Esportes

Fórmula 1

Mercedes, Ferrari e Red Bull disputam hegemonia na era dos novos carros na F-1

Grandes mudanças nos regulamentos costumam dar chance para o surgimento de novos períodos de dominância

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A nova temporada da Fórmula 1 vai começar neste domingo, com o GP do Bahrein, com três equipes brigando pela hegemonia no campeonato. Ferrari, Red Bull e Mercedes tentam impor o domínio na chamada era dos novos carros, que se inicia neste ano. Quase uma regra na história da F-1, grandes mudanças nos regulamentos costumam dar chance para o surgimento de novos períodos de dominância entre os times. E este trio não quer deixar a oportunidade escapar.

Até o ano passado, era a Mercedes que dava as cartas na competição. O time alemão dominou a era dos motores híbridos, que começou em 2014. Foram oito títulos seguidos do Mundial de Construtores e mais sete entre os pilotos - Lewis Hamilton levantou seis deles. Até que a Red Bull derrubou o domínio do time com a conquista de Max Verstappen em 2021.

Em baixa desde a dura derrota do britânico para o holandês na última volta da corrida final da temporada passada, a Mercedes viu o time rival e a Ferrari crescerem nas últimas semanas. As duas equipes dominaram as duas baterias de testes da pré-temporada, em Barcelona e no Bahrein.

Discreta nos treinos, a Mercedes tratou de baixas as expectativas sobre sua performance. "No momento, não acho que vamos brigar por vitórias", disse Hamilton. "Não somos os mais velozes neste momento. Acho que a Ferrari parece ser a mais rápida, talvez a Red Bull ou pode ser a McLaren, não sei. Mas atualmente não estamos no topo."

As declarações surpreenderam os fãs, mas não os rivais. É hábito do time alemão "esconder" o jogo na pré-temporada. "Isso é muito típico da Mercedes. Eles exaltam os adversários e aí, na primeira corrida do ano, acabam com a competição, o que também é típico. Se fosse a primeira vez que fazem isso... mas fizeram isso por seis anos seguidos e continuaram vencendo a primeira corrida", disse o espanhol Carlos Sainz Jr., da Ferrari. "É sempre assim", ironizou Verstappen.

Novidades

A oportunidade que surge para os times que tentam acabar com o domínio da Mercedes se deve à profunda reformulação dos carros. A F-1 passou os últimos anos reconstruindo o modelo para melhorar a performance sem gerar a famosa turbulência que tanto atrapalha as ultrapassagens nas pistas. Ao mesmo tempo, a categoria quer mais equilíbrio entre os times para aumentar a competitividade e a audiência do campeonato.

As soluções para estes problemas foram encontradas na década de 80, no conceito de "carros-asa" e "efeito solo". Na prática, o modelo foi recriado a partir do chassi, que passou a ter papel determinante na aerodinâmica. Houve mudanças bruscas nos aerofólios dianteiro e traseiro, nos pneus, nas laterais. Os carros se tornaram ainda mais bonitos e agressivos.

Embora não tenha se destacado na pré-temporada, a Mercedes é quem gera a maior expectativa por ser a equipe mais rica do grid - as premiações que ganhou com os títulos de Construtores superam os 100 milhões de euros (cerca de R$ 564 milhões, sem atualização monetária) por temporada.

"Acredito que devemos ver Mercedes, Red Bull e Ferrari na briga e talvez uma equipe mediana como surpresa. Temos que lembrar que, quando esse regulamento foi lançado lá trás, não havia o teto de gastos. Então, as equipes começaram a trabalhar quando a grana ainda era liberada. E aí veio a pandemia. Portanto, neste começo (da era dos novos carros) o dinheiro ainda deverá falar mais alto", opina Felipe Giaffone, comentarista da Band, em entrevista ao Estadão.

Tanto é assim que Mercedes já apresentou novidades em relação ao lançamento do carro, na segunda bateria da pré-temporada. Os engenheiros do time afinaram as laterais e mudaram os retrovisores. A Ferrari não gostou e indicou que poderá reclamar junto à Federação Internacional de Automobilismo (FIA). "Já no passado dissemos que os espelhos não deveriam ter propósitos aerodinâmicos", disse o chefe do time italiano, Mattia Binotto.

A partir desta sexta-feira, os fãs da F-1 vão começar a tirar as dúvidas sobre a performance da Mercedes e a disputa pelo domínio da era dos novos carros.

Preocupação

A primeira etapa da temporada 2022 da Fórmula 1 vai mostrar também se os times conseguiram resolver de vez a maior limitação dos novos carros da Fórmula 1, o chamado "porpoising". O termo designa os "quiques" que os modelos deram no asfalto nas duas baterias de testes da pré-temporada. O problema ganhou esse nome em referência ao movimento de nado de alguns animais aquáticos, caso do golfinho (porpoise, em inglês).

