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Campo Grande sedia 2ª etapa nacional do Moto 1000 GP

Corridas ocorrem neste fim de semana, no Autódromo Internacional da Capital

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Com motos que podem chegar a 300 km/h, o Autódromo Internacional de Campo Grande será palco da segunda etapa do Moto 1000 GP neste fim de semana.

A capital do Estado, que recebeu o evento nos anos de 2013 e 2015, retorna ao calendário da competição depois de oito anos.

As provas de cinco categorias da motovelocidade (GP 1000, GP 600, GP 300, Yamlube R3 América Latina e Endurance), os treinos livres e classificatórios e as corridas acontecem amanhã, das 7h40min até as 17h. Ao todo, 12 corridas estão previstas na programação.

No domingo acontece a segunda corrida de cada categoria, o início das provas será às 7h30min, com término das competições a partir das 15h.

O público presente, além de acompanhar as competições, poderá participar do motopasseio, previsto para as 12h35min, no domingo. 

O Moto 1000 GP é válido pelo Brasileiro de Motovelocidade, que teve a primeira etapa no dia 16 de abril, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (GO). O evento é homologado pela Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) e pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

Segundo os organizadores do evento, 100 pilotos estão inscritos na etapa de Campo Grande, 18 deles estrangeiros, representando 9 países: Paraguai, Argentina, Chile, Equador, Colômbia, Itália, Costa Rica, Peru e México. 

De acordo com o organizador das categorias estrangeiras, Alan Douglas, o objetivo de ter no campeonato nacional pilotos de outros países é a formação de novos talentos na motovelocidade.

“Os pilotos de fora continuam vindo, e o objetivo disso é a formação de pilotos, já que o Brasil tem a maior categoria de velocidade da América Latina. Esse foco desde cedo em um campeonato com alto nível serve para eles como um importante estágio para chegar bem nas competições na Europa”, disse Douglas. 

Além dos pilotos estrangeiros, na etapa campo-grandense dois pilotos de Mato Grosso do Sul estarão competindo no Autódromo Internacional, são eles: Elvis Carneirinho, no GP 1000, e Rodrigo Terturlina, no GP 300.

Ao longo dos três dias de eventos, serão mais de 20 horas de programação na pista sul-mato-grossense.

A temporada 2023 ainda contará com etapas em Lima Duarte (MG), Cascavel (PR), Curvelo (MG) e Goiânia (GO).
Na primeira etapa da competição, em Goiânia, os irmãos Kawakami dominaram, fazendo uma dobradinha no pódio do Moto 1000 GP. Meikon foi o campeão, e Ton Kawakami terminou na segunda colocação.

PERCURSO

Segundo a organização do evento, o Autódromo de Campo Grande é uma das pistas mais seguras e seletivas do País, principalmente quando se trata de disputas de motovelocidade. 

As grandes áreas de escape, em casos de saídas por quedas ou acidentes, aumentam a sensação de segurança dos competidores. 

O desafio das equipes e dos pilotos nesta etapa será encontrar estratégias que se adaptem às características alternadas de trechos muito lentos com outros de alta velocidade da pista. 

O traçado de 3.504 metros tem duas áreas lentas ligadas por retas longas de alta velocidade. A parte mais travada é o trecho que antecede a curva da vitória, de acesso aos boxes.

O segundo trecho é de velocidade média no setor 1, após o contorno da curva do fim da reta dos boxes, em descida e com freada forte. 

A curva de reta oposta é a mais longa do Brasil, com 960 metros, ponto em que as motos mais rápidas devem atingir velocidade de 300 km/h antes de começar a reduzir para contornar as curvas 9 e 10, ambas de alta velocidade. 

Com histórico de vitórias em Campo Grande, o ex-piloto e CEO do Moto 1000 GP, Gilson Scudeler, avalia a pista.

“Os pilotos mudam a pilotagem, ampliam os limites com aumento da segurança, as disputas crescem, há o fascínio e a emoção da marca dos 300 km/h”, resumiu.

A prova em MS tem histórico de disputas importantes no Moto 1000 GP. Uma dessas foi em 2015, em que o francês Matthieu Lussiana superou o argentino Diego Pierluigi, por 0s037, na linha de chegada.

projeto de lei

Árbitros poderão ter proteção especial contra ameaças e agressões em MS

Projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa prevê protocolo com medidas de prevenção, segurança e resposta a casos de violência durante competições esportivas

02/09/2026 18h01

Projeto quer medidas para proteger equipes de arbitragem

Projeto quer medidas para proteger equipes de arbitragem Foto: Pixabay

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Árbitros e demais profissionais que atuam nas equipes de arbitragem durante competições esportivas poderão contar com proteção do Estado. Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul propõe a criação de um protocolo específico para aumentar a segurança dos profissionais.

A proposta, de autoria do deputado Professor Rinaldo (União Brasil) prevê a criação da Política Estadual de Segurança à Arbitragem Esportiva, que será colocada em prática por meio de um protocolo com medidas de prevenção e resposta a situações de violência, ameaça, intimidação e constrangimento. 

As diretrizes, em caso de aprovação e sanção do governador, serão válidas para eventos profissionais e amadores.

O projeto estabelece que as medidas deverão levar em consideração as características de cada modalidade esportiva, o tamanho do evento, a estimativa de público, o histórico de ocorrências e o nível de risco identificado.

