Esportes

UNIÃO FAZ A FORÇA

Judô une e ajuda irmãos a evoluírem

Os três irmãos da família Demarco vêm representando Mato Grosso do Sul em competições nacionais da modalidade

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O incentivo ao esporte desde cedo proporcionou para os irmãos José, Milena e Ana Clara Demarco a união familiar por meio do judô. Os atletas estão envolvidos com a modalidade desde que o irmão mais velho ingressou nos treinos.

José Marco Pereira Leite Demarco, 19 anos, é atleta Sub-21 até 88 kg e foi o precursor da família no caminho do judô. Aos sete anos de idade, José, que já se interessava por diversos esportes, começou a ter aulas de judô na escola. 

Depois de disputar as primeiras competições da modalidade, o jovem virou aluno da academia Judô Moura, onde ele e suas irmãs, Milena e Ana Clara, treinam e representam o clube nos principais torneios juniores estaduais e nacionais.

Milena e Ana Clara, antes de subirem no tatame, tinham aulas de balé na escola, mas as aulas foram encerradas. O fim do balé fez com que as meninas se interessassem pelo esporte praticado pelo irmão.
“Eu fui o primeiro a treinar judô na família, logo em seguida a Ana [irmã mais nova] me acompanhava nos treinos e decidiu começar também. E depois de um tempo a Milena [irmã mais velha] se juntou a nós”, conta José Demarco. 

Medalhista em circuito mundial de judô na Espanha, o qual já disputou por quatro vezes, e com experiência em convocação para a seleção brasileira, José foi a inspiração para suas irmãs entrarem na modalidade. 

Mas, vendo o progresso de Milena e Ana Clara no esporte, o jovem reconhece o orgulho que tem delas. “No começo, elas me tinham como espelho, sempre procurei ajudá-las no judô, e hoje, ver elas em ascensão me deixa orgulhoso também”, declara.

Vivendo um grande momento no judô, Milena Maria Pereira Leite Demarco, 18 anos, atleta Sub-21 de 57 kg, começou a treinar na academia Judô Moura aos 10 anos. Em pouco tempo de treinamento, conseguiu bons resultados, ficando na terceira colocação no Brasileiro Regional na primeira vez que disputou a competição.

Milena ressalta a importância do apoio do irmão nas arquibancadas em duas de suas conquistas recentes, a Taça Brasil de Interclubes Sub-21, na qual foi medalhista de ouro, e o Brasileiro Sub-21, na qual ficou com a prata. 

“Eu conversava com o meu sensei [Marco Moura] que tinha duas pessoas o tempo todo falando comigo na luta, o meu sensei, que estava próximo do tatame, e o meu irmão, que estava na arquibancada”, conta.

APOIO MÚTUO

Ana Clara Demarco, 15 anos, está no Sub-18 até 66 kg e, dos irmãos, foi a atleta que começou mais cedo na modalidade, com cinco anos. Apoiada pela família, Ana já disputou, em sua categoria, competições de nível sul-americano, nacional e estadual. 

Sobre a ajuda que tem dos irmãos, Ana destaca o apoio que recebe. “Meus irmãos me ajudam bastante nos treinos físicos e também no mental, me motivando quando ganho ou quando perco”. 
E acrescenta: “Como eles são mais velhos, já viajaram e competiram mais vezes que eu, então eles me ajudam com a vivência deles, com bons conselhos”. 

Milena também explica como é a conversa entre os irmãos em tempo de competições importantes. “Nós conversamos bastante durante a competição, cada adversário nosso a gente estuda junto e nos ajudamos em todos os aspectos. Cada vitória de um de nós a gente compartilha, ficamos felizes um pelo outro”.

