Colunistas

Giba Um

"Os tribunais têm autoridade para dizer o direito, mas não têm o monopólio da sabedoria política...

... A autocontenção não é fraqueza; é respeito à separação dos poderes que, em análise, é ela própria uma exigência constitucional", de Edson Fachin (STF), em aula magna a estudantes de Direito, em Brasília.

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O vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo, ex-comandante da Rota, registrou Boletim de Ocorrência, afirmando que uma pessoa tentou grampear seu telefone e fazer com que sua mulher abrisse uma conta em seu nome em um banco do Uruguai.

MAIS: Mello diz que "essa pessoa" (ele não fala quem é) foi contratada por alguns políticos que estariam tentando desmoralizar sua imagem. Mello Araújo é pré-candidato ao Senado, por escolha de Bolsonaro. Contudo, grande volume de integrantes do PL é radicalmente contra.

Não vai dar

Enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cresce nas pesquisas eleitorais, aliados do senador atuam para bombar a candidatura do filho de Jair Bolsonaro à Presidência. Alas do PL tentam convencer o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a entrar na chapa como vice. O mineiro insiste em levar adiante (sem chance) a própria candidatura ao Planalto. Eventual acordo levaria o PL a apoiar Matheus Simões (PSD), vice-governador, ao executivo mineiro. Flávio, contudo, já convidou Ratinho Júnior para ser vice, mas ele prefere se manter na corrida ao Planalto (é certa sua escolha). Para Zema, poderá sobrar o Senado, como para Ronaldo Caiado.

Campanha nacional

O governador Tarcísio de Freitas pretende nacionalizar grande parte de sua campanha de reeleição, com críticas frequentes a Lula no desempenho na economia. A opção de não se ater apenas a temas estaduais tem duplo objetivo: ajudar Flávio Bolsonaro e explorar flancos de seu adversário Fernando Haddad. E já começou há dias; disse que Haddad criou um imposto novo a cada 30 dias. A soma está errada: é um chute que causa um bom efeito. Num debate, Tarcísio fatalmente não conseguiria enumerar esse festival (seus aliados mais próximos não conseguem).

Olho em São Paulo

Números da pesquisa Datafolha, feita entre 3 e 5 de março, mostram as dificuldades de Lula e Haddad em São Paulo, o que estimula Tarcísio a ir para o ataque (os atacados também terão munição para devolver). No cenário mais provável, o presidente atinge 35% dos votos no primeiro turno entre eleitores do estado, contra 37% do Flávio, situação de empate técnico. Em comparação, nacionalmente o petista marca 38% contra 32% do opositor. Olho vivo.

Há mais de 600 dias 1

Deve dar em nada ao Partido Novo a representação contra Davi Alcolumbre no Conselho de Ética do Senado. A sigla questiona a condução institucional do presidente da Casa, que sentou em cima de CPIs do Banco Master, além de não andar com a análise de pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes (STF). Eduardo Girão (Novo-CE) quer ainda a prorrogação da CPMI que investiga a roubalheira do INSS.

Há mais de 600 dias 2

O Conselho de Ética está longe de ser conhecido pela produtividade: não se reúne desde julho de 2024. Na última reunião, os senadores analisaram quatro representações contra colegas. Votaram para arquivar tudo. Em 2024, foi apenas uma reunião. Antes disso, duas em 2023. Em 2020, 2021 e 2022, não houve sessão. A representação do partido foi apresentada à Secretaria-Geral da Mesa. O Conselho de Ética nem mesmo foi instalado este ano.

Reconhecimento feminino

Na segunda (16), um tapete vermelho foi estendido no hall da Assembleia Legislativa de São Paulo para a realização da segunda edição do Woman Awards, que homenageia mulheres extraordinárias em várias áreas de atuação. Além de reconhecer ícones culturais, o Woman Awards destaca lideranças e iniciativas marcantes por meio do programa Mulheres que Inspiram, que se concentra em executivas, diretoras, CEOs e visionárias que deixam sua marca ao longo da história. Outra parte do evento, Mulheres que Fazem a Diferença, é dedicada a empreendedoras e a aquelas que lideram projetos sociais inovadores. As categorias das premiações são inspiradas em mulheres que contribuíram significativamente para a cultura e a sociedade do Brasil. Por exemplo, a categoria Rita Lee abrange influenciadoras, humor, moda e beleza. A categoria Hebe Camargo homenageia talentos nas áreas de televisão, jornalismo, streaming, cinema, rádio e podcast. A categoria Gal Costa é dedicada às músicas de compositoras e cantoras, enquanto a categoria Clarice Lispector celebra a literatura e as artes.