Dentre as mudanças previstas está a realização de uma avaliação das condições de segurança antes do início das competições.

O texto afirma que o árbitro principal ou o responsável pela equipe de arbitragem deverá verificar, por meio de um formulário ou checklist, aspectos como as condições do local, o controle de acesso do público, a segurança dos vestiários, as rotas de saída, a iluminação e a existência de meios de comunicação com os responsáveis pela organização.

Os organizadores dos eventos serão responsáveis por adotar medidas peventivas, como garantir áreas de acesso restrito, disponibilizar espaço seguro para a preparação e permanência dos árbitros, assegurar estacionamento ou local adequado para embarque e desembarque e adotar medidas para prevenir ameaças, agressões, tumultos e invasões da área de competição.

Nos casos de partidas consideradas de maior risco, o protocolo prevê reforço das medidas e, quando necessário, o acionamento dos órgãos de segurança pública.

Também está prevista a possibilidade de interrupção da competição caso ocorra qualquer situação que represente risco concreto e iminente à integridade física ou psicológica da equipe de arbitragem.

Caso o problema persista e as condições mínimas de segurança não sejam restabelecidas, a partida poderá ser suspensa ou encerrada, conforme as regras da modalidade e das entidades esportivas responsáveis.

O projeto busca ainda proteger o árbitro de eventuais retaliações. A equipe de arbitragem não poderá sofrer prejuízo por interromper ou se recusar a iniciar uma atividade esportiva diante de uma situação de risco devidamente fundamentada e registrada.

A proposta estabelece que essa decisão, por si só, não poderá resultar em desconto de remuneração, perda de diária, multa ou exclusão de escala, sem prejuízo da apuração dos fatos pelas instâncias competentes.

Por fim, o protocolo cria previsão de um relatório específico para registrar ocorrências envolvendo ameaças, agressões, intimidações, invasões da área de competição, danos patrimoniais ou outras situações que comprometam a segurança dos árbitros.

O documento deverá reunir informações sobre o local, horário, envolvidos, providências adotadas e eventuais provas, como fotografias e vídeos obtidos licitamente.

Além das medidas de segurança, a proposta prevê ações educativas e de capacitação, com campanhas de respeito à arbitragem, orientação de atletas, dirigentes, comissões técnicas e torcedores e divulgação dos canais para comunicação e registro de ocorrências.

Na justificativa do projeto, o deputado afirma que a iniciativa parte do diagnóstico de que árbitros estão expostos a agressões físicas e verbais, ameaças e outras formas de violência, que podem comprometer a integridade dos profissionais e desestimular a permanência na atividade. 

O objetivo seria mudar a forma de enfrentamento da violência no esporte, priorizando a prevenção e o planejamento antes das competições, estabelecendo responsabilidades e criando mecanismos para preservar a integridade dos profissionais responsáveis pela arbitragem.

O protocolo não substituirá a atuação das forças de segurança pública, dos serviços de emergência, das entidades esportivas ou da Justiça Desportiva.

O projeto de lei ainda passará por discussão e votação na Assembleia Legislativa e, caso seja aprovado, vai à sanção do governador.

Melou

Matheus Martins é reprovado nos exames médicos e transferência é cancelada

Atacante do Botafogo contesta decisão médica, e clube carioca avalia medidas contra o Dínamo Moscou após transferência cancelada

02/09/2026 10h00

Atacante campo-grandense Matheus Martins não seguirá para o Dínamo Moscou após reprovação em exames médicos

Atacante campo-grandense Matheus Martins não seguirá para o Dínamo Moscou após reprovação em exames médicos Foto: Reprodução/Instagram

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O atacante campo-grandense Matheus Martins, foi reprovado nos exames médicos do Dínamo Moscou, após resultados não agradarem o time russo. Com isso a transferência foi cancelada. 

Os clubes haviam fixado um acordo em torno de 7 milhões de euros, cerca de R$ 42,3 milhões, pela transferência do atacante. 

De acordo com a apuração realizada pelo Globo Esporte (GE), a diretoria do clube carioca colocou à disposição do clube russo, seu departamento médico para esclarecimentos, uma vez que o atacante sul-mato-grossense vinha atuando normalmente. 

Ainda de acordo com o GE, após a revogação da negociação, o Botafogo estuda aplicar medidas cabíveis contra o clube russo. 

O jurídico do time carioca pode acionar o Dínamo Moscou por uso indevido de imagem do atacante na chegada ao aeroporto em Moscou. 

DECLARAÇÃO 

Após o fracasso da transferência, o atacante se pronunciou por meio de uma nota, declarando surpresa e discordando dos resultados dos exames. 

Segue trechos da nota do jogador. 

Foi com muita surpresa que recebi a notícia da minha reprovação nos exames médicos no Dínamo. Cheguei à Rússia há alguns dias, realizei diversos testes de forma integral, sem nenhuma intercorrência. Nesta temporada, entrei em campo 38 vezes, tendo feito o meu último jogo há menos de 10 dias.  

Quero deixar claro que discordo completamente da decisão médica do clube russo, que, coincidentemente, adotou a mesma postura com um outro jogador que chegou aqui junto comigo. Sigo minha carreira como sempre fiz: com dedicação e buscando sempre a minha melhor versão.

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