Descoberta científica

Logo após grande tsunami no Japão, animal que nunca deveria existir é encontrado vivo

Onda devastou a costa nordeste do país.

Em 2011, o quarto maior terremoto já registrado atingiu o Japão e gerou um tsunami que devastou a costa nordeste do país. A onda também misturou duas populações de peixes que viviam separadas havia cerca de 680.000 anos. O episódio aconteceu na localidade de Otsuchi, onde o mar formou pequenas lagoas ao invadir o terreno.

Um estudo publicado na revista Nature Ecology & Evolution acompanhou o que ocorreu nesses corpos d'água nos anos seguintes e revelou um cruzamento genético raro entre espécies de espinosos.

Duas espécies que não deveriam se encontrar

O maremoto arrastou exemplares de Gasterosteus nipponicus, peixe típico do mar do Japão, para dentro das lagoas recém-formadas. Nas lagoas, os peixes entraram em contato com Gasterosteus aculeatus, espécie ligada a ambientes de água doce e que já habitava a região antes da catástrofe.

Apesar do longo isolamento entre as duas linhagens, ambas ainda conseguiam se reproduzir entre si. As lagoas, inicialmente cheias de água salgada por causa da inundação, foram sendo tomadas pela chuva ao longo do tempo. E se tornaram ambientes predominantemente doces — o cenário perfeito para o cruzamento acontecer.

O boom de híbridos que surpreendeu cientistas

Uma análise feita em 2012 mostrou que 38% dos peixes das lagoas centrais de Otsuchi já eram híbridos, com genes das duas linhagens combinados. O resultado surpreendeu porque mostrou como uma tragédia natural conseguiu romper, em poucas horas, uma barreira genética que durou centenas de milhares de anos.

Só que essa explosão de descendentes mistos não significava o nascimento de uma nova espécie estável. O que viria depois mudaria completamente a leitura desse primeiro resultado.

Por que a mistura genética não durou

Geração após geração, o material genético herdado de Gasterosteus nipponicus foi sumindo dos peixes das lagoas. Em 2020, menos de uma década após o desastre, os exemplares analisados já eram. Do ponto de vista genético, praticamente idênticos aos peixes de água doce que jamais tiveram contato com parentes marinhos.

Como esses espinosos costumam se reproduzir apenas uma vez por ano, o processo levou cerca de 10 gerações para se completar. A velocidade chamou atenção porque o desaparecimento dos genes marinhos foi bem mais rápido do que se esperaria apenas pelo acaso da reprodução.

Seleção natural em tempo recorde

A perda de material genético também não ocorreu de forma uniforme em todo o genoma dos peixes. Trechos ligados à adaptação em água doce, à migração para o mar, à escolha de parceiros e à fertilidade dos machos híbridos desapareceram com velocidade ainda maior.

Exemplares que herdaram variantes genéticas do progenitor de Água Doce levavam vantagem reprodutiva sobre aqueles que carregavam as versões equivalentes de origem marinha. Os pesquisadores Takuya Hosoki e Jun Kitano, do Instituto Nacional de Genética do Japão, disseram que o resultado foi inesperado.

Eles não esperavam que as regiões genômicas associadas a importantes barreiras reprodutivas fossem eliminadas tão rapidamente nem que grande parte do genoma procedente da outra espécie continuasse desaparecendo com as gerações. Algumas variantes que aparentemente não prejudicavam os peixes em água doce também se reduziram, sugerindo que a separação entre espécies pode se restabelecer com rapidez mesmo após hibridação intensa.

O caso de Otsuchi tornou-se um raro laboratório natural: o desastre de 2011 permitiu observar. Ano após ano, como a genética de uma espécie inteira pode se reorganizar diante de uma mudança brusca no ambiente.

Oportunidade

Quer morar de graça na Argentina? Vaga inclui trabalho em fazenda e cuidados com uma criança

A localidade oferece um cenário de lagos, montanhas e rios.

11/10/2026 15h37

Foto: Jeronimo Borra/Pexels

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<p>Um centro de permacultura no sul da Argentina procura voluntários para morar de graça em troca de trabalho em uma fazenda orgânica, cuidados com uma criança e participação em atividades comunitárias. A oportunidade está listada na plataforma Workaway e atrai pessoas interessadas em sustentabilidade e técnicas ancestrais de construção.</p>

<p>O projeto funciona em Trevelin, município da Patagônia argentina, e opera há mais de dez anos. A localidade oferece um cenário de lagos, montanhas e rios e serve de base para uma chacra autossustentável, que produz alimentos e vegetais ecológicos.</p><div style="max-width: 540px; margin: 1.2em auto; border: 1px solid rgb(222, 222, 222); border-radius: 12px; overflow: hidden; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.1) 0px 1px 4px;"><a href="https://www.instagram.com/p/DCfPwalMnRS/" style="display:block;text-decoration:none;color:#000000;font-family:-apple-system,'Segoe UI',Roboto,Helvetica,Arial,sans-serif" target="_blank" rel="noopener"><div style="padding:14px 16px"><div style="font-size:11px;font-weight:600;color:#999999;letter-spacing:0.5px;text-transform:uppercase"> Instagram</div><div style="font-size: 16px; font-weight: 600; line-height: 1.4; margin-top: 6px;">Publicação no Instagram</div><div style="font-size:13px;color:#737373;line-height:1.4;margin-top:4px">Ver essa publicação no Instagram </div></div></a></div><p><br></p>

