Cidades

PREÇO ÚNICO DE R$ 5

Campo-grandenses dormem na fila para 'garimpar' no Feirão da AACC-MS

Com aproximadamente 100 pessoas, a fila tinha cerca de 70 metros e virava a esquina

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Fila gigantesca se formou no Feirão do Cincão, promovido pela Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS), na manhã desta terça-feira (5), na sede da instituição, localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

Com aproximadamente 100 pessoas, a fila tinha cerca de 70 metros e virava a esquina.

Conforme apurado pela reportagem, a primeira pessoa chegou às 20 horas do dia anterior, nesta terça-feira (4), ou seja, garantiu o lugar 12 horas antes da abertura do Feirão e dormiu na fila com um colchão.

São dois dias de feirão: quarta-feira (5) e quinta-feira (6), das 8h às 17h (sem pausa para o almoço). O preço único é de R$ 5. As formas de pagamento são pix, dinheiro, débito e crédito.

Os itens foram arrecadados em doação e são usados, mas estão em excelente estado de conservação. Ao todo, são três mil peças disponíveis nas prateleiras, como:

  • Roupas (calças, shorts, vestidos, blusas, casacos, saias, entre outros)
  • Sapatos
  • Bonés
  • Cintos
  • Bolsas
  • Mochilas
  • Xícaras
  • Copos
  • Brinquedos (itens de parquinho de areia, entre outros)
  • Cabides
  • Tiaras
  • Garrafas
  • Material escolar (cadernos e canetas)

As formas de pagamento aceitas são PIX, dinheiro, cartões de débito e crédito, com parcelamento disponível para compras a partir de R$ 100.

Publicitária, Michele Matos encarou a fila gigantesca para garantir seu presente de aniversário. “Quero ver alguma roupa, algum sapato, o que eu achar legal quero comprar. Vim comprar presentes para mim porque semana que vem eu completo mais um ano de vida. Espero não ficar muito tempo nessa fila”, disse.

"Tem gente que pousou na fila, trouxe colchão e chegou 8 horas da noite. A fila é constante. A gente espera um público bem alto, como foi no último, o último feirão que a gente teve foi um sucesso, vende praticamente tudo. São peças que a gente recebe de doação, passa por uma triagem, são selecionadas, são peças boas, que não estão com a varia, mas são peças usadas sim", destacou a coordenadora do voluntariado, Ana Paim.

Além dos produtos à venda por R$ 5, os visitantes poderão aproveitar as ofertas no Bazar e Brechó fixos da AACC/MS, que estarão com 20% de desconto em todas as peças.

O dinheiro arrecadado é revertido em pagamento das contas básicas da Casa de Apoio, como água, luz, combustível, telefone, alimentação, material de limpeza e higiene pessoal, assistência aos beneficiários e cobertura de exames e medicamentos não disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os custos mensais giram em torno de R$ 350 mil.

O valor arrecadado neste evento também será direcionado para custear a reforma completa na Casa de Apoio, garantindo mais conforto e estrutura para as famílias acolhidas durante o período de tratamento das crianças.

O evento é realizado no mínimo três vezes por ano e atrai uma multidão, com pessoas madrugando nas filas.

AACC-MS

A Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) foi fundada em 29 de março de 1998 com a missão de cuidar, amparar e auxiliar crianças e adolescentes com câncer em Mato Grosso do Sul.

Está localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

A Casa de Apoio oferece:

  • Acolhida e hospedagem à criança e adolescente com câncer e 1 acompanhante do sexo feminino
  • Distribuição de cestas básica e cestas sociais às famílias
  • Transporte
  • Atendimentos Multiprofissionais
  • Serviço Social
  • Atividades lúdico-pedagógicas
  • Salão de Beleza

De acordo com a AACC-MS, em 2024, a AACC/MS atendeu 317 crianças e adolescentes, sendo 82 casos novos; realizou 16.968 atendimentos multiprofissionais, que englobam Nutrição, Psicologia, Assistência Social, Dentista, Fisioterapia, Enfermagem, Salão de Beleza e Brinquedoteca. Além disso; serviu 31.891 refeições para pacientes e acompanhantes; ofereceu 5.950 hospedagens na Casa de Apoio e distribuiu 1.009 cestas básicas e itens sociais. Já o CETOHI registrou 688 internações ao longo do ano.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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