Esportes

Comerário nos tribunais

Justiça Desportiva recebe denúncia sobre dívida de Petrallas vinculada à Liga de Futebol de MS

De acordo com os documentos, Estevão Petrallas esteve à frente da Liga em 2016, quando foi condenado por falta de prestação de contas.

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Um dos maiores clássicos de Mato Grosso do Sul, entre Comercial e Operário, pode parar nos tribunais devido ao comando da entidade. Isto porque o presidente do Comercial, Cláudio Barbosa, enviou uma denúncia de irregulariedade fiscal ao Tribunal de Justiça Desportiva, relatando que Estevão Petrallas estaria inelegível como gestor interino da federação.

As justificativas relatadas pelo dirigente estão relacionadas à Lei Geral do Esporte e ao estatuto da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS).

De acordo com a Lei 14.597/2023, são inelegíveis para o desempenho de suas funções dirigentes aqueles que estiverem inadimplentes na prestação de contas de recursos públicos em decisão administrativa definitiva. Neste caso, o gestor estaria inelegível por 10 anos, assim como os dirigentes que estivessem inadimplentes ou nomeados para tal cargo. 

A reportagem do Correio do Estado também teve acesso ao estatuto da federação. No documento, relata-se que a entidade também proíbe a nomeação de inadimplentes na prestação de contas.

Debruçado sobre o estatuto da federação, o presidente do Comercial, Cláudio Barbosa, enviou os documentos para análise do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e também da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), solicitando que seja determinada liminarmente a abstenção do denunciado em praticar qualquer ato na presidência da FFMS.

"Verifica-se irregularidades na presente nomeação, uma vez que o denunciado não pode ocupar o cargo de presidente da FFMS, por estar inelegível", aponta o Comercial, em documento entregue ao Tribunal de Justiça Desportiva.

Denúncia do Comercial contra Estevão Petrallás. Foto: Reprodução

Prestação de contas 

Nesses documentos aos quais a reportagem teve acesso, o processo de dívida nas prestações de contas é movido pela Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul). De acordo com os documentos, mostra-se que o atual interventor da federação, Estevão Petrallas, em 2016, presidiu a Liga de Futebol Profissional de Mato Grosso do Sul e que, em 2017, foi cobrada uma dívida de R$ 117.711 (valor atualizado até janeiro de 2023).

O processo contra o representante, Estevão Petrallas, chegou até a 4ª Vara da Fazenda Pública de Campo Grande na época.

Conforme os dados apresentados, a liga solicitou um convênio para a participação do Operário na edição de 2016 do Campeonato Sul-Mato-Grossense.

 Esses convênios foram solicitados diretamente à Fundesporte, sendo o dinheiro proveniente do FIE/MS (Fundo de Investimentos Esportivos), totalizando R$51.590. O restante dos valores destinava-se ao custeio de material esportivo, hospedagem, alimentação, transporte e transmissão dos jogos.

Em 2019, a sentença acabou transitando em julgamento, sem possibilidade de recurso, quando em 2023, a dívida foi protestada em cartório e esquecida por ambas as partes. 

 Foto: Reprodução

"Na pessoa do seu presidente, Sr. Estevão Antonio Petrallas, a pagar a quantia de R$ 40.878,97, corrigida monetariamente pelo INPC e com incidência de juros de mora de 1% ao mês, pela falta de prestação de contas do recurso financeiro destinado ao OPERÁRIO FUTEBOL CLUBE, conforme sentença anexada e entregue aos procuradores"

Em contato com o procurador-geral Adilson Viegas, os documentos estão sendo analisados. No entanto, se os documentos entregues pelo presidente do Comercial forem procedentes, Estevão Petrallas pode ficar inelegível por 10 anos, de acordo com a Lei Geral do Esporte, por improbidade administrativa.

"Neste caso, segundo a Lei nº 14.597 da Lei Geral do Esporte, acaba colocando a gestão de Petrallas em 2016 como irregular ou temerária por 10 anos em qualquer cargo eletivo ou organização esportiva", explicou. 

A reportagem do Correio do Estado tentou contato com a defesa de Estevão Petrallas para entender como serão os próximos passos, mas os contatos não foram atendidos. O canal segue aberto para a defesa.

 

 Foto: Reprodução


Operação Cartão Vermelho 

O ex-prefeito de Rio Negro e presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Francisco Cezário, é um dos pelo menos cinco presos na manhã desta terça-feira (21) durante a Operação Cartão Vermelho, que aponta o desvio de mais de R$ 6 milhões da Federação, somente entre 2018 e o ano passado. Na casa dele foram apreendidos mais de 800 mil reais. 

