Clima

Alerta global: El Niño pode causar 451 mil mortes adicionais no mundo até fevereiro

Impacto recai com mais força sobre países em desenvolvimento.

O fenômeno climático El Niño pode elevar em 451 mil o número de mortes ligadas ao calor no mundo até fevereiro, segundo projeções científicas divulgadas nesta quarta (23). O impacto recai com mais força sobre países em desenvolvimento, onde a estrutura de saúde tem menos capacidade de resposta a ondas de calor extremo.

Declarado em junho, o fenômeno deve atingir o pico de intensidade ainda neste ano e caminha para superar registros anteriores, o que amplia os efeitos já provocados pelas mudanças climáticas. O Brasil aparece nas projeções com 13 mil mortes adicionais estimadas no mesmo período.

Por que o calor mata mais em certas regiões

Ao esquentar as águas superficiais do Oceano Pacífico, o El Niño desorganiza os ventos e altera o regime de chuvas em escala mundial. Esse desequilíbrio térmico agrava doenças cardiovasculares e respiratórias, e pode piorar a qualidade do ar em áreas afetadas por incêndios florestais associados à seca.

O Climate Impact Lab. Da Universidade de Chicago, projeta que a região africana do Sahel some 66.800 mortes adicionais em comparação a um ano sem o fenômeno; quase metade delas concentrada na Nigéria. A Indonésia aparece com 19.300 óbitos a mais, enquanto Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja juntos somariam 19.400, e Índia teria 15.800 mortes adicionais.

Como os pesquisadores chegaram aos números

A equipe cruzou dados sobre temperatura e excesso de mortalidade coletados em 24.378 regiões distintas, considerando clima local e grau de vulnerabilidade de cada área. Depois, comparou essas informações com previsões de temperatura de longo prazo, usando como referência a média histórica entre 1996 e 2025 para calcular quantas mortes extras seriam atribuíveis ao fenômeno.

Os cálculos ainda não passaram por revisão de outros cientistas, mas devem ser publicados em breve em revista especializada. Em 22 de setembro, a Organização das Nações Unidas já havia classificado como significativa a ameaça que o El Niño representa à saúde pública global.

Riscos que vão além das altas temperaturas

O calor extremo não é o único problema associado ao fenômeno. Secas prolongadas e inundações repentinas tendem a favorecer surtos de desnutrição e cólera em regiões mais vulneráveis, somando-se ao efeito direto das temperaturas sobre a saúde da população.

Com o pico do El Niño previsto para os últimos meses do ano. O monitoramento das próximas semanas deve indicar se as projeções de mortalidade se confirmam nas regiões mais expostas ao calor extremo.

Curiosidades

Com R$ 1,3 bilhão de fortuna, atriz mais bem paga de Hollywood revela seu refúgio de R$ 24 milhões

A atriz também possui imóveis em Nova York.

29/09/2026 17h55

Foto: Daniel Dan/Pexels

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Nicole Kidman acumula uma fortuna de R$ 1,3 bilhão e é reconhecida pela Forbes como a atriz mais bem paga de Hollywood em 2024. A atriz também possui imóveis em Nova York, Los Angeles e Nashville.

Quando quer descansar, a atriz deixa os holofotes e os tapetes vermelhos para se refugiar em sua fazenda australiana, longe da rotina de gravações. Adquirida em 2008, a propriedade, batizada de Bunya Hill, fica em Nova Gales do Sul, na costa leste da Austrália, e está avaliada em aproximadamente R$ 24 milhões.

Os 111 acres formam um refúgio onde Kidman encontra paz e simplicidade ao lado da família.

Vida rural genuína no campo australiano

Na fazenda, Nicole Kidman cuida de vacas, cabras e alpacas. Ela também mantém um pomar onde produz geleia caseira, em uma rotina distante do mundo do cinema.

A área externa reúne uma piscina de 18 metros, quadra de tênis, academia equipada e trampolim com vista para as colinas. O espaço combina descanso, atividade física e contato com a natureza para toda a família.

Elegância e conforto em cada cômodo

A casa principal tem estilo clássico, com varandas de pedra, uma escada de madeira esculpida na entrada e 10 lareiras de mármore distribuídas pelos ambientes. A biblioteca tem um sofá de couro e estantes repletas de livros. A sala de jogos se organiza em torno de uma mesa de bilhar central.

A sala de estar se integra à cozinha por grandes janelas que vão do chão ao teto. Elas levam luz natural aos ambientes e oferecem vista para as colinas. Sofás claros e um piano de cauda completam o espaço, que combina sofisticação e aconchego familiar.