O evento destaca a importância de valorizar as trajetórias de sucesso das mulheres, reconhecendo o trabalho de profissionais exemplares, o que estimula o surgimento de novos projetos transformadores. Nesta cerimônia, o prêmio máximo foi entregue à pesquisadora Tatiana Sampaio, que está à frente de estudos sobre a polilaminina, uma molécula desenvolvida em laboratório com potencial para ajudar na regeneração de neurônios após lesões graves na medula espinhal, recebendo o título de "Mulher do Ano". Além dela, outras premiadas incluíram Tati Machado, Patricia Poeta, Fernanda Lima, Carolina Ferraz e Ana Hickmann na categoria de apresentação; Andrea Guimarães (decoradora); Iris Abravanel (autora); as cantoras Karin Hills e Yasmin Santos; bem como Liliane Doretto (delegada), Kika Sato (influenciadora), Karina Sato (empresária), Bianca Andrade (empresária e influenciadora) e Dani Padalino (chef), entre muitas outras.

Paulo Guedes quer ser "Rasputin da economia"

Seja quem for o futuro ministro da Economia do governo Flávio Bolsonaro (se vencer, claro), uma coisa é certa: Paulo Guedes, ex-ministro de Bolsonaro e até "Posto Ipiranga", será seu "Rasputin da área econômica". Grigori Rasputin foi o principal conselheiro do Czar Nicolau II — mandava mais do que qualquer membro da Corte. Já voltar ao Ministério da Fazenda nem pensar. Influenciar de fora para dentro do governo é m figurino que agrada tanto ao ex-ministro quanto a Flávio. A ideia de que Guedes estará por trás das decisões econômicas é vista como um trunfo junto a uma razoável parcela do eleitorado do "01". Guedes criou um fã-clube. Inclusive, não falta quem atribua a sua performance a uma parcela importante da vitória eleitoral do papai Bolsonaro. Desde a campanha, o economista chegou a criar uma chancela para o ex-presidente. Contudo, Guedes não quer mais a pressão, a burocracia e o excesso de trabalho do cargo de ministro. Mas não vai desaparecer nas nuvens, como faria Rasputin. Guedes é vaidoso e entenderá que uma vitória de Flávio é como sua vitória também.

Dois candidatos

Junto à comunidade de capitais, dois nomes já despontam como candidatos à feição de ministro da Fazenda. Um é Gustavo Montezano, preparado, passou pelo Opportunity e pelo BTG Pactual. O segundo é o economista Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro na gestão do próprio Paulo Guedes. Toca violão a quatro mãos com o ex-ministro da Economia. Mansueto é sócio e economista do BTG Pactual. Mantidas as coordenadas, Guedes na posição de "Rasputin" e Gustavo Montezano executando uma política que não foi desenhada por ele. Pensam igual e a ordem das funções não alterará o produto.

 Não foi desta vez

Fundado por John J. B. Wilson e Mo Murphy, o Framboesa de Ouro surgiu como uma paródia ao Oscar, ressaltando anualmente os aspectos mais criticados do cinema. A atriz brasileira Isis Valverde, que estava concorrendo na categoria de Pior Atriz Coadjuvante por sua atuação em "Código Alarum", sua estreia em Hollywood, onde interpretou a médica Bridgette Rousseau, não recebeu o prêmio. A categoria foi vencida por Scarlet Rose Stallone, filha de Sylvester Stallone, por seu papel no faroeste "Terra de Pistoleiros". Vale destacar que Isis divide o elenco de "Código Alarum" com Sylvester, que interpreta um agente da CIA. O ator acumula um impressionante total de 12 vitórias em sua carreira para a ‘premiação’. O filme "Guerra dos Mundos" foi o grande destaque entre os fracassos, conquistando cinco prêmios (Pior Filme, Pior Diretor, Pior Roteiro, Pior Ator e Pior Remake/Sequência). Rebel Wilson foi reconhecida como Pior Atriz por "Bride Hard", enquanto os sete anões digitais do longa "Branca de Neve" foram agraciados com o prêmio de Pior Ator Coadjuvante. Os anões, para quem não sabe, foram gerados por computação gráfica e foram classificados como ‘aterrorizantes’ pelo público. Vale lembrar que Rachel Zegler também foi amplamente criticada por ter sido escolhida para protagonizar o clássico de 1937.

