Colunistas

Giba Um

"Os tribunais têm autoridade para dizer o direito, mas não têm o monopólio da sabedoria política...

... A autocontenção não é fraqueza; é respeito à separação dos poderes que, em análise, é ela própria uma exigência constitucional", de Edson Fachin (STF), em aula magna a estudantes de Direito, em Brasília.

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O vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo, ex-comandante da Rota, registrou Boletim de Ocorrência, afirmando que uma pessoa tentou grampear seu telefone e fazer com que sua mulher abrisse uma conta em seu nome em um banco do Uruguai.

MAIS: Mello diz que "essa pessoa" (ele não fala quem é) foi contratada por alguns políticos que estariam tentando desmoralizar sua imagem. Mello Araújo é pré-candidato ao Senado, por escolha de Bolsonaro. Contudo, grande volume de integrantes do PL é radicalmente contra.

Não vai dar

Enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cresce nas pesquisas eleitorais, aliados do senador atuam para bombar a candidatura do filho de Jair Bolsonaro à Presidência. Alas do PL tentam convencer o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a entrar na chapa como vice. O mineiro insiste em levar adiante (sem chance) a própria candidatura ao Planalto. Eventual acordo levaria o PL a apoiar Matheus Simões (PSD), vice-governador, ao executivo mineiro. Flávio, contudo, já convidou Ratinho Júnior para ser vice, mas ele prefere se manter na corrida ao Planalto (é certa sua escolha). Para Zema, poderá sobrar o Senado, como para Ronaldo Caiado.

Campanha nacional

O governador Tarcísio de Freitas pretende nacionalizar grande parte de sua campanha de reeleição, com críticas frequentes a Lula no desempenho na economia. A opção de não se ater apenas a temas estaduais tem duplo objetivo: ajudar Flávio Bolsonaro e explorar flancos de seu adversário Fernando Haddad. E já começou há dias; disse que Haddad criou um imposto novo a cada 30 dias. A soma está errada: é um chute que causa um bom efeito. Num debate, Tarcísio fatalmente não conseguiria enumerar esse festival (seus aliados mais próximos não conseguem).

Olho em São Paulo

Números da pesquisa Datafolha, feita entre 3 e 5 de março, mostram as dificuldades de Lula e Haddad em São Paulo, o que estimula Tarcísio a ir para o ataque (os atacados também terão munição para devolver). No cenário mais provável, o presidente atinge 35% dos votos no primeiro turno entre eleitores do estado, contra 37% do Flávio, situação de empate técnico. Em comparação, nacionalmente o petista marca 38% contra 32% do opositor. Olho vivo.

Há mais de 600 dias 1

Deve dar em nada ao Partido Novo a representação contra Davi Alcolumbre no Conselho de Ética do Senado. A sigla questiona a condução institucional do presidente da Casa, que sentou em cima de CPIs do Banco Master, além de não andar com a análise de pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes (STF). Eduardo Girão (Novo-CE) quer ainda a prorrogação da CPMI que investiga a roubalheira do INSS.

Há mais de 600 dias 2

O Conselho de Ética está longe de ser conhecido pela produtividade: não se reúne desde julho de 2024. Na última reunião, os senadores analisaram quatro representações contra colegas. Votaram para arquivar tudo. Em 2024, foi apenas uma reunião. Antes disso, duas em 2023. Em 2020, 2021 e 2022, não houve sessão. A representação do partido foi apresentada à Secretaria-Geral da Mesa. O Conselho de Ética nem mesmo foi instalado este ano.

Reconhecimento feminino

Na segunda (16), um tapete vermelho foi estendido no hall da Assembleia Legislativa de São Paulo para a realização da segunda edição do Woman Awards, que homenageia mulheres extraordinárias em várias áreas de atuação. Além de reconhecer ícones culturais, o Woman Awards destaca lideranças e iniciativas marcantes por meio do programa Mulheres que Inspiram, que se concentra em executivas, diretoras, CEOs e visionárias que deixam sua marca ao longo da história. Outra parte do evento, Mulheres que Fazem a Diferença, é dedicada a empreendedoras e a aquelas que lideram projetos sociais inovadores. As categorias das premiações são inspiradas em mulheres que contribuíram significativamente para a cultura e a sociedade do Brasil. Por exemplo, a categoria Rita Lee abrange influenciadoras, humor, moda e beleza. A categoria Hebe Camargo homenageia talentos nas áreas de televisão, jornalismo, streaming, cinema, rádio e podcast. A categoria Gal Costa é dedicada às músicas de compositoras e cantoras, enquanto a categoria Clarice Lispector celebra a literatura e as artes.