A justiça emitiu sete mandados de prisão e 14 de busca e apreensão e até o fim da manhã pelo menos cinco pessoas haviam sido presas e levadas à Cepol, delegacia do bairro Tiradentes. Francisco Cezário é advogado e por isso a detenção foi acompanhada por representantes da OAB. 

Policiais e promotores passaram a manhã inteira na sede da Federação de Futebol recolhendo documentos que podem dar mais embasamento às investigações feitas até agora, que se estenderam por um período de 20 meses, segundo nota do Gaeco. 

Ele está à frente da Federação faz cerca de três décadas e seu sétimo mandato está previsto para acabar em 2027. Em nota divulgada na manhã desta terça-feira pela assessoria do Ministério Público, ele e outros integrantes da Federação são acusados fazer mais de 1.2 mil saques, sempre de até R$ 5 mil, para tentar driblar uma possível investigação nas contas da Federação. 

Parte do dinheiro desviado, segundo acreditam os investigadores, era repassado pelo governo estadual, que somente no ano passado liberou R$ 1,35 milhão para os campeonatos estaduais da Séria A, Série B e para o futebol feminino. Em 2023, somente para o estadual da Série A, foram R$ 1,2 milhão. 

Além disso, a Federação também recebia repasses da CBF, cujos valores não aparecem na prestação anual de contas. Esta prestação de contas, por sua vez, mostrou que no ano passado a entidade fechou com prejuízo superior a R$ 218 mil. No ano anterior, em 2022, o rombo foi de R$ 492 mil.

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Copa do Mundo

Brasil desencanta e derrota o Haiti, com estrela de Vini Jr e campo-grandense em campo

Seleção venceu por 3 a 0, e jogo com chance para Éderson, e com consolidação de Vini Jr como principal jogador da equipe

19/06/2026 23h15

Vini Jr participou de todos os gols da seleção

Vini Jr participou de todos os gols da seleção Divulgação/Fifa

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A seleção brasileira precisou enfrentar um rival frágil, o Haiti, para desencantar na Copa do Mundo e pelo menos até a próxima rodada, dar mais um passo para ganhar a confiança do torcerdor.

Especialmente para os sul-mato-grossenses, o duelo teve um sabor especial, pois o meia Éderson estreou na Copa do Mundo. Há 24 anos, desde que o atacante, também campo-grandense, Mueller, que um jogador nascido no Estado não jogava no torneio mais importante do futebol mundial.

No período que Éderson esteve em campo não houve gols, pois todos eles foram marcados no primeiro tempo. E a trajetória da seleção e mais especificamente os gols têm um nome em comum: Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid que vem se tornando a principal estrela do Brasil na Copa, pois todos os lances que resultaram em gols neste torneio passaram pelos pés dele.

No jogo contra o Haiti, na Filadélfia, Vini Jr marcou um dos gols, e participou dos lances dos outros dois marcados por Matheus Cunha. Na estreia, contra o Marrocos, Vini fez o gol brasileiro.

Apesar das fragilidades defensivas apresentadas pelo Haiti, a equipe caribenha mostrou que está longe de ser apenas um adversário figurativo. No segundo tempo, chegou a levar perigo e obrigou o goleiro Alisson a fazer duas importantes defesas. O desempenho reforçou a percepção de que o Brasil precisará elevar seu nível técnico para avançar com segurança no Mundial.

Sem Neymar há quase três anos e diante da possibilidade de perder também Raphinha, substituído ainda na etapa inicial após sentir dores na parte posterior da coxa, a seleção parece finalmente ter encontrado em Vinícius Júnior sua principal referência ofensiva. O atacante, eleito o melhor jogador do mundo em 2024, teve atuação destacada. Embora ainda tenha cometido alguns excessos individuais, como prender demais a bola em determinados momentos, participou ativamente da construção das jogadas e ajudou a dar mais fluidez ao setor ofensivo.

Quem também aproveitou a oportunidade foi Matheus Cunha. Escalado por Carlo Ancelotti entre os titulares, o atacante respondeu com dois gols e fortaleceu sua candidatura a uma vaga permanente na equipe. No primeiro, mostrou oportunismo ao aparecer na hora certa para concluir a jogada. No segundo, demonstrou qualidade técnica ao finalizar com precisão de perna esquerda. A atuação o credenciou como uma alternativa mais consistente do que Igor Thiago, que havia decepcionado na estreia diante do Marrocos.

A outra mudança promovida por Ancelotti foi a entrada de Danilo na vaga de Ibañez. O experiente defensor teve atuação segura pela lateral direita e aumentou suas chances de permanecer entre os titulares nos próximos compromissos.

Os espaços concedidos pela defesa haitiana permitiram ao Brasil criar diversas oportunidades, mas a vitória poderia ter sido ainda mais ampla. Raphinha e Endrick chegaram a balançar as redes, porém tiveram os gols anulados por impedimento, ambos confirmados rapidamente pela tecnologia.