Sem transição

Olavo Noleto, escolhido para substituir Gleisi Hoffmann, na Secretaria de Relações Institucionais, assumirá o cargo em um voo às cegas. Até agora, Gleisi tem mantido futuro ministro à margem das negociações mais sensíveis entre os parlamentares. A postura causa incômodo dentro da própria base aliada, a começar pelo líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA). O Planalto avisara que haveria uma passagem de bastão para evitar ruídos num momento delicado no Congresso, em ano eleitoral. Só que Gleisi é Gleisi.

Nove estádios 1

Preterida por Lula e pelo senador Flávio Bolsonaro nas negociações sobre eleições, a Igreja Universal do Reino de Deus dará uma inédita demonstração de força na sexta-feira da Paixão, em 3 de abril. A Universal, fundada pelo bispo Edir Macedo, fechou o aluguel de nove estádios de futebol pelo Brasil para o evento "Família ao Pé da Cruz": o Maracanã (RJ), a NeoQuímica Arena (SP), o Pacaembu (SP), o Mané Garrincha (DF), a Arena do Grêmio (RS), a Fonte Nova (BA), o Independência (MG), o Mangueirão (PA) e o Albertão (PI).

Nove estádios 2

A ideia é lotar as arenas, fazer a tradicional celebração às vésperas da Páscoa, mas também passar uma mensagem da força da única igreja brasileira dona de um partido, o Republicanos, comandado pelo deputado federal e bispo licenciado Marcos Pereira. Quem está dando seu caráter político ao evento é o bispo Renato Cardoso, genro de Macedo e apontado como seu sucessor no futuro.

Mistura Fina

A campanha à reeleição de Lula terá em sua coordenação nomes de estrita confiança do presidente e algumas figurinhas veteranas da velha guarda do PT. O comando geral é de Edinho Silva, presidente do partido. Paulo Okamoto será responsável por comitês populares e redes sociais. Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, focará na economia, enquanto José Filippi Jr., ex-prefeito de Diadema, será o tesoureiro.

E mais: Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete dos dois primeiros governos de Lula, será o responsável pela agenda. Mônica Valente, secretária-executiva do Foro de São Paulo, ficará com a mobilização nos estados, e José Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, se dedicará ao programa de governo. O marqueteiro será Raul Rabelo. O grupo pode ainda ser ampliado. Um nome provável é do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral. Detalhe: muitos são nomes respeitados, só que estão afastados das instâncias partidárias.

Lula levou quase oito meses para aplicar um tardio “princípio de reciprocidade", cancelando o visto de um assessor do governo dos Estados Unidos que monitora fatos do Brasil que possam interessar ao seu país. Ficou claro que o petista tenta criar fato político que faça parar sua curva declinante e a curva ascendente do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Lula anunciou o cancelamento do visto do americano no palanque eleitoral em que transformou na inauguração de ala hospitalar.

Além de demorar a reagir ao cancelamento de visto do seu ministro da Saúde, Lula ainda equiparou o auxiliar ao sub do sub de Trump. Em discurso com fala agitada, disse que o assessor do presidente americano teria o visto de volta quando Alexandre Padilha recuperasse o seu. A valentia de Lula nasceu no botão de pânico acionado no governo. Na falta de ideia melhor, mandaram Lula insistir na história de "soberania".

Não é só pelos US$ 6 milhões ao recorrer à Justiça dos Estados Unidos para pedir o reembolso da referida cifra por taxas pagas durante o "tarifaço" imposto pelo governo de Donald Trump; a Eucatex tem em mente uma conta bem mais ampla. No cálculo dos Maluf, acionistas controladores, o processo é menos uma disputa pontual por valores desembolsados e mais um movimento para proteger a posição da empresa no mercado norte-americano, hoje o principal destino de suas exportações.