O evento destaca a importância de valorizar as trajetórias de sucesso das mulheres, reconhecendo o trabalho de profissionais exemplares, o que estimula o surgimento de novos projetos transformadores. Nesta cerimônia, o prêmio máximo foi entregue à pesquisadora Tatiana Sampaio, que está à frente de estudos sobre a polilaminina, uma molécula desenvolvida em laboratório com potencial para ajudar na regeneração de neurônios após lesões graves na medula espinhal, recebendo o título de "Mulher do Ano". Além dela, outras premiadas incluíram Tati Machado, Patricia Poeta, Fernanda Lima, Carolina Ferraz e Ana Hickmann na categoria de apresentação; Andrea Guimarães (decoradora); Iris Abravanel (autora); as cantoras Karin Hills e Yasmin Santos; bem como Liliane Doretto (delegada), Kika Sato (influenciadora), Karina Sato (empresária), Bianca Andrade (empresária e influenciadora) e Dani Padalino (chef), entre muitas outras.

Paulo Guedes quer ser "Rasputin da economia"

Seja quem for o futuro ministro da Economia do governo Flávio Bolsonaro (se vencer, claro), uma coisa é certa: Paulo Guedes, ex-ministro de Bolsonaro e até "Posto Ipiranga", será seu "Rasputin da área econômica". Grigori Rasputin foi o principal conselheiro do Czar Nicolau II — mandava mais do que qualquer membro da Corte. Já voltar ao Ministério da Fazenda nem pensar. Influenciar de fora para dentro do governo é m figurino que agrada tanto ao ex-ministro quanto a Flávio. A ideia de que Guedes estará por trás das decisões econômicas é vista como um trunfo junto a uma razoável parcela do eleitorado do "01". Guedes criou um fã-clube. Inclusive, não falta quem atribua a sua performance a uma parcela importante da vitória eleitoral do papai Bolsonaro. Desde a campanha, o economista chegou a criar uma chancela para o ex-presidente. Contudo, Guedes não quer mais a pressão, a burocracia e o excesso de trabalho do cargo de ministro. Mas não vai desaparecer nas nuvens, como faria Rasputin. Guedes é vaidoso e entenderá que uma vitória de Flávio é como sua vitória também.

Dois candidatos

Junto à comunidade de capitais, dois nomes já despontam como candidatos à feição de ministro da Fazenda. Um é Gustavo Montezano, preparado, passou pelo Opportunity e pelo BTG Pactual. O segundo é o economista Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro na gestão do próprio Paulo Guedes. Toca violão a quatro mãos com o ex-ministro da Economia. Mansueto é sócio e economista do BTG Pactual. Mantidas as coordenadas, Guedes na posição de "Rasputin" e Gustavo Montezano executando uma política que não foi desenhada por ele. Pensam igual e a ordem das funções não alterará o produto.

 Não foi desta vez

Fundado por John J. B. Wilson e Mo Murphy, o Framboesa de Ouro surgiu como uma paródia ao Oscar, ressaltando anualmente os aspectos mais criticados do cinema. A atriz brasileira Isis Valverde, que estava concorrendo na categoria de Pior Atriz Coadjuvante por sua atuação em "Código Alarum", sua estreia em Hollywood, onde interpretou a médica Bridgette Rousseau, não recebeu o prêmio. A categoria foi vencida por Scarlet Rose Stallone, filha de Sylvester Stallone, por seu papel no faroeste "Terra de Pistoleiros". Vale destacar que Isis divide o elenco de "Código Alarum" com Sylvester, que interpreta um agente da CIA. O ator acumula um impressionante total de 12 vitórias em sua carreira para a ‘premiação’. O filme "Guerra dos Mundos" foi o grande destaque entre os fracassos, conquistando cinco prêmios (Pior Filme, Pior Diretor, Pior Roteiro, Pior Ator e Pior Remake/Sequência). Rebel Wilson foi reconhecida como Pior Atriz por "Bride Hard", enquanto os sete anões digitais do longa "Branca de Neve" foram agraciados com o prêmio de Pior Ator Coadjuvante. Os anões, para quem não sabe, foram gerados por computação gráfica e foram classificados como ‘aterrorizantes’ pelo público. Vale lembrar que Rachel Zegler também foi amplamente criticada por ter sido escolhida para protagonizar o clássico de 1937.