O problema foi mais visível em Barcelona, na primeira sessão de testes. Os novos carros da F-1 apresentaram leves solavancos nas retas do Circuito da Catalunha. Com essas vibrações, o carro "quica" sobre o asfalto, como se percorresse um traçado cheio de buracos.

Este movimento não chega a reduzir a velocidade dos monopostos, mas pode trazer danos ao veículo e colocar em risco o próprio piloto, principalmente por conta do efeito nas costas. A causa é uma falha aerodinâmica do chamado "efeito solo". O ar que passa sob o carro não estaria trazendo o efeito mais desejado, a maior pressão aerodinâmica, gerando maior velocidade.

A maior parte das equipes amenizou, ainda que aparentemente, o problema já na segunda e última bateria de estes da pré-temporada, na semana passada. Mas há a expectativa sobre como cada carro vai se comportar nas diferentes pistas do calendário. Traçados de maior velocidade podem ampliar o problema.

Atual campeão mundial, o holandês Max Verstappen garantiu que a falha aerodinâmica já foi resolvida na Red Bull. Algumas equipes acrescentaram pequenas peças próximo ao assoalho para conter essas vibrações. Mas ainda não foram totalmente testados sob maior velocidade, o que acontecerá na corrida deste domingo, no Circuito de Sakhir.

tênis

João Fonseca não se recupera de lesão e anuncia que está fora do US Open

O problema físico no abdômen já havia feito o carioca de 20 anos abandonar a disputa do Masters 1000 de Cincinnati

24/08/2026 21h00

João Fonseca não irá disputar o último grand slam da temporada

João Fonseca não irá disputar o último grand slam da temporada Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca anunciou que não irá disputar o US Open. Em comunicado publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, 24, o tenista brasileiro alegou que busca se recuperar completamente de uma lesão no abdômen.

"Após passar por exames e iniciar o tratamento no abdômen, ficou claro para mim e para a minha equipe que eu preciso de mais tempo para me recuperar 100% e poder competir em alto nível. Assim, infelizmente não poderei disputar o US Open"", escreveu João.

O problema físico já havia feito o carioca de 20 anos abandonar a disputa do Masters 1000 de Cincinnati, também nos Estados Unidos. Na véspera do confronto pela terceira rodada da chave de simples, Fonseca confirmou sua desistência por sentir no treino "um pequeno incômodo no lado esquerdo do abdômen".

Este será o quinto evento do circuito da ATP que Fonseca perde por conta de alguma lesão. No início do ano, ele ficou fora dos ATPs 250 de Brisbane e Adelaide para se recuperar de dores na lombar.

Depois, em maio, um problema no punho o tirou do ATP 500 de Hamburgo, na Alemanha. Na sequência, foi uma lesão no ombro que fez com que o tenista ficasse de fora do ATP 250 de Eastbourne, torneio que antecedeu a disputa de Wimbledon.

"Não foi uma decisão fácil de tomar, já que é um torneio muito especial para mim. Seguimos trabalhando para poder voltar o quanto antes. Agradeço imensamente pelas mensagens de apoio e também pelos desejos de feliz aniversário", finalizou o atleta.

Após o US Open, o próximo compromisso de João Fonseca é o duelo entre Brasil e Suíça, pela Copa Davis. As partidas do Grupo Mundial I ocorrem entre os dias 18 e 19 de setembro, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro.

automobilismo

Fórmula 1: Norris consegue segunda vitória consecutiva em 2026 no GP da Holanda

O brasileiro Gabriel Bortoleto terminou a corrida apenas na 13ª posição, fora da zona de pontuação

23/08/2026 19h00

Lando Norris

Lando Norris Foto: Reprodução / Instagram

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O inglês Lando Norris conseguiu a segunda vitória consecutiva na temporada neste domingo (23), no Grande Prêmio da Holanda. Pole position, o piloto da McLaren protagonizou disputas intensas com Kimi Antonelli, da Mercedes, e aproveitou a boa estratégia da equipe para assegurar a liderança. O italiano terminou na segunda colocação, seguido pelo companheiro George Russell.

Em uma ótima fase, o inglês conseguiu a primeira vitória de 2026 apenas no último GP, realizado na Hungria, no final de julho. Apesar de não ocupar o lugar mais alto do pódio, Kimi Antonelli ainda tem uma boa vantagem na liderança do campeonato, mas vê outros pilotos entrando de vez na briga pelo título.

Por outro lado, Gabriel Bortoleto sofreu no início da prova e não conseguiu se manter na zona de pontuação. O piloto da Audi fez uma largada muito ruim e ainda rodou na pista no mesmo instante do acidente de Max Verstappen. Apesar da boa recuperação durante o GP, o brasileiro terminou apenas na 13ª posição.

O Circuito de Park Zandvoort fez sua despedida do calendário da Fórmula 1 e o "anfitrião" Max Verstappen deixou a prova logo no início. A torcida fez uma grande festa para o piloto da Red Bull durante os treinos e a corrida sprint.

