Cidades

POVOS ORIGINÁRIOS

Ataque deixa 10 indígenas guarani-kaiowás feridos em MS

Dois indígenas estão em estado grave e foram levados para o Hospital da Vida, em Dourados; um levou um tiro na cabeça e outro no pescoço

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Ataque armado deixou dez indígenas guarani-kaiowás feridos em Douradina, município localizado a 201 quilômetros de Campo Grande.

Segundo o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e a Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), o ataque aconteceu após a Força Nacional sair da região. De acordo com os relatos, homens armados, em uma caminhonete, atiraram contra os indígenas com munição letal e balas de borracha.

Dois indígenas estão em estado grave e foram levados para o Hospital da Vida, em Dourados. Um levou um tiro na cabeça e outro no pescoço.

O ataque ocorreu na área retomada Pikyxyin, uma das sete da Terra Indígena Lagoa Panambi, identificada e delimitada desde 2011. A direção da Apib afirma que houve outro ataque na sexta-feira (2), mas sem feridos.

O Ministério da Justiça prorrogou, em julho, o uso da Força Nacional em Mato Grosso do Sul em ações para preservar a ordem e a integridade em aldeias indígenas e nas regiões de fronteira, em meio a um quadro de escalada da violência fundiária no estado.

Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas afirmou que uma equipe com integrantes do órgão, da Funai e do Ministério Público Federal está no território para prestar suporte de saúde e garantir a segurança dos indígenas.

"As imagens recebidas mostram indígenas ensanguentados e feridos. A equipe em campo está apurando o número de pessoas atingidas e outras informações", informou a nota.

Segundo o ministério, uma equipe ficará próxima às áreas de conflitos para deslocamento imediato em casos como o deste sábado.

"O Ministério dos Povos Indígenas repudia a violência contra os indígenas guarani-kaiowás", completou a nota.

 

* Com Folhapress

CORPOS ENCONTRADOS

Homem e mulher morrem após queda de avião em Campo Grande

"Aeronave está toda retorcida... realmente virou uma caixinha de fósforo", diz 2° tenente médico do Corpo de Bombeiros sobre acidente aéreo na região do aeroporto Santa Maria

03/07/2026 10h01

"A situação é bem crítica. Só de a gente olhar, a gente vê que é uma situação meio incompatível com a vida mesmo", diz 2° tenente, André Luiz Jacques.  Paulo Ribas/Correio do Estado

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Vítimas do acidente aéreo registrado na manhã desta sexta-feira (03), os tripulantes do avião bimotor que caiu nas imediações do aeroporto Santa Maria em Campo Grande foram identificados como um homem e uma mulher, cujos corpos foram localizados no local. 

Esse trabalho de identificação foi realizado inicialmente por equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul, que precisaram inclusive adentrar em área de mata em busca dos destroços e do paradeiro das vítimas deste acidente aéreo.

In loco, a equipe do Correio do Estado apurou que pelo menos cinco viaturas do CBMMS estiveram presentes. Além desses bombeiros, foram mobilizados agentes das polícias Militar, Civil e Científica.

Conforme repassado pelos agentes, que empregaram até mesmo o uso de drones para facilitar a localização exata do local da queda, ainda não há identificação exata de quem seriam as vítimas, sendo possível alegar inicialmente tratar-se de um corpo feminino e um masculino. 

A aeronave em questão que caiu na manhã de hoje (03) em Campo Grande, como bem abordado pelo Correio do Estado, seria da Amapil, empresa que têm suas atividades voltadas para táxi aéreo e presta inclusive serviço de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Aérea, e que possui em sua frota uma série de aviões bimotores. 

Ainda conforme passado inicialmente pelo proprietário da pista privada, a aeronave que teria caído trata-se de um avião Seneca. Em sua frota a Amapil traz justamente um Embraer 810D, um bimotor que têm capacidade de pousar nas mais diversas superfícies, como grama, asfalto ou até mesmo na terra. 

André Luiz Jacques, que possui patente de 2° tenente médico, repassou que o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta de 07h e disse que não foi possível de imediato identificar qualquer sinal de acidente, como cortinas de fumaça, fogo ou qualquer outro indicativo. 

Porém, ele faz questão de ressaltar que, assim que o local de queda do acidente aéreo foi encontrado, os sinais indicavam que as vítimas em questão já não seriam salvas com vida, ficando evidente o óbito de ambos. 

"Fizemos buscas aí e acabamos encontrando a aeronave, pelo que a gente viu ali com duas vítimas. Me parece uma do sexo feminino, outra do masculino, mas a situação é bem crítica. Só de a gente olhar, a gente vê que é uma situação meio incompatível com a vida mesmo", diz André Luiz Jacques. 

O segundo tenente ainda confirma que o avião teria ficado completamente destruído, o que dificulta inclusive saber de quais partes especificamente tratam-se os escombros. 

"A aeronave está toda retorcida, as peças a gente não consegue nem saber do que que é exatamente. Mas realmente virou uma caixinha de fósforo, digamos assim", conclui.