Sem transição

Olavo Noleto, escolhido para substituir Gleisi Hoffmann, na Secretaria de Relações Institucionais, assumirá o cargo em um voo às cegas. Até agora, Gleisi tem mantido futuro ministro à margem das negociações mais sensíveis entre os parlamentares. A postura causa incômodo dentro da própria base aliada, a começar pelo líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA). O Planalto avisara que haveria uma passagem de bastão para evitar ruídos num momento delicado no Congresso, em ano eleitoral. Só que Gleisi é Gleisi.

Nove estádios 1

Preterida por Lula e pelo senador Flávio Bolsonaro nas negociações sobre eleições, a Igreja Universal do Reino de Deus dará uma inédita demonstração de força na sexta-feira da Paixão, em 3 de abril. A Universal, fundada pelo bispo Edir Macedo, fechou o aluguel de nove estádios de futebol pelo Brasil para o evento "Família ao Pé da Cruz": o Maracanã (RJ), a NeoQuímica Arena (SP), o Pacaembu (SP), o Mané Garrincha (DF), a Arena do Grêmio (RS), a Fonte Nova (BA), o Independência (MG), o Mangueirão (PA) e o Albertão (PI).

Nove estádios 2

A ideia é lotar as arenas, fazer a tradicional celebração às vésperas da Páscoa, mas também passar uma mensagem da força da única igreja brasileira dona de um partido, o Republicanos, comandado pelo deputado federal e bispo licenciado Marcos Pereira. Quem está dando seu caráter político ao evento é o bispo Renato Cardoso, genro de Macedo e apontado como seu sucessor no futuro.

Mistura Fina

A campanha à reeleição de Lula terá em sua coordenação nomes de estrita confiança do presidente e algumas figurinhas veteranas da velha guarda do PT. O comando geral é de Edinho Silva, presidente do partido. Paulo Okamoto será responsável por comitês populares e redes sociais. Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, focará na economia, enquanto José Filippi Jr., ex-prefeito de Diadema, será o tesoureiro.

E mais: Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete dos dois primeiros governos de Lula, será o responsável pela agenda. Mônica Valente, secretária-executiva do Foro de São Paulo, ficará com a mobilização nos estados, e José Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, se dedicará ao programa de governo. O marqueteiro será Raul Rabelo. O grupo pode ainda ser ampliado. Um nome provável é do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral. Detalhe: muitos são nomes respeitados, só que estão afastados das instâncias partidárias.

Lula levou quase oito meses para aplicar um tardio “princípio de reciprocidade", cancelando o visto de um assessor do governo dos Estados Unidos que monitora fatos do Brasil que possam interessar ao seu país. Ficou claro que o petista tenta criar fato político que faça parar sua curva declinante e a curva ascendente do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Lula anunciou o cancelamento do visto do americano no palanque eleitoral em que transformou na inauguração de ala hospitalar.

Além de demorar a reagir ao cancelamento de visto do seu ministro da Saúde, Lula ainda equiparou o auxiliar ao sub do sub de Trump. Em discurso com fala agitada, disse que o assessor do presidente americano teria o visto de volta quando Alexandre Padilha recuperasse o seu. A valentia de Lula nasceu no botão de pânico acionado no governo. Na falta de ideia melhor, mandaram Lula insistir na história de "soberania".

Não é só pelos US$ 6 milhões ao recorrer à Justiça dos Estados Unidos para pedir o reembolso da referida cifra por taxas pagas durante o "tarifaço" imposto pelo governo de Donald Trump; a Eucatex tem em mente uma conta bem mais ampla. No cálculo dos Maluf, acionistas controladores, o processo é menos uma disputa pontual por valores desembolsados e mais um movimento para proteger a posição da empresa no mercado norte-americano, hoje o principal destino de suas exportações.