Dentro e fora dos tatames, a família consegue se entender em diversos sentimentos que o judô proporciona. “Treinamos diariamente juntos, já temos uma conexão e conhecemos um ao outro, percebemos quando um de nós não está bem, então é muito legal quando competimos juntos no mesmo dia”, explica José Marco.
Mesmo nas dificuldades, o apoio vindo dos irmãos é um incentivo para superar os obstáculos. “Eu venho de lesão, de duas cirurgias recentes e, durante a recuperação, pensei em parar com o judô, não estava querendo mais, mas elas me incentivaram todos os dias para não parar e continuar meu processo de adaptação a uma categoria nova”, relata o atleta.

BRASILEIRO SUB-21

Os três atletas representaram Mato Grosso do Sul neste mês, no campeonato Brasileiro Sub-21, que foi realizado no Rio de Janeiro (RJ).

Entre os irmãos Demarco, Milena foi a medalhista da vez, garantindo o segundo lugar e ficando com a prata, depois de chegar à final da categoria de 57 kg.

Essa foi a segunda vez que os irmãos viajaram juntos para a disputa do Brasileiro Sub-21. Em 2019, os atletas também conseguiram a classificação ao torneio. Mesmo 
ficando em fases eliminatórias anteriores à final, José e Ana Clara aumentaram a torcida por Milena no tatame carioca.

“Eu e a Ana não avançamos, mas, depois dos nossos resultados, já fomos para a arquibancada apoiar a Milena na disputa da final”, conta José. Milena também comenta sobre o apoio mútuo entre os irmãos. 

“Eles dois ali comigo, mesmo não tendo avançado, a gente fica chateado, porque sei o quanto eles querem também, mas eles ficaram todo o tempo ali comigo, apoiando nas lutas”, completa.

SAIBA

José e Ana Clara Demarco estão treinando para o Qualifying: Seletiva Nacional Projeto Paris 2024. A competição começa hoje, 
em Curitiba (PR). Os vencedores se classificam para a seletiva nacional da Olimpíada.

Seleção brasileira

Com Éderson, MS volta a ter um jogador na Copa após 32 anos

Nascido em Campo Grande e com raízes indígenas Terena, volante Éderson é convocado por Carlo Ancelotti e recoloca Mato Grosso do Sul na seleção brasileira em um Mundial após mais de três décadas.

08/06/2026 00h01

Volante Éderson, da seleção brasileira

Volante Éderson, da seleção brasileira Rafael Ribeiro/CBF

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O volante Éderson, 27 anos, será o segundo jogador sul-mato-grossense a defender a seleção brasileira em uma Copa do Mundo. Antes dele, o atacante Mueller - também nascido em Campo Grande - participou das copas de 1990 e de 1994. 

Éderson também vestirá o uniforme da seleção brasileira com um diferencial: ele não nega suas raízes indígenas, e se orgulha de ter o sangue Terena correndo em suas veias. A avó dele é da aldeia Bananal, localizada no distrito de Taunay, em Aquidauana, e mesmo depois de conquistar projeção no futebol internacional, já voltou as aldeias daquele município para visitar e prestar solidariedade a seus patrícios. 

Quando foi convocado às pressas para se juntar ao grupo de Carlo Ancelotti no lugar de Wesley, cortado após sentir uma lesão no amistoso contra o Egito, no próximo sábado, Éderson estava em Campo Grande. 

Ele passava uns dias em sua terra natal antes de viajar para a Manchester, na Inglaterra, onde se apresentará para disputar a próxima temporada no gigante do futebol inglês. Ele foi contratado neste ano por 39 milhões de libras (mais de R$ 260 milhões) pelo United. Até a última temporada, estava na Atalanta, equipe do futebol italiano que o deixou famoso no futebol Europeu, sobretudo depois de conquistar a Liga Europa temporada 2023-2024. 

Na noite de sábado, Éderson foi a um casamento com familiares. Na tarde, manteve a forma física, e foi a uma academia da Capital para treinar. 

O contato da CBF veio nas primeiras horas deste domingo. Éderson deixou a capital de Mato Grosso do Sul ontem para se integrar à seleção brasileira. A expectativa é que nesta segunda-feira ele já esteja com o grupo comandado por Carlo Ancelotti. 