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CLAÚDIO HUMBERTO

O Brasil não pode normalizar ativismo político dentro do Judiciário

Senador Rogério Marinho (PL-RN), sobre ministro do TST se declarar "vermelho"

07/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Vingança de Lula fica para depois das eleições

A coluna conversou com aliados de Lula, com livre acesso ao Palácio do Planalto, e apurou que não deve demorar a reação do presidente contra as traições que impuseram a humilhante derrota ao petista, com a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas um dos alvos ficará em “banho maria”. Trata-se do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que não deve sentir a represália até as eleições, período em que Lula avalia que o senador tem bala na agulha.

Cabeça a prêmio

Uma das demissões seria a de Waldez Góes, titular do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, “peixe” de Alcolumbre.

Desempenho blinda

Outro ministro ligado a Alcolumbre, Frederico Siqueira (Comunicações), pode até rodar, mas sua atuação técnica o deixará por último.

Engana bobo

O petista quer aprovar PEC da Segurança Pública, para fingir que se interessa pelo tema, e sua agenda de não-trabalho: o fim da jornada 6x1.

Trunfo

A PEC da Segurança já está na gaveta de Alcolumbre, nem relator tem ainda, já a escala 6x1 deve chegar ao Senado no próximo semestre.

Governo já pagou R$2,7 bilhões de emendas este ano

O governo Lula (PT) já pagou R$2,7 bilhões em emendas parlamentares, apenas este ano. Enquanto usou como munição política o “empenho” (reserva) de R$12 bilhões às vésperas da votação da sabatina de Jorge Messias, rejeitado pelo Senado, a administração petista distribuiu de fato cerca de R$200 milhões nos últimos dez dias. As informações são da Transparência do Tesouro Nacional, que contabiliza a grana distribuída.

Dois tipos

Até agora em 2026, emendas individuais custaram R$1,52 bilhão ao pagador de impostos e emendas de bancada, outros R$1,19 bilhão.

Termômetro

Em abril, o governo Lula pagou quase R$437 milhões em emendas, mas o recorde de 2026 foi em fevereiro, quando distribuiu R$1,13 bilhão.

Falta muito mais

O total distribuído pelo governo Lula não inclui emendas parlamentares que já começaram a ser pagas no mês de maio.

Sem prazo

Após a defesa entregar a proposta de delação premiada do banqueiro preso Daniel Vorcaro à PF e PGR, autoridades vão fazer a análise do material e avaliar quais benefícios pode receber. Não há prazo definido.

Rejeição fluminense

Pesquisa Futura/Apex (BR-02139/2026) mostra dificuldade de Lula no Rio de Janeiro. No segundo turno, perde para Flávio Bolsonaro (PL) e só empata com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Nada a esperar

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), faz parecer que não teme represália de Lula e cia. após a rejeição de Jorge Messias ao STF. Indagado sobre se espera outra indicação este ano, respondeu: "Tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada”.

Não vai

Para Eduardo Bolsonaro, Ricardo Salles (Novo-SP) não vai levar adiante a pré-candidatura ao Senado. O ex-deputado avalia que Salles não vai prejudicar a candidatura do amigo Guilherme Derrite (PP-SP).

Ação irregular

A Defensoria Pública da União insiste que Alexandre de Moraes (STF) violou direitos de Eduardo Tagliaferro, ex-servidor do Supremo e sem foro privilegiado. Apresentou novo recurso para anular ações de Moraes.

Faz o que quer

Líder de Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) falou sobre a escolha de Jorge Messias e não de Rodrigo Pacheco para a vaga no Supremo Tribunal Federal. Disse que não manda na cabeça do presidente.

Esclarecimento

Desde abril, hackers bandidos vendem na dark web dados de mais de 250 milhões de brasileiros e atribuem as informações à Serasa ou gov.br. A Serasa Experian diz que não houve qualquer invasão ao seu sistema, nem evidência que a origem das informações foi o seu banco de dados.

Espaço aberto

O senador Carlos Portinho, líder do PL no Senado, confirmou sua pré-candidatura como deputado federal e aponta gesto de lealdade: “A direita precisa estar unida e isso exige abrir mão de projetos pessoais”.

Pergunta na Casa Branca

Lula vai levar jabuticaba ou abacaxi?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não se bicavam

A “boa relação” entre Lula e FHC sempre foi um mito. Nem mesmo em momentos de dor eles abandonavam a aversão mútua. Certa vez, por ocasião do velório de Octavio Frias, dono da Folha, FHC foi avisado do interesse da imprensa em fotografá-lo ao lado de Lula, que era presidente: “Eu vou ter que cumprimentar esse cara?” José Serra, ao lado, recomendou: “Vai sim, Fernando, conto com sua educação”. FHC tentou devolver: “Pelo protocolo, quem tem que cumprimentar é o Serra.” Mas depois entregou os pontos.