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CLAÚDIO HUMBERTO

"O PT aparelhou até a publicidade pública"

Rogério Marinho (PL-RN), que acionou o TCU para investigar gastos de Lula com propaganda

25/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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PF quer saber o que ligou Vorcaro a Hugo Motta

Investigadores da Polícia Federal se desdobram na análise de dados da Compliance Zero que flagraram diálogo do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), atuando para liberar empréstimo de R$22 milhões para uma empresa da cunhada, em março de 2024. A pergunta na corporação é “o que Daniel Vorcaro viu em Motta?”. O pedido de Motta ao enrolado dono do Banco Master, segundo registrado pelo Estadão, foi em março de 2024. Motta nem mesmo era cotado para a presidência da Câmara.

Plantou...

O empréstimo acabou liberado. Motta, que nem era citado para suceder a Arthur Lira na presidência da Cãmara, foi indicado em outubro de 2024.

...e colheu

Três meses após o lobby, Motta desfrutava de luxuosa hospedagem no Four Seasons Hotel Ritz Lisbon, generosa cortesia de Vorcaro.

Idos 2024

A coluna apurou que Motta não está na lista de 25 deputados que viajaram em ‘missão oficial’ para o convescote em Lisboa, mas esteve lá.

Suave na nave

Sobre o bem-bom às custas de Vorcaro, Motta disse que “não via problemas porque é um evento corporativo” e que estava tranquilo.

Dez nanicos vão levar R$33 milhões do fundão

Apesar de não terem atingido a cláusula de barreiras, que é o desempenho eleitoral mínimo para um partido obter acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na TV, dez partidos nanicos irão tomar dos pagadores de impostos mais de R$33 milhões do fundão eleitoral: Agir, DC, Democrata, Missão, Mobiliza, PCB, PCO, PRTB, PSTU e UP. É a parcela desses partidos dos R$99,2 milhões (2% do fundão eleitoral) que todos os 30 partidos dividem em ano de eleição.

Só unzinho

Cabe numa moto (e sobraria lugar) a bancada no Congresso desses partidos que vão morder R$33 milhões: só Kim Kataguiri (Missão-SP).

Achado na rua

Cada um dos nanicos receberá mais de R$3,3 milhões simplesmente por estarem registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Não confunda

O fundo partidário é mesada; R$110 milhões todo mês. Já o fundão eleitoral é a bolada de R$5 bilhões rateados para campanha eleitoral.

Trabalha contra

Flávio Bolsonaro diz que Lula não move uma palha sobre o tarifaço por uma razão simples: “acredita que isso pode beneficiá-lo nas urnas em outubro, mesmo que isso custe quebrar as empresas brasileiras”.

Traíra, só o peixe

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) chama Soraya Thronicke de “Soraya Trambique” e acusa: “após trair Bolsonaro, rasteja para ser aceita pelos petistas e acabou humilhada! Traíra não é bem-vindo em lugar algum!”

Medo impera

Para Alfredo Gaspar (PL-AL), o Brasil está perdendo a guerra para o crime organizado porque falta ao Governo Lula (PT) “uma política de segurança pública de verdade. A população vive com medo”.

Milagres eleitorais

Atrás de votos, Lula volta hoje (25) ao Mato Grosso do Sul para cumprir agenda pela segunda vez em 2026. Ano passado, sem eleição, o petista não se deu ao trabalho nem de passar pelo estado. A partir do dia 4 de julho, fica proibida a participação de pré-candidatos em inaugurações etc.

Troca-troca

Alan Rick (Rep-AC) aposta em uma saída do aperto sem criar tributos. O senador sugere usar créditos a receber da União para quitar débitos locais e reduzir dívidas de entes federativos com o governo federal.

Abismo inédito

A Venezuela vai revelar rombo de US$240 bilhões (R$1,25 trilhão) nas contas do país, muito mais que o estimado inicialmente, diz o Financial Times. Será a maior reestruturação de dívida pública da História mundial.

Vergonha total

Para Bibo Nunes (PL-RS), o STF “está cada vez mais politizado, sem credibilidade e distante da confiança da população”. Na visão do deputado, falar da Corte é algo que o “envergonha como brasileiro”

História é outra

Advogado da Rumble e Trump Media, Martin De Luca esclarece que a decisão da Justiça americana não autorizou a AGU a atuar na defesa do ministro Alexandre de Moraes no processo nos EUA. A Justiça aceitou ouvir argumentos do governo brasileiro e só. Não decidiu sobre o mérito.

