Ciclone à vista

Alerta geral no Brasil: novo ciclone vai se formar e Rio Grande do Sul pode ser afetado

Nova frente fria deve chegar ao Sul do país

Uma nova frente fria deve chegar ao Rio Grande do Sul na madrugada desta terça-feira (29), impulsionada pela formação de um ciclone extratropical na fronteira entre o estado gaúcho e o Uruguai. Com isso, as chuvas que atingem a região gaúcha tendem a se intensificar, e a área sob risco de temporais deve crescer.

Segundo a Climatempo, ventos fortes, com rajadas de até 90 km/h, devem atingir grande parte do Sul do país no período entre a madrugada e a manhã de terça. A previsão inclui ainda queda de granizo e chuva concentrada em poucas horas.

O que deixou o tempo instável na segunda

Antes da chegada do ciclone, o Rio Grande do Sul já enfrentava temporais nesta segunda-feira (28) e até mesmo no domingo (27), com destaque para os períodos da tarde. À noite, cidades como Porto Alegre, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Rosário do Sul e Caxias do Sul ficaram sob risco de chuva forte, granizo e rajadas.

Santa Catarina e o Paraná também sentiram a instabilidade nesse mesmo dia, embora com menor intensidade do que o quadro registrado no território gaúcho. Ciclones extratropicais como o que se forma agora surgem do encontro entre massas de ar distintas, mecanismo que costuma provocar mudanças bruscas no tempo e chuva volumosa em curto espaço de tempo.

 

Novos sistemas podem se repetir na primavera

O meteorologista Francisco de Assis Diniz alertou que novos ciclones extratropicais são esperados especialmente até o início da primavera na faixa entre Argentina, Rio Grande do Sul e Uruguai. A região funciona como corredor natural para esse tipo de fenômeno nesta época do ano.

Um episódio recente já havia mostrado a força desses sistemas: a pressão do ciclone chegou a cerca de 998 hectopascais, patamar considerado forte quando fica em 1.000 hectopascais ou menos. Na ocasião, a Defesa Civil chegou a reconhecer situação de emergência em 17 municípios do Rio Grande do Sul, sendo 16 deles afetados por chuvas intensas.

Frente fria segue para outros estados

O Paraná deve enfrentar tempestades mais severas em algumas áreas durante a madrugada e a manhã de terça, período em que o sistema atinge força máxima. À tarde, a instabilidade avança rumo a Mato Grosso do Sul, São Paulo e trechos de Minas Gerais, que passam a registrar pancadas de chuva e céu mais nublado.

Essa mudança de cenário interrompe, em Mato Grosso do Sul, uma sequência de tardes de calor intenso que vinha se repetindo nos dias anteriores.

Calor extremo resiste no centro do país

Enquanto o Sul lida com temporais, o calor segue dominante em boa parte do Centro-Oeste nesta segunda-feira (28). Cuiabá pode chegar aos 40°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, enquanto Goiânia tem previsão de 38°C. Brasília deve marcar cerca de 34°C, com predomínio de tempo seco e sol forte.

Litoral do sudeste tem previsão de chuva

No Sudeste, pancadas de chuva atingem o litoral paulista, o Rio de Janeiro, o sudeste de Minas Gerais e o sul do Espírito Santo, enquanto o interior segue com tempo quente. Belo Horizonte pode registrar máxima próxima dos 35°C, São Paulo chega perto de 31°C e o Rio de Janeiro atinge cerca de 28°C.

O calor mais resistente permanece concentrado no interior mineiro e nas regiões oeste e noroeste paulista, pontos onde a chegada da frente fria tende a demorar mais para se fazer notar.

Com a formação do ciclone prevista para a madrugada desta terça-feira (29) entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. A orientação para quem vive no estado gaúcho é redobrar a atenção às rajadas de vento e ao volume de chuva acumulado em poucas horas.

Astronomia

Astrônomos observam estrela devorando lentamente sua companheira em fenômeno raro

Quando um planeta se aproxima demais de sua estrela, o desfecho é rápido.

07/10/2026 18h20

Foto: Oliver Schröder/Pexels

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Astrônomos identificaram uma estrela pequena que remove, de forma lenta e contínua, material de uma anã marrom companheira. O sistema, chamado ZTF J0440+2325, fica a cerca de 300 anos-luz da Terra. Essa interação estelar, nunca antes observada, desafia o que se esperava desses encontros cósmicos.

Quando um planeta se aproxima demais de sua estrela, o desfecho é rápido: a estrela o engole por inteiro. Neste caso, porém, a transferência de material ocorre ao longo de bilhões de anos. A teoria previa que esse processo gradual pudesse acontecer, mas ninguém o havia testemunhado.

Um sistema fora do comum

A estrela pesa cerca de 85 vezes mais que Júpiter, enquanto a anã marrom equivale a 25 massas jupiterianas. Ambas são pequenas pelos padrões estelares e orbitam uma à outra a cada 87 minutos, em uma órbita tão compacta que caberia dentro do Sol.

Kevin Burdge, professor assistente de física do Massachusetts Institute of Technology, e o estudante de pós-graduação Aaron Householder trabalharam no estudo no Departamento de Ciências da Terra, Atmosférica e Planetária da instituição. Pesquisadores de várias outras instituições nos Estados Unidos e na Espanha também colaboraram no estudo.

