Cidades

Campo Grande

Investimento de quase R$ 25 milhões em LED solar não reduzirá taxa de iluminação

Capital tem uma das maiores arrecadações de Cosip no País, conforme levantamento da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos

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Nesta semana, a Prefeitura de Campo Grande publicou dois contratos que somam quase R$ 25 milhões para a implantação de luminárias com LED solar em avenidas e praças da cidade. Mesmo com esse investimento, que deve reduzir o consumo de energia do município, não haverá mudanças no valor pago à Contribuição Social para o Custeio da Iluminação Pública do Brasil (Cosip), mais conhecida como taxa de iluminação pública.

Segundo o Executivo campo-grandense, mesmo com a possível economia, não deverá haver alteração sobre o que é cobrado atualmente na cidade.

“A cobrança da taxa de iluminação pública é prevista em lei e não sofrerá alteração com a implantação do sistema de energia solar nas luminárias de LED solar de determinada região, pois a taxa incide sobre 
a prestação de um serviço universal, ou seja, o contribuinte paga não pela luminária do poste em frente a sua casa ou da rua onde mora, mas por usufruir da iluminação pública das ruas, das avenidas, das praças e dos parques da cidade. Da mesma forma, quem instala energia solar em sua casa continuará pagando a taxa de iluminação pública”, diz a prefeitura, por meio de nota.

Reportagem publicada em janeiro deste ano pelo Correio do Estado mostrou que Campo Grande é a 10ª capital que mais arrecada com a Cosip no País. A cidade ficou à frente de cidades maiores e com o dobro da população.

Conforme levantamento da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, em 2022, a capital de MS coletou R$ 143.941.441,09 com a taxa que vem embutida na conta de luz, a 10ª maior arrecadação bruta dessa modalidade no Brasil. No mesmo ano, a prefeitura de Curitiba (PR) embolsou R$ 132.224.683,35 com a mesma contribuição.

A diferença é que em Curitiba moram 1.773.733 pessoas (a sétima cidade mais populosa do País), com praticamente o dobro da população de Campo Grande – 897.938 habitantes, segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda sobre a pesquisa, além de Curitiba, na Região Centro-Oeste, Campo Grande se tornou campeã em receita com a Cosip, embora tenha 539.299 habitantes a menos que Goiânia (GO), que tem 1,4 milhão de pessoas, conforme o mesmo censo. A capital de Goiás arrecadou R$ 103.115.825,40 com a contribuição em 2022.

Quando se trata de arrecadação per capita, Campo Grande continua na liderança entre as maiores cidades do Brasil. Em 2022, cada morador da Capital pagou R$ 160,30 para custear a iluminação pública.

A segunda maior arrecadação per capita entre as grandes cidades brasileiras é em Maceió (AL). Cada morador da capital alagoana pagou R$ 154,79 em 2022 para o custeio da iluminação pública.

A maior cidade do Brasil, São Paulo, teve a maior receita bruta com a Cosip em 2022: R$ 726.566.213,61. Porém, a capital paulista tem 11,4 milhões de habitantes, e a arrecadação per capita foi de apenas R$ 63,45 naquele ano.

Apesar de ter uma das maiores arrecadações com a taxa de iluminação pública do País, ainda há pontos em Campo Grande onde há falhas nesse serviço.

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CONTRATOS

No dia 6, a prefeitura da Capital firmou três contratos no valor total de R$ 19,3 milhões para implantação de iluminação pública LED solar em várias de suas avenidas.

Nos três primeiros lotes, está prevista a implantação de luminária LED solar nas avenidas José Barbosa Rodrigues, Amaro Castro Lima, Prefeito Lúdio Coelho, Nasri Siufi, e Duque de Caxias; e nos parques Ayrton Senna, Jacques da Luz e Ecológico do Sóter e no Centro Olímpico Vila Nasser.