Entenda

Logo nas primeiras horas desta sexta-feira (03), dia esse que amanheceu debaixo de forte neblina em Campo Grande, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender ocorrência de queda de aeronave registrada nas proximidades do Aeroporto Santa Maria.

Espaço esse que está longe de ter a movimentação de aeronaves e o fluxo de passageiros que recebe, por exemplo o próprio Aeroporto Internacional de Campo Grande, esse ponto na Capital já serve de "auxílio" e desde 2012 o Santa Maria deixou de ser um simples aeródromo para integrar a categoria da "prateleira de cima". 

In loco, a equipe do Correio do Estado constatou que a queda aconteceu em uma área privada. No local, o proprietário da pista privada Aero Rural, Eder Corrêa, confirmou que ouviu o primeiro indicativo de possível queda de aeronave entre 06h30 e 06h45 de hoje (03). 

"Escutei um barulho, no nosso conhecimento percebemos que parecia aeronave que iria retornar à nossa base ou a algum outro local, e aí depois uma explosão com a queda e tudo. Saí correndo, tentei, de qualquer forma sair pra ver se tinha alguma fumaça para tentar ajudar alguma coisa, e nada, não tem fumaça, nem fogo. Mas houve aquela sensação de queda e acabei de confirmar que foi realmente um avião da Amapil", afirma. 

 

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ACIDENTE AÉREO

Avião bimotor cai em manhã de neblina em Campo Grande

Aeronave caiu nas primeiras horas da manhã e agentes empregaram até mesmo uso de drones na tentativa de localizar os destroços

03/07/2026 09h01

Aeronave que teria caído trata-se de um avião Seneca da empresa de táxi aéreo Amapil

Aeronave que teria caído trata-se de um avião Seneca da empresa de táxi aéreo Amapil Paulo Ribas/Correio do Estado

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Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul foram mobilizadas nas primeiras horas desta sexta-feira (03) em Campo Grande, que amanheceu sob forte neblina, para atender ocorrência de queda de aeronave registrada nas proximidades do Aeroporto Santa Maria.

In loco, a equipe do Correio do Estado constatou que a queda aconteceu em uma área privada. No local, o proprietário da pista privada Aero Rural, Eder Corrêa, confirmou que ouviu o primeiro indicativo de possível queda de aeronave entre 06h30 e 06h45 de hoje (03). 

"Escutei um barulho, no nosso conhecimento percebemos que parecia aeronave que iria retornar à nossa base ou a algum outro local, e aí depois uma explosão com a queda e tudo. Saí correndo, tentei, de qualquer forma sair pra ver se tinha alguma fumaça para tentar ajudar alguma coisa, e nada, não tem fumaça, nem fogo. Mas houve aquela sensação de queda e acabei de confirmar que foi realmente um avião da Amapil", afirma. 

O nome citado por Eder trata-se da empresa que têm suas atividades voltadas para táxi aéreo, prestando inclusive o serviço de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Aérea, e que possui em sua frota uma série de aviões bimotores. 

Ainda conforme passado inicialmente pelo proprietário da pista privada, a aeronave que teria caído trata-se de um avião Seneca. Em sua frota a Amapil traz justamente um Embraer 810D, um bimotor que têm capacidade de pousar nas mais diversas superfícies, como grama, asfalto ou até mesmo na terra. 

In loco, a equipe do Correio do Estado apurou que pelo menos cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas e até mesmo o uso de drones foram empregados para auxiliar os agentes na procura pelo local da queda. 

Até o momento não há confirmação sobre a quantidade de envolvidos no acidente e sobre o resgate de qual seria essa tripulação. 

Queda no aeroporto Santa Maria

Espaço que está longe de ter a movimentação de aeronaves e o fluxo de passageiros que recebe, por exemplo o próprio Aeroporto Internacional de Campo Grande, esse ponto na Capital já serve de "auxílio" e desde 2012 o Santa Maria deixou de ser um simples aeródromo para integrar a categoria da "prateleira de cima". 

E vale lembrar que esse não é o primeiro acidente aéreo registrado na região pois, como bem acompanha o Correio do Estado, até mesmo o helicóptero do Governo do Mato Grosso do Sul chegou a cair nas imediações há cerca de dois anos. 

Essa função de "aeroporto auxiliar" ao Internacional de Campo Grande só foi possível graças aos investimentos anunciados ainda em 2019, a partir de quando foi previsto para o espaço a implantação de um sistema de iluminação que possibilitasse pousos noturnos. 

Antes disso, em caso de uma possível emergência noturna na Capital, as aeronaves precisavam recorrer aos aeroportos de Dourados, Corumbá e Três Lagoas, distantes 250,1 quilômetros, 427,5 e 326,6 km respectivamente da Cidade Morena. Nessa época, cabe ressaltar, que o tráfego aéreo chegou a registrar 60 voos diários no aeroporto Santa Maria.

O Aeródromo Santa Maria, para além da iluminação noturna, também passou por um alargamento das faixas de pousos, que antes possuíam a medida correspondente a 1.100 x 23 metros, agora mede 1.500 x 30 metros. 
 

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