Burdge explicou que o resultado abre perspectivas inesperadas. Em vez de engolir o objeto completamente, como ocorre na maioria dos casos, a estrela consegue consumi-lo gradualmente ao longo de bilhões de anos.

A descoberta pela Zwicky Transient Facility

O sistema foi identificado em dados coletados pela Zwicky Transient Facility, uma câmera instalada em um telescópio do Observatório Palomar, na Califórnia. O equipamento rastreia mudanças rápidas de brilho no céu, sinais típicos de supernovas. Burdge notou uma curva de luz incomum — um registro de como o brilho do objeto varia ao longo do tempo.

Enquanto uma supernova exibe uma curva suave em forma de sino, este objeto produzia repetidamente uma forma triangular aguda. Burdge disse ao Earth que se lembrava de olhar para a curva e pensar que estrelas não produzem ondas triangulares assim.

O padrão não correspondia ao comportamento conhecido de binários viúva-negra, sistemas onde uma estrela de nêutrons consome lentamente uma companheira bem menor, causando oscilações características no brilho observado.

Confirmação através da medição

Recentemente, Burdge e Householder apontaram vários telescópios para o sistema. Ao medirem a oscilação, descobriram que não se tratava de uma anã negra: era uma estrela de baixa massa orbitada por uma anã marrom. A amplitude da oscilação era pequena demais para ser qualquer outra coisa. Householder ressaltou que essa foi a prova decisiva do sistema.

As duas mantêm uma órbita estreita, que caberia dentro do Sol. A anã marrom perde aproximadamente um centésimo de milionésimo da massa da Terra para a estrela a cada ano. O material cai diretamente na superfície da estrela em alta velocidade, como um asteroide atingindo a lua. Esse processo contínuo e gradual é uma alternativa rara ao cenário cataclísmico comum nos encontros estelares próximos. Burdge explicou ao Earth que há um "hotspot" contínuo em um dos objetos. À medida que um orbita o outro, esse ponto quente entra e sai de vista e cria o padrão triangular observado.

Guerra

Donald Trump envia drones "assassinos" para a América do Sul com um único objetivo

Os drones estão sendo reposicionados.

07/10/2026 17h49

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Washington transferiu diversos drones MQ-9 Reaper da África para a Colômbia e o Equador. A transferência marca a mudança estratégica da administração Trump: intensificar o combate aos cartéis na América Latina. A decisão também reflete a expansão das operações militares americanas na região, que passam de ataques a embarcações para incursões em terra firme.

Os drones estão sendo reposicionados depois que pelo menos 45 unidades — cerca de um quarto da frota total dos EUA — foram destruídas na guerra com o Irã. Cada aeronave custa aproximadamente US$ 50 milhões, pode permanecer horas no ar e transportar mísseis, bombas e equipamentos de interceptação eletrônica.

Máquinas de precisão letal

O MQ-9 Reaper se tornou símbolo da superioridade tecnológica americana em operações de ataque direcionado. As Forças Armadas dos EUA deram à aeronave o apelido de "caçador-assassino" depois de sua participação em operações como a que eliminou o general iraniano Qassim Suleimani em 2020, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

Além de atacar, o drone transporta câmeras térmicas avançadas e sistemas para interceptar comunicações. A máquina já foi empregada contra o Estado Islâmico e a Al Qaeda no Oriente Médio, além de grupos como o Al Shabab na África.

Sinais de compromisso político e militar

Francisco Palmieri, ex-diplomata americano que ajudou a moldar a estratégia antidrogas dos EUA durante o primeiro governo Trump. E atuou como embaixador interino na Colômbia no governo Biden, afirmou que a redistribuição dos drones representa um sinal inegável de compromisso político. Segundo Palmieri, a redistribuição demonstra disposição de expandir tanto o nível quanto o escopo da cooperação militar na região.

A Colômbia concordou em receber três unidades, enquanto o Equador confirmou o recebimento de duas máquinas que já estão operacionais em seu espaço aéreo. O general Francis L. Donovan, principal comandante militar dos EUA para a maior parte da América Latina, afirmou que Washington planeja expandir as operações, passando de ataques a embarcações para ataques em terra.

Críticas sobre direitos humanos e efetividade

A intensificação da campanha militar levantou preocupações de defensores dos direitos humanos, que temem que ataques aéreos possam colocar civis em risco. Analistas também questionam a efetividade da estratégia. Matar membros de cartéis, mesmo líderes de alto escalão, contribui pouco para reduzir o fluxo de drogas — os mortos simplesmente são substituídos por novos chefes na hierarquia criminosa.

Especialistas jurídicos consideram os ataques ilegais. Segundo eles, os alvos, ainda que envolvidos em crimes graves, não representam ameaça direta aos Estados Unidos, o que viola normas internacionais de direito de conflito.

A coalizão de Trump contra os cartéis

O governo Trump constituiu uma coalizão de líderes regionais comprometidos em desmantelar os cartéis latino-americanos sob o lema oficial "Fazemos coisas ruins com pessoas ruins". Washington já havia classificado traficantes de drogas como combatentes inimigos em operações anteriores, abrindo o caminho legal para essa expansão de poder de fogo.

A chegada dos drones representa a nova prioridade da administração: aumentar a influência americana na América Latina com foco em segurança. A mudança coincide com a retirada de recursos da África e marca uma reorientação clara das operações de inteligência e combate do Pentágono.

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