Um quarto lote, que teve seu contrato publicado na quinta-feira, no valor de R$ 5,4 milhões, foi fechado com a empresa Construtora JLC Ltda., para a instalação do LED solar nas avenidas Ministro João Arinos, Rita Vieira de Andrade e Interlagos.

SAIBA

A prefeitura disse que a intenção é evitar casos de furtos de fios subterrâneos do sistema convencional, 
uma vez que a prática se tornou comum e gera gasto anual de mais de R$ 1 milhão “só na reposição dos cabos nas áreas onde haverá a troca”.

Desenvolvimento

MS avança em Capital Humano e se mantem no TOP 10 brasileiro pelo 3º ano consecutivo

No Ranking da Competitividade dos Estados, MS ocupa a 9ª posição desde 2023

07/05/2026 17h30

MS ocupa 9ª posição entre os estados competitivos do País

MS ocupa 9ª posição entre os estados competitivos do País FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul se manteve estável na 9ª posição entre os estados brasileiros no Ranking da Competitividade entre os Estados pelo terceiro ano consecutivo. 

Em 2022, o Estado ocupava o 7º lugar na lista, mas caiu duas posições no ano seguinte, puxado pelos resultados negativos nos indicadores de Eficiência da Máquina Pública, Sustentabilidade Social, Sustentabilidade Ambiental e Segurança Pública. 

Em 2025, MS se destacou nos pilares de Sustentabilidade Ambiental e Capital Humano. Neste último, ocupa o segundo lugar no ranking nacional, subindo uma posição em relação a 2024. Já sobre sustentabilidade ambiental, foram 5 posições a mais, chegando ao 9º lugar a nível nacional. 

O ranking é elaborado desde 2011 pela organização suprapartidária Centro de Liderança Pública (CLP) e a edição especial de 2026 ano foi divulgada nesta quinta-feira (7).

O pilar de Capital Humano avalia o nível educacional da mão de obra, aspectos ligados à inserção no mercado de trabalho e os impactos sobre a produtividade da economia. Ele considera o número de matrículas nos ensinos técnico, profissionalizante e superior e a qualificação dos trabalhadores em emprego formal.

Assim, o bom desempenho do Estado na categoria indica avanços na preparação da mão de obra e na sua inserção na economia formal.

No pilar de Sustentabilidade Social, o destaque de MS foi na categoria de Desigualdade de Renda, ocupando o 5º lugar no ranking geral em 2024, um aumento de 4 posições com relação ao ano anterior. No índice de Famílias Abaixo da Linha da Pobreza, o Estado tem o 3º menor índice do País, ficando atrás apenas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Durante evento realizado em Brasília nesta quinta-feira, o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, afirmou que os resultados representam a consolidação de uma agenda de desenvolvimento sustentável, visando a redução de desigualdades e ampliação de oportunidades.

 “O Governo do Estado tem trabalhado para fortalecer políticas públicas integradas, alinhadas a metas e resultados, com foco na eficiência da gestão e na ampliação das oportunidades para o cidadão sul-mato-grossense”, disse. 

Para o secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Castro Nogueira, o avanço de Mato Grosso do Sul reflete estratégias baseadas em um planejamento visando a preparação do Estado para uma economia cada vez mais dinâmica.

“Os indicadores demonstram que Mato Grosso do Sul tem avançado na qualificação da sua população e na redução das desigualdades, o que é fundamental para um crescimento sustentável e inclusivo”, afirmou Nogueira. 

Edição especial 

Lançado nesta quinta-feira (7), o Centro de Liderança Pública (CLP) elaborou uma edição especial do Ranking de Competitividade  dos Estados 2026 - Eleições, com o objetivo de utilizar a série histórica do ranking para oferecer um diagnóstico mais aprofundado na gestão dos governadores. 

O estudo mostra a posição atual de cada estado, indicando como ele está hoje em termos de desempenho e competitividade e mostra quais estados estão avançando mais rápido, destacando o ritmo de evolução recente. 

Assim, um estado pode aparecer bem posicionado no ranking, mas não possuir muitos avanços recentes. Enquanto isso, outro estado pode estar em posição inferior, mas demonstrar crescimento acelerado. 

"O estudo busca qualificar o debate eleitoral com base em evidências concretas, ao mesmo tempo em que chama atenção não apenas para quem está na liderança, mas também para os estados que vêm mostrando evoluçã. A proposta é incentivar políticas públicas mais eficientes e orientadas a resultados", explicou o diretor-presidente da CLP, Tadeu Barros. 

A edição especial foi desenvolvida a partir de séries históricas e avalia o desempenho dos estados brasileiros em cinco dimensões: economia, gestão pública, sociedade, sustentabilidade ambiental e segurança pública. 

Benefício

Câmara aprova renovação automática da CNH para motoristas sem multas; texto segue para o Senado

Medida beneficia condutores cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores e mantém exigência de exames médicos na renovação

07/05/2026 17h12

Câmara aprova renovação automática da CNH para motoristas sem multas; texto segue para o Senado

Câmara aprova renovação automática da CNH para motoristas sem multas; texto segue para o Senado Divulgação

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (7) a Medida Provisória 1327/25, que prevê a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), conhecido como “cadastro positivo” de condutores.

O texto agora segue para análise do Senado Federal. O RNPC reúne motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses.

Atualmente, os cadastrados já podem receber benefícios como descontos em pedágios, estacionamentos, tributos e seguros.

Com a nova proposta, os condutores também poderão ter acesso à renovação automática da CNH ao fim do prazo de validade do documento.

O texto aprovado pelos deputados é o parecer apresentado pelo senador Renan Filho (MDB-AL), relator da comissão mista responsável pela análise da medida provisória. Durante a tramitação, o parlamentar promoveu alterações em relação à proposta original enviada pelo governo federal.

A proposta altera dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e estabelece medidas voltadas à modernização e simplificação do sistema de habilitação no país.

Entre os pontos aprovados está a possibilidade de emissão da CNH em formato exclusivamente digital, deixando a versão impressa opcional ao motorista.

Segundo o relatório aprovado, a ampla adesão à CNH Digital demonstra uma mudança no comportamento dos usuários e pode contribuir para a redução de custos administrativos dos Detrans, além de diminuir gastos com impressão de documentos físicos.

Outro ponto tratado pela medida provisória é a regulamentação dos valores cobrados pelos exames de aptidão física e mental e pelas avaliações psicológicas exigidas no processo de habilitação.

Pelo texto, os procedimentos passarão a ter preço público definido por órgão de trânsito da União, com reajuste anual baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em seu parecer, Renan Filho afirmou que as mudanças representam um avanço no processo de desburocratização e racionalização administrativa do sistema de trânsito brasileiro. Segundo o senador, a proposta busca reduzir custos para os cidadãos sem comprometer a segurança viária.

A versão original encaminhada pelo Palácio do Planalto previa que os motoristas cadastrados no RNPC fossem dispensados dos procedimentos previstos no artigo 147 do Código de Trânsito Brasileiro, incluindo os exames médicos normalmente exigidos pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).

No entanto, durante a análise na comissão mista, parlamentares demonstraram resistência à retirada completa dos mecanismos de controle médico dos condutores. Diante disso, o relatório aprovado manteve a exigência dos exames de aptidão física e mental, mesmo com a previsão de renovação automática da CNH.

O parecer destaca que a solução adotada busca equilibrar a simplificação burocrática com a manutenção das medidas de segurança no trânsito.

Conforme o texto, a renovação automática valerá apenas para os condutores sem infrações com pontuações registradas no período de 12 meses anteriores ao vencimento da carteira de motorista.

Caso seja aprovado também pelo Senado, o texto seguirá para sanção presidencial.

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