Pensando bem...

...é quinta-feira, mas já sextou no Congresso.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Doença muito rara

Teotônio Vilela Filho e Márcio Fortes eram dirigentes do PSDB e chegaram atrasados a uma importante reunião, durante o governo FHC. “Desculpem o atraso”, justificou Fortes, “Teotônio teve crise de um mal muito raro, o distúrbio cronotopocinético, mas já está tudo bem com ele.”

Nem Vilela entendeu nada. Fortes explicaria depois: “Eu também sofro desse mal, distúrbio cronotopocinético. ‘Crono’ de tempo, ‘topo’ de terreno ou distância e ‘cinético’ de movimento. Quer dizer que o sujeito chega sempre atrasado...”

Giba Um

"Vou fazer 60 anos e está tudo bem. Minhas pernas valiam US$ 1 milhão. Hoje, ninguém dá...

...um real. No entanto, tenho contatos de publicidade: vendo de fralda de bebê a fralda geriátrica, de leite de criança a suplemento 50+", de Claudia Raia, quase sessentona, falando sobre sexo e passagem do tempo

25/06/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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O governo Lula abriu a carteira para bancar emendas de deputados e senadores nas últimas semanas.: no total, foram pagos R$ 18,4 bilhões. O que impressiona é o volume distribuído apenas no mês de maio: R$ 14,1 bilhões, quase 77% de tudo o que o governo petista pagou em 2026. Em junho, já são R$ 605 milhões liberados aos parlamentares.

Mais: em maio do ano passado, o governo Lula distribuiu pouco mais de R$ 188 milhões para pagamento dessas verbas parlamentares. Às vésperas da sabatina de Jorge Messias ao Supremo, o governo reservou R$ 12 bilhões para emendas. A maior parte das emendas pagas pelo governo Lula é individual, somando R$ 13 bilhões até agora.

Giba Um

Histórias de superação

A atriz Bruna Marquezine foi o grande destaque do Power Talks, evento promovido pela Kérastase no Hotel Rosewood, em São Paulo. Em sua estreia como primeira embaixadora global brasileira da marca, a atriz falou sobre autoestima, empoderamento feminino e superação. “A gente aprende errando e caminhando. Todas as mulheres sofrem algum tipo de pressão externa. O mais importante é olhar para si mesma e se acolher”. Ao relembrar os desafios da fama aos 18 anos, contou: “Chorava muito nos bastidores. Hoje vejo aquela menina com carinho e acolhimento”. Ela destacou a importância da terapia em sua trajetória e revelou uma técnica para lidar com críticas: “Visualizo um barquinho levando embora tudo que não reflete minhas crenças”. A cantora e atriz Manu Gavassi também compartilhou sua experiência sobre o parto, e admitiu que criou uma ilusão, acreditando que seria rápido e tranquilo, como aconteceu com sua mãe e avó. Porém, enfrentou 15 horas de trabalho de parto. “Eu achava que seria fácil. Ninguém me avisou que seria assim”. Após o nascimento da filha, resumiu o sentimento: Eu me senti uma sobrevivente de um navio que afundou. Senti que me tacaram em alto-mar, a terra era muito longe e falaram: 'Tchau. Nada'". O evento reuniu ainda personalidades como Duda Beat, Paola Antonini e Ana Paula Renault.

“Eliot Ness” à brasileira

O marqueteiro do Palácio do Planalto, Sidônio Palmeira, quer fazer do limão uma limonada. O envolvimento do líder do PT no Congresso, Jaques Wagner, com o Master muda, pelo menos em parte, o eixo da campanha eleitoral. A nova orientação é que Lula seja uma espécie de “Eliot Ness” à brasileira. Ele vai cobrar mais apuração dos crimes, repetir que o país não aceita mais os acontecimentos recentes de ilicitudes e corrupção, bater na tecla de que cada um terá de pagar pelo que fez e dizer que, caso seja eleito, dará fim a essa “República de meliantes”. O discurso é que o governo enfrentará todos os poderosos, dos diversos grupos recheados de privilégios. É o Lula xerife. Assim é, se lhe parece, lembrando a peça de Pirandello. Quanto a Jaques Wagner, a estratégia não muda: Lula agirá como fez com outros “companheiros” envolvidos em ligações ou situações perigosas. Dirá que não acredita nos fatos conforme foram apurados, que há engano no processo e que mantém seu apoio incondicional ao amigo e aliado. Espera ganhar tempo junto às mídias e amansar uma eventual irritação do aliado, evitando que ele se considere abandonado. Até lá, já terão sido realizadas as eleições.