Com a convocação de Éderson, Ancelotti muda sua estratégia ao convocar Éderson, um meia de origem. Com isso, os laterais-direitos do Brasil na Copa serão Danilo e Ibañez, que pode atuar na posição improvisado.

História do jogador

Criado no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, Éderson José dos Santos Lourenço da Silva deixou a cidade onde nasceu rumo ao interior de São Paulo no início da década passada, onde treinou no Desportivo Brasil, time pelo qual participou das divisões de base. 

Éderson foi apresentado à elite do futebol brasileiro em 2019. Enquanto o volante campo-grandense se destacou com a camisa do Cruzeiro - time pelo qual jogou emprestado naquela temporada - a equipe mineira acabou rebaixada. Éderson, contudo, foi um dos melhores jogadores do time mineiro naquela temporada, e acabou tendo uma oportunidade no Corinthians. 

Em fevereiro de 2020, Éderson assinou com o Corinthians. Defendeu a camisa do Timão apenas na temporada daquele ano. No ano seguinte foi transferido para o Fortaleza, mediante empréstimo. 
Éderson foi campeão cearense em 2021, e também fez uma boa temporada pelo clube no Campeonato Brasileiro. 

No ano seguinte, foi vendido pelo Corinthians ao Salernitano por 6,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 30 milhões). Depois de seis meses na Salernitana, Ederson foi vendido para o Atalanta por 15 milhões de euros (pouco mais de R$ 80 milhões)

Esportes

Seleção feminina de vôlei vence jogaço de cinco sets e encerra invencibilidade da Itália

A seleção brasileira volta à quadra na próxima quinta-feira, às 10h, para enfrentar a Bélgica

07/06/2026 23h00

Patricy Albuquerque/Divulgação/CBV

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A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou uma vitória memorável neste domingo ao derrotar a Itália por 3 sets a 2, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília. Em um duelo entre as únicas equipes com 100% de aproveitamento na Liga das Nações, as brasileiras venceram com parciais de 25/15, 25/22, 21/25, 24/26 e 15/12.

O triunfo teve um significado ainda maior por encerrar a impressionante sequência de 39 partidas de invencibilidade das italianas, atuais campeãs olímpicas e da Liga das Nações de Vôlei (VNL).

Empurrado pela torcida, o Brasil dominou o primeiro set com grande eficiência ofensiva. A ponteira Ana Cristina foi o principal destaque da parcial, anotando seis pontos e liderando um ataque que funcionou com alto aproveitamento. Superior desde os primeiros pontos, a equipe brasileira fechou o set em 25 a 15

A Itália reagiu no início da segunda parcial e chegou a abrir vantagem, mas o Brasil mostrou poder de reação. Com atuações decisivas de Júlia Bergmann e Júlia Kudiess, a seleção retomou o controle do jogo, virou o placar e ampliou a vantagem ao vencer por 25 a 22, abrindo 2 sets a 0.

Quando a partida parecia caminhar para uma vitória tranquila das donas da casa, a oposta Ekaterina Antropova assumiu o protagonismo pelo lado italiano. Com uma sequência de ataques decisivos, ela comandou a reação das campeãs olímpicas no terceiro set. O Brasil ainda teve oportunidades para equilibrar a reta final, mas viu as adversárias fecharem a parcial em 25 a 22.

O quarto set manteve o alto nível técnico da partida. As brasileiras chegaram a abrir vantagem e lideravam por 23 a 21 nos momentos decisivos, mas erros na reta final permitiram o crescimento da Itália. Mais uma vez inspirada por Antropova, a equipe europeia virou o placar e venceu por 26 a 24, levando o confronto para o tie-break.

No set decisivo, o Brasil voltou a apresentar intensidade e equilíbrio emocional. Em uma disputa ponto a ponto, a seleção conseguiu controlar a pressão dos momentos finais e fechou a parcial em 15 a 12, garantindo uma vitória importante diante da torcida em Brasília.

Após o resultado, a seleção brasileira volta à quadra na próxima quinta-feira, às 10h, para enfrentar a Bélgica.

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