Giba Um

"Ninguém pode ser investigado a vida toda. Não é só no inquérito das fake news. É em qualquer...

...inquérito. Processo penal não pode ser um ato de vingança. Inquérito eterno é o arbítrio", de Jorge Messias (AGU), sobre a falta de conclusão no inquérito das fake news

07/05/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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A pecuarista Teresa Vendramini, a Teka, é a favorita de Fernando Haddad para ser sua vice. Ela recusou as sondagens iniciais, mas aliados do ex-ministro agora têm mantido conversas com Teka, tentando convencê-la a aceitar a missão.

MAIS: no início do ano, ela se filiou ao PDT, que apoiará Haddad. Ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, a pecuarista daria uma sinalização de diálogo com o agronegócio, setor normalmente refratário a candidatos do PT em São Paulo.

Giba Um

Custo alto

O Met Gala de 2026 ocorreu na segunda-feira (4), no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Este evento é amplamente considerado um dos mais exclusivos a nível mundial, reunindo estrelas, estilistas e personalidades de destaque da cultura em uma celebração que mistura arte, moda e glamour em sua forma mais intensa. O tema selecionado para este ano foi "Costume Art", e o código de vestimenta estabelecido foi "Fashion is Art". A ideia era mostrar que roupa vai muito além de tendência: é expressão, história e até obra de arte, tudo conectado ao corpo humano e à criatividade. Algumas das celebridades que compareceram realmente abraçaram o tema de maneira significativa e, apesar de seus trajes poderem ser alvo de críticas em outros ambientes, neste evento foram recebidos com aplausos, mesmo quando um pouco controversos. O custo para participar é elevado; em 2026, um ingresso individual custou cerca de US$ 100 mil, enquanto uma mesa pode chegar a até US$ 350 mil, o que representa aproximadamente R$ 1,7 milhão. Entretanto, a maioria dos convidados não paga essa quantia; marcas renomadas compram mesas e levam celebridades para representá-las, tornando sua presença não só relevante, mas também financeiramente viável. Além disso, o acesso ao evento é extremamente restrito; apenas aqueles que estão na lista, meticulosamente selecionada por Anna Wintour, podem entrar. Entre as personalidades presentes estavam Beyoncé, que atuou como coanfitriã, além de Heidi Klum, Madonna, Rihanna, Katy Perry, Blake Lively, o clã Kardashian-Jenner, Hailey Bieber, Cardi B, Sabrina Carpenter e Cher, só nomes de peso, todas conhecidas por sua influência no mundo da moda e do entretenimento.

Lula e Messias: um ano sem encontros

Lula e Jorge Messias fazem pose de amigos fraternais, mas a agenda oficial sinaliza que o presidente não se empenharia pelo escolhido para a vaga de Luís Roberto Barroso como ministro do Supremo Tribunal Federal. Lula não pediu voto para Messias a qualquer senador. Acreditava que sua indicação era mais do que suficiente para sua eleição. Os encontros privados entre os dois aconteceram até 2024 e, ainda assim, cada vez menos. Lula não repetiu 2023, quando recebeu Messias por dez vezes, mais do que qualquer deputado ou senador. Em 2024, depois de Lula preterir Messias e escolher Flávio Dino para a vaga de Rosa Weber, foram apenas quatro despachos privados. Na agenda oficial do presidente, não há registro de encontros com o titular da AGU em 2025. E nem mesmo neste ano, quando apostou que Davi Alcolumbre não impediria a vitória de seu indicado ao Senado. Achava que Alcolumbre já esquecera de que, quando Lula indicou Messias, não se dera ao trabalho de avisá-lo. A propósito: Messias não foi o único que Lula não recebeu; pelo menos 13 ministros não foram recebidos pelo petista em 2026.