Acidente

O primeiro terço de prova foi marcado pelo acidente do tetracampeão Max Verstappen na segunda volta. O holandês perdeu o controle do carro na parte mais úmida da pista, na curva 14 (Arie Luyendyk), e acertou o muro em cheio com o pneu dianteiro esquerdo. A pista foi atingida pela chuva um pouco antes do Grande Prêmio.

Na despedida da pista de Zandvoort, o piloto da Red Bull lamentou o acidente e pediu desculpas à equipe. "Isso é uma m... Desculpa por isso".

No mesmo instante, o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, rodou e conseguiu controlar o carro antes da colisão. O paulista deu um 360° e quase bateu no parceiro Nico Hülkenberg, que vinha logo atrás. Apesar do incidente, o jovem continuou na corrida algumas posições abaixo.

A prova ficou paralisada por aproximadamente 20 minutos por bandeira vermelha, enquanto o carro de Verstappen era recolhido e o circuito limpado. No retorno, o carro de Oliver Bearman apresentou defeito e precisou ser removido da pista. A FIA informou que vai investigar os incidentes envolvendo Bearman e Bortoleto após a corrida.

Na relargada, o líder da competição Kimi Antonelli conseguiu uma bela ultrapassagem sobre Lando Norris e rapidamente abriu vantagem na liderança. O parceiro de Mercedes, George Russell, acabou perdendo a posição para Oscar Piastri e sofria pressão de Charles Leclerc.

Após problemas na largada, Gabriel Bortoleto relargou bem e ganhou três posições, subindo para a 15ª colocação. Posteriormente, passou Fernando Alonso. Na volta 12, o brasileiro foi para os boxes para colocar pneus médios e retornou na 20ª posição. Ele ganhou posições na sequência e estacionou na 15ª durante um bom tempo.

Na volta 22, os líderes Kimi Antonelli e Lando Norris foram para os boxes, assim como Charles Leclerc. Lewis Hamilton aproveitou a brecha e assumiu provisoriamente a ponta da corrida. O multicampeão precisou trocar os pneus poucas voltas mais tarde e devolveu a liderança para o italiano.

Discussão na Ferrari

Quando a prova se encaminhava para o segundo terço, Nico Hülkenberg foi para cima de Arvid Lindblad na curva Tarzan e conseguiu uma excelente manobra por fora. Ele ganhou o P10 do piloto da Racing Bulls. Outra bela ultrapassagem foi protagonizada por Yuki Tsunoda, que mergulhou por dentro e conseguiu ganhar a posição de Pierre Gasly.

Oscar Piastri sofreu com os pilotos da Ferrari na metade da prova e perdeu posições para Charles Leclerc e Lewis Hamilton. Apesar do bom ritmo no início do Grande Prêmio, o piloto australiano ficou abaixo do pelotão dos líderes.

Até então líder da prova, Kimi Antonelli foi novamente para os boxes na 42ª volta e deixou a liderança para Lando Norris. O piloto da Mercedes retornou na 4ª posição. Enquanto isso, Lewis Hamilton e Charles Leclerc discutiam com a equipe pelo rádio. O heptacampeão solicitava a transferência de posição e discordou da ordem da equipe para entrar nos boxes.

Mesmo discordando da decisão, o monegasco entrou no pit lane na volta seguinte e deixou a segunda colocação para Lewis Hamilton. Pelo rádio, o inglês ironizou a demora da equipe em tomar uma atitude. "Grande forma de perder tempo. Bom trabalho".

Gabriel Bortoleto, que sofreu no início da prova, vinha ganhando posições pouco a pouco e assumiu a 12ª posição na metade do GP. O piloto da Audi fez a ultrapassagem sobre Alexander Albon e ensaiava pressão sobre Gasly e Tsunoda.

Última etapa

O último terço do GP começou com uma disputa intensa entre Lando Norris e Kimi Antonelli. O italiano estava com os pneus traseiros bem gastos e sofria pressão do piloto da McLaren, que surtiu efeito na volta 54. O inglês partiu para cima e roubou o P2 da Mercedes.

Poucos metros depois, Norris foi para cima do líder Lewis Hamilton e rapidamente roubou o P1. No mesmo instante, o safety car virtual foi acionado para retirar o carro de Esteban Ocon, da Hass, que precisou abandonar a prova. Alguns pilotos aproveitaram para trocar os pneus novamente, como o próprio Hamilton e Gabriel Bortoleto.

Após um primeiro semestre muito traumático, o espanhol Fernando Alonso, da Aston Martin, também foi destaque no GP da Holanda. O carro da Aston Martin passou por mudanças significativas antes do GP da Hungria e as melhorias surtiram efeito. O bicampeão conseguiu ocupar a 9ª colocação e entrou de vez na briga pela pontuação.

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