Chefe e amigo

Militantes desejam uma reunião de Lula com Jaques Wagner para discutir a saída do senador da liderança do governo no Senado. Ele diz que o próprio Lula lhe telefonou no dia da operação para dar apoio e se solidarizar. O preferido para substituir Wagner seria Camilo Santana, um dos três petistas com mandato garantido na Casa até 2031 e que não será candidato este ano. Randolfe Rodrigues é líder do governo no Congresso, enquanto Rogério Corrêa (PT-SE) é líder do PT no Senado. Ambos estão em fim de mandato e precisam se candidatar este ano.

Giba Um

Novos projetos

A atriz, comediante, autora, jornalista e apresentadora Mônica Martelli está com novos projetos. Ela irá apresentar o programa “Mônica Total” na DiaTV, com estreia no segundo semestre. O programa discutirá comportamento, vida cotidiana e felicidade, com especialista fixo e convidados semanais. A ideia surgiu do sucesso de seus vídeos nas redes sociais. Segundo ela, o público busca entender melhor os sentimentos e lidar com os desafios de forma mais leve. Ela também é protagonista do filme “Minha Melhor Amiga”, ao lado de Ingrid Guimarães, uma comédia conta a história de uma viagem transformadora pela Europa e chega aos cinemas em 3 de setembro. Sobre relacionamentos, comentou: “Sou a favor de marcar dia para transar. O meu é sexta”.Ela defende que, em relacionamentos duradouros, é importante haver dedicação para evitar que a rotina tome conta. "Casamento dá trabalho. A rotina faz a gente adiar o amor e a transa". Mônica continua conquistando o carinho do público com sua sinceridade, humor.

Giba Um

Ninguém quer

Apontada por Eduardo Bolsonaro — que poucos no PL levam a sério — como possível nome para vice de Flávio Bolsonaro, a deputada Júlia Zanatta esbarrou com a senadora Tereza Cristina, também cotada para o posto, nos corredores do Congresso. As duas brincaram sobre a “batata quente” da missão e, quase em coro, empurravam a responsabilidade uma para a outra, repetindo: “Tem que ser você”, e riam da situação.

Não cabe ao TSE

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou pela rejeição da ação movida pelo PL contra uma pesquisa da Atlas/Intel que mediu impactos do caso Master sobre a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e as intenções de voto. Em parecer ao Tribunal Superior Eleitoral, a PGE informou que não houve irregularidade no levantamento e sustentou que a Justiça Eleitoral deve atuar de forma excepcional ao analisar metodologias de institutos de pesquisa. O caso está sob relatoria do ministro Nunes Marques. O PL alega que as perguntas foram induzidas. A PGE, contudo, afirma que não cabe à Justiça Eleitoral interferir na escolha dos temas abordados pelos institutos.

Pérola

“Vou fazer 60 anos e está tudo bem. Minhas pernas valiam US$ 1 milhão. Hoje, ninguém dá um real. No entanto, tenho contatos de publicidade: vendo de fralda de bebê a fralda geriátrica, de leite de criança a suplemento 50+”,

de Claudia Raia, quase sessentona, falando sobre sexo e passagem do tempo.

Não endividados

Programa de sucesso do Lula 3, o refinanciamento de dívidas do Desenrola 2 ganha nova fase no fim do mês, agora voltado para quem está com as contas em dia. O programa deve reduzir os juros de empréstimos pessoais para clientes que não atrasem parcelas. O projeto beneficiará clientes que ganham até R$ 8.105 (cinco salários mínimos) com dívidas bancárias de até R$ 15 mil. Dívidas do cartão de crédito rotativo não serão incluídas. A renegociação será direta entre cliente e banco, com juros de 2,99% ao mês (hoje a média é de 7%). O governo espera beneficiar até quatro milhões de pessoas. Bradesco e Itaú não participam dessa modalidade do Desenrola 2.