Juntos na rampa

Em suas últimas declarações, Flávio Bolsonaro vinha se considerando um "Bolsonaro moderado" e agora partiu para um "Bolsonaro vacinado", garantindo que não receberá o extremismo do pai. O PL da Dosimetria foi apenas, contudo, um passo para garantir impunidade aos golpistas, incluindo o ex-presidente. Ele não esconde que sua meta é emplacar uma anistia que tire Jair da prisão até o fim do ano, "para que ele possa subir a rampa comigo". Ele sabe, todavia, que, se eleito, seu pai governará ao seu lado, no seu estilo e "no seu sonho de vingança".

Giba Um

Enchendo o porquinho

A atriz Juliana Paes, hoje aos 47 anos, se deu o luxo de encerrar o longo contrato que tinha com a Globo, podendo atuar e escolher os trabalhos, principalmente em plataformas de streaming. Com um tempo mais livre, ela pode se dedicar ao carnaval, ocupando o posto de Rainha de Bateria da Viradouro, que se sagrou campeã neste ano. Apesar de tudo, ela já avisou que, no ano que vem, não ocupará mais o cargo, mas, mesmo assim, permanecerá na escola como musa. Com mais pausa entre um trabalho e outro, Juliana também pôde realizar um sonho de infância: viajar para o Japão. Em suas redes sociais, compartilhou fotos dessa realização e contou que o sonho surgiu quando tinha 10 anos, com a memória de um papel de carta com uma menina sob cerejeiras floridas. “Mantive aquela imagem na cabeça por anos até descobrir que aquela paisagem (e talvez o sentimento que a imagem manifestou em mim) tinha tempo e lugar certo para acontecer: Japão na floração de cerejeiras! Esperei alguns bons anos até finalmente conseguir estar ali, debaixo das cerejeiras e suas flores que olham para baixo, como se quisessem olhar de volta quem as admira… Sentindo aquele senso de realização que tem a ver com a ordem do sonhar”. Além do trabalho como atriz, ela tem faturado bastante com propagandas ou publis (publicidade das redes sociais); entre tantas, Dakota (da qual é garota-propaganda), Resfenol, Natura, Clínica Even, entre outros.

Giba Um

Outro filho

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro decidiu que vai começar a chamar o presidente Lula de "pai do Lulinha". É uma tentativa de desgastar o presidente com temas que estão no radar do eleitor, como as fraudes do INSS. Flávio também tem informações de que a Polícia Federal avançou significativamente, nas últimas semanas, em suas investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A preocupação do presidente teria aumentado com essas informações, e ele tenta blindar o filho. Seus movimentos já foram mapeados pelos investigadores, e as diligências prosseguem. A PF prepara surpresas para os próximos dias.

Suplência, não!

Aliados de Fernando Haddad já acham que será difícil impedir Márcio França (PSB) de concorrer a uma vaga para o Senado por São Paulo, porque ele controla o partido no estado. A outra vaga deve ficar com Simone Tebet, também do PSB (já acertada com a cúpula do partido). Há quem ache que oferecer uma suplência para o Senado a Marina Silva (Rede) seria uma solução (ela não quer saber da Câmara). Ela já estrilou e avisou que as chances de suplência para o Senado são zero. "Esse debate não é condizente com o tamanho e a qualidade de nossa representação e contribuição".

Pérola

"Ninguém pode ser investigado a vida toda. Não é só no inquérito das fake news. É em qualquer inquérito. Processo penal não pode ser um ato de vingança. Inquérito eterno é o arbítrio",

de Jorge Messias (AGU), sobre a falta de conclusão no inquérito das fake news.

Virando as costas 1

Analistas de plantão lembram que Davi Alcolumbre tem um histórico de voo solo e rompimentos ou, simplesmente, de virar as costas. Matéria da revista Piauí mostra que, por anos, Alcolumbre foi aliado e assessor do ex-presidente Sarney. Aprendeu tudo com ele, até que o abandonou. Em 2014, contrariou Sarney, lançou-se candidato ao Senado e venceu. Sarney não o perdoou. Como presidente do Senado, foi aliado de Bolsonaro no início de seu governo, mas rompeu.

Virando as costas 2

Ainda Alcolumbre: ele foi aliado de Lula até ser contrariado com a escolha de Messias. Agora, a reaproximação com o bolsonarismo é um novo caminho. Sua sobrevivência vai além dos casos do INSS e do Master e chega à disputa pela reeleição para a presidência do Senado. Os pedidos de impeachment serão as moedas de troca pelo apoio bolsonarista à sua recondução. Lula e aliados já estão debruçados sobre um plano capaz de liquidar a tentativa de reeleição dele. Do Amapá, poderão surgir fatos surpreendentes, para dizer o mínimo.