Espaço reservado para hóspedes

A propriedade inclui uma cabana de pedra com cozinha própria, isolada em meio à vegetação. O espaço permite receber amigos e familiares com privacidade, sem comprometer a tranquilidade do local.

Em entrevista à revista Vogue, Kidman destacou que o encanto de Bunya Hill está na tranquilidade, no ar fresco e na vida simples ao lado da família. Nas redes sociais, ela costuma compartilhar momentos dessa rotina, distante dos holofotes.

Patrimônio imobiliário global

Além da fazenda australiana, Nicole Kidman mantém imóveis em diferentes países. Na Austrália, ela e o ex-marido Keith Urban adquiriram coberturas em Milsons Point e as uniram para criar um apartamento com vista para o porto de Sydney.

Fora da Austrália, o patrimônio inclui uma residência em Nashville, um imóvel em Beverly Hills avaliado em milhões e um duplex no bairro de Chelsea, em Nova York. De acordo com o Celebrity Net Worth, a fortuna de Nicole Kidman alcança aproximadamente US$ 250 milhões em 2026, o equivalente a R$ 1,3 bilhão na cotação atual.

A separação oficial de Kidman e Urban, em 2026, estabeleceu a guarda compartilhada das filhas. As meninas passam 306 dias do ano com a atriz e 59 dias com o pai. O acordo também incluiu renúncia mútua a pensão conjugal e financeira, permitindo que ambos sigam suas vidas e carreiras de forma independente.

Tecnologia

Adeus ao ar-condicionado: nova tecnologia resfria a casa gastando 80% menos energia

Ele resfria o ar por meio da evaporação da água.

29/09/2026 17h11

Foto: FOX ^.ᆽ.^= /Pexels

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Batizado de Caeli One, um novo equipamento de climatização promete cortar em até 80% o consumo elétrico de quem recorre ao ar-condicionado para se proteger do calor. Em vez de compressores e gases refrigerantes, ele resfria o ar por meio da evaporação da água — técnica conhecida como resfriamento adiabático.

O lançamento surge justamente quando as altas temperaturas fazem o gasto com energia elétrica se tornar um peso maior no bolso de muitas famílias. Segundo a fabricante, o dispositivo entrega 16 watts de capacidade de refrigeração para cada watt elétrico consumido — cerca de cinco vezes a eficiência de sistemas convencionais.

Como o equipamento tira o calor do ar

O ar passa por um mecanismo interno que usa a água em evaporação para absorver parte do calor antes de devolver esse ar, agora mais frio, para dentro de casa. Quem sai do processo é o calor extraído, direcionado para fora da residência através de uma abertura na parede.

A lógica se aproxima da de climatizadores evaporativos já conhecidos no mercado, mas o sistema promete maior eficiência elétrica. Usar cerca de 20% da energia normalmente necessária para produzir o mesmo efeito de resfriamento é a meta declarada pela empresa responsável pelo projeto.

Água no lugar de gases refrigerantes

Ao eliminar completamente os gases refrigerantes que equipam boa parte dos aparelhos de ar-condicionado, a estrutura do Caeli One reduz o impacto ambiental associado à climatização. É um argumento ambiental que a empresa soma ao apelo econômico.

Em troca, o funcionamento depende de um insumo que o ar-condicionado tradicional dispensa: a água. Segundo a fabricante, 1 metro cúbico do líquido seria suficiente para quatro meses de uso contínuo, embora o consumo real varie conforme a intensidade de uso, a temperatura e as condições do ambiente.

Instalação do sistema

Instalar o Caeli One exige uma tomada elétrica, ligação com o abastecimento hídrico e a fixação de peças em uma parede com saída para o exterior. Essa configuração busca simplificar a infraestrutura e evitar as grandes unidades externas típicas dos modelos split.

Clima seco favorece o desempenho

Nem todo cenário climático extrai o mesmo resultado do processo evaporativo. Ambientes mais secos tendem a se beneficiar mais, enquanto locais muito úmidos enfrentam uma limitação física: a evaporação perde força quando o ar já está saturado de vapor. E a capacidade de resfriamento cai junto.

Por isso, o Caeli One funciona melhor como alternativa regional, não como substituto universal e imediato do ar-condicionado tradicional. A eficácia real do sistema depende do clima de cada casa antes de decidir pela troca.

Manter o ambiente fresco sem pesar tanto na conta de energia é um dos maiores obstáculos da climatização doméstica, e soluções como essa tendem a se popularizar caso a empresa comprove esses níveis de eficiência em diferentes situações de uso.

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