“Pacto de silêncio”

Principal rival do PT na Bahia, o grupo político de ACM Neto (União Brasil) optou por não explorar publicamente a operação da PF que mirou o senador Jaques Wagner, que tenta a reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em março, petistas e o grupo do ex-prefeito de Salvador, que também teve a campanha impactada após revelação de pagamentos do Master, selaram um acordo para deixar o escândalo fora da disputa estadual. Na semana passada, ACM Neto foi sucinto: “Essa questão cabe ao Judiciário. O que esperamos é que a investigação seja completa, isenta e correta”.

Agora, governador

O ex-ministro Márcio França (PSB-SP) está desistindo de disputar com Simone Tebet a vaga do partido ao Senado. Além do acordo com a cúpula do PSB, Simone disputa com Marina Silva o primeiro lugar nas pesquisas, enquanto França aparece em quarto lugar. Agora, ele avalia que pode ter mais sucesso disputando o governo de São Paulo, no lugar de Fernando Haddad. No passado, como vice-governador, assumiu o Palácio dos Bandeirantes quando Alckmin deixou o cargo para compor chapa com Lula ao Planalto. Ainda assim, sua nova disposição não é levada a sério por muitos.

Os dois Flávio 1

O tiro dado por Romeu Zema na tentativa de angariar apoio do empresariado saiu pela culatra. Mesmo após sua filiação ao Novo, Flávio Rocha, herdeiro do Grupo Guararapes e das Lojas Riachuelo, trabalha nos bastidores em prol da candidatura de Flávio Bolsonaro. Rocha tem auxiliado o xará a construir pontes com empresários, sobretudo no Nordeste, região em que o “PL” tem seu pior desempenho nas pesquisas. Em troca, Flávio Bolsonaro já abriu espaço em seu palanque para Flávio Rocha, caso ele decida disputar a eleição ao Senado pelo Rio Grande do Norte.

Os dois Flávio 2

Apesar de todos os avisos em contrário, o ex-governador mineiro apostou que conseguiria fazer Flávio Rocha mudar de lado. O dono da Riachuelo apoiou Jair Bolsonaro em 2018 e 2022. Pelo jeito, ele jogou suas fichas na mesa errada. Mais: Romeu Zema caiu muito nas últimas pesquisas no primeiro turno — em algumas, abaixo de 2% (e Ronaldo Caido subiu), e não se conforma. Voltou a ficar como um barco à deriva, sem motor e sem vento a favor. Flávio Rocha já foi candidato ao Planalto quando jovem: foi apenas um sonho.

Mistura Fina

O acordo de delação do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, também tem chances limitadas na PGR e na PF. Até agora, não há provas robustas ou elementos suficientes para um acordo que acrescente fatos novos. O ex-presidente do banco é acusado de negociar com Daniel Vorcaro, controlador do banco, propina de R$ 146 milhões em imóveis de luxo em São Paulo.

Vorcaro também teve suas propostas de acordo recusadas por não apresentar fatos novos nem provas. A colaboração foi rejeitada duas vezes pela PF e uma vez pela PGR (Daniel pretende contratar outro advogado para tentar novamente). Preso há três meses, Costa é acusado de ter recebido propina para facilitar o acordo de compra de ativos do Master pelo banco público BRB. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, autorizou PF e PGR a negociarem acordos de delação sem sucesso.

Enquanto membros de diversas cortes brasileiras discutem quanto devem receber além de seus salários, juízes dos Estados Unidos, que ocupam diferentes posições no sistema judicial, não têm qualquer penduricalho. Eles são proibidos por lei de receber bônus, adicionais ou auxílios. Têm direito a plano de saúde, seguro de vida e aposentadoria especial, podendo também receber por aulas ministradas em universidades ou cursos públicos. Nada de palestras para grandes bancos.

O único extra permitido é proveniente de livros publicados, e o ganho de juízes de instâncias inferiores não pode ultrapassar 15% do salário anual. Não existem nos Estados Unidos auxílios moradia, alimentação, combustível, creche, gratificações ou licenças compensatórias ou folgas convertidas em dinheiro. Os salários anuais variam entre US$ 250 mil e US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão), dependendo do cargo.

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