Derrotas seguidas 1

As duas grandes derrotas do governo Lula no Congresso Nacional, na semana passada — primeiro com a rejeição de seu indicado para o Supremo, Jorge Messias, e depois com a derrubada do veto à lei que deverá reduzir penas dos condenados pelo 8 de janeiro — anunciam dificuldades que as pesquisas já indicam que o presidente enfrentará nas eleições. A média das principais pesquisas de segundo turno divulgadas em abril aponta Flávio com 44,8% e Lula com 44,3%.

Derrotas seguidas 2

Lula lidera numericamente as pesquisas Nexus/BTG e CNT/MDA; Flávio está à frente na Atlas/Intel, Genial/Quaest, Apex/Futura e Datafolha. Nas simulações do primeiro turno, todos os seis institutos apontam liderança numérica de Lula, com até cinco pontos de vantagem. Até mesmo resultados de plataformas de previsão e apostas, agora proibidas no Brasil, indicam chance cada vez menor de vitória de Lula.

Outback ameaçado 1

O cardápio societário do Outback Brasil deve passar por uma razoável transformação. Tanto a Vinci Compass, dona de 67% do capital, quanto a Bloomin' Brands, detentora dos 33% restantes, avaliam reduzir sua participação acionária. Se a gestora de Gilberto Sayão pretende abrir caminho para a entrada de outro investidor, capaz de acelerar o plano de expansão da rede de restaurantes, a motivação do grupo americano é outra. A Bloomin' Brands, dona global da marca Outback, precisa concentrar capital e energia no turnaround de sua operação nos Estados Unidos.

Outback ameaçado 2

No Brasil, a cadeia de restaurantes tem aberto 15 lojas por ano; nos Estados Unidos, teve de digerir oito trimestres seguidos de queda nas vendas, em uma verdadeira frigideira de óleo fervente: a Bloomin' Brands fechou 21 restaurantes nos Estados Unidos. Esse contexto empurra o grupo norte-americano para uma nova redução de sua fatia no Outback Brasil — a primeira se deu em 2024, exatamente com a venda de 67% para a Vinci Compass. Ainda com participação menor, a Bloomin' Brands pode preservar sua exposição a uma operação forte e liberar capital para arrumar a própria cozinha nos Estados Unidos.

Mistura Fina

Rejeitado para a cadeira do Supremo, o ministro Jorge Messias, que ainda pode se consolar chefiando a AGU (Advocacia-Geral da União), faturou mais de R$ 83,1 mil em penduricalhos de janeiro a março, última data disponível de seu holerite. O contracheque de Messias tem como remuneração básica bruta o valor de R$ 79.805,71, mas o abate-teto salva o contribuinte de ter de bancar a fatura e reduz R$ 46.593,83 do montante.

O salário de Messias foi engordado com "verbas indenizatórias" e "distribuição de saldo de honorários advocatícios". Os honorários extras, por ter feito o que já é pago para fazer, somaram R$ 77,2 mil, sendo R$ 35,2 mil apenas em fevereiro. O restante (R$ 5,9 mil) veio da nebulosa "verba indenizatória": R$ 2,1 mil em janeiro, considerando salário médio de R$ 3,7 mil (PNAD).

Dados do sistema de Gestão de Apostas do governo federal mostram que a cidade do Rio de Janeiro lidera a lista de municípios no país com mais pessoas físicas cadastradas em sites de apostas. Em março, um total de 1.793.348 estavam vinculados às bets. A cidade fica à frente até de São Paulo (715.256 CPFs cadastrados), cuja população é maior do que a carioca. No Brasil, como um todo, cerca de dez milhões tinham cadastros ativos.

Depois de uma reunião com Gabriel Galípolo, presidente do BC, a governadora do DF, Celina Leão (PP), tranquilizou muita gente: o BRB não será liquidado. Mais: os 318 deputados que votaram pela derrubada do veto de Lula à lei de Dosimetria são suficientes até para alterar a Constituição. Representam 62% de toda a Câmara e os 49 senadores, 60,4%. Partidos como PSD e MDB, que somados têm seis ministérios no governo petista, liberaram suas bancadas no Senado para a derrubada do veto de Lula à Lei da Dosimetria.

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