEI), de Mato Grosso do Sul.

Mato Grosso do Sul acumula um total de quase trezentas mil empresas ativas (298.172), sendo a maioria alocada em Campo Grande. 

Importante frisar que, figurando em primeiro com 121.559 mil empresas ativas, neste ranking, a Capital é seguida por Dourados (28.983) e Três Lagoas (7.800). 

Já os pequenos negócios são 87%, sendo 262.371 empreendimentos, ME; MEI e Empresa de Pequeno Porte. 

Após assinar o projeto de lei complementar, Azambuja frisou a potência de estatuto, dizendo que essa era uma reivindicação da micro e pequena empresa no Mato Grosso do Sul, talvez desde seu primeiro dia de governo. 

"E agora a gente conseguiu construir um texto que atende a micro e pequena empresa no Mato Grosso e que dá competitividade e, principalmente, desburocratiza. Muito em segundos, você abre uma empresa hoje no estado do Mato Grosso do Sul, através da junta comercial", disse o atual governador.

 

 

Leituras e impressões

Presidente do Sistema Fiems, Sergio Longen aponta que, sancionada a lei pelas mãos de Azambuja, agora é preciso avançar em ajustes, que ele frisa ser necessário principalmente nos municípios. 

"As empresas também precisam se ajustar, mas o Sebrae tem a estrutura completa para dar apoio aos ajustes nas empresas. Elas vão se ajustar com os seus contadores, e cada vez mais, com as dúvidas que podem surgir, o Sebrae tem estrutura técnica para dar apoio", disse Longen em agenda. 

Projeto construído com o sebrae, a instituição do estatuto teve ajuda técnica da Secretaria de Fazenda, além da própria Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro). 

Em sua análise, Sergio Longen vê benefício futuro para as empresas, através do estatuto, já que, segundo ele, elas precisam cada vez mais de competitividade. 

Jaime Verruck, responsável pela Semagro, cita três pontos que terão alteração positiva com essa estrutura de princípios: a questão da fiscalização orientadora; as compras públicas e o chamado princípio da transação.

Segundo Verruck, quanto às fiscalizações, foi observado que, até então, muitos dos autos são emitidos já na primeira visita fiscalizadora. 

"Qualquer fiscal do ente público, seja ele ambiental; secretário da fazenda, ele tem que primeiro ir ao estabelecimento do pequeno empresário e orientá-lo, só na segunda vez pode fazer a autuação. Isso é importantíssimo, ter necessariamente duas, uma orientadora e a segunda de consequência", comenta. 

Também, sobre as compras públicas, Verruck conta que haverá agora um processo de preferência pelas micro e pequenas empresas. 

"Isso já estava previsto na lei geral. Os microempresários abrem uma possibilidade de vender aos entes públicos de Mato Grosso do Sul", pontua. 

Por fim, consta também agora a possibilidade de negociação dos seus débitos junto aos entes públicos, para que esse empreendedor possa retomar suas atividades. 

"O objetivo agora a gente levar esse estatuto, que é uma lei estadual, para os tributos municipais. Então, o próximo desafio do próximo governo, é agora fazer com que, além de todos os tributos estaduais, também os municípios adotem o estatuto da micro e pequena empresa", finaliza ele.  

 

 

Assine o Correio do Estado

Crédito

Agronegócio concentra R$ 1,5 bilhão dos financiamentos do FCO em MS

Setor rural reúne R$ 1,53 bilhão em projetos aprovados em 2026, enquanto linha empresarial soma R$ 324,4 milhões; Estado ainda tem R$ 1,82 bilhão disponível

22/10/2026 17h57

Álvaro Rezende/Secom

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul já teve aproximadamente R$ 1,86 bilhão em projetos aprovados pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) em 2026. A maior parte está na linha rural, que acumula R$ 1,53 bilhão, enquanto a empresarial soma R$ 324,4 milhões. Segundo dados divulgados pelo governo estadual, ainda há mais de R$ 1,82 bilhão disponível para novos financiamentos.

Na reunião extraordinária realizada na quarta-feira (21), o Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO (CEIF/FCO) aprovou 52 projetos, com previsão de R$ 100,1 milhões em investimentos em 33 municípios.

Do total, 47 projetos são da linha rural, que somam R$ 76,3 milhões. A aquisição de máquinas agrícolas liderou as propostas, com 26 aprovações. Também foram contempladas iniciativas de reforma de pastagens, compra de bovinos, correção do solo, avicultura, armazenagem, irrigação e florestas.

Os outros cinco projetos são da linha empresarial e totalizam R$ 23,7 milhões. Três são destinados ao comércio e serviços, um à ciência e tecnologia e outro à indústria.

Linhas

A Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) destinou R$ 3,68 bilhões a Mato Grosso do Sul em 2026, com previsão de divisão igualitária entre as linhas Rural e Empresarial. No acumulado do ano, porém, o volume aprovado para o setor rural supera o empresarial em cerca de R$ 1,21 bilhão.

Em setembro, a demanda por financiamentos rurais levou ao remanejamento de R$ 600 milhões da linha empresarial para a rural, conforme informações divulgadas anteriormente. A procura incluía recursos para máquinas e equipamentos, correção do solo, avicultura, suinocultura e reforma de pastagens.

O FCO oferece crédito a empreendedores rurais e empresariais, com condições de juros e prazos voltadas ao desenvolvimento regional. Em Mato Grosso do Sul, os pedidos são analisados pelo CEIF/FCO, conselho vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

Os valores aprovados correspondem a projetos autorizados pelo conselho e não significam, necessariamente, que os recursos já tenham sido contratados ou liberados aos beneficiários.

Operação Sem Desconto

INSS devolve R$ 51 milhões em descontos indevidos a 73 mil aposentados de MS

 Em todo o Brasil, 5,1 milhões de pessoas já receberam o ressarcimento

22/10/2026 17h07

INSS está ressarcindo aposentados que tiveram descontos indevidos

INSS está ressarcindo aposentados que tiveram descontos indevidos Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Em Mato Grosso do Sul, 73.069 aposentados e pensionistas foram ressarcidos por descontos indevidos, realizados sem autorização por associações, segundo balanço divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O valor devolvido no Estado soma R$ 51.072.743,02.

Segundo informações do INSS, o valor é depositado diretamente na conta do beneficiário lesado, em parcela única. Em todo o Brasil, 5,1 milhões de pessoas já receberam o ressarcimento, que totaliza R$ 3.593.771.078,11.

O balanço foi divulgado na quarta-feira (21) pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

O ressarcimento está sendo disponibilizado aos beneficiários que contestaram os descontos considerados indevidos, mas não receberam retorno das entidades responsáveis.

Relembre o caso

Os descontos das mensalidades associativas diretamente dos benefícios previdenciários estão suspensos desde 23 de abril de 2025, quando a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto, que tornou pública a existência de um esquema que lesou milhões de beneficiários do INSS de todo o Brasil.

Na operação, foram identificados R$ 6,3 bilhões descontados de beneficiários do INSS entre 2019 e 2024. Durante as investigações, a Justiça bloqueou bens e valores de pessoas, sindicatos e associações investigadas.

Depois da descoberta da fraude, o Congresso aprovou uma lei que proíbe expressamente descontos associativos nos benefícios. A norma está em vigor desde janeiro de 2026.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).