<h2>A infraestrutura e o cotidiano no centro</h2>

<p>A casa principal foi construída com técnicas ancestrais, usando barro (cob) e fardos de palha. O projeto se adapta às estações do ano com áreas de camping no verão e abrigo nos meses mais frios. O local conta com banheiros secos e chuveiros alimentados por energia solar, o que reforça a proposta de vida ecológica.</p>

<p>Os voluntários participam de trabalhos agrícolas na horta orgânica. Do plantio de árvores frutíferas, de tarefas de bioconstrução para expandir os espaços comunitários e do cuidado ocasional de uma criança de oito anos. Para isso, é preciso ter afinidade com crianças e disposição para passar tempo brincando.</p>

<p>Eles também participam de cerimônias tradicionais mensais de temazcal e realizam trabalho físico constante, com aprendizado prático sobre sustentabilidade.</p>

<h2>Quem pode se candidatar e como chegar</h2>

<p>O período mínimo de permanência é de duas a três semanas. Os candidatos precisam demonstrar compromisso, responsabilidade e flexibilidade para conviver em um ambiente familiar. Também devem respeitar a política de resíduo zero, que proíbe plásticos descartáveis, latas, embalagens contaminantes e cigarros no local.</p>

<p>Para chegar, o aeroporto de Esquel é o terminal aéreo mais próximo, com conexões diárias com Buenos Aires. Outra opção é voar até San Carlos de Bariloche e seguir de ônibus até Esquel. De lá, colectivos locais fazem o trajeto final até Trevelin. O acesso ao centro de permacultura é feito a pé ou por transporte privado.</p>

<p>Interessados podem consultar todos os detalhes e enviar candidatura pela plataforma Workaway.</p>

Curiosidades

Pessoas que vão sozinhas ao cinema possuem 5 virtudes sobre os outros, segundo a psicologia

Estudo foi publicado na revista Scientific Reports.

11/10/2026 14h29

Foto: Pavel Danilyuk/Pexels

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Escolher ir ao cinema sem companhia não marca uma pessoa como solitária ou tímida — muitas vezes indica justamente o oposto. Quem opta por ficar só voluntariamente valoriza o próprio tempo, faz planos independentes e pode desfrutar de amizades e relacionamentos enquanto aprecia momentos sozinho.

Um estudo publicado em 2023 na revista Scientific Reports acompanhou 178 adultos dos Estados Unidos e do Reino Unido durante 21 dias. Os pesquisadores constataram que, quando os participantes passavam mais horas sozinhos por escolha própria, relatavam menos estresse e maior sensação de autonomia. Os efeitos negativos típicos do isolamento também diminuíam quando esse período havia sido voluntário.

Concentração sem distrações na tela grande

A sala de cinema oferece algo que poucas atividades proporcionam: um ambiente em que praticamente não há outra coisa a fazer além de se concentrar na história.

Pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da UCL mediram, durante duas horas, o ritmo cardíaco de espectadores com dispositivos biométricos. Constataram que a frequência cardíaca variava conforme os momentos do filme, sinalizando engajamento genuíno com o conteúdo.

Segundo o professor de Psicologia Cognitiva da UCL, a falta de distrações na sala escura cria um refúgio do caos cotidiano. Longe de notificações e compromissos, o cérebro entra em estado de repouso ativo e restaura a energia gasta pela hiperconexão.

Cinco características de quem escolhe essa experiência

Nem todas as pessoas que vão sozinhas ao cinema compartilham a mesma personalidade, mas essa escolha pode refletir cinco características. A primeira é a autonomia: decidir um plano sem depender de outra pessoa oferece liberdade para priorizar os próprios interesses e usar o tempo como desejar.

A segunda é a capacidade de concentração: algumas pessoas preferem estar totalmente atentas à narrativa, sem conversas ou interrupções que dividam a atenção. A terceira é o conforto com o próprio tempo: quando uma atividade gera interesse genuíno, a presença de companhia não é necessária para torná-la agradável.

A quarta característica é a menor necessidade de negociar, e quando se assiste a um filme com alguém, é preciso chegar a acordos sobre horários e sobre qual título escolher. Sozinho, o espectador elimina essas decisões e ganha tempo para atividades que realmente importam.

A quinta é a capacidade de reduzir o estresse: algumas horas sem interações representam um momento genuíno de descanso mental.

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