Endrick foi um dos jogadores mais festejados pela torcida ao entrar em campo na segunda etapa. O jovem atacante do Real Madrid substituiu Matheus Cunha e teve cerca de meia hora para mostrar seu potencial. Apesar da expectativa, recebeu poucas bolas em condições de finalização e não conseguiu marcar, além do gol invalidado pela arbitragem.

Em uma das melhores oportunidades do período final, Éderson desperdiçou uma chance próxima à trave após cruzamento de Martinelli. Endrick, bem posicionado na área, lamentou não ter recebido o passe que poderia resultar em mais um gol brasileiro.

Com o resultado, o Brasil assumiu a liderança do Grupo C e ficou muito próximo da classificação para a segunda fase. A equipe soma os mesmos quatro pontos do Marrocos, mas leva vantagem no saldo de gols. O Haiti, por sua vez, segue sem pontuar e ocupa a última colocação da chave.

A meta da seleção comandada por Ancelotti agora é confirmar a primeira colocação do grupo. Além de assegurar a vaga, terminar na liderança pode significar um caminho teoricamente menos complicado nas fases eliminatórias, evitando alguns dos principais favoritos logo no início do mata-mata.

O último compromisso brasileiro na fase de grupos será contra a Escócia. A partida está marcada para o dia 24, quarta-feira, às 18h (MS), em Miami.

Hino Nacional

NY Times elege o hino do Brasil o mais bonito entre os países da Copa

Publicação exalta a introdução orquestral de 28 segundos da canção

19/06/2026 23h00

brasil

brasil Foto: Agência Brasil

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O jornal The New York Timeselegeu o Hino Nacional Brasileiro o mais bonito entre os 48 países participantes da Copa do Mundo de 2026. A matéria, publicada nesta sexta-feira (19) e assinada pelo jornalista Tim Spiers, traz tons de crítica musical com pitadas de humor.brasil

A publicação exalta, principalmente, a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos” do nosso hino nacional.

“Dura quase dois minutos e, ainda assim, não é suficiente. Tem um monte de palavras cantadas muito rápido em sua maior parte, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma terra amada, mas o ponto alto é, sem dúvida, a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos. Um dos melhores hinos do mundo”, escreveu o jornal.

Em meio a elogios, o texto ainda lembra a execução do Hino Nacional na Copa de 2014, quando torcida e jogadores cantaram a plenos pulmões cada verso.

Porém, após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, o momento perdeu o brilho e ganhou tons de desespero na imprensa esportiva brasileira.

“Para a partida contra Marrocos, não houve o choro e o melodrama que vimos antes da semifinal, em casa, em 2014, mas provavelmente foi melhor assim”, brincou.

Curiosamente, o último colocado no ranking do NY Times é justamente o hino da Inglaterra, Deus Salve o Rei. A Inglaterra é o país onde a editoria de esportes do jornal, The Athletic, está baseada.

“É terrível. A música se arrasta imperdoavelmente e a letra, ao contrário de qualquer outro hino desta lista, é sobre um homem velho”.

Hino do Brasil

O Hino Nacional Brasileiro foi composto por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, inicialmente sem letra.

“Uma vez proclamada a República, convocou-se concurso para substituir esse Hino por outro, próprio para a nova organização política. No entanto, o apego popular à melodia do velho hino não deixou alternativa à sua manutenção”, relata o Ministério das Relações Exteriores, em sua página oficial.

Os versos, compostos por Osório Duque Estrada, foram incluídos de forma oficial em 6 de setembro de 1922.

Ranking do NY Times

  1. Brasil
  2. França
  3. Portugal
  4. Colômbia
  5. Escócia
  6. Equador
  7. Argentina
  8. Egito
  9. Uruguai
  10. Bósnia e Herzegovina
  11. Estados Unidos
  12. RD Congo
  13. Curaçao
  14. Coreia do Sul
  15. Costa do Marfim
  16. Panamá
  17. Canadá
  18. México
  19. Haiti
  20. Irã
  21. África do Sul
  22. Japão
  23. Marrocos
  24. Iraque
  25. Turquia
  26. Austrália
  27. Tchéquia
  28. Tunísia
  29. Senegal
  30. Suécia
  31. Argélia
  32. Paraguai
  33. Suíça
  34. Cabo Verde
  35. Noruega
  36. Uzbequistão
  37. Arábia Saudita
  38. Bélgica
  39. Gana
  40. Croácia
  41. Holanda
  42. Catar
  43. Áustria
  44. Nova Zelândia
  45. Alemanha
  46. Espanha
  47. Jordânia
  48